quarta-feira, 22 de agosto de 2012

FanFic 'Dark Queen' - Capitulo 01 - O Começo do Fim




Conforme prometido, Fanfic nova chegando por aqui. Divirtam-se!


Prólogo
Eu estava em meu quarto sozinha... Mais uma noite... sozinha.
As fotos que Alice tinha tirado de nós espalhadas por toda a cama. Meus olhos estavam secos... Já tinha chorado todas as lágrimas possíveis. O buraco estava lá a espreita, só esperando uma chance de me tragar novamente. Acho que me acostumei com ele, tanto tempo me sentindo assim e esse oco já era quase uma entidade na sala.
“Como ele pode ser tão irredutível... como pode dizer me amar e não querer compartilhar isso comigo?”
“Onde estes impasses nos levariam... sempre lutando... sempre discordando...”
Eu estava exausta.
“Dois meses e ainda tanta reserva de sua parte. Quem sou eu pra ele? Quem sou eu pra mim?”
“Aliás, quem eu quero ser se minha vida, meus pensamentos e todo o universo ‘pelo menos o meu’, gira em torno dele?”
Tantas perguntas... Tudo tão confuso... Minha cabeça girava em um turbilhão.
Isso já foi longe demais, eu tenho que tomar uma decisão. A mais importante das decisões e sei, que assim que decidir ficarei em paz.
Eu espero.
  Dark Queen
1
O inicio do fim
***
Head Over Feet / Da Cabeça Aos Pés

You've already won me over in spite of me / Você já me conquistou, apesar da minha vontade
Don't be alarmed if I fall head over feet  / Não se assuste se eu me apaixonar da cabeça aos pés
Don't be surprised if I love you for all that you are / E não fique surpreso se eu te amar por tudo que você é
I couldn't help it / Eu não pude evitar,
It's all your faults / É tudo culpa sua.

Your love is thick and it swallowed me whole / Seu amor é enorme e me engoliu inteira,
You're so much braver than I gave you credit for / Você é muito mais corajoso do que eu pensava,
That's not lip service / E isso não é da boca pra fora

Alanis Morissette
***
Três dias antes
Alice estava comigo em meu quarto, me arrumando, suas mãos pareciam borboletas suaves em meus cabelos. Nosso plano secreto estava traçado e confirmado. Eu estava decidida e não sabia se iria agüentar tanta expectativa. Hoje eu tentaria mais uma vez empurrar os limites entre eu e Edward Cullen, meu namorado vampiro. O que eram os limites do corpo se ele já tinha meu coração mesmo?!
A fadinha louca tinha preparado tudo de forma muito sutil se desfazendo da família e eu iria passar a noite na casa dos Cullens.
Carlisle e Esme iriam caçar em uma reserva noutra cidade próxima a Seattle durante todo o fim de semana, Emmett e Rosalie iria com eles pois Rose queria um lugar decente para dançar e mostrar seu novo vestido de festa, Alice e Jasper ficariam para dar cobertura, mas ela me garantiu que não ouviria nem espiaria, até parece que acreditei. Eu corei até a raiz dos cabelos imaginando Jasper na mesma casa com sua super audição.
No dia anterior ela havia me levado a Port Angeles...
***
 “Bella maninha...” Disse pulando em minha cômoda e batendo palmas. “Uma ocasião dessas merece serviço completo, roupas novas, unhas perfeitas, depilação... Hurg! Dizem que isso dói, mas uma mulher pode ser masoquista quando se trata de beleza não é mesmo? Você concorda não é?”
Ela nem me dava tempo pra deixar escapar minhas súplicas. “Alice, por favor. Seremos apenas Edward e eu, nem sei se ele concordará com isso, você sabe como seu irmão é moralista e cheio de limites. Ele n...”
Ela bufou me interrompendo e descruzandos as pernas perfeitas descendo da cômoda onde estava empoleirada... “Ele é paranóico isso sim, se preocupa demais se quer minha opinião. Diz que jamais colocará os desejos dele ante a possibilidade de te machucar e Blá... Blá... Blá... Pfuhhh! Besteira pura já que ele acha que você é feita de cristal e se ele encostar demais vai quebrar. Você é uma jovem mulher que sabe o que quer e como deseja conduzir sua vida. Está passando da hora disso acontecer, ele já está ranzinza e Jaz diz que é por falta de sexo, se bem que ele tinha que transformar você primeiro não é... Aí não corria o risco de te quebrar...” Ela deu uma rizadinha abafaba com as mãos.
Tudo isso foi dito em um fôlego só, sem pontos nem vírgulas e com velocidade acelerada, enquanto quase fazia um buraco no chão do meu quarto.
“MARY ALICE!” Eu gritei me levantando da cama e jogando um travesseiro nela que se desviou com graça e o pegou no ar.
“Calma, respira, mesmo que você não precise. Tá falando disparado de novo, não entendi nada que disse e, além disso, quem está falando de sexo?” Eu dei de ombros. “Eu terei sorte se ele tirar os sapatos e eu não gosto que você critique seu irmão a propósito.”
Dizer que eu estava nervosa era o eufemismo do século, aliás, eu não estava nervosa, estava histérica. Nunca nesse tempo em que eu e Edward estavamos juntos tivemos qualquer intimidade física, mesmo sabendo que nós nos amavamos eu sentia falta de pequenas coisas como ele ficar a mais vontade em meu quarto quando vinha passar a noite. Ele era sempre tão formal. Não que eu esteja reclamando, é ótimo ter um namorado respeitador e cavalheiro, mas tudo tem limite.
Alice ficou insana assim que percebeu minha declaração e que eu tinha algo em minha mente.
“Cuspa Bella, agora...” Ela me desafiou. Então eu gaguejei, corei, engasguei, mas consegui por pra fora.
Objetivo: Seduzir meu namorado irredutível e cheio de pudores e levá-lo pelo menos a me tocar de forma menos casta. Afinal eu já beirava os 19 anos e apesar de estar pronta, ainda era virgem. Nosso relacionamento era praticamente o mesmo que os do século XIX. Século de Edward, porém sem os vestidos com espartilhos e as cartolas. Eu o compreendia, mas sentia falta de mais intimidade. Que garota de 18 anos não quer dar uns amassos com o namorado quente? Alice me tirou das minhas divagações delirantes com o ‘namorado quente’.
“Como assim tirar os sapatos? Ele passa praticamente todas as noites em sua casa, na sua cama pelo amor de Deus. Como assim ele nem tira os sapatos?” Alice me encarava boquiaberta.
Tentei nos defender. “Ele diz que tem os pés frios demais.” Falei sem graça escondendo o rosto vermelho por trás de uma cortina de cabelo.
“Isso tem que acabar.” Alice ficou séria pela primeira vez na conversa. “De onde Edward tira estes conceitos. Um século inteiro e ele ainda é o mesmo cabeça dura teimoso que Carlisle conta. Quando coloca uma coisa na cabeça ele fica irredutível. Coisa de vampiro senil, se é que vampiro fica senil... Jasper é mais velho que ele e é muito normal pra um vampiro. Será que sangue de animal deixa senil a longo prazo? Não, que besteira a minha, claro que não. Carlisle bebe de animais a mais tempo que qualquer um que conheço e não é senil, Edward é que é difícil de domar, mas ele...” Ela ergueu o dedo indicador mostrando que um plano começava a se formar na cabecinha doida dela e então ela falava sem parar a velocidade da luz, agitadíssima quicando pelo meu quarto parecendo realmente uma fadinha louca. Por fim fiquei zonza com a agitação me deitando na cama e abraçando meu travesseiro deixei que ela falasse e falasse por uns 15 minutos me perdendo em pensamentos. Quando cansei de esperar me fiz ouvir.
Expliquei minhas razões e ela concordou comigo. Estava na hora. Eu o amava, jamais iria querer outro homem que não fosse ele, ele era mais lindo e mais desejável que qualquer outro e meu corpo pulsava dolorosamente cada vez que ele me olhava, ou sorria ou respirava, ou caminhava... Enfim, era ele e seria sempre ele.
Eu não tinha esperanças de conseguir algo muito além dos limites rígidos impostos por Edward, mas a falta de intimidade física entre nós me incomodava muito. Era como se faltasse alguma coisa. Ele quase não me tocava e quando o fazia era com tantas reservas que eu por vezes me perguntava se seu controle era tão falho assim.
Claro que ele estava sempre por perto, suas mãos estavam em mim o tempo todo, porém era como se eu fosse uma criança delicada que necessitava ser amparada pelo seu pai para não cair e não uma mulher cheia de desejo pelo seu homem.
Minha insegurança havia sofrido um aumento considerável desde que eu fiquei sozinha no outono passado. Edward me abandonou achando que me protegia, mas foi aí que o perigo veio mais intensamente. Foram sete meses de pura tortura e desespero, onde eu vivi simplesmente em transe, devastada pela dor e solidão e minha única rocha era Jacob e a alcateia – homens lobos da tribo indígena local.
Eles me protegeram de Laurent ‘vampiro do mal’ que queria me matar e me salvaram quando tudo parecia perdido. O que restou após a volta dos Cullen foi a enorme mágoa de Jake. Ele que havia se tornado meu melhor amigo na ausência dos meus vampiros agora me evitava por eu os ter aceitado de volta tão rápido. Ele queria que eu fizesse Edward sofrer como eu sofri.
Ele deveria me conhecer melhor, visto que passávamos muito tempo juntos, mas acho que eu não era eu mesma sem a família que eu havia escolhido pra mim. Jake ficou ao meu lado e acabou se envolvendo emocionalmente e isso foi ruim, afinal ele era meu irmãozinho. Ele viu minha pior escuridão, mas não entedia esta minha dependência absoluta de Edward e dos Cullen. Eu não sabia como explicar que não era apenas um simples namoro que chegava ao fim. O que eu tinha com Edward era um compromisso eterno que nem mesmo meu cérebro compreendia. O que sei é que era atemporal e inevitável e quando ele partiu e me destruíu com suas falsas palavras foi como se todo um futuro estivesse perdido. Por isso fui tão arrasada. Eu não perdi só um nomoradinho de adolecência. Perdi minha familia também.
Cheguei ao limite extremo quando pulei do penhasco de La Push para intensificar minhas alucinações de Edward (é, eu tinha alucinações com ele) E isso indiretamente os trouxe de volta já que Alice pensou que eu tentara contra minha própria vida. Ela me viu saltando em uma de suas visões subjetivas do futuro e avisou a família que eu precisava deles. Fui tão imprudente. Mas Edward foi mais, tivemos que buscá-lo na Itália em uma cena épica e dramática. Ele pensando que eu havia morrido quis morrer também, tudo isso culpa de informações distorcidas passadas por Rosalie. Ele pediu ajuda aos Volturis, o clã de vampiros mais poderoso existente em todos os tempos. Eles eram a realeza. Eles poderiam tê-lo matado.
Por mais que Carlisle tente me convencer através de suas histórias antigas que o Clã Volturi não é inteiramente mau eu os considero assim... Um bando de loucos, psicopatas que fingem gentileza a fim de tirar proveito das fraquezas ou habilidades dos outros. Para mim eles são escória.
***
Estávamos no estacionamento do pequeno shopping de Port Angeles. Alice desceu do carro e esperou impaciente no lugar. “Anda Bella. Ai, você é tão devagar. Já são dez horas e seu horário no SPA é a uma da tarde.” Ela me puxava pela mão por entre os carros com uma elegância de dar inveja.
“Temos que comprar umas roupas legais, lingeries novas já que tenho certeza que as suas são aquelas de algodão com bichinhos desenhados que não dão tesão em ninguém a não ser em pedófilos, se bem se olharmos por esse ângulo você é uma criança já que Edward é 91 anos mais velho ela sorriu com indulgência pra mim enquanto eu revirava os olhos com o comentário ridículo. “E ainda tenho que te alimentar já que você come comida. Eca!”
Ela caminhava gesticulando enquanto eu ria me divertindo de suas expressões faciais engraçadas.
Entramos em uma loja cara que tinha roupas lindas e a vendedora quando viu Alice abriu um sorriso de orelha a orelha. Eu odiava fazer compras, mas Alice é sempre Alice. Até as vendedoras já a conheciam ou ao seu cartão de crédito Platinum internacional e sem limites.
Ela começou uma busca frenética pela loja me atirando peças e mais peças. Eu não me atrevia a olhar as etiquetas de preço, pois teria um ataque. O dinheiro da família era gasto de forma despreocupada por eles e eu me sentia usurpando o que não me pertencia, não tinha direito a isso, eles já me davam tanto.
Após uma hora e meia saímos com várias sacolas contra minha vontade. Demos alguns passos e entramos em uma loja de lingerie de marcas famosas, eu estava corada só de olhar. Ela começou a separar alguns conjuntos La Perla e Victoria Secret’s. Tudo que eu via eram rendas, babados e lacinhos. Peguei uma das etiquetas e fiquei pasma. Quem em sã consciencia paga 328 dólares em um conjunto de calcinha e sutiã?
“Alice, isso é pra você não é? Eu não tenho coragem nem de olhar quem dirá vestir. Além disso, o preço é um roubo.” Eu estava em três tons de vermelho olhando como um peixinho de aquário para o conjunto vermelho fio dental que ela tinha nas mãos.
“Bella a bobinha.” Ela zombou dando risada e revirando os olhos enquanto meu corar se intensificava num vermelho vibrante.
“Deixa de ser tão recatada, como vai seduzir meu irmão assim? Tem que relaxar, usar as armas femininas que possui e esconde por baixo destas camisetas e jeans. Você é linda Bella, tem que mostrar.” Ela baixou o tom para que a vendedora não nos ouvisse. “Ele pode ser um vampiro senil baby, mas sei como derrubá-lo num golpe.” Ela piscou de forma sapeca.
Alice tinha razão, como eu iria convencer Edward se até para me beijar ele era cauteloso. E eu? O que estava pensando? Armas femininas? Hum, que piada. Era só olhar pra mim que toda a coragem se evaporava. Nada especial, nada diferente nem sedutor. Talvez fosse por isso que ele sempre rejeitava qualquer avanço.
***
 “Bella, por favor, seja razoável, sabe por que não podemos ultrapassar os limites, não podemos nos exceder... Não é conveniente e eu posso te machucar. Você é tão frágil e macia...” Ele dizia já se afastando e prendendo minhas mãos ao lado do meu corpo.
Eu já estava ficando louca, Nós haviamos voltado a quase dois meses da Itália após uma longa ausência e fisicamente ainda estávamos na base dos beijos castos e puros e toques leves e suaves.
Ele nunca perdia o controle, mesmo fazendo de tudo para provar que me amava e que só partiu para me proteger dele, do perigo que sua espécie representava ele mantinha sua reserva e distância.
Seu exemplo era sempre Victoria, ‘outra vampira louca que também queria me matar’.
“Os lobos mataram Laurent quando ele veio te vigiar e isso era trabalho meu. Então eu tinha que matar sua comandante Victoria, ela queria vingança o que é comum em nossa espécie de monstros descontrolados.”
Ele me falou tentando me fazer ver o perigo que representava.
“Na tentativa de me despistar ela foi pra Dallas no Texas mais ao sul do país, o objetivo dela era se unir a Maria, a vampira sanguinária e violenta, ex-companheira de Jasper. Victoria queria aprender suas técnicas militares e ter mais poder. Mesmo deixando várias pistas falsas ao longo do país eu a interceptei e a matei antes que ela conseguisse chegar a Rockwall onde Maria estava. Eu jamais te deixaria desprotegida Bella. É meu dever mantê-la segura.”
Ele me segurou firme em seus braços de pedra me prendendo mais em seu peito. ”Eu não conseguiria viver comigo mesmo se algo machucasse você por minha causa. Ela nunca teve a menor chance de sair viva depois de te ameaçar. Eu não deixaria.”
Apesar do esforço em me fazer acreditar em seu amor eu ainda me sentia insegura e às vezes um pouco rejeitada, eu não era interessante e nem bonita e nem forte o suficiente para acompanhá-lo. Como eu queria já ser uma vampira poderosa, rápida e principalmente linda... Digna de alguém como Edward, mas sempre que o assunto de minha transformação vinha à baila ele amarrava a cara. Será que ele não me queria por perto para sempre? Era tão insuportável assim pensar em mim como sendo sua igual e não um bibelô que ele teimava em proteger?
Era um impasse ou assim ele denominava.
Ele dava a entender só avançaria em sua relação comigo quando eu fosse uma vampira, mas não queria que eu me transformasse em uma. Analisando assim vejo que havia algo errado na equação.
Isso quer dizer então que se dependesse dele eu seria humana até minha morte e ainda por cima virgem? Isso é ilógico. Minha mente gritava. Absurdo!
Ele estava delirando se achava que eu aceitaria isso sem lutar. Eu estava decidida e não arredaria pé, ou ele me transformava ou empurrava nossa relação para outro nível. De preferência as duas coisas.
Se bem que minha transformação já estava decidida, Carlisle me disse que faria assim que me formasse e isso foi á duas semanas, eu só estava relutante por causa de Charlie, meu pai que ficaria sozinho e no fundo eu não queria que fosse Carlisle a me mudar, queria Edward em meu sistema, envenenando e intoxicando cada poro, cada veia, me marcando com sua. Mas como ele mesmo disse...
Sem chance Baby. Se você quer se tornar um monstro, vai fazer sem mim e sem meu aval. Eu não aprovo e fim. Você se resolva com algum outro vampiro. Não quero mais um assassinato em minha consciência já manchada.” Ele falava assim em alto e bom som dentro da mansão Cullen. Eu tinha certeza que era pra intimidar os irmãos e principalmente Carlisle que compactuavam comigo. Edward queria deixar seu ponto bem claro, como cristal. Esta era sua palavra final.
***
Eu estava distraída no provador com aquele conjunto de calcinha e sutiã cinza que Alice me dera para experimentar. Um sutiã meia taça e uma calcinha que parecia um shortinho, apesar disso ele era realmente revelador, todo em renda e cheio de lacinhos e fitinhas, não era tão absurdo quanto as outras peças que já havia provado e nem era fio dental. Ufa!
Esse iria servir.
“Tem certeza que não prefere este vermelho ou aquele azul royal Bella?” Ela segurava a peça ofensiva nas mãos pequenas e brancas. Ela estava tentando me convencer de todas as formas, mas simplesmente não era pra mim. Não fazia meu estilo. Eu realmente preferia algodão e bichinhos.
“Este é bonito, mas meio sem sal não acha? Tão modesto e não mostra muito.”
“Alice? O que você pensa que eu sou?” Respondi fazendo bico e fingindo indignação. “Este está muito bom e vai servir ao meu propósito, afinal eu nem pretendo mostra-lo a ninguém.” Dei uma risadinha nervosa e ela riu comigo.
“Eu sei Bella, eu sei... Você não vai mostra-lo a ninguém... Hum hum...” ela riu tirando a renda da minha mão e entregando para a vendedora juntamente com o conjunto vermelho tamanho PP. Jasper teria uma surpresa noite dessas eu acho.
“Se você não quer...” Ela deu de ombros. “Farei uma surpresinha ao major dia desses.” Ela balançou as sobrancelhas diabolicamente.
Soltei uma risada estragulada de surpresa. Eu estava convivendo demais com Alice.
Saímos da loja e fomos a um pequeno restaurante perto da marina onde serviam um peixe ótimo. Jogamos conversa fora enquanto eu comia e olhava a baia com pequenos iates ancorados. Era tão pitoresco. O calçadão fervilhava de turistas a procura das lojas mesmo que estivesse caindo uma chuva fininha, a visão era linda. Quando terminei, corremos para o SPA, pois já estávamos atrasadas.
Fiquei encantada com o lugar, era tão aconchegante e calmo que relaxei mais do que imaginei ser possível. Fomos atendidas por uma ruivinha pequena e com carinha sorridente que colocou Alice em uma sala confortável com um suco de frutas imitando um Martine e uma revista de moda, ela estava no paraíso, mesmo que o drinque fosse só uma fachada. Enquanto isso eu era mimada e cuidada.
Como Alice mesma disse, foi serviço completo, unhas pintadas dos pés e das mãos em tom bem clarinho, quase branco, o que fez minha cunhadinha borbulhar já que ela queria vermelho sangue e eu bati o pé, não era meu gênero. A depilação foi dolorosa, mas necessária. O cabelo ela faria no dia seguinte. Pra encerrar, uma massagem com pedras quentes e mãos muito habilidosas. Maravilhoso. Eu não estava acostumada a ser tão mimada.
Chegamos em casa umas seis da tarde. Me troquei e fui preparar jantar de Charlie enquanto eles assistiam um jogo de basquete na TV. Ela e meu pai falavam animadamente sobre a pontuação do campeonato, times vencedores e melhores jogadores. Era divertido ver a pequena Alice debatendo ferrenhamente sobre os Jetts e os ChicagoBulls como se fosse um dos caras. Eu a amava muito, ela era parte de mim. Charlie a aceitava incondicionalmente e era caidinho por ela. Alice conseguia arrancar coisas dele que nem eu sua filha conseguia. Tanto que permitiu que eu fosse dormir em sua casa na próxima noite sem questionar muito.
Pelas nove da noite subimos para dormir, pelo menos eu dormiria e Alice iria pra casa fazer companhia a Esme e Rosalie já que Carlisle estava no plantão noturno do hospital e o irmãos foram caçar. Colocamos os pijamas e sentamos no colchão inflável improvisado como cama para Alice e esperamos que Charlie subisse para espiar e dar boa noite. Estávamos rindo incontrolavelmente de uma estória sobre as palhaçadas de Emmett num acampamento de caçada quando meu pai abriu uma fresta da porta.
“As mocinhas já sabem que horas são?” Ele disse estampando o sorriso por trás do bigode espesso e olhos cheios de pés de galinha.
“Já vamos dormir papai, Boa noite. Apague a luz, por favor?” Eu pulei pra minha cama e me aconcheguei debaixo do edredom volumoso que foi presente de minha mãe enquanto Alice dava boa noite a Charlie.
 “Noite Charlie e obrigada por deixar a Bella me fazer companhia amanhã.” Alice deu um sorriso encantador e cheio de dentes só para provar um ponto. Charlie ficou com cara de bobo e deu boa noite fechando a porta desconsertado, Eu e Alice nos olhamos e caímos na gargalhada de novo. Duas adolescentes numa noite de meninas. Era tão bom tê-la de volta. Ela se levantou em sua velocidade normal e quando pisquei já estava em suas roupas de sair novamente.
“Volto de manhã cedinho Bella, vou deixar o carro aqui ok?” E se virou para saltar a janela. Os roncos de Charlie já eram audíveis até para meus ouvidos fracos de humana.
“Alice?!” Ela me olhou de soslaio com um sorriso já com um pé no beiral da janela.
“Sim?”
“Obrigada! Você é a melhor amiga que uma garota pode ter.” O sorriso dela se intensificou e se tornou terno. Ela voltou e se sentou na beirada da minha cama pegando a minha mão nas suas, sua temperatura era invernal, mas não me importei.
“Eu que agradeço irmã. Eu me sinto humana quando estamos juntas, eu e toda a minha família. Você resgata em nós o que perdemos a muito tempo e tentamos trazer de volta.”
***
Depois que Alice saiu já na minha cama eu fiquei ansiosa e quase não consegui dormir com a expectativa, meu estomago se retraia e o ar me fugia imaginando as mãos frias de Edward em meu corpo, deslizando, me apertando, seu cheiro ficando grudado em minha pele, se corpo lindo sobre o meu me imprensando na cama e me fazendo delirar. A espera estava me matando. Ele é perfeito, meu lindo vampiro. Eu sentia sua falta em minha cama quente demais.
Levantei-me assim que o sol saiu, pois não agüentava mais ficar deitada, tomei um banho e esperei o retorno de Alice. Ela chegou enquanto eu lutava com a escova para desembaraçar meu cabelo rebelde. “Não se dê ao trabalho Bella, eu cuido disso mais tarde.” Ela tomou a escova da minha mão me entregando um elástico para que eu fizesse um rabo de cavalo frouxo e saiu me puxando escada abaixo.
Edward havia saído ontem a tarde pra caçar com os irmãos e só voltaria pouco antes do nosso encontro. Ele fez Alice prometer que cuidaria de mim em sua ausência o que ela levou ao pé da letra.
Charlie já estava de pé passando o café na pequena cafeteira elétrica quando entramos na cozinha simples. “Bom dia garotas. Acordaram cedo pra quem não dormiu a noite rindo dos outros.” Ele falou com um sorriso colocando o bule na mesa e pegando três xícaras no armário.
“Pra mim não precisa Charlie, não posso ficar para o café.” Alice falou dando um pequeno apertão em minha mão. Eu a olhei desconfiada, ela não tinha me falado que não ficaria. Qualquer coisa para afastar o cheiro de café e ovos não é dona Alice? Eu pensei dando um olhar sabendo pra ela.
Ela sorriu e continuou. “Esme precisa de mim para preparar a casa para a noite das meninas hoje. Você entende não é Charlie?” Ela bateu os cílios pra ele. Meu pai estava atordoado com as xícarás na mão. Efeito vampiro. Foi uma cena muito engraçada. Nós nos seguramos pra não rir na cara dele. Ela não tem jeito mesmo.
Depois do pequeno showzinho de ir embora para Charlie, eu a levei até o carro onde ela me garantiu que manteria meu namorado longe até a hora certa e que voltaria após o almoço para me preparar e me levar pra casa Cullen. Fiquei desanimada, pois só veria Edward a noite, já estava louca de saudade. Voltei pra cozinha para tomar café o que foi inútil, meu estomago já estava cheio de borboletas.
Charlie ficou me observando enquanto eu derrubava a xícara e sujava o forro da mesa com café, deixava a pop tarts cair no chão com o lado da geléia pra baixo e ainda queimar os ovos.
Por fim ele perguntou baixando o garfo cheio de ovos no prato. “Bell’s qual o problema? Você está uma bagunça hoje, mais que o normal" ele piscou.
“Nada pai, só ansiosa com a faculdade.” Sorri sem graça. Não querendo tocar nesse assunto e sem querer já tocando.
“Já decidiu quando você vai pro Alaska?” perguntou num fiapo de voz com o assunto da nossa separação próxima.
Para Charlie eu iria pra faculdade do Alaska cursar literatura juntamente com Alice, já Edward iria para Dartmouth fazer escola médica o que o deixou muito satisfeito, meu namorado um país inteiro longe de mim.
“Não, eles ainda não ligaram de lá marcando uma data para eu me apresentar” Disse displicente já que era tudo fachada, eu iria para o Alaska sim, porém com os Cullen para Denali, onde seria transformada e depois de alguns anos nós veríamos o iríamos fazer. Com a recusa de Edward em me mudar eu estava protelando.
“Estranho. Já era tempo deles informarem. As aulas devem começar em mais ou menos um mês não?” Ele questionou com ar desconfiado bebendo um gole do café escaldante de sua xícara.
“Não se preocupe pai. Eles vão ligar.” Eu desconversei me levantando e levando meu prato e xícara para a pia dando o assunto por encerrado.
***
Alice chegou pontualmente as duas da tarde. Lavou meu cabelo rapidamente começando a secá-lo com uma toalha quando ela parou me pegando de surpresa.
“Bella. Você quer falar sobre isso?” Ela segurou minhas mãos nas delas se sentando no chão na minha frente. Senti-me falando com uma Alice mais madura, às vezes eu me esquecia de que minha amiga adolecente na aparencia era mais velha que minha avó e muito compreensiva.
“Sei que será difícil pra você tomar essa iniciativa, é uma bagagem grande e ainda por cima sem experiência. Com o cabeça dura do meu irmão será difícil. Sinto que você está nervosa e com Renné longe... sei que não sou sua mãe e talvês você não se sinta confortável falando comigo, mas se eu puder ajudar em alguma coisa?”
Ela finalizou com uma pergunta e meio insegura. Tão doce. Alice era mesmo um presente pra mim. Engoli meu desconforto e timidez e me abri com ela da melhor maneira possível.
“Obrigada Alice,” Eu tossi pra disfarçar o leve tremor que me tomou. Sei que ela percebeu, mas não falou nada. “Quero conversar sim, não sei nem por onde começar.”
Ela foi muito gentil e paciente, me deu dicas e me acalmou.
Eu falei dos meus medos, inseguranças e de como me achava sem graça e desajeitada, do meu medo de ser rejeitada por Edward novamente como quando ele se foi em setembro passado.
“Bella, Bellinha! Quando você vai entender que meu irmão te ama, não importa a aparência ou o que você faz e sim quem você é. E quanto à inexperiência, siga seus instintos de mulher, siga seu coração. Vai dar tudo certo você verá.”
“Se ele me ama assim por que resiste tanto Alice?” Eu me sentei ao lado dela no chão abraçando minhas pernas cobertas pelo meu velho e desbotado roupão rosa. Dei um suspiro longo.
“Ele resiste em me transformar, ele resiste em ficar mais intimo comigo, resiste até em me falar mais sobre vocês... a dinâmica vampírica e tudo mais.”
Eu estava frustrada.
“Ah Bella. Se você pudesse ver o que eu vejo você não seria tão insegura.” Ela se levantou e me puxou de volta pra cadeira perto da cômoda onde ela pegou a escova e começou a pentear meu cabelo suavemente.
“Tenho visões tão claras de vocês no futuro que nem sei como expressar.” Dividindo meu cabelo em mexas ela continuou. “A última que tive foi a uma semana, você estava tão linda, tão forte e segura de si. Você exalava paixão e amor pelos olhos e ele também.”
Eu prendi minha respiração e a encarei de boca aberta tomando a escova da mão dela, “Como assim você teve uma visão do meu futuro e não me falou?” Eu acusei.
Ela riu e pegou a escova de volta me colocando no lugar. “Eu não conto todas as visões que eu tenho Bella, tudo é muito subjetivo e mutável. Uma pequena decisão e tudo muda. Eu não posso sair por ai falando tudo que vejo mas te garanto, você e Edward são um só pacote. Apenas algo muito grande fará isso mudar.” Ela terminou estremecendo num tom sombrio.
“Me conta vai... Onde, como, porque e quando.” Eu perguntei curiosa e exasperada por ela não ter me dito antes e nem ele. Cruzei as pernas em cima da cadeira e apertei minhas mãos ansiosamente. “Edward sabe? Ele viu com você?”
“Claro! Estávamos na sala de casa. Eu lendo uma revista, ele ao piano compondo uma música nova e Jasper estudando um manuscrito antigo. Foi em primeira mão e tecnicolor. Foi rápida, mas muito firme.” Ela disse puxando as pontinhas do meu cabelo e prendendo as mexas não usadas no alto da cabeça.
“NÃO EMBROMA ALICE!” Gritei ávida pela informação. Desse jeito eu iria gastar mais ainda meu roupão de tanto esfrega-lo. “Conta agora!”
“Bom...” Ela começou pegando o outro lado da minha cabeça para fazer mais cachos, “Vocês estavam em uma clareira, pareciam que estavam caçando...”
“Peraí...” Interrompi com as mãos pra cima. “Eu era uma de vocês?”
“Se continuar passando por cima de mim não vai dar pra contar né?” ela respondeu exasperada cruzando os braços de pedra sobre o peito.
“Desculpe, continua vai... não vou mais interromper” falei sem graça encolhendo os ombros.
“Bem, como eu estava falando...” Ela enfatizou o ‘EU’. “Vocês estavam nessa clareira, mas não era aqui em Forks. Era em um lugar muito frio e havia nevado a pouco tempo. Tudo estava branco e cintilante e as árvores ao redor cobertas por uma fina camada de gelo, tudo parecia vidro.”
Enquando ela falava, eu imaginava a cena com olhos sonhadores. Onde será que é isso... E quando? Será que demoraria? Eu e Edward juntos, felizes, pra sempre... Será que era no Alaska?
Alice continuou... “Vocês estavam de mãos dadas e quando saíram de dentro da floresta e entraram na clareira, um fio de sol saiu por trás das nuvens, vocês estavam brilhando então, pareciam prismas coloridos e pontuados com pequeninos diamantes, você olhou pra ele e parece que algo clicou ai dentro do seu coração, pois você saltou como uma gata selvagem em cima dele, ele te pegou no ar e começaram a se beijar e... errr... Você sabe... roupas rasgando e coisa toda esquentou, sei lá Bella, foi muuuuito intenso e frenético.”
Eu estava mortificada. “ALICE CULLEN.” Falei por entre os dentes e em tom cortante, “Como ousa ter uma visão de mim dessa forma. Que vergonha. Ai meu Deus!” Eu estava corada em cinco tons diferentes de vermelho. “Ele estava na sala com você e Jasper!” Falei estrangulada e sem ar.
“Estava, como eu disse” Ela deu um meio sorrisinho cínico, “Ele nem conseguiu mais tocar depois disso. Ficou todo nervoso e esbravejando pela casa quase arrancando os cabelos, dizendo que isso era um absurdo e que não estava certo eu invadir a privacidade de vocês dessa forma. Que vocês ainda não estavam prontos pra toda essa merda de transformação... e sexo, blá... blá... blá!” Alice ria com gosto agora.
“Jasper o deixou mais irritado quando falou... Abre aspas” Ela imitou as áspas no ar. ”‘Eu disse que ele precisa transar babe...’ Cantarolando. Fecha áspas.” Ela deu uma gargalhada com a lembrança “Hum! Como se eu tivesse feito de propósito.”
Eu nem respirava na cadeira, só ouvia o eco das palavras dela em meus ouvidos... Jasper e Edward na sala falando de sexo, sobre mim... Me mate agora por favor! Alice vendo minha palidez entendeu errado.
“Mas te garanto Bella foi muito real, muito forte e muito certo. Não se preocupe, está escrito.” Ela tentou me tranquilizar, mas não conseguiu, ela não enxergou o mesmo que eu.
Eu olhava pra Alice, mas não a via realmente. Estava pensando na reação de Edward e ao contrario de me animar com a visão, eu fiquei triste. Era por isso que ele não havia me contado sobre a visão. Ele não gostou de nos ver daquela forma íntima.
Depois dessa, Alice me deixou sozinha com meus pensamentos enquando secava meu cabelo com um secador.
Será que era apenas por minha alma realmente que ele não queria me transformar? Será que havia um motivo oculto mais sério que eu não estava vendo? Milhares de perguntas passaram por minha cabeça ali.
Eu estava relutante em deixar que Carlisle me transformasse porque estava com medo da mudança que esse evento traria para mim e Edward. Nosso relacionamento. Eu não queria que ele se sentisse obrigado a ficar comigo porque eu tinha aberto mão de minha vida para seguir sua família. Eu o queria ao meu lado por amor e não por compaixão.
“Bella. Tudo bem?” Alice me olhava preocupada. “Você terá rugas cedo se continuar franzindo a testa assim.” Ela tentou fazer graça.
“Tudo bem Alice. Eu não vou ter rugas lembra?” Apontei pra mim mesma. “Vampira em pouco tempo.” Dei um sorriso amarelo que sei não atingiu meus olhos. “Não se preocupe. Vai dar certo não é mesmo duendezinha?”
“Fadinha Bella... Fadinha...” Ela disse deixando o clima mais leve.
Conversamos a tarde toda enquanto ela alisava, cacheava as pontas e prendia o meu cabelo um pouco deixando cachos soltos ao redor do meu rosto e colo, mas meu pescoço a mostra.
“Humm! Ele vai enlouquecer com o seu cheiro. Esse pescocinho amostra é a perdição dele.” Falou rindo enquanto eu corava e corava.
“Alice eu não quero ser a comida do seu irmão, eu quero ser a mulher dele... Mas se bem que ser ‘comida’ seria bom.” Rimos as duas do trocadilho tosco.
Saímos às dezenove horas para a casa dela deixando para trás um Charlie grudado na TV vendo jogo de basebol muito satisfeito com uma pizza de peperoni e uma vitamina R como ele mesmo entitulava sua cerveja. Antes dei uma boa olhada no espelho. Realmente estava bom.
O vestido era bem marcado no corpo e solto nos quadris até um pouco acima dos joelhos, com um decote reto, mas que revelava meu colo. Era branco com flores azuis e uma sapatilha bailarina combinando com o casaco azul escuro.
A maquiagem era leve e como eu já estava corada não precisou de muito pra destacar. Discreta como eu gostava. Alice ficou orgulhosa de sua obra.

Voltamos para a casa Cullen no Mercedes de Carlisle, pois era o único disponível já que Emmett havia levado o Jipe para Seattle com Rosalie, Esme e Carlisle e Edward estava com o Volvo. Ele se recusou a emprestar Aston Martin Vanquish prometendo a Alice um carro novo se ela parasse de insistir em pegar seu bebê de estimação escondido.

Alice me explicou no caminho a desculpa que deu a Edward para mantê-lo afastado todo o dia. “Ele estava ansioso para vir te ver, mas Jasper o manteve ocupado pra mim, eles foram buscar o nosso jantar em Port Angeles.” Alice contou que Jaz o havia convencido que se não fosse junto ele não saberia o que comprar pra um jantar humano. Ela revirou os olhos e falou amorosa de seu marido. “Ele é tão esperto.”
Ela cobriu sutilmente seus pensamentos na frente de Edward depois de combinar nosso programa para que ele não desconfiasse. Não queria estragar a surpresa. Até pro Jasper ela só falou o necessário. “Ele não precisa dos detalhes para ser um bom ajudante.” Falou piscando pra mim.
Era um encontro duplo segundo ela, com jantar, boa música e um pouco de vinho. Tudo para fazer uma interação melhor depois do desastre do meu aniversário passado quando Jasper quase me matou. Lembrar-me disso dava calafrios, foi o mais terrível que poderia ter acontecido. Não Jasper me matar, mas sim Edward me deixar. Eu podia lidar com a morte, mas com a ausência de Edward não.
Tentei argumentar sobre a falta de apetite humano deles, “Idéia mais louca Alice, e Edward caiu nessa? Não acredito.”
“Você tem um ponto válido. Mas a idéia de interação é real apenas o proposito final é diferente” ela riu “Mas isso,” disse com um floreio desligando o carro “É um mero detalhe minha amiga, nem Edward questionou minhas razões. Ele não aposta contra mim. Ele sabe o que é melhor pra ele.“
As emoções e expectativas estavam me matando, mas o medo não mancharia meus planos. Eu tinha tomado minha decisão. Hoje eu teria meu caminho com meu lindo vampiro. Eu estava apaixonada da cabeça aos pés, afinal, ele me trata como uma princesa, não é?
***
 
Nota da Autora:
Essa fic começa logo após o retorno deles da Itália. Entre Lua Nova e Eclipse. A formatura da FHS (Forks High School) acabou de acontecer.
Tenha em mente que esse é só o inicio. Veremos nosso casal ao longo dos próximos quatro anos, onde eles vão amadurecer.
Não teremos muito Jacob aqui e nem Renesmee, essa é uma fic Bellward e sobre os Cullen se relacionando como familia.
Teremos sempre uma música de fundo para cada capítulo. Colocarei o link para que vocês possam ouvir se quiser, mas é legal, pois dará mais emoção ao que está escrito. Tudo está relacionado.
Sou uma pessoa muito visual e então adoro postar imagens de tudo que imagino e como eu vejo os personagens,
Não se esqueçam de comentar. A opinião de vocês é muito importante pra mim.
 ***
E aí gostaram? Sábado tem o 2º capítulo. Fortes emoções prometem Bella e Alice e suas idéias mirabolantes. Edward vem aí para nossa felicidade.
Até lá!
 
IrmandadeRobsten

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