segunda-feira, 27 de agosto de 2012

FanFic 'Dark Queen' - Capítulo 03 - Decepcionando

Capítulo novo chegando. Hoje daremos uma espiada no ponto de vista do Edward. O que será que ele pensou de tudo que aconteceu?
Dark Queen
3
Decepcionando
***
Hearing Damage/Audição Danificada

You're hearing damaged/ Sua audição danificada,
Your mind is restless/ Sua mente está agitada
They say you're getting better/ Eles dizem que você está se tornando melhor
But you dont feel any better/ Mas você não sente nenhuma melhora.

You can do no wrong/ Você não tem como errar
In my eyes/ aos meus olhos
In my eyes/ aos meus olhos

Thom Yorke
***
Edward Pov
Eu estava furioso com Alice e ela comigo. Nunca em minha longa e triste vida eu teria imaginado uma traição desse tipo. Minha irmã conspirou contra mim.
Éramos perceiros. Por causa dos nossos dons incomuns nos tornamos cúmplices. Ela conhecia meus limites. Com você pôde Alice. Eu queria matá-la com minhas próprias mãos.
Ela e Jasper ouviam cada palavra do bate-boca que ocorria entre mim e Bella. Do quarto no segundo andar os pensamentos de ambos eram claros. Eles não aprovavam minha forma de conduzir a situação e estavam gritando em suas mentes pra mim o que não ajudava em nada em nossa briga ridícula.
Ensinaria a eles a cuidarem de suas próprias vidas na próxima vez em que brigassem. Privacidade era uma das coisas que eu mais sentia falta vivendo com tantos vampiros e principalmente Alice e suas visões. Toda decisão minha passava por seu crivo. Tudo que eu sentia Jasper estava observando. Além de Carlisle que por ser meu criador e viver comigo tanto tempo me conhecia melhor que eu mesmo. Era difícil ficar oculto aos olhos dos outros. Se eu tentava não ouvir seus pensamentos eles poderiam pelo menos me estender a mesma cortesia.
A noite tinha começado tão bem. Como foi que tudo desandou? Repassei passo-a-passo dos eventos dos últimos dois dias e me pergunto agora como eu não vi isso vindo. Tanto Bella quanto minha irmã estavam estranhamente eufóricas e eu nem percebi.
Bella estava ansiosa já a algum tempo, mas nada incomum. Ela às vezes ficava nervosa e adoravelmente desastrada em minha presença. Pensei que seria superado com o passar do tempo. Nosso relacionemento estava normal. A gente se divertia muito, conversava e fazíamos coisas que todo casal faz. Porque ela não podia se dar por satisfeita com o que temos? Superar as nossas diferenças de espécie já era uma vitória. Ela queria mais o quê?
Eu estava frustrado além da medida. Queria não ter socado a parede. Esme iria me matar.
O que mais me chocou foi a conclusão que Bella chegou quando recusei seus avanços. Será que ela realmente não vê o quanto eu a desejo? É claro que eu a quero, mas isso não supera o fato de que eu posso perdê-la. Lembro-me de cada segundo que passei sem sua presença nos piores meses de minha vida quando a deixei naquela maldita clareira. Eu nunca em toda a eternidade vou correr o risco de perdê-la novamente. O fato que ela é finita e quebrável me assombra e se eu pudesse a protegeria de todos os males que podem afetá-la. Doenças, catástrofes e o inevitável... Tempo.
Eu prefiro não pensar no tempo que leva minha vida de mim pouco a pouco com sua passagem. Eu sei que um dia Bella morrerá e tenho convicção que irei logo atrás. O pequeno período que passei em Volterra deu-me todas as armas que precisava para encontrar meu fim quando isso for necessário. A tríade Volture não hesitará em me destruir quando for a hora.
Doeu ver a expressão de Bella passar do desejo ao choque e do choque a fúria, o que eu não esperava era ver uma emoção lá que não pude classificar bem, parecia decepção. Foi exatamente a mesma expressão que ela fez quando eu disse que não a queria na floresta. Mentiras. E ela acreditou tão fácil. Tenho trabalhado duro para convencê-la do meu amor nesses últimos dois meses. Ela nunca mais duvidará de mim. Vou trabalhar incessantemente para isso.
Imediatamente após sua saída eu vi o estrago que estava causando a nós dois. Minha mente espaçosa gritou, mas minhas pernas não se moveram. Bella tinha que ver a razão por si só. Se eu fosse atrás dela brigaríamos mais. Ela deixou meu quarto com rapidez e apesar do meu cérebro melhorado eu não conseguia assimilar aquele olhar. Foi como se ela tivesse se retirado, ido pra longe inda que presente.
Uma visão nos pensamentos de Alice me atingiu quando ela num átimo viu Bella caindo da escada. Ela iria desmaiar. Corri sem pensar em nada e me deparei com a cena da minha pequena irmã com Bella nos braços. O QUE EU FIZ! Minha mente gritou mais uma vez.
Fiquei lá no topo da escada ouvindo os pensamentos de Alice gritando todos os palavrões existentes em vários idiomas diferentes comigo. Não entendia o porquê de tanta comoção. Meus braços ansiaram por ela. Tão frágil e quebrada no colo a Alice.
Eu apenas não queria feri-la.
Ok. Admito, eu estava apavorado. Se fosse humano estaria tendo um puta ataque de pânico. EU NÃO SEI O QUE FAZER NESTA SITUAÇÃO. Sou um covarde!
O coração de minha Bella batia descompassado o que deve ter causado o desmaio. Sempre que suas emoções eram exaserbadas isso acontecia. Ela deve ter esquecido que respirar.
“Alice, Alice! Dê-me a Bella, eu cuido dela, por favor.” supliquei apenas para nossa audição. Ela nem se virou.
“Sai daqui seu filho de uma puta ignorante de merda. Se você se atrever a chegar num raio de 1 km dela arranco sua cabeça e jogo no fogo.” Alice pensou e ela não estava brincando.
Dei um longo suspiro e mantive uma distancia segura. Corri atrás do carro com Alice praguejando em pensamento e Jasper tentado controlar a situação de Bella que chorava baixinho.
Encostei-me a uma árvore do outro lado da rua em frente ao quarto de Bella e esperei. Charlie dormia tranquilamente, a vizinhança estava silenciosa. Uma chuva fininha caia molhando tudo ao meu redor.  Minha menina corajosa não queria companhia, mas Alice não a deixaria sozinha nem que o céu caísse. Ela era feroz quando se tratava das pessoas que amava.  Jasper saiu logo em seguida e veio em minha direção.
“Cara, você se superou desta vez. Para um cavalheiro do século IXX você me saiu um rinoceronte em uma cristaleira. Faltou tato, compreensão e sobrou burrice e grosseria.” Ele pensou.
Passei as mãos pelos cabelos tentando me acalmar. Ele sondava minhas emoções me deixando mais agitado.
“Certo, sou um imbecil, ok? Não aceitei o convite doce e gentil de uma mulher pra dormir com ela e daí? Qual o drama? Já fiz isso algumas vezes e não teve problema, o que é agora... Sou obrigado a fazer sexo só porque se insinuam pra mim. O meu tempo não conta? Meus desejos, meu planejamento, minha hora certa?”
Atirei pro Jaz em uma só tacada. Era uma saída ridícula, nem eu acreditei no que estava dizendo. Eu estava atacando pra não ter que me justificar. Ninguém entende como me sinto. Eu não posso tirar a vida de Bella. Condená-la a uma semi-existência bebendo sangue e matando. Morte por todos os lados.
Ele me olhou com assombro e ao invés de ouvir o que eu dizia ele me analisava. Sua postura me intimidou.
“Cara!” Ele assoviou.
“Isso é pior do que eu pensava... Se trata de controle? Quem decide o quê e a hora certa?”
Encolhi-me com sua acusação. Ele viu o que eu não queria admitir.
“Você tá com medo cara? Qual é... esse drama todo é medo de falhar? Insegurança?” Jasper enquanto falava enviava ondas de vergonha e resignação que quase me jogoram de joelhos no chão.
“Ela te ama Edward Cullen e você a magoou por orgulho, apenas porque foi planejado por ela e não pelo seu fodido e gigantesco ego. Você não é perfeito porra!”
“Mas ela pensa que eu sou, caralho! Ela me colocou na merda de um pedestal e eu não sei como sair de lá e ela ainda continuar comigo.” Eu disse segurando minha cabeça entre as mãos. Toda minha existência se resumiu nesse ponto aqui e agora. Se eu estragasse o meu relacionamento com Bella e ela partisse, eu estaria sozinho por toda a eternidade.
“E se não sair como ela espera em?” Rebati. “Como vou consertar as coisas depois? E se eu a machucar? a decepcionar? A matar? Deus! Não posso nem pensar nisso sem surtar. Você me julga porque nunca precisou escolher entre matar Alice ou não.”
Ele me encarou profundamente... Seus pensamentos passavam por lembranças suas com Maria, Alice e nossa família. Ele teve sim que fazer escolhas dolorosas na vida e eu o estava julgando injustamente e sabia disso.
“Você não pode saber como será.” Ele disse baixinho. “Nunca, nem agora nem daqui a 1000 anos. Isso você não pode controlar, não está ao seu alcance. A decisão de ser como somos é dela e não sua. Não cabe a você brincar de deus e decidir se ela vive ou morre.” Suas palavras eram como sal nas minhas feridas.
“Ela é humana, regida por hormônios, pensamentos e desejos. Se você não se tornar o homem que ela precisa, você a perderá. Transformando-a ou não. Agora ela é apenas uma criança confusa. Mas o tempo está passando e isso mudará. O relógio biológico dela falará mais alto e você não poderá lutar contra isso. Ela ficará cada vez mais frustrada e infeliz, mas estará resignada. É inevitável. Provavelmente por causa da nossa condição vampírica ela permanecerá com você para o resto de sua vida, e não venha me dizer que ela não está obrigada a nossa condição por que você sabe que ela está. Bella jamais seguirá em frente sem você Edward. Ela está destinada a ser uma de nós quer você queira ou não. Se você vai deixá-la sofrer como humana até a velhice, dê a ela pelo menos a alegria de um relacionamento pleno.”
Eu apertei a ponte do meu nariz entre o polegar e o indicador e suspirei.
“EU. NÃO. VOU. COLOCÁ-LA. EM. PERIGO.” Sibilei dando ênfase em cada palavra.
“Então a transforme, é o que ela quer.” Jaz arrematou acalmamente pegando um graveto no chão coberto de folhas.
“Não posso, seria condená-la a nada, a uma semi vida sem esperanç...”
Ele me cortou jogando as mãos pro alto.
“Sua vida é tão ruim assim?” Estremeci com seu tom cortante. “Você não tem nenhum prazer? Nada te faz feliz?” Jasper agora estava transtornado.
“Nossa família, amigos ainda que distantes, a música que você tanto ama. O tempo ilimitado pra aprender coisas novas, ver a transformação de tudo à medida que a eternidade se estende por nós, até mesmo o amor da companheira que você elegeu para si. Nada disso vale pra você? Carlisle errou tanto assim quando te escolheu para continuar a caminhar com ele?” Enquanto falava ele desdobrava para mim imagens dos tempos passados e da evolução do mundo que conhecemos. Eu estava sem fala, sem forças. Ele me olhou com piedade. Pude sentir cada gota de pena que ele queria transmitir.
“Não responda. Não quero ouvir. Vou pra casa. Não me siga.”
E ele foi embora me deixando sozinho.
Olhei pra cima, pra janela de Bella e vi a Alice me observando, ela ouviu cada palavra de seu marido pra mim. Pude ver a decepção em seus olhos. Seus pensamentos estavam em branco e então eu comecei a correr. Corri sem destino certo. Uma chuva torrencial começou a cair. Lembrei-me do dia em que eu fugi dos meus sentimentos por Bella mais de um ano atrás. Agora não era diferente. Eu continuava fugindo.
Eu fodi. Definitivamente agora eu fodi regiamente o meu relacionamento. Descepcionei minha companheira e minha familia. Eu havia prometido a mim mesmo que jamais colocaria minha Bella em uma situação assim novamente quando voltamos da Itália e agora aqui estava eu. Como disse Jasper com meu ego gigantesco. Fodendo com a confiança dela.
Corri até chegar à fronteira com o Canadá. Sentei-me em uma pedra no alto de uma montanha e assisti o sol tímido sair por de trás das nuvens que agora estavam esparsas. Faria um lindo dia.
Pude ver cada gota de orvalho no tapede verde que se estendia diante dos meus olhos, os raios coloridos do sol lançavam luz em minha pele de diamante que refletia como pequenos prismas. Contemplei o amanhecer com resignação.
O sol já estava alto quando resolvi voltar pra casa. Eu precisava ver Bella, mas esperaria que ela estivesse pronta para falarmos sobre o que aconteceu. Nós tínhamos que entrar em um acordo.
Agora era enfrentar minha familia que a essa altura já estaria de volta. Voltei para casa lentamente sem vontade de ver os olhares de reprovação que sei que receberia. Já passava das três da tarde quando entrei pela porta da frente.
Esme estava de costas para mim polindo um castiçal de prata. Ela nem levantou os olhos da peça.
“Olá Edward. Troque-se e vá à biblioteca. Seu pai está esperando.”
Revirei os olhos para seu tom. Ela estava com raiva. Seria cômico se não fosse trágico. Agora meu pai me repreenderia como se eu tivesse feito uma travessura. Subi a velocidade humana, ainda não estava com pressa.
A casa estava vazia a não ser por Esme e Rosalie que estava em seu quarto repassando o quarda roupa pela enésima vez. Com certeza ela conseguiu fazer um desfalque na conta bancaria da familia com as dezenas de compras que fez ontem em Seattle. Carlisle em seu estúdio revisava um texto que enviaria para a próxima edição da Revista Científica.  
Quando entrei em meu quarto foi com pesar que senti o cheiro de Bella impreguinado em tudo, a cama ainda estava desfeita e as imagens da noite anterior me atingiram como um raio. Eu a queria como louco. Cada toque, cada caricia foi repassando atrás de minhas palpebras como se estivesse em um filme.
Edward” Carlisle pensou me tirando dos meus devaneios. “Seja breve, por favor, tenho plantão daqui a pouco.
Entrei no banheiro para me lavar e notei pendurado sobre o gancho próximo ao lavatório o sutiãn que Bella deve ter esquecido na pressa de deixar o quarto ontem. Tomei a peça delicada nas mãos e levei ao nariz. Era como uma dose de heroína e eu estava viciado. Inspirei profundamente não querendo que o cheiro me deixasse. Eu estava duro como rocha instantâneamente. O que eu fiz ontem. Como pude deixar que ela se fosse assim? Fechei os olhos querendo que ela estivesse aqui comigo me tocando em sua adorável timidez.
“Edward, eu não tenho a tarde toda.” O tom de voz de Carlisle era frio. Melhor não desafiá-lo.
“Já estou indo pai”. Disse saindo do banheiro. Enfiei o pequeno presente de Bella debaixo do meu travesseiro e desci o lance de escada que me separava do meu pai. Entrei sem bater.
“Desculpe apressá-lo, é que tenho horário a cumprir.” Carlisle estava rígido na cadeira. “Alice me inteirou do ocorrido ontem, porém agora não tenho tempo para me estender sobre isso. Só tenho uma dúvida. O que você fará a respeito?” Ele fechou os livros que estavam abertos em cima de sua mesa e começou a ordená-los na estante. Eu estava paralizado, não sabia que tinha que fazer alguma coisa.
“Como assim?”
Ele levantou a sombrancelha e me olhou indagando. “Como assim?”
“Pensei que com todos os fatos você resolveria tomar uma atitude em relação a transformação de Bella.”
Senti uma pontada de irritação me tomar. “Nada mudou Carlisle. Eu não fiz nenhum acordo com ela. Minha posição continua a mesma.”
Ele balançou a cabeça lentamente. “Compreendo.” Desapontamento passou por seus olhos. Ele fez que sim com a cabeça e pegou sua maleta saindo da sala.
Ouvi meus irmãos chegando ruidosamente. Emmett falava alto e sorria com Jasper combinado uma partida de xadrez. Alice vinha logo atrás com uma expressão sombria. Seus pensamentos tumultuados.
Sai do estúdio de Carlisle e comecei subir para o meu quarto. Prendendia passar despercebido por todos. Quando cheguei ao topo da escada. Alice me intercepitou. Sua expressão já não era furiosa, havia medo ali.
“Vá até ela. Ela precisa de você.”
“Não, quando ela estiver pronta ela virá a mim.” Dei as costas e voltei para o meu quarto. A pequena peça ofensiva que Bella tinha me deixado me aguardava debaixo do meu travesseiro. Seria uma longa espera.

Nota da Autora:
Uma espiada nos pensamento do nosso lindo cabeça dura. Quarta feira voltamos com a Bella.
Não deixe de comentar e opinar. Muita água ainda rolará por baixo dessa ponte.
Até quarta meus amores.

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