segunda-feira, 3 de setembro de 2012

FanFic 'Dark Queen' - Capítulo 06 - Acorde-me Quando Setembro Acabar

 
Dark Queen
6
Acorde-me Quando Setembro Acabar
***
Wake Me Up When September Ends / Acorde-me Quando Setembro Acabar

Here comes the rain again / Aí vem a chuva novamente
Falling from the stars / Caindo das estrelas

Drenched in my pain again / Encharcado minha dor de novo
Becoming who we are / Tornando-se quem nós somos

As my memory rests / Como minhas lembranças descansam
But never forgets what I lost / Sem nunca esquecer o que eu perdi

Wake me up when September ends / Acorde-me quando setembro acabar

Green Day
***
Bella POV
O sinal de Apertem os Cintos iluminou o painel a minha frente. O avião sobrevoava a cidade se preparando para pousar. Olhei o relógio: 22h18min.
Fiz conforme solicitado e olhei desanimada a janela ao meu lado avistando o Honolulu International Airport. A cidade turística fervilhava e a vista era linda. As luzes de milhares de casas e arranha-céus flamejavam conferindo ao mar um brilho intenso.
As rodas da aeronave tocaram o solo com um baque suave. Os passageiros começaram a se agitar soltando os cintos. Executivos em sua maioria e turistas ansiosos para o desembarque se moviam retirando pequenas malas dos bagageiros elegantes, aliás, na primeira classe tudo era elegante. Alice me surpreendeu diversas vezes no dia de hoje. Dia a propósito, interminável.

Após uma noite insone, tive que confrontar um Charlie muito irritado por não ter o prazer de levar a única filha ao aeroporto. Tentei argumentar que era dia de semana e ele estaria trabalhando. Alice era muito capaz de me levar a Port Angeles sem o stress adicional de despedidas chorosas. Eu não estava no clima. Depois do que pareciam horas, ele me abraçou me pegando de surpresa.
“Sentirei sua falta Bell’s, prometa que vai ligar.” Ele me soltou e me segurou ao cumprimento de um braço.
“Sempre que puder pai. Você também pode visitar, afinal é o Havaí não é? Praia, sol. Quem sabe pelo menos de vez em quando você pega uma corzinha.” Ele sorriu enrugando os olhos e me abraçando de novo. Eu estava sem graça, não estava acostumada aos rompantes emocionais de meu pai.
“Claro que vou visitar. Será bom mudar de ares.” Depois de um pouco mais de conversa e conselhos paternais, Charlie saiu para o trabalho me deixando com meus pensamentos.
Conferi as pequenas malas novamente. Embalei algumas coisas para a caridade e desci sem vontade para um café apressado. Estava sem fome.
Sentei-me na pequena cozinha e observei os armários amarelos que um dia fora de minha mãe. Sentiria falta de tudo, talvez até da chuva. Percorri a pequena casa de cômodo em cômodo. Apreciei cada detalhe. Estava me despedindo. Eu nunca mais voltaria ali. Hoje começava uma nova fase da minha vida. Forks e tudo que ela continha seria meu passado.
Meu pai sempre estaria em minha vida, ele iria onde eu estivesse. Tenho certeza.
Tomei banho lentamente, ainda era cedo. Alice me buscaria as dez. Retirei do cabide a roupa confortável que havia separado para a viagem. Jeans desbotado black, camisa de malha e um converse velho. Fiz um rabo de cavalo alto tentando domar meu cabelo que hoje estava impossível. Peguei a parka do encosto da cadeira em tempo de ouvir a buzina. Dei mais uma olhada em meu pequeno quarto de infância. A cadeira de balaço no canto zombava de mim. Fechei a porta rapidamente antes de me perder. Eu me manteria junto. Não poderia desmoronar agora.
A batida na porta me tirou do meu transe. Alice era tão impaciente. Coloquei a bolsa antiga de lado pegando as malas, desajeitada abri a porta. Carlisle estava lá em toda a sua beleza. Ele pegou as malas de minhas mãos com um pequeno sorriso.
“Posso acompanhá-la ao aeroporto? Ontem não pudemos nos despedir.”
Ele aguardou minha resposta pacientemente enquanto eu colocava em ordem meus pensamentos em choque.
“Claro”. Consegui articular. Por essa eu não esperava.
Senti um borrão vindo em minha direção e os pequenos braços fortes de Alice me abraçaram. “Vamos Bella.” Já me puxando pela mão andando atrás de seu pai que colocava as malas no porta-malas do Mercedes brilhante. Olhei de soslaio para dentro do carro. Vazio. Alice percebendo meu ânimo sorriu. “É uma longa viagem até Seattle. Carlisle dirige como um velho, se não sairmos agora vamos nos atrasar.” Eles brincaram a respeito da condução de Carlisle enquanto eu registrava a informação.
“Seattle?” Eu estava confusa. Retirei a passagem da bolsa conferindo os documentos que a atendente da agência de turismo havia me dado. De repente minhas mãos estavam vazias.
“Não seja boba Bella. Seu avião sai do Sea-Tac às dezesseis horas. Temos tempo até para almoçar, mas como eu disse devemos sair agora, pois até lá tem muito chão.” Ela informou já entrando no carro na parte de trás me puxando com ela.
Não discuti. Hoje Alice venceria qualquer batalha comigo.
Passei a viagem de três horas apenas ouvindo e dando pequenas respostas enquanto Alice era apenas Alice. Ela e Carlisle discutiam sobre suas viagens e como o Havai era lindo e que eu amaria a faculdade, apesar de não ser uma Ivy League* tinha um programa muito conceituado. Tenho certeza que se estivesse um pouco mais atenta teria notado que eles tentavam me tirar da minha fossa não me dando tempo para pensar.
Chegando a Seattle, Carlisle fez questão de levar-nos ao Space Needle Restaurant*. Como ele conseguiu sem reservas antecipadas era um mistério. Era uma da tarde, o lugar estava lotado. Conseguimos uma mesa próxima às vidraças e Seattle se estendia aos nossos pés. Eu estava tão mal vestida para um lugar daqueles. Por mais incrível que pareça, Alice não reclamou.
Durante o almoço onde eu remexia a comida no prato como meus acompanhantes vampiros fingindo comer, Carlisle me fazia perguntas sobre meus planos e queria saber se tinha tudo pronto para quando chegasse a Honolulu. Seu interesse era genuíno. Eu respondia com monossílabos sem querer. Não era minha inteção ser rude. Minha mente estava cansada. Certa hora o Chef veio pessoalmente comprimentar Carlisle. Entendido como entramos sem reservas.
Após uma hora interminável de fingir comer, pegamos a estadual em direção ao Sea-Tac. A ansiedade começou a me tomar. Eu lutava para respirar lentamente. Pra dentro e pra fora... Pra dentro e pra fora. Eu repetia como um mantra. Alice e Carlisle trocavam olhares pelo retrovisor e em um dado momento ela envolveu os braços em meus ombros me puxando pra perto.
“Você vai conseguir Bella. Não tem com que se preocupar.” Ela me embalava com ternura. Estranhamente meus olhos estavam secos.
Chegamos na hora exata para o check in, Carlisle retirou minhas malas do carro colocando-as no carrinho. Percebi então uma enorme e linda bolsa de couro adicional.
“De quem é essa mala Alice”. Eu questionei muito sem vontade apontando para aquela que seria uma muito cara bolsa de marca.
A baixinha me olhou com olhos inocentes. “Sua é claro.” Ela continuou andando sem se deter.
“Eu não quero roupas, eu não quero dinheiro, eu não quero nada que esteja ali dentro ok?” Falei exasperada.
“Tudo bem, você vai levá-la assim mesmo. Você pode abrir quando estiver pronta, certo? Não precisa ser agora. Nada ali é perecível. Promete que abrirá?” Respirei fundo e balancei a cabeça afirmativamente.
Entramos na longa fila para despachar as bagagens, ela abriu a enorme bolsa e retirou uma mochilinha da mesma grife de dentro dela me surpreendendo.
“Tome, segure, por favor.” Me entregou, pegando a minha antiga bolsa das minhas mãos. Retirando todo o conteudo ela encheu a nova com meus documentos, carteira e objetos que uma bolsa feminina carrega. “Pronto”. Agora você está preparada.
Carlisle assistia a troca com ar divertido. Eu o encarei pedindo ajuda e dando de ombros ele confirmou minhas suspeitas. “Não adianta brigar, é perda de tempo.”
Fomos nos sentar nas cadeiras da área vip onde eu inutilmente tentava argumentar sobre a troca da passagem para a primeira classe. Alice me calou com o olhar de cachorrinho abandonado. “Vamos lá Bella, não seja difícil. Vamos demorar a nos ver então me deixe te mimar.” Suspirei resignada.
Caimos em um silêncio confortável e volta e meia eu pegava uma troca de olhares entre ela e Carlisle. Meu coração saltou uma batida com esperança.
Minha vista vagava sem permissão em direção a entrada do aeroporto. Meus olhos ardiam secos. A voz nos alto-falantes anunciou meu vôo. Era hora.
Alice saltou da cadeira e me apertou ajeitando minhas roupas. Carlisle me puxou de lado e retirando um pequeno saco pardo do casaco e um papel braco dobrado me encarou sem graça.
“Alice disse que você pode precisar. Guarde na bolsa de mão.” Ele me entregou o saquinho “Este é para o caso de você precisar de mais e as instruções. Prometa que vai seguir a risca as instruções. Por favor?” Ele me encarava ansioso. Abri o saco e ví algumas caixinhas de Ambien* e Xanax*. Arregalei os olhos. Carlisle era um médico responsável. Ele jamais faria isso sem um motivo.
“Por favor, prometa. Não faça nada de imprudente. É apenas para o caso de necessidade.” Ele segurou minhas mãos com as mãos frias e firmes. Lembre-me de um tempo distante onde outra pessoa me pedia para não fazer nada imprudente. Eles tinham os mesmos olhos cor de ouro líquido.
Agarrei-me ao homem que um dia eu esperei que fosse meu pai e solucei sem lágrimas em seu ombro. “Eu prometo.” Consegui dizer. Meu vôo foi anunciado pela segunda vez.
Carlisle olhou em direção a entrada e Alice fez um sinal negativo para ele. O meu tempo acabou. Era hora de ir.
Peguei a bolsa que Alice havia me dado dei um último abraço naqueles que seriam sempre minha familia e rumei em direção ao portão de embarque.
De dentro do portão me virei para a entrada que ainda era visível. Ninguém que eu conhecesse. Ninguém para tentar me parar. Olhei na direção de Alice. Eles estavam abraçados e falavam em velocidade acelerada um para o outro sem expressar um som para os ouvidos humanos. A expressão de Alice era de quem chorava.  
Entrei no avião sem esperança de um amanhã ensolarado. O vôo transcorreu sem turbulências ao contrário do meu coração.
Fui à última a deixar meu assento no avião, a comissária de bordo já me olhava desconfiada. Caminhei lentemente em direção a saida.
Pisei em solo havaiano tendo a certeza que havia cometido o maior erro da minha vida. Agora era tarde demais para voltar atrás. Tudo que eu queria era dormir. Dormir até que tudo isso acabasse.

Nota da Autora: 

*Ivy League: A Ivy League (Liga de hera) é um grupo de oito universidades privadas do Nordeste dos Estados Unidos da América. Originalmente, a denominação designava uma liga desportiva formada por essas universidades, das mais antigas dos Estados Unidos. O grupo, também referido como as oito antigas, é constituído pelas instituições de maior prestígio científico nos Estados Unidos e no mundo e, assim, atualmente a denominação tem conotação, sobretudo de excelência académica, também associada a certo elitismo.
*Space Needle Restaurant: Obelisco Espacial (em inglês: Space Needle) é uma torre de 184 metros, edificada em Seattle.
Os quatro alicerces da torre, enterrados a 9 metros de profundidade, pesam mais de 5850 toneladas, colocando o centro de gravidade do obelisco a apenas 1 metro e meio do nível do chão. No topo do obelisco, a um nível de 152 metros do térreo, há um restaurante giratório que acomoda 300 pessoas, e gira 360 graus em uma hora.
*Ambien e Xanax: Remédios fortes para dormir e antidepressivo respectivamente.

E aí galera. Gostando da Fic? Prometo que nosso casal preferido não vai ficar muito tempo sem se ver. São teimosos mas uma hora eles se acertam. Abaixo algumas imagens do capítulo.

Honolulu é uma cidade linda... Pena que o humor de Bella não está dos melhores


  

  


Meus amores. Não deixem de comentar. É uma alegria ver as mensagens de vocês.
Até Quarta.
Se você perdeu algum capítulo Click Aqui

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Antes de comentar saiba que:
1. Você pode se Cadastrar com sua rede social para comentar é muito simples. Clique AQUI para saber mais.
2. Comentários, imagens e links ofensivos a Robert, Kristen ou ao trabalho realizado por esse fandom serão deletados e banidos.
2. Evitem usos de palavrões e confusões pois esses comentários serão deletados e colocados na lista de SPAM.
3.Links de sugestão de máterias por favor enviem para irmandaderobsten@hotmail.com ou no nosso chat.