segunda-feira, 10 de setembro de 2012

FanFic 'Dark Queen' – Capítulo 09 – Morrendo aos poucos




Boa noite meus corações... 
Hoje nossa Fic ganha finalmente a classificação para maiores de 18 anos. Vai ficar quente aqui. Se você não gosta ou não pode com esse tipo de material pule essas partes ok?
Não deixem de marcar a caixinha com as opiniões de vocês e deixarem um comentariozinho para fazer a autora feliz.
Vamos a diversão.

Dark Queen
9
Morrendo aos poucos
***
Running Up That Hill/Correndo colina acima

It doesn't hurt me. / Isso não me machuca
Do you want to feel how it feels? / Você quer sentir como eu me sinto?
Do you want to know that it doesn't hurt me? / Você quer saber que não me machuca?
Do you want to hear about the deal that I'm making? / Você quer escutar sobre o trato que eu estou fazendo?
You, it's you and me. Você, eu e você.

And if I only could, / E se eu apenas pudesse,
I'd make a deal with God, / Fazer um trato com Deus,
And I'd get him to swap our places, / Fazer com que ele trocasse os nossos lugares,
Be running up that road, / Correria estrada a fora
Be running up that hill, / Correria colina acima
Be running up that building. / Correria pelo prédio,e...
If I only could, oh.. / Se eu pudesse, oh...

You don't want to hurt me, / Você não quer me machucar,
But see how deep the bullet lies. / Mas veja quão profundo as balas estão.
Unaware I'm tearing you asunder. / Ignore eu estou chorando sua separação.
Ooh, there is thunder in our hearts. / Ooh, tem um relâmpago em nossos corações.
Placebo
***
Edward POV
Depois que Bella partiu, Alice ficou dois meses sem falar comigo. Sem falar com a boca porque com os pensamentos ela não conseguia evitar. Ela queria que eu tivesse impedido Bella de partir. Como eu poderia?
Eu os segui por todo o caminho até Seattle, esperei de longe que ela embarcasse. Minha irmã tinha a esperança que eu mudasse de idéia já que estava lá. Quando meu pai me olhou escondido próximo ao portão de embarque no Sea-Tac, seus olhos me imploravam para não deixá-la ir. Ele estava perdendo sua filha novamente e a culpa era minha. Alice tinha visto que ela teria dificuldades pra dormir e depressão. Claro, sozinha em uma nova cidade e longe da familia. Era de se esperar. Eu a vi entrar naquele avião e morri mil mortes por isso. 

Passei uma semana desaparecido. Andando a esmo por várias cidades aleatórias. Estava perdido. Não tinha mais objetivo algum.
Meu celular não parava de tocar e eu estava ficando sem paciencia. Eu estava evitando Emmett e Jasper, juntamente com o resto da minha família. Quando Esme ligou no quinto dia, no entanto, não pude deixar de atender. Ela... Ela era minha mãe. Esme me implorou para voltar pra casa. O medo deles é que eu fosse aos Vulture novamente. Eu não faria isso. Ainda não. Eu agora considerava o suicídio um luxo do qual eu era indigno. Eu vi minha existência miserável nos últimos meses como uma espécie de penitência. Uma eternidade de agonia era um bom castigo por infectar a pureza da vida de Bella com o pesadelo da minha própria. Eu a deixei partir porque ela queria ir, mas não vou deixar de cuidar dela enquanto ela estiver viva. Não vou deixar faltar nada e farei tudo que estiver ao meu alcance para dar uma boa vida a ela, mesmo a distância.
Minha existência durante os seis meses subsequentes a sua partida havia sido caracterizada por apenas duas sensações: a tortura visceral excruciante e dormência catatônica. Ao longo do tempo os períodos catatônicos começaram a durar mais e as rajadas afiadas de dor insuportável foram em menor número e mais longe entre sí. Eu estava entorpecido.
Certo dia pouco antes dos feriados de fim de ano eu fui obrigado por Esme a buscar uma encomenda nos correios, ela pediu a mim, pois não havia ninguém que poderia fazê-lo naquele momento e ela precisava das tintas importadas para a tela que estava pintando.
Não discuti. Para todos os efeitos estávamos todos em casa para o feriado de Ação de Graças. Ao passar pela agência de correios me deparei com um tom de pensamento que conhecia muito bem. Charlie estava passando em sua viatura e ao me avistar, cumprimentou tocando o quepe. Ele estava pensando em Bella.
O chefe estava partindo na semana seguinte para passar quinze dias de férias no Havai com ela. Eles se falariam a noite como sempre acontecia. Como não pensei nisso antes?
A partir daí eu gastei praticamente todas as noites no quarto de Bella, mesmo sem sua presença eu a tinha um pouco comigo. Seus pertences, seu cheiro e eventualmente sua voz. Dois dias depois que ouvi os pensamentos de Charlie eles se falaram por telefone. Foi uma ligação simples, mas ouvir sua voz tão claramente me fez sentir novamente. Eu bebi da sua voz como se ela falasse comigo. A voz estava um pouco monótona e metálica, mas era ela. Ela e o chefe combinaram a viagem e o Charlie insistiu em ficar em um hotel. Bella recusou informando que a casa em que ela estava vivendo era mais que suficiente para abrigar a todos.
Todos? Quem mais vivia com Bella? Eu teria que investigar.
Aquela foi a primeira noite que passei em seu quarto. A voz dela pelo telefone foi como ácido me corroendo e ao mesmo tempo o bálsamo da cura de minhas feridas. Toquei a superfície lisa de sua escrivaninha, seu velho computador jurássico sem uso agora que ela não estava mais lá. Sentei-me na cadeira de balanço e apreciei a vista da pequena cama coberta pela colcha vinho já gasta pelo tempo. O seu cheiro impreguinava minhas narinas e esbofeteava meu rosto. Foi a primeira vez que em meses que me permiti lembrar.
As imagens que tanto me atormentaram logo se tornaram uma droga que eu não poderia viver sem. Não que diminuísse a dor. Antes de qualquer coisa, eu a sentia mais intensamente. Mas como um viciado que necessita de uma dose de sua droga preferida mesmo sabendo que vai matá-lo, fui relembrando de novo e de novo.
A primeira vez que toquei seu rosto lindo. A primeira noite que ela tinha sonhado comigo. Os meus lábios nos dela.
Minha cena favorita de tortura foi o dia que passamos no prado.
Lembrar me fez entrar numa espécie de transe. Deitei-me em sua cama e afundei o rosto em seu travesseiro. Eu quase podia sentir a queimadura lenta do toque delicado de Bella em minha pele, como o sol me acariciando. Senti novamente a agonia perfeita de como minha ereção tinha dolorosamente pulsado enquanto ela esfregava círculos suaves no meu antebraço com as pontas dos dedos.
Fechei meus olhos e eu estava lá, no nosso prado, minha mente sem controle iniciou uma fantasia que, se fosse possível, deveria ter me feito corar de vergonha.
A forma esbelta de Bella deitada entre as flores silvestres, vestindo minha blusa azul preferida, que a envolvia nos lugares certos. Minhas mãos deslizam ao longo do exterior das suas pernas longas, apertando seus quadris. Sua cintura fina. Desabotôo cada botão delicadamente expondo seus seios nus. Ela me olha com fome em seus olhos castanhos.
A imagem é tão viva agora como tinha sido para mim no prado aqueles anos atrás. Recordo o cheiro do sangue de Bella, sua excitação misturada à fragrância das flores silvestres, minha mão escorrega para a minha calça jeans e sob o elástico da minha boxer. Eu levemente pasto meus dedos ao longo da parte inferior da minha ereção.
Eu não tinha tocado a mim mesmo, nem fantasiado sobre Bella desde o dia em que encontrei seu sutiã no meu banheiro. Antes disso, tinha sido uma ocorrência quase diária desde que voltamos da Itália                     - uma necessidade que me permitiu autocontrole suficiente para funcionar perto dela, sem ter a sua inocência ou sua vida em minhas mãos.
Agora, já não sou mais capaz de resistir ao peso esmagador da memória, agarro a base do meu pau com força, gemendo de forma audível com a sensação. O cheiro dela me envolve. Nubla meus pensamentos.
Bella joga sua cabeça para trás e choraminga, "Oh, Edward. Por favor. Eu preciso de você dentro de mim."
Eu posiciono-me em sua entrada, a minha cabeça inchada provocando sua fenda apertada e molhada. Espera. Antecipação. Minha respiração está alterada. Eu pergunto, sem fôlego. "Você tem certeza?"
Sinto o som da voz de Bella me envolvendo, me querendo, me desejando. Eu bombeio meu punho da base à ponta, torcendo a minha mão, quando chego à cabeça.
"Deus, sim, Edward. Estou pronta. Eu sempre estive pronta pra você. Não me faça esperar mais." Os olhos dela são ferozes, selvagens, ela agarra-me e crava suas unhas em minha bunda. Ela empurra seus quadris em direção ao meu próprio, forçando a ponta deslizar para dentro de sua abertura encharcada.
Eu trabalho em mim mais forte agora, mais rápido, concentrando meus movimentos na cabeça sensível.
"Nunca, baby. Você nunca terá que esperar mais. Eu sou seu." Meus olhos rolam para trás quando eu avanço e me embainho plenamente no seu calor molhado. "Oh, Deus, Bella."
"Oh-ughhh" ela gagueja, sua respiração para por um segundo com a sensação de estar completamente preenchida por meu comprimento.
Meu olhar viaja a partir do orvalho da transpiração em seu peito, pálidos mamilos rosados erguidos pra mim, seu tórax delicado, subindo e descendo com cada um dos meus impulsos. Eu me movo dentro dela, suave para mim, rápido para ela, sentindo cada centímetro de suas paredes internas em torno de meu pau incrivelmente rígido.
Ela remexe os quadris para incitar-me mais profundo, ela aperta a minha nuca e comanda, "Olhe para mim, Edward. Eu quero que você veja o que você faz para mim. O quanto eu quero você."
Seus olhos chocolates profundos estão nos meus. Incapaz de me segurar por mais tempo, eu me perco, "Oh meu Deus, Bella. Eu não consigo... eu não posso..."
"Sim. Edward. Você pode. É isso. Venha para mim, baby", ela respira. "Venha profundo dentro de mim."
Meu maxilar enriquece e meus olhos se estreitam enquanto eu sinto minhas bolas apertarem. Eu acalmo meus movimentos e, de repente com um gemido abafado eu me libero em minha mão. Estou gasto. Mentalmente cansado.
Eu teria chorado agora com o gosto amargo do arrependimento, se meus olhos pudessem produzir lágrimas. Isso foi muito, muito real. Eu não posso. Não me é permitido fantasiar desse jeito. Eu não mereço sentir tal prazer, mesmo com minhas próprias mãos.
O0 ~ 0O
Um Charlie bronzeado e feliz retornou do Havaí com muitas informações pertinentes para mim.
Bella agora vive em uma confortável casa em um condomínio fechado e seguro como uma companheira de quarto maravilhosa. Pensamentos dele. Mas uma ponta sombria no teor de suas imagens distorcidas chama a minha atenção. Ela está muito magra e muito pálida. Com olheiras profundas. Ele atribui esses sintomas a sua intensa carga de trabalho na escola. Eu sabia que ela adoraria a faculdade. Ela sempre gostou de aprender. Sempre se atirou de cabeça em tudo que se propõe.
Reviro suas imagens com o ardor de um homem morrendo de sede no deserto. Sua amiga, Francesca é italiana e segundo Charlie uma jovem adorável e feliz. Faço uma nota mental para entrar em contato com Jenks orientando-o a averiguar os antecedentes dela. Fico grato por minha Bella não estar sozinha. Há também um jovem homem em torno de Bella. Richard. Meus olhos se nublam de ódio. Charlie faz votos que Bella o note e me esqueça. Controlo-me para não espatifar os braços da cadeira de balanço no quarto onde estou sentado agora. Não, não... Nenhum homem pode ser notado por ela. MINHA. Minha cabeça grita.
O0 ~ 0O
Todo o tempo que passo no quarto de Bella com suas lembranças vívidas é uma tortura e vou me tornando cada vez mais sombrio. Certa noite, Emmett e Jasper me tomaram de assalto enquanto em chafurdava na lama da minha própria auto-piedade.
“Venha, você precisa caçar.” Eu estava tão dentro dos meus delírios que não os vi chegando. Emmett me carrega por um braço enquanto Jasper pelo outro. Uma predisposição de obedecer me toma e olho pra Jasper sem lutar.
“Venha irmão, você não vai conseguir passar essa noite sem matar, e isso não seria bonito. Matar o pai da sua amada não é exatamente a forma de trazê-la de volta.” Emmett tem tanto jeito com as palavras... Ouço ao longe o som da viatura estacionando em frente a casa.
Uma vez em mata fechada, meus instintos chutam e pego no ar o cheiro de um jaguar ao longe, estou tão fraco que não consigo impulso suficiente para persegui-lo.
“Merda Edward, Você deixou passar.” Olho pra Jasper sem vontade. Ele pega meu ânimo e pragueja novamente.
“Emmett. venha.” Ele faz sinal pra Emmett que decola junto me deixando para trás. Quando dou por mim o cheiro do alimento fresco invade minhas narinas me fazendo atacar. Um grunhido sai de minha boca enquanto abocanho o ar sem saber o quê e onde. Sinto o líquido escorrendo quente e viscoso por minha garganta aplacando a dor surda que nem sabia estar sentindo.
De repente a carcaça seca do jaguar é retirada de mim e me sento lentamente. Estou coberto de sangue e minha camisa não presta para mais nada. Jasper está a alguns metros de mim, empoleirado em uma pedra alta e Emmett ao meu lado me segurando com uma mão e a carcaça agora seca com a outra.
“Tudo bem? Posso te soltar?” Seu olhar é paciente e compassivo. Eu não mereço essa consideração. Sacudo a cabeça e ele se afasta e vai retirando uma grande arvore pela raiz onde joga os restos do Jaguar e o tampa com a árvore novamente. Quando termina ele se senta ao meu lado.
“A mamadeira estava boa? Sei que leão da montanha te agrada, ela era uma fêmea grande. Te dará força suficiente para caçar sozinho agora.” Sua voz é tranqüila espelhando os seus pensamentos.
Jasper se mantém distante, não me dando nada para trabalhar.
“Vamos voltar antes que amanheça. Edward precisa se lavar e Carlisle está preocupado.” Ele sai caminhando rapidamente na frente me deixando com Emmett que estende a mão para me ajudar a levantar.
Já em casa Carlisle vem ao meu encontro.
Isso foi muito imprudente filho, Três meses? Isso é um recorde até pra mim. Não nos assuste assim novamente. Seus pensamentos são como os de minha mãe. Ela me toma nos braços e me aperta.
“Pobre Edward.” Ela acaricia os meus cabelos retirando um pouco de sujeira do meu rosto. 
"Estou bem mãe." Meu tom é condescendente. Três meses? Eu fiquei sem caçar três meses? Penso sombriamente.
“O que você estava pensando Edward? Como você pôde?” O grito de Alice me pega desprevenido. Ela desce as escadas como um raio e pára a centímetros de mim na ponta dos pés. Concentra-se me olhando profundamente nos olhos. Sua mente se abre e sou apanhado por sua visão.
Eu estou de bruços na cama de Bella e minha cabeça está enterrada em seu travesseiro como de costume. De repente a porta do quarto se abre e Charlie me vê. Ele muito surpreso, argumenta comigo se aproximando cada vez mais. Sua raiva o faz me confrontar. Estou fraco, meus olhos são negros como ônix. Sinto suas veias pulsando e bombeando o sangue por baixo da fina camada de pele. Seu cheiro é tão forte, tão bom. Parecido com o de Bella, não tão doce, mas com uma pitada cítrica. Minha boca se enche de veneno que escorre pelo meu queixo. No minuto seguinte o corpo de Charlie está quebrado e seco no chão do quarto. A visão se encerra abruptamente.
Estou horrorizado. Bella jamais me perdoaria. Estou perdendo a cabeça, enlouquecendo de vez.
Alice está tão próxima. Ela olha furiosa. Minha pequena irmã me salvou de mim novamente. Eu a tomo nos braços a pegando de surpresa.
“Obrigado, obrigado.” Beijo seus cabelos negros ternamente. "Obrigado." Nenhuma palavra será suficiente para agradecer minha familia por me aturar.
Seus braços finos me rodeiam, “Sempre que precisar irmão, só não desista. Veja...”
Ela se abre novamente e me mostra uma visão antiga acontecida uma semana antes da desastrosa noite em que Bella me deixou...
Bella Imortal em meus braços em um campo gelado. Fazemos amor apaixonadamente. A visão é firme, consolidada. Não mudou apesar de tudo que vivemos nesses meses passados. Ela ainda é minha.
Eu abraço Alice mais forte e beijo seus cabelos novamente. “Obrigada Alice. Você é a melhor irmã que alguém pode ter.” Seu sorriso é brilhante. Beijo sua testa e ela torce o nariz.
“Você está repugnante e fedorento. Vá se lavar.” Beija minha bochecha e corre para Jasper que a abraça subindo as escadas em direção a casa.
Emmett está me olhando de longe. Seus pensamentos são se incompreensão. Ele não entende como não estou lutando por Bella. Como ainda não fui para o Havaí e a trouxe pelos cabelos.
Abaixo a cabeça envergonhado por ele ter que me alimentar hoje como se eu fosse um bebê. Vou para o meu quarto.
Já no banheiro, ligo o chuveiro no máximo e retiro as roupas arruinadas deixando-as no chão para queimá-las depois. Entro debaixo do jato escaldante, minha pele se adapta a temperatura ficando quase como a de um humano.
Gotas de água fazem espirais pelo meu peito e barriga. Elas estão cor de rosa por causa do sangue coagulado preso ao meu corpo.
Pego um pouco do sabonete líguido e espremo em minha mão me ensaboando vigorosamente, retiro todo resquício da caçada de Emmett para mim.
Eu nunca havia ficado mais de seis semanas sem caçar. Nem quando abandonei Bella no meu mais negro desespero eu fiquei tão imprudente. Para onde foi todo o tempo? Eu não sabia nem que dia era. Perdi totalmente a noção de tudo por ela.
Bella... Bella... Minha Bella. Minha mente canta.
Apenas a menção do seu nome me faz estremecer.
O box está cheio de vapor causado pelo contato da agua fervente em minha pele gélida. Estou tão sensível que a sensação dos pequenos riachos de água que escorrem pelo meu corpo me deixam duro.
Merda. Praquejo em pensamento. Tento ignorar meu estado, mas o desejo é avassalador. Estou duro como granito.
Bella... Bella... Minha Bella.
Agarro minha muito rígida ereção e tiro fora toda frustração. Minha mão é um borrão em movimento enquanto cubro o rosto como o outro braço me amparando na parede. Minhas pernas estão tremulas e meu estômago apertado em antecipação. Seu cheiro, sua pele, sua boca.
Ao longe ouço barulho de concreto e vidro sendo pulverizado. Espalho o fruto do meu desespero por toda a parede de azulejos a minha frente. A água começa a esfriar. Encaro o buraco que deixei próximo ao chuveiro. Esme vai acabar me matando se eu continuar a estragar a casa.
O0 ~ 0O
Alguns dias depois estou sentado na árvore do outro lado da rua em frente à casa de Charlie. Ainda não tive coragem de entrar desde aquele dia em que eu quase o matei.
Ouço quando o telefone toca e fecho os olhos ouvindo a doce voz que embala minha vida.
“Hei pai?” Charlie abaixa o volume da TV.
“Bella, garota. Como você está?”
“Estou bem papai.” Sua voz e monotona, sem brilho.
“Apenas cansada. Não posso me demorar, tenho alguns trabalhos e a matéria do jornal pra digitar.”
Charlie sorri. “Está gostando de trabalhar no jornal?”
“É bom apesar dos abutres.”
“Há! Existem abutres em todo lugar Bella, basta não alimentá-los. Nunca imaginei que você teria inclinações jornalisticas. Imaginava mais professora como Renee. Charlie estava sondando.
“Não se empolgue pai, é apenas o jornal estudanti. Não uma escolha de cerreira.” Ela parecia exasperada. “Ajuda a passar o tempo.”
“Ok, não se preocupe, ainda há muito tempo para escolher, e com está Fran? Algum plano para seu aniversário? Vinte anos hum, deixando de ser teen... Tempo para comemorar...”
O assunto prosseguiu e a dor me tomou, era o segundo aniversário de Bella que eu perdia. Estava tão concentrado na voz de Bella que só notei Emmett quando o galho acima de mim tremulou. Ele se sentou esticando as pernas e recostanto no tronco. A imagem do conforto.
“Sabe, você tem que parar com isso. Não é normal, Bro.” Revirei os olhos. “Essa tortura psicologica auto-imposta não é boa pra ninguém. Você sofre, ela sofre, a familia sofre...” Ele me olhava como se estivesse falando do tempo. Emmett era assim, preto no branco. Sem complicações.
“Alguma sugestão? Porque eu não vejo saída. Ela me deixou cara. Ela foi embora.” Ele riu pelo nariz.
“Você tem muito que aprender sobre as mulheres Eddie.” Arqueei as sombrancelhas pra ele que me olhou como se eu fosse burro.
“Vá atrás dela cara. Ela tá lá no Havaí só esperando você ir buscá-la.” Balancei a cabeça negativamente.
“Não tenho tanta certeza disso. Em um ano ela sequer entrou em contato com Alice. Imagina se ela ainda quer falar comigo?”
Emmett respirou fundo e esticou os músculos enormes como se fosse me dar uma lição importante.
“Eddie. Preste atenção. Nem sempre quando uma mulher te diz uma coisa, ela está queredo dizer exatamente essa coisa. Ás vezes quando ela diz não, talvez ela queira dizer sim. E vice e versa. Entendeu?”
"Isso foi muito profundo, Emmett,” Murmurei, beliscando a ponte do meu nariz. “Eu agradeço a você por me avisar". Disse sarcasticamente.
“Sério cara, vá atrás dela, resolva isso. Melhor que ficar tocando uma no banheiro e quebrando as paredes de Esme.” Ele deu uma piscadinha. "E você deveria me agradecer mesmo. Você se acha tão esperto, com esse negócio de leitura de mentes e tudo mais, mas com certeza é bem lento às vezes.” O sorriso de Emmett ficou maior. "Não que eu não te ame Bro. Mas às vezes eu só quero jogá-lo em uma parede de tijolos para te acordar."
"Não queremos todos?" Disse Rosalie se aproximando inspecionando suas cutículas perfeitas com uma Alice saltitante ao seu lado. “Vamos baby, hora de caçar.” Rosalie chamou por ele.
O enorme sorriso de Emmett entrou em foco quando ele colocou o rosto na minha linha de visão. "Agora preste muita atenção, Edward. Isto é o que você faz quando sua mulher te chama. Tome nota." Ele foi até Rosalie e a pegou em um abraço de urso a jogando em suas costas sorrindo, partiu rapidamente. Enquanto eu assistia sua forma recuando, eu invejava esta natureza tranqüila e a devoção sem pestanejar à sua esposa. A vida seria muito mais feliz e mais simples se eu fosse mais como Emmett. Às vezes queria pensar menos, mas desde que a mudança em minha espécie não vinha fácilmente, havia pouco a ser feito sobre isso.
"Emmett tem um ponto, você sabe", disse Alice se empolerando ao meu lado no galho. Charlie estava desligando a TV e indo dormir.
"Você e Bella precisam resolver isso, conversar. Você precisa persegui-la agora. Na Itália foi ela quem foi atrás de você. É sua vez de dar o braço a torcer ao invés de ficar cada vez mais distante. Nada mudou, você sabe. Ela ainda ama você e ao que tudo indica, ela nunca deixará de amar."
Senti o cheiro de Jasper se aproximando nas sombras. A pequena bagunçou meu cabelo como se eu fosse uma criança e saltou graciosamente indo ao encontro dele.
“Pense nisso Edward, será melhor pra todos nós.” Os pensamentos de Jasper se afastando com Alice.
Pulei a janela de Bella e me deitei na cama abraçando seu travesseiro. O cheiro estava desaparecendo o que me deixou um pouco desesperado. Ponderei sobre a visão de Alice. Nenhuma de nossas decisões ao longo deste ano a fez menos firme. Destino. Será que Carlisle tinha razão? Ela estava destinada a mim como eu a ela?
Passei a noite imerso em meus pensamentos e no final eu sabia que não dava mais para me afastar. Amanhã é aniversário de Bella. Acho que entregaria meu presente pessoalmente.
Quando amanheceu corri pra casa com um sentimento que não tinha a muito tempo. Esperança.
Alice me recebeu com a passagem aérea na mão e uma mochila pronta. A familia estava reunida e o clima era de puro alívio e felicidade. Eu iria buscar Bella. Emmett parecia um pouco presunçoso.
Troquei-me rapidamente, beijei minhas irmãs e mãe e bati as mãos no alto com meus irmãos. Meu pai me olhava com orgulho. Você tomou a decisão certa filho. Traga nossa menina pra casa. Abraçou-me calorosamente.
Entrei no meu carro com a sensação de bem-estar inebriante me envolvendo. Hoje a noite eu iria ver minha Bella.

Nota da Autora
 Tristeza... Tivemos menos comentários no capítulo anterior. Todo mundo se assustou com o Richard?
Lembrem-se, nem tudo é o que parece ser. 
Gostaram do Edward Hot? Devia tá um calor naquele banheiro... Como eu queria ser a água.
Falem comigo meus corações... 
Até Quarta.

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