domingo, 2 de janeiro de 2011

Love of the Seas- capitulo 16

O dia do lançamento do livro chegara. Eu passara algumas horas no salão fazendo as unhas das mãos e dos pés, hidratando e fazendo escova nos cabelos. Não sou muito de freqüentar cabeleleiro para fazer escova. Quando vou é só para cortar e hidratar, mas, esta era uma ocasião especial e gostei do resultado porque os cabelos ficaram brilhantes e sedosos.

Nas unhas passei um vermelho sangue. Escolhi para vestir um tubinho preto que tinha uma fenda lateral que ia até o meio da coxa e calcei sapatos de salto altos pretos. Brincos pingentes de brilhantes e o meu anel de noivado eram as únicas jóias que eu usava. Fiz uma maquiagem mais marcante para dar vida a roupa preta e, usei um batom vermelho.Quando Edward chegou num terno azul marinho, camisa social branca e gravata linda de seda azul com listras diagonais brancas e bege eu quase surtei! Ele estava lindo com aquele cabelo cobre meio despenteado. Ele era um charme só!

- Eu não vou conseguir fazer outra coisa hoje além de olhar para você!

- E vai encontrar os meus olhos sempre em você! – disse me pegando pela cintura e me beijando com vontade. Quando ele me soltou estávamos os dois com a boca manchada de batom... Começamos a rir.

- Entre. Venha limpar a boca – falei rindo porque ainda estávamos parados na soleira da porta do apartamento.

Edward passou direto para o banheiro sendo seguido por mim. Limpamos a boca e eu me virei para ele.

- É melhor beijar de novo porque quando colocar o batom será só bitoquinha! – disse oferecendo um biquinho para ele beijar. Ele caiu na gargalhada e me puxou pela cintura.

- Neste caso acho que devemos aproveitar! – disse e cobriu a minha boca com a dele num beijo que me deixou de pernas bambas.

- Err... Pode devolver a minha alma, por favor? Disse brincando arrancando outra gargalhada dele.

- Só se você devolver o meu coração. - Respondeu ele ainda rindo.

- Nada feito. Pode ficar com a minha alma... Ela é sua mesmo, mas o seu coração eu não devolvo. – disse

- Tudo bem, ele não me serviria de nada sem você. – disse ele e sorriu piscando para mim.

Passei o batom de novo e saímos. Quando chegamos a Livraria das Artes muitos fotógrafos e jornalistas já estavam lá aguardando minha chegada. Edward abriu a porta e me ajudou a descer do carro. Os flashes explodiam na nossa cara me deixando meio desnorteada. Edward me pegou pelo braço e me guiou até dentro da livraria. Alguns poucos convidados estavam lá, além de Mike e Ângela. Todos vieram me cumprimentar. Mike me puxou para apresentar alguns jornalistas e Edward ficou um pouco à parte para que eu recebesse a devida atenção sem atrapalhar.

- Ângela. – chamei e ela aproximou-se. - Pode, por favor, dar um pouco de atenção ao Edward, só até eu me livrar desses jornalistas? – pedi

- Claro que sim. E, não tenha pressa – ela me disse brincando.

- Srta. Swan – um dos jornalistas chamou – É verdade que esse seu romance bateu recorde de vendas antes mesmo de ser lançado.

- Sim. Tive essa feliz confirmação recentemente. – respondi com um sorriso

- No que a Srta. considera este romance melhor do que nos outros? – perguntou outro jornalista

- Bom esse foi um livro escrito por uma mulher mais madura. Pude compreender e me identificar com os sentimentos da personagem, por que também estou amando com a mesma intensidade que ela. – disse olhando para Edward e recebi aquele seu olhar que me deixava com pernas de gelatina.

- Quem é o seu amor? – perguntou o primeiro. – É o homem que chegou com a Srta.? - perguntou e os flashes se viraram para um Edward impassível.

Fiquei em silêncio e olhei para o Edward pedindo o consentimento dele para tornar pública nossa relação. Ele fez um ligeiro aceno que sim. Eu estendi minha mão para ele que veio pegá-la.

- Apresento-lhes senhores, meu noivo o Sr. Edward Cullen.

- O senhor é o Edward Cullen, herdeiro das milionárias empresas Cullen? – senti Edward ficar tenso ao meu lado e olhei para ele... Como assim herdeiro das milionárias empresas Cullen?

- Edward? – perguntei confusa. Por que ele me esconderia isso?

- Bella, podemos conversar sobre isso depois? – Perguntou com expressão tensa.

- Olhei para Mike em busca de ajuda com os jornalistas que agora faziam unicamente perguntas pessoais.

- Senhores, por favor! - Mike chamou a atenção deles com voz forte. - Se houver mais uma pergunta que queiram fazer sobre o romance “Um amor real” estamos dispostos a responder, senão considerem a entrevista encerrada.

Respondi no automático mais duas ou três perguntas sobre o livro e depois Mike encerrou a entrevista dando início ao coquetel.

Eu passei o resto da noite anestesiada. Por que Edward mentira para mim, fazendo-me acreditar que era o Capitão e dono de um navio no qual trabalhava para viver?

Terminei a noite após os autógrafos e agradeci a presença de todos sendo aplaudida saí sem esperar pelo Edward, sabendo que ele me seguiria.

Ele abriu a porta do carro para eu entrar e depois sentou atrás do volante em silêncio, dirigindo até o meu apartamento.

- Quando pretendia me contar, Edward? Ou não pretendia? – perguntei com voz sufocada.

- Bella... Desculpe-me! Eu ia contar para você, eu juro! Não queria que descobrisse assim. - disse e olhei para ele... Meus olhos cheios de dor e desconfiança.

Edward apertou com força o volante do carro.

- Eu estava combinando com meu pai um jantar antes de minha partida para apresentá-la e contar-lhe sobre minha real situação e da minha família.

- Você não confiou em mim, é isso? O quê... Achou que eu podia ser alguma interesseira ou caça-dotes?- perguntei as lágrimas caindo pelo meu rosto.

- Não, Bella. Nunca! Por favor, amor... Começou a falar, mas, eu o interrompi.

- Não me chame assim... Quem ama confia! Tirei o anel do dedo soluçando muito e entreguei a ele que não quis pegar

- Bella, seja razoável. Deixe-me conversar com você! – ele implorou

Joguei o anel em cima dele e saí correndo do carro. Edward desceu atrás de mim e me segurou antes que eu conseguisse entrar no apartamento. Ele me abraçou e me beijou com desespero.

- Nunca mais duvide do meu amor por você. Isso é a pior blasfêmia que se pode cometer. – disse ele. A dor que sentia dentro de mim era tão grande que minhas forças me abandonaram e meus joelhos me puxaram para baixo, mas, não perdi a consciência.

- Bella! – Edward desesperado me amparando. Ele me pegou no colo e levou para o apartamento. Colocou-me na cama e sentou-se ao meu lado. Eu soluçava com o rosto coberto pelas mãos.

- Por favor, Bella. Olhe para mim. – ele pediu, mas, eu apenas balancei a cabeça.

- Saia Edward. Do meu apartamento e da minha vida. – disse e a minha voz parecia que vinha de um túnel... Ele ficou calado mais alguns minutos, mas, depois levantou e saiu fechando a porta atrás de si, então eu chorei alto... E, chorei tanto que pensei que me afogaria nas minhas próprias lágrimas.

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