sábado, 25 de agosto de 2012

FanFic 'Dark Queen' - Capítulo 02 - Sedução

Mais um capítulo para esquentar nossa noite de sábado. Divirtam-se! *--*

Dark Queen
2
Sedução
…Trust Me/Confie em mim
Trust me / Confie em mim
Trust me through / Confie em mim completamente
Catch me slowly / Prenda-me lentamente
Is your faith in me / É sua fé em mim
Faith in you / Fé em você
All the things you are is what i am / Tudo o que você é, é o que sou
Do you feel / Você sente?

Dee Joy Feat. Yasmine Shah
***
Bella Pov
Quando olhei ao redor já estávamos em frente a casa dos Cullen, meu coração começou a corrida. Batia tão alto e descompassado que pensei que sairia pela boca. Minha testa orvalhou. As mãos tremiam. Não sei de onde tirei coragem para sair do carro. Todo o questionamento que vinha me incomodando nos últimos dias saíram pela janela me deixando sozinha com esse plano imbecil. Ah Bella! Agora encara a vergonha de tentar fazer uma coisa totalmente fora do seu personagem. O que eu tinha feito? Pelo menos nada ainda. Eu posso voltar daqui, posso passar por esse jantar e ir pra casa no final. Mal estar súbito. Todos entenderiam.
Alice deve ter visto algo, porque ela se virou para mim com os olhos em chamas.
“Nada disso mocinha, o que tem que ser feito, tem que ser feito. Se não for hoje, será amanhã ou depois de amanhã, então, não perca tempo. Nada melhor que o momento presente para colocar esse show na estrada.”

Bati a porta do carro desanimada e me virei em tempo de ver Edward descendo as escadas vindo me encontrar no carro, sua expressão preocupada.
“Bella, amor. Tudo bem? Qual o problema? Seu coração está a mil.”
Delicadamente ele pegou minhas mãos, beijando minha testa no processo. Seu cheiro me tomou e eu enlacei seu pescoço ficando na ponta dos pés para beijá-lo nos lábios. Eu tentei aprofundar o beijo, mas ele se afastou gentilmente. Suspirei alto. Era exatamente disso que eu falava com Alice, a delicadeza de Edward me enternecia, mas ao mesmo tempo me enervava. Ele era tão completamente devotado e ao mesmo tempo impunha um abismo entre nós. Sorri sem graça baixando as mãos sem saber o que fazer com elas. Subi o primeiro degrau colocando um pouco de distância entre nós. Eu precisava clarear meus pensamentos e sua proximidade me distraia. Suspirei novamente quando senti seus dedos entrelaçarem nos meus num leve aperto.
Seu contato frio me acalmou e me fez entrar no ritmo. Ele olhou em meus olhos indagando, eu corei e baixei a cabeça admirando o Converse que ele estava calçando. Edward estava irresistível com um jeans preto e camisa de botão ídem. Meu deus grego particular com seu cabelo bronze despenteado.
“Você está linda, qual a ocasião?” Ele me tirou dos meus devaneios. Será que ele realmente não percebeu que havia uma ocasião?
“Nada Edward, só Alice e seus comentários, ela me fez de Barbie cobaia durante todo o dia a propósito.” Falei fazendo bico e pisquei pra ela que retribuiu.
“Ah irmão, estava entediada, você sabe como eu sou não é? Sem Jaz aqui pra me distrair não sobrou nada interessante.” Ela suspirou dando de ombros e sorriu aquele sorriso de canto a canto no rosto irresistível. Tão segura que até eu acreditei que ela estava entediada. Edward era um leitor de mentes incrível e até isso ela conseguiu ludibriar, ela era uma baita de uma atriz.
Edward gargalhou alto devido aos seus pensamentos ou a sua expressão eu não sei. “Com certeza nada interessante. Eu nem estava aqui pra implicar com você não é? Que pena.” Ele destilou aquele sorriso matador. “Tudo bem Alice. Dessa vez passa.” Brincou se virando pra mim.
“Você está bem amor? Muito cansada? Ela te chateou não é? Prometo que te levo pra casa mais c...”
Alice o interrompeu sem a menor vergonha.
“Ah! Esqueci-me de avisar, Bella vai dormir aqui, já combinei tudo com Charlie. Não se preocupe. Me agradeça mais tarde. Aliás amanhã, você estará ocupado hoje velando o sono dela. Eu sei.” Ela apontou o dedo em sua testa. “Eu vi”. Ela apontou pra mim descaradamente enquanto meu rosto virava uma sombra de rosa escuro. E foi entrando em casa como se não tivesse dito nada especial.
Edward fez uma cara desconfortável e oscilou como se fosse dizer algo, mas pensou melhor deixando passar e dando de ombros. “Se Charlie está ciente e se você não se importar de dormir no meu quarto por mim tudo bem. Como Alice disse, eu velarei o seu sono.” Ele piscou beijando minha mão e me puxando.
Alice soltou uma gargalha ruidosa. “Que coisa mais antiquada Edward, todo formal... ‘velarei o seu sono’... Muito Antigo! Eu estava brincando vovô.” Ela cantarolou debochando e imitando a voz dele.
Subimos o restante da escada sorrindo um pro outro e quando cheguei senti o cheiro da boa comida italiana de Port Angeles que Alice havia encomendado a Jasper. Aposto que era do La Bella Itália, desde que eu e Edward freqüentávamos esse restaurante os Cullen achavam que não era necessário variar. Vai entender, deve ser coisa de quem tem uma dieta única. Estremeci pensando nos meus vampiros se alimentando.
“Você está com frio? Quer permanecer com o casaco?”
Meu namorado sempre fazia suposições inequívocas sobre as minhas reações. “Não, não estou com frio. Alice deve ter ligado o aquecedor”.  A temperatura ambiente estava bem agradável, então retirei a peça e entreguei a ele.
“O cheiro está maravilhoso. O que você trouxe para o jantar?” Mudei de assunto evitando seu olhar. Ainda estava incomodada pelo corte do beijo de antes. Fui em direção a Alice que encarava a comida com desdém enquanto colocava tudo em um pequeno aparador no canto da sala enorme.
“Não faça essa cara Alice, essa comida é boa.” Falei sentindo os braços de granito me enlaçando pela cintura. Sorri pra ele e o beijei na bochecha.
Percebi que os olhos de Alice estavam brilhando quando ela sorriu e se virou para seu marido que estava rígido no sofá. Jasper relaxou imediatamente. Eu não havia notado que ele estava na sala.
Eu sentia que minha presença era difícil para ele. Desde o incidente no meu aniversário ele evitava ficar no mesmo cômodo comigo. Isso era muito desconfortável já que eu vinha muito aqui. Não era justo ele ter que sair de sua casa somente porque eu resolvia aparecer. Apesar disso, eu sabia que estava tudo bem. Jasper havia ficado tão transtornado com o dano causado a sua família depois de setembro passado que segundo Alice seu controle tinha melhorado muito. Eles não correriam nenhum risco com minha segurança.
Jasper parecia mais pálido do que o habitual em minha presença, como se tivesse sido drenado, cansado. Eu me senti mal de repente não querendo me impor. Ele estava sentado na poltrona pequena branca com um livro nas mãos, no fundo mais afastado da sala.  Quando me viu olhando para ele, sorriu.
Corei meio sem graça porque apesar de tudo eu gostava muito dele, só não sabia como alcançá-lo. Ele pousou o livro na mesinha do lado e veio em minha direção.
“Como vai Bella.” Ele disse com seu tom de voz grave e porte altivo, inclinando a cabeça como um típico cavalheiro. Um belo sorriso brincava no canto de seus lábios.
“Bem Jasper e você?” Respondi um pouco tímida piscando um sorriso. Ele era intimidador.
Nos sentamos pra conversar e Alice abriu uma garrafa de vinho me entregando uma taça com o líquido cor de uva.
“Pra relaxar Bella. Dizem que é de uma ótima safra, provém de uma vinícola muita conceituada da Itália.”
“Alice, o que... Bella não está acostumada a beber, me dê isso aqui.”
Edward tentou alcançar o copo na mão da pequena que se esquivou sem derramar uma gota sequer. Eu encarei a troca boquiaberta. Edward em nenhum momento me perguntou se eu não queria o vinho ou quanto eu beberia. Fiquei um pouco irritada.
“Pare com isso Edward, relaxe também, pena que não bebemos senão você precisaria de uma garrafa inteira. Tão tenso! Jaz querido faça alguma coisa, por favor. Edward precisa aprender a se deixar levar mais e ser mais despreocupado.” Alice pediu, olhando amorosamente para o marido especial. E o clima imediatamente mudou ficando mais leve. Jasper estava trabalhando a sua mágica. Eu fiquei meio zonza sem mesmo tocar no vinho. Uau!
“Deixa pra lá Jasper. Alice, você está muito estranha hoje.” Edward encarou Alice como quem tenta ver por trás de suas ações.
“Você que é travado irmão.” O desafiou arqueando as belas sombrancelhas e me entregando a taça.
“Edward” eu disse suavemente tentando contornar a discussão entre eles. “Tudo bem, ela só quer me agradar. Eu disse a ela que queria uma noite especial.” Minha voz estava fraquinha. Essa noite estava definitivamente indo ladeira abaixo.
Minha mão tremia um pouco ao segurar o cristal frio. Provei um pouco e hummm, realmente era muito saboroso. Virei toda a taça fazendo com que o vinho subisse de uma vez como um foguete. Isso era bom. As pontas dos meus dedos formigaram e senti minha cabeça leve.
Edward me olhou com descrença e tomou a taça me fazendo ficar vermelha. Senti-me sendo pega pela mamãe antes do jantar com o pote de biscoitos nas mãos.
“Peraí amor, com calma, chega de vinho pra você. Não falei Alice!” Ele a repreendeu furiosamente. “E, aliás, ela ainda é uma menor, pela lei alcool só após os 21 anos lembra?” Eles se encararam e a situação voltou a ficar tensa.
Eu protestei levemente querendo amenizar tudo e pegar a taça de volta. “Ei, só mais um pouquinho vai, é bom e meu dia foi um horror com a Alice me fazendo de sua boneca Barbie pessoal.” O olhei nos olhos e tentei ser confiante. “Deixe-me aproveitar a noite. Por favor?” Implorei inclinando a cabeça.
Parece que funcionou. Ele sorriu meu sorriso preferido e me devolveu a taça enchendo-a novamente.
“Só mais um pouquinho ok? Não quero minha menina bêbada.”
“Mas pode ser interessante você não acha? Sua menina bêbada?” Pisquei molhando os lábios o mais sensual que eu podia... Ele ficou desconsertado e me olhando de forma estranha. Eu não sabia mesmo como ser sexy. ‘Fazendo papel de boba’ piscou na minha testa em neon brilhante.
O resto da noite passou mais rápido do que imaginei. Depois do incidente sobre o vinho não houve mais desentendimentos. Jantamos, ou melhor, eu jantei enquanto conversávamos e depois Edward tocou pra nós a meu pedido. Suas mãos se moviam com graça pelas teclas do piano e eu ficava mais e mais hipnotizada. Ele e Alice improvisaram um dueto e cantaram muitas músicas com temas variados. Desde Beatles a Kings Of Leon. Foi incrível! Até Jasper arriscou uma palhinha e fiquei surpresa com a beleza de sua voz. Edward é exímio concertista e sua música me envolvia por inteiro me relaxando ainda mais juntamente com todo alcool envolvido.
Por voltas das onze da noite bocejei. Já estava cansada devido ao dia agitado, a noite insone e a expectativa exagerada que nutri em relação a tudo que estava pra acontecer. Ele notou e veio em minha direção se sentando no confortável sofá ao meu lado e falou baixinho em meu ouvido.
“Pronta pra cama minha Bella?” Sua voz acariciou meu ouvido e senti meu corpo tremer. Todas as sensações que tentei controlar ao longo do jantar me tomaram e fiquei alerta, sem um pingo de sono. Seus lábios desceram pela minha mandibula depositando pequenos beijos enquanto falava com voz de mel. Arfei mordendo o lábio inferior. Estava definitivamente corada e com más intenções em minha mente. Arrepiada com sua proximidade eu o puxei para mais perto beijando o seu pescoço gelado e irresistível. Seu cheiro me dava água na boca e eu quis pular nele ali mesmo.
“Totalmente pronta meu Edward. Cama, agora.” Me levantei num pulo tentando puxá-lo comigo falhando miseravelmente. Ele riu e me puxou de volta para seu colo me beijando nos lábios. Quem sabe essa não seria minha noite de sorte? Até agora tudo perfeito. Fase um completada. Ponto pra Bella.
Despedimos-nos do casal que estava deitado em um loveseat próximo a enorme janela admirando as nuvens escuras que rolavam acima do rio nos fundos da propriedade. Jasper acariciava docemente os cabelos espetados de sua esposa que se recostava em seu peito. Alice acenou pra mim e se inclinou no ouvido de Jasper cochichado alguma coisa. Imediatamente uma leveza me possuiu. Eu era confiante e segura. Nada poderia dar errado. Nada.
Acenei discretamente pra eles enquanto Edward arqueava a sobrancelha perfeita como se o estivesse questionando. Jaz só deu de ombros como quem diz ‘nada demais’.
Subimos para o quarto dele e a cada degrau meu coração tropeçava e voltava a bater com o dobro da velocidade, a ansiedade estava me fazendo ficar ofegante. Edward só me olhava de esguelha e apertava a minha mão sem entender.
“Algo errado amor? Ouço seu coração voar, você está muito emocional hoje. Algo que eu deva saber?”
“Nada, só cansada e um pouco constrangida por beber demais, estou levemente zonza, estamos em sua casa afinal. Tenho certeza que Esme não aprovaria minha atitude.” A dose de certeza que Jasper havia depositado em mim estava a todo vapor. As palavras vinham fáceis e eu nem corei ao mentir descaradamente para Edward.
Ele deu um leve apertão em minha mão passando o polegar delicadamente sobre o dorso da mesma. “Não fique. Você é da família. E Quanto a beber, eu avisei. Espero que não passe mal. Vou buscar uma garrafa d’aqua na cozinha. Tem que se hidratar.” Ele desceu as escadas e num piscar de olhos já estava me entregando a garrafa gelada aberta.
Dei um gole “Não sou totalmente da família, ainda não sou como vocês.” Falei despretenciosamente.
Edward enrijeceu e deu um longo suspiro, fechando a cara e soltando a minha mão. Subiu alguns degraus e se voltou com olhos tão frios que me surpreendeu.
“Bella.” Meu nome foi dito com desgosto. “Hoje não, certo, apenas hoje não. Não comece com isso de transformação. Não quero estragar a noite, por favor.” Ele terminou de subir e caminhou rapidamente pelo longo corredor em direção ao seu quarto me deixando pra trás.
Baixei meus olhos sem ter onde enfiar a cara. Sentia meu rosto fervendo por causa da frieza com que falou comigo. Ele parecia mais chateado com isso que o normal. Será que foi a visão de Alice? Corri para alcançá-lo. Epa! Todas as bandeiras vermelhas subiram a minha mente. Cuidado Bella. Vamos com calma.
“Desculpe Edward, não queria estragar sua noite. Foi besteira minha tocar nesse assunto.” Falei olhando pro chão encostando-me ao batente da porta.
“Não estragou amor.” ele suavizou a voz... “Apenas não comece com essa baboseira ok?”
Eu assenti caminhando em sua direção não querendo estragar mais nada, Eu tenho que aprender a escolher melhor minhas batalhas se eu quero ganhar esta guerra. Hoje eu lutaria por outros fatores. Era Edward e eu, nosso relacionamento, foi então que percebi que toda a confiança que Jasper colocou no meu organismo estava desaparecendo lentamente.
Seu quarto parecia o mesmo, impecável. Livros e CD’s estavam distribuidos aleatoreamente como se ele os estivesse manuseado. Com excessão da nova e enorme cama de ferro batido que eu não tinha me acostumado ainda, tudo estava normal. Ele me indicou o banheiro para que eu me trocasse enquanto retirava o Edredom e ajeitava os travesseiros.
Entrei no banheiro, respirei fundo algumas vezes, escovei os dentes, soltei os cabelos, respirei fundo mais algumas vezes e voltei ao quarto.
Ele estava deitado na cama com as mãos atrás cabeça e os pés cruzados ainda com as mesmas roupas enquanto me esperava. O som estava ligado e tocava uma sonata de Chopin. Ele sabia minha predileção por Noturnos para domir, só que hoje eu não seria tão fácil de embalar. Peguei o controle do som na mesa de cabeçeira e fui em direção a parede revestida de CD’s. Ele me observava divertido enquanto eu passava o dedo pelos títulos escolhendo outra coisa para ouvirmos. Encontrei o que procurava e coloquei no aparelho. A batida lenta e sensual começou. A trilha sonora da noite estava no ar. Edward se sentou e torceu as mãos juntas.
“Bella, algum problema? Você não estava com sono agora mesmo? Nem trocou o pijama? Se você não trouxe posso pedir um a Alice para você.” Ele esperou minha resposta me olhando ansiosamente.
Então é isso. Hora da fase dois. Vamos colocar esse show na estrada como diria Alice. Dei alguns passos sua direção.
“Não Edward, tudo bem. Eu apenas não consegui abrir o fecho do meu vestido aqui nas minhas costas, você pode abrir pra mim?” O olhei inocente e minhas bochechas esquetaram levemente.
Ele se endireitou na cama dando um longo suspiro. Sentei-me de costas pra ele retirando o cabelo para de ele pudesse descer o fecho. Quando suas mãos tocaram minhas costas eu estremeci, mas não foi de frio ao contrario do que ele imaginou.
“Desculpa amor. Droga de mãos geladas.”
“Tudo bem Edward, não me importo com sua temperatura, já estou acostumada é perfeita pra mim.” Olhei por cima do ombro e dei a ele meu melhor sorriso. Ele apertou meus ombros delicadamente e beijou meu pescoço me deixando em brasa. Como um botão sendo ligado fiquei aquecida imediatamente. Recostei-me nele oferecendo mais uma vez meu pescoço para que ele beijasse. Ele subia e descia suas mãos pelas laterais dos meus braços enquanto pousava os lábios como boborletas em meu pescoço e clavícola com delicadeza.
“Huuuum!!! Você cheira tão bem Bella. Senti tanto a sua falta hoje.” Cada palavra foi dita lentamente entre beijos.
“Eu também senti a sua, é insuportável ficar longe de você.” Eu ronronava perdendo as forças.
Ele começou a descer o fecho do vestido e beijava cada pedacinho de minhas costas que ia se revelando. Quando chegou ao final do fecho em minha cintura ele me colocou de pé de uma vez soltando uma risadinha abafada por causa do meu parco equilíbrio. Sério?
“Terminei amor, vá se trocar. Te espero aqui.” Fiquei boquiaberta. Não é possivel que ele não estivesse afetado por essa troca sensual que acabou de acontecer. Ele só pode ser feito de ferro. Eu balancei a cabeça e o encarei.
Ele sorriu e se deitou novamente sem nenhum sinal de que tinha sido afetado. Minhas pernas estavam bambas e eu arfava, ele me deixou completamente sem fôlego e agia como se nada o atingisse. Ok então, dois podem brincar.
Virei-me lentamente e caminhei em direção a uma mesinha ao lado oposto da cama onde minha bolsa com as coisas de dormir estavam enquanto ele me olha e sorria com o controle remoto do som na mão ele ia trocando as músicas sem se ater a nenhuma.
Ao invés de pegar o pijama como ele esperava e ir ao banheiro, retirei o baby doll Victória Secrets de seda clarinho que Alice me dera umas semanas atrás e coloquei cuidadosamente na cama, me sentei, retirei os sapatos e de pé novamente me virei para olhá-lo. Meu vestido já aberto pendia perigosamente sobre os meus ombros.
Ele sorriu doce, mas os olhos estavam um pouco maiores e mais escuros.
“Vai dormir com isso hoje?” Ele segurou a peça minúscula entre os dedos longos... Dedos muito longos nas mãos pálidas. Oh Deus! Perguntou soltando a camisolinha curtíssima sobre a cama.
“Sim, você se incomoda? É presente de Alice. Não quero desapontá-la.” Respondi encarando seus olhos cor de whisky.
“Não, mas é estranho, você gosta do seu pij...” Ele parou e arregalou os olhos quando viu o que eu estava fazendo. Eu descia o vestido um braço de cada vez até que ele deslizou por meu corpo me deixando apenas com a roupa íntima cinza.
“B bella?” Ele gaguejou retirando as mãos de trás da cabeça lentamente. Eu nunca tinha visto Edward gaguejar. Foi divertido.
“Que foi Edward, é tão ruim assim?” Dei um giro em torno de mim para que ele apreciasse todos os lados.
“N não, claro que não. Não é isso. É que é novo pra mim... você...” Ele apontou em minha direção debilmente enquanto se sentava. “Você me pegou desprevenido. Só isso.”
Seus olhos estavam quase negros e a respiração acelerada. A bola estava rolando. Só dependia do meu desempenho agora.
“Se te assusto tanto assim eu me troco no banheiro, não quero te assustar.” Fiz cara de inocente e o rubor se espalhou por minhas bochechas. Força Bella, quase lá.
Pequei o baby doll na cama e caminhei lentamente para o banheiro sentindo seu olhar queimar minha bunda. Fechei a porta atrás de mim e desabei no chão colocando a cabeça entre as pernas ou então iria vomitar.
Wow, de onde tirei coragem pra isso? Respirei mais algumas vezes bem fundo, me levantei, molhei o rosto para esfriar a quentura vermelha retirei o sutiã e vesti a pecinha pequena que mal cobria minhas coxas e bunda. Não me olhei no enorme espelho. Não tive coragem. Vamos lá Isabella, não seja covarde. Disse pra mim enquanto abria a porta com um sorriso tímido.
“Oi, voltei.” Acenei sem graça. “Sentiu minha falta?” Ah cara, cala essa boca menina! Meus pensamentos estavam descontrolados.
Caminhei vagarosamente para a cama, não queria tropeçar em meus pés. Quando olhei pra cima Edward esta imóvel me olhando sem respiar. Notei que ele havia trocado de roupa e estava com uma camisa de malha branca e calças de pijama cinza.
A estátua ganhou vida qundo cheguei a beirada da cama. “Muito bem. Vem, deita aqui,” Ele bateu no colchão ao seu lado. “Vou te fazer dormir” Deu um sorriso deslumbrante.
“E se eu não quiser dormir.” O encarei enquanto subia na cama e me deitava colada nele. Seu corpo estava frio e duro. Um Davi de Miquelangelo esculpido pra mim.
Ele se virou para apagar a luz no interruptor acima da cama enorme. Ao me deitar em seu abraço tudo ficou muito escuro e isso não me agradou. Eu queria vê-lo, estudar suas reações a mim.
“Edward?”
“Hum.” Ele disse enquanto subia e descia o seu nariz na lateral do meu rosto indo até o ombro nú.
“Acenda o abajur, eu quero ver seu rosto.”
“Bella, você não consegue dormir com claridade e, aliás, eu posso te ver muito bem. Está tarde. Durma.”
“Mas eu não posso te ver, por favor, acenda.” pedi com determinação. Ele não discutiu, apenas deu um suspiro resignado já ligando a lâmpada de cabeceira. A luz era fraquinha, apenas uma iluminação de fundo, mas já bastou para que eu olhasse em seus olhos.
Perdi-me naquele olhar profundo, era ouro líquido e me enchia de amor. “Sabe, como já disse não quero dormir...”
“O que quer fazer então?” disse beijando a ponta do meu nariz e minha testa.
“Quero te beijar.” Antes que ele pudesse protestar grudei minha boca na dele. Ele recuou um pouco com o choque, mas depois começou a retribuir lentamente.
Estávamos de lado e eu subi minha perna colocando-a em seu quadril com força. Ele não a retirou, ao contrario, começou a acariciar minha panturrilha enquanto fazia um caminho de fogo por meu pescoço até o queixo com a boca, foi subindo a mão lentamente até alcançar minha coxa onde ele a puxou mais para junto se seu quadril.
Eu não podia acreditar, estava funcionando. Ele não me empurrou, ele me queria. Ele me desejava.
Passeei minha mão por seu peito e ombros, desci entrando com ela por baixo da camiseta que ele vestia.
Seu gemido quando passei por sua barriga subindo para o peitoral foi enlouquecedor. Eu arfava e me contorcia querendo mais.
“Você é tão quente Bella. Tão linda. Tão tentadora...” Ele falava entre suspiros. “Queima-me, faz com que eu me sinta vivo.” Suas mãos e boca se arrastavam por mim deliciosamente. Minha pele toda formigava.
“Eu te amo Edward, eu te quero tanto que dói. Confie em mim... por favor... confie no nosso amor. Deixe-me te fazer feliz.” Eu falava baixinho em seu ouvido enquanto me posicionava em cima dele, com uma perna de cada lado de seu quadril.
Ele segurou minha cabeça inclinando-a para ter acesso ao meu pescoço e colo descendo as mãos pela lateral do meu corpo enquanto me beijava acima dos meus seios por cima da camisola. Não me contive ao sentir que ele pulsava. Meu centro aquecido estava estacionado estrategicamente e eu pude senti-lo ali ficando impossivelmente maior e mais duro, vibrando enquanto eu me esfregava nele vagarosamente. Apenas o tecido fino de minha calcinha e sua calça de malha nos separava. Ele gemia meu nome enquanto me apertava.
“Bella... Bella... Bella...” Ele cantarolava rouco em meu ouvido. Sua respiração fria rolando em ondas me arrepiando toda. “O que você faz comigo? Você está me deixando louco. Não podemos amor,” ele disse ainda com a boca em meus lábios.
“Confie em mim Edward. Fomos feitos um pro outro. Eu sou sua. Confie em mim. Por favor.” A música mudou e numa batida sexy e envolvente falava exatamente o que eu tinha acabado de dizer. Confie em mim. No nosso amor. Tenha fé em nós. Continuei acariciando seu corpo lindo. Eu estava em chamas. Passei a lingua levemente no seu lábio inferior e ele num reflexo abriu a boca. Isso era novo. Deslizei a mão languidamente pela sua barriga, passando por seus pelos suaves perto do umbigo pousando-a sobre seu membro que estava como aço e enfiei a lingua em sua boca. Hummmm. Paraiso!!!
De repente num movimento ofuscante de tão rápido eu estava debaixo dele com os braços presos acima da cabeça e suas pernas prendiam meu quadril enquanto eu tentava me mexer. Ferrou! Tentei me soltar sem sucesso. Ele era muito forte.
“Edward, por favor, fique comigo. Deixe-me te abraçar.”
“Ah Bella. Bella, não.” Eu tentei me virar.
“Pare, não pode.” Ele pediu. Tentei soltar minhas mãos.
“Fique quieta Bella.” Ele falou firmemente me segurando na cama ainda mais, eu me contorcia procurando me soltar do aperto de aço.
“Edward, não faça isso,” argumentei “Veja meu ponto. Você não vai me machucar.” Choraminguei anda com esperaça de ser ouvida. “Continue, eu preciso de você. Eu quero. Estou pronta para ser sua. Quero você, por favor.” Eu já beirava as lágrimas. Suas mãos me prendiam dolorosamente.
Então definitivamente eu, Isabella Swan estava implorando a esse homem que me amasse.
E ele se foi, o peso de seu corpo frio, o aperto em meus braços acima de minha cabeça. Tudo. Ele não estava mais ali.
Fiquei tonta, ainda respirava com dificuldade enquanto me sentava na cama e procurava por ele.
Ele estava encostado na parede do outro lado do quarto perto da janela enorme, sua cabeça estava baixa e ele não me olhava. Seus longos dedos cujos quais eu fantasiara mais cedo agora apertavam a ponte do nariz reto e bem feito. Ele estava furioso.
“Era isso que você pretendia? Toda essa encenação com Alice era isso, sexo?” Ele cuspiu a palavra como se fosse veneno.
“Edward... Eu... Não... Deixe-me falar.” Ele me interrompeu friamente.
“Não Bella.” Sua mão fez sinal de pare sem que ele me olhasse.
“Explique-me. Quero entender. Pra que isso? Achei que fossemos maduros aqui, que não precisávamos de artifícios e que nossa conversa era franca.” Suas mãos voaram pelos fios bronze puxando-os no final. Ele me encarou e foi como se meu universo desmoronasse. Todas as minhas razões para chegar até aqui se perderam sem uma explicação plausível. Levantei-me e fui até ele e o enlacei pela cintura deitando minha cabeça em suas costas. Quando dei por mim estava na cama novamente.
“Controle seus hormônios, tenha dó! Pare de se oferecer.” Ele se afastou novamente.
“Edward vem aqui, por favor, eu te amo. Não faz assim. Venha aqui.” Eu estava no limite. Tinha que  salvar esta noite. Tudo estava indo por água abaixo.
“Me ama? É mesmo?” Ele debochou. “Então poderia colaborar comigo, não me fazendo te matar não é?” Sua impaciência rolava do seu corpo como se fosse uma fumaça tóxica. “Qual a parte ‘Eu não quero que aconteça dessa forma’ você não entendeu Bella? Só eu sou o sensato aqui?”
E então meu mundo parou. Quando ele usou as palavras ‘Eu não quero’, foi a gota d’água que faltava para o copo transbordar. Tudo ficou suspenso, algo em mim se quebrou. Senti-me a pior e mais vil das criaturas, e ele continuou sem piedade enquanto eu corava furiosamente e tentava baixar meu baby doll para cobrir um pouco mais a vergonha que estava sentindo.
“Tentando seduzir um vampiro, que idéia ridícula.” Ele cuspiu. “Só mesmo tendo Alice como cúmplice poderia ter resultado nisso. Vocês não mediram as conseqüências, não pensaram no que eu queria?” Ele falava baixo, balançando a cabeça negativamente ainda encostado a parede sem me olhar.
Eu não compreendia como chegamos a isso. Ele estava superestimando a situação. Eu conhecia o temperamento volátil de Edward, mas não era pra tanto.
“Edward, eu não entendo sua lógica. Você não me quer? Não me deseja?” Encolhi-me um pouco com medo da resposta.
“Sim, não, sim... Mas não enquanto você for humana.” Sua dúvida não me passou despercebido. Ele continuou. “Eu posso te matar Bella, na melhor das hipóteses posso te ferir seriamente. Será que você não entende, eu seria um monstro ainda pior se fizesse isso.”
Absorvendo essa hipóstese ele se voltou ficando de costas pra mim e dando um murro na parede que tremeu, deixando a marcar de seu punho. Ele estava possesso. Seu corpo tremia me fazendo sentir mal por despertar tais sentimentos nele.
Enquanto ele controlava a respiração me levantei novamente e o abracei por trás, ele se virou e retirou minhas mãos delicadamente me sentando na cama pela segunda vez.
“Vamos manter uma distância segura por hora ok? Não me toque por enquanto... E olha essa roupa, vamos lá, vista algo mais decente enquanto conversamos.” Ele disse passando as mãos nervosamente pelo cabelo como se fosse arrancá-lo e olhando as nuvens através da parede de vidro. Ele estava sendo cruel deliberadamente? Já não bastava me empurrar, ele ainda tinha que me humilhar? Eu não me daria por vencida. Era tudo ou nada.
“Me transforme Edward.” Era minha última cartada. Estava cansada dessa diferença que nos separava. Eu quero isso. Eu quero tudo.
“Assim poderemos ficar juntos, seremos felizes, uma família. É isso que eu quero. Ser parte da sua família. Ficar com você pra sempre sem medos... Sem reservas. Por favor.” Minha voz tremeu no fim demonstrando minha insegurança.
Eu estava implorando o amor dele... A aceitação... Eu queria tanto que ele me quisesse como eu o queria que faria qualquer coisa, até me humilhar. As lágrimas caíram silenciosamente pelo meu rosto. Ví sua expressão sem emoções refletida na janela. Apesar da pouca luz seus olhos encontraram os meus. O que eu vi fez meu coração já machucado se partir em mil pedaços. Sua resposta ao meu pedido era clara como cristal.
Ele andou até a vidraça e parou com as mãos na cintura e sem se virar comandou. “Se vista, vou te levar pra casa, a noite acabou.”
Era isso então, tudo que passamos pra chegar até aqui não foi suficiente. Todo amor, toda abnegação, toda luta foram resumidos a isso. Nada?
Ele estava impassível e estóico como o imperador de seu reino. Nada o atingia. Nada o derrubava. Enquanto eu estava no chão. Essa relação estava muito desigual. Não aguentei: frustração, dor, desespero, angustia, humilhação, tudo acumulado. Era demais. Eu explodi!
“Porra Edward.” Gritei. “Olhe pra mim. Enxergue-me! Eu também faço parte disso aqui,” apontei o espaço entre nós dois. “Somos um casal. Estamos no século XXI. Temos que falar e entrar em um acordo. Essa não é uma relação onde apenas um resolve o que é melhor pra todos. Sempre que agimos assim nós acabamos quase mortos lembra?” Terminei sem fôlego. Minha garganta ardia por ter gritado. Meus punhos estavam cerrados e eu arfava em busca de ar.
Ele se virou lentamente com os olhos serrados como se debochasse da minha súbita explosão e cujo palavrão não estava acostumado a ver saindo da minha boca. Encarando-me ele arqueou uma sobrancelha me desafiando a continuar.
“Se ouça falando Edward, isso não faz sentido.” Eu continuei irônica. “Eu estou me humilhando aqui, querendo elevar nosso relacionamento a um novo patamar e você nessa frieza. Senhor da situação... O perfeitamente controlado!”
“Você não precisa fazer isso Bella.” Ele me interrompeu calmamente. “Eu não te pedi pra se humilhar. Para mim nosso relacionamento está ótimo do jeito que está. Nada precisa ser mudado. Eu não tocarei em você enquanto for humana e ponto final.”
“Ok! Quer dizer então que só irá pra cama comigo depois da transformação?” Eu estava incrédula.
Um ‘SIM’ Foi dito sem emoção nem arrependimento. Ele foi categórico, continuando a me encarar com o olhar desafiador. Sua postura era rígida e sua mandíbula estava tensa.
“Porém, se depender de você permanecerei humana até minha morte.” Continuei meu argumento exaltada.
“Sim.” Ele disse com a voz bem baixa, quase num murmúrio.
“Resumindo, se depender de você eu serei humana até minha morte e você jamais me tocará intimamente porque sou frágil demais? É isso que quer me dizer?”
Por um momento vi confusão em seu olhar e então com um estalo de uma equação complicada que de repente você entende. Ele me olhou nos olhos. Ele havia entendido.
“É isso mesmo.” Ele murmurou agora não com tanta firmeza. Sua lógica perdendo força.
“E eu Edward. Você pensou em mim alguma vez quando tomou esta decisão? Pensou em como eu me sentiria? Minhas necessidades, vontades, desejos?” Eu estava esgotada.
Seus olhos lampejaram e ele desceu a guilhotina.
“Você tem opções, não precisa aceitar minhas condições.”
Eu me perdi ali... O que ele quis dizer? Oh! Entendi...
Horas se passaram antes que eu me movesse novamente, ou foram segundos? Por um instante me senti na floresta novamente e ele dizia que não me queria. Que eu não era boa o bastante pra ele. O buraco a meses esquecido estava de volta.
Foi como um tapa na cara e eu corei. Corei de vergonha por me expor assim, por implorar por seu amor, por seu corpo. Abaixei a cabeça e as lágrimas rolaram livremente. Acabou.
“Desculpe Edward, eu não queria que pensasse assim de mim, eu não sou uma vadia qualquer procurando descontroladamente por prazer como você pensa. Você tem razão. Eu não pensei nas conseqüências dos meus atos. Tudo foi um erro.”
Em um átimo de segundo ele estava ali me segurando frenético. “Bella, não, você entendeu errado, não foi isso que eu quis dizer. É apenas... eu não posso, essa é a verdade. Perdoe-me, mas eu não posso.”
Eu delicadamente me desvencilhei de suas mãos. Eu tinha entendido, não fazia diferença para ele. Demorou mas eu peguei. Que tola eu fui. Cérebro humano. Demora, mas um dia a ficha cai e a minha acabou de cair. Peguei minhas coisas e sai do quarto. Ele nem sequer me seguiu. Não valia a pena mesmo.
Desci as escadas sem ver e quando dei por mim Alice me segurava, eu havia desmaiado? Minha mente girava. Eu precisava sair dali. Eu estava aterrada. Apavorada comigo mesma. Eu queria sumir da face da terra. Desaparecer. Virar pó.
Fraqueza estúpida que me faz desmaiar por qualquer emoção. EU ODEIO SER HUMANA! Minha mente gritou.
“Leve-me pra casa Alice. Por favor, me tire daqui.” Eu não conseguia pensar, só precisava sair daqui.
“Jaz vamos. Pegue o carro de Carlisle. Te encontro na entrada.” A voz de Alice estava longe como se eu tivesse debaixo d’áqua.
“Ah Bella! Minha menina. Minha irmãzinha. Calma. Tudo ficará bem você vai ver, tudo vai se resolver.” Ela me embalava docemente como se eu fosse um bebê enquanto me levava nos braços pro carro com uma expressão assassina no rosto.
Estava tão abalada que nem me importei com Jasper me vendo seminua, eu só queria desaparecer, deixar de existir. Entramos no Mercedes de Carlisle, Jasper foi dirigindo e Alice veio no banco de trás comigo me abraçando, dizendo baixinho que eu era especial e que iria ficar tudo bem.
“Bella.” A voz de Jasper mesmo baixa e incerta me assustou. “Não é assim. Não é como você está sentindo.” Disse Jasper, testando minhas emoções.
“Você não é qualquer uma e nem uma descontrolada, não se odeie, por favor. Meu irmão está errado. Edward tem conceitos muito arraigados e seus princípios de merda...” Nem com Jasper comandando todo seu poder de persuasão eu relaxei. Não havia remédio para a doença que é a humanidade.
Alice pulou a janela comigo e me colocou na cama, ela achou melhor do que passar pela porta e correr o risco de acordar Charlie.
“Jaz, vá pra casa.” Ela disse baixo, mas o suficiente para que eu ouvisse. “Vou ficar até que Bella pegue no sono. Mantenha aquele imbecil longe ok?” Do meu estupor induzido eu olhei para Alice e Jasper na penumbra do meu quarto. Ela parecia um vampiro pela primeira vez na vida.
“Não precisa Alice, pode ir, eu fico bem.” Minha voz era um fiapo. “Prefiro ficar sozinha” Murmurei puxando o Edredom até a cabeça. Eu não quero falar, eu não quero sentir. Eu só quero inexistir. Eu sou uma fraude. Não se conserta o que já nasce com defeito. EU ODEIO SER HUMANA!
Jasper suspirou ao meu lado sentindo minhas emoções, saltou a janela e foi pra casa.

Nota da Autora: 
Não me matem. Um dia tudo melhora. 
A música que estava tocando no quarto do Edward é a do link no inicio do capítulo.
Obrigada a todos que estão lendo. Espero que estejam gostando.
Deixem comentários pessoal.

Se você perdeu o primeiro capítulo clique Aqui.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Antes de comentar saiba que:
1. Você pode se Cadastrar com sua rede social para comentar é muito simples. Clique AQUI para saber mais.
2. Comentários, imagens e links ofensivos a Robert, Kristen ou ao trabalho realizado por esse fandom serão deletados e banidos.
2. Evitem usos de palavrões e confusões pois esses comentários serão deletados e colocados na lista de SPAM.
3.Links de sugestão de máterias por favor enviem para irmandaderobsten@hotmail.com ou no nosso chat.