quinta-feira, 13 de setembro de 2012

FanFic 'Dark Queen' – Capítulo 10 – Dilacerado

 Me perdoem... Me perdoem... Me perdoem... mas a culpa não foi minha. Sabem aqueles dias em que tudo está programado para dar errado? Pois é. Começou com a falta de luz ontem aqui na minha rua e o resto foi por água abaixo. Por isso a postagem atrasou. Me perdoem por deixá-los na mão. Eu como leitora compulssiva de Fanfics sei o que é estar louca por um capítulo que não chega. Se depender de mim isso não acontecerá mais.
Obrigada por todas as reviews e comentários maravilhosos no último capítulo. Foi um presente.
Com vocês, Mister Edward.
Divirtam-se.
Dark Queen
10
Dilacerado
***
Torn / Dilacerado
Peace is what they tell me / Paz é o que eles me dizem
Love am I unholy / Amor, eu sou profano?
Lies are what they tell me / Mentiras, são o que eles me dizem
Despise you that control me / Desprezo, você que me controla

The peace is dead in my soul / A paz está morta na minha alma
I have blamed the reason for / Eu tenho apontado as razões para
My intention's poor / Minhas pobres intenções
Yes I'm the one who / Sim, eu sou aquele que
The only one who / O único que
Would carry on this far / Poderia levar isso adiante

Creed
***
Edward POV
O timing de Alice não poderia ser mais perfeito. O sol estava por entre as nuvens enquanto o avião taxiava na pista do aeroporto internacional de Honolulu. Uma chuva fininha caia sobre a cidade dando um leve toque prateado a tudo. A viagem em si foi uma tortura ansiosa. Tive que me controlar para não danificar o assento da primeira classe onde eu me sentava sozinho. Minha irmã sabe bem que preciso de espaço. Já basta a agonia de ter que compartilhar das mentes dentro da caixa metálica. Tentei bloquear os pensamentos alheios para que eu me concentrasse em meu plano perfeito. Será que Bella me aceitaria de volta? Eu iria implorar se preciso fosse. Ajoelhar-me se ela quisesse.
Não havia necessidade de me demorar no aeroporto, pois não tinha bagagem. Apenas a carteira. A mochila eu deixei no volvo estacionado no Sea-Tac em Seattle. Quem precisa de roupas? Eu só quero encontrar Bella.

Deixei o aeroporto a pé. Esgueirei-me por entre os prédios e fui me afastando em direção ao litoral onde Bella vivia. Locomover-me a passos humanos neste momento era intolerável. Saquei meu celular e disquei. Fui atendido ao primeiro toque.
“Jenks?”
“Tudo pronto Sr. Cullen. As flores serão entregues amanhã e os balões colocados conforme solicitado.” Bom, ele se tornou bem eficiente. Após o fiasco onde ele não conseguiu entregar dinheiro a Bella depois que fui embora. Ele estava com medo. Nada como uma pressão psicológica para fazer os humanos trabalharem a contento.
“Ótimo. Caso precise de algo eu entro em contato.”
“Espero que a casa seja do seu agrado, segui todas as suas solicitações na época, apesar do pouco tempo que o senhor me deu para trabalhar. As bolsas de estudo também foram distribuídas conforme solicitado. Ninguém questionou” Sua respiração tremulou com medo de minha reação.
“Não tenho dúvidas que você trabalhou bem J. Não se preocupe... Por hora.” Desliguei e não consegui parar o sorriso que se formou em meus lábios. Bella amaria as frésias e os balões.
O cheiro de maresia enchia meus pulmões mortos, nunca havia viajado ao Havaí. Era lindo e o clima muito agradável. A chuva de mais cedo tinha ido embora e ao que tudo indicava o dia seria luminoso amanhã. Eu teria que me esconder do sol, por sorte na casa de Bella.
Por volta das dezenove horas consegui me esgueirar através da floresta que circundava a ilha. Eu precisava caçar. Por mais seguro que eu fosse a respeito de minha sede, eu sabia que o cheiro de Bella longe de minhas narinas por um ano inteiro não seria leve. A caça não era abundante nem agradável. Consegui meu intento com algumas vacas selvagens. Uma vez saciado, (não satisfeito). Rumei para a casa de Bella.
Adentrei o pequeno bosque que rodeava a casa e fui nocauteado pelo cheiro maravilhoso que vinha dela... Minha Bella. Nada me pararia agora. O gramado estava escuro então pude prosseguir a velocidade normal. De frente à grande parede de vidro a vi de costas para mim tranquilamente assistindo televisão. Sua companheira de quarto, Francesca estava junto à bancada arrumando uma bandeja com aperitivos para ambas e uma garrafa de vinho ao lado. Ela estava um pouco desconfortável com o mal estar súbito de Bella mais cedo quando ela revelou sua história. Carlo... Na cabeça de Francesca um canalha que a enganou, mas o teor de seus pensamentos revelava que ela o amava ainda apesar da mágoa. Ela se questionava o porquê de Bella ser tão triste e retraída.
Tomei um olhar mais atento em minha Bella. Mesmo de costas seus ombros estavam espremidos e seus braços firmemente apertados em volta de si. Ela se enrolou como uma bola no grande sofá, Mesmo na penumbra ela parecia mais pálida. Seus ossos sobressaiam de suas omoplatas. O que houve com ela?
Eu precisava vê-la, senti-la com minhas próprias mãos. Fui para a porta de entrada quando ouvi Francesca.
“Ele gosta de você.” Estanquei com a mão na porta. Quem? Richard... Não!
 “Hum?” Bella parece confusa.
“Rick. Ele gosta de você. Devia dar uma chance a ele.” Não... não... não...
“Francesca, não força.” Minha Bella estava exasperada, ela não o quer...
“Ele nunca transou comigo e olha que eu tentei.” Pela mente de Francesca passam várias tentativas de sedução inclusive imagens de homens com quem ela dormiu, por fim parando em Carlo. Ela faz uma carreta e sacode a cabeça para afastar os pensamentos. Ela não quer pensar nele. Minha Bella não percebe a luta travada por sua amiga. Sinto que ela revira os olhos.
“Estou falando sério. Por que você não dá uma chance pra ele. Amanhã eu o convidei para seu aniversário. Calma Swan não será uma festa, festa. Só uns amigos na praia aí em frente. Um mini lual.” Uma festa? Bella odeia festas, sua reação espelha meus pensamentos. Francesca imagina o Luau na praia em detalhes. O contato com o tal de Richard já foi feito e ela tem tudo arranjado. Isso está rapidamente se tornando um pesadelo.
Bella se levantou para dormir e apenas neste instante pude vislumbrá-la. Ela ainda era minha Bella. 
Eu ouvi a água correr no banheiro enquanto ela escovava os dentes para se deitar. Dei uma olhada o redor e vi então que Jenks havia trabalhado bem. A casa era mais que satisfatória e de bom tamanho, sem exageros e seus móveis de bom gosto e atuais. Vi que ela retornava para o quarto. Ela rastejou debaixo das cobertas, e eu esperei o som familiar de seu ressonar enquanto dormia.
E eu esperei...
E esperei... Nada. O sono não veio.
Coitadinha.
Ela se debatia de um lado para o outro. Virava seu travesseiro uma vez e novamente. Trocou os lençóis e o edredom.
E então, finalmente, ela ficou em silêncio. Mas ela não estava dormindo. Sua respiração estava muito rápida. Muito irregular. Eu me inclinei para frente de trás da janela, esforçando-me para ouvir, amaldiçoando mais uma vez que sua mente era um mistério para mim.
Mas, embora seus pensamentos escaparam-me, o cheiro dela não. Logo após seus movimentos agitados se acalmaram o aroma perfumado da excitação de Bella flutuavam em minha direção. Apertei a parede a minha frente em uma vã tentativa de manter a compostura, e, em seguida, fechando meus olhos, eu bebi o cheiro e o calor do seu sexo entrou pela minha boca, queimou meus pulmões e ficou na minha barriga. Foi uma sensação familiar, feliz, ainda que uma lembrança dolorosa, ela tinha sido minha para acariciar, beijar, amar. Eu a deixei ir. A dor que agitou meu estomago foi a mais pura - Necessidade.
Eu necessitava estar com ela.
Eu necessitava cair em mim mesmo.
Ela tinha me deixado. E eu ainda não sabia se ela me queria de volta. Mesmo que eu sabia que ela tinha outros em sua vida para se apoiar, eu não agüentava ficar longe dela. Eu fui fraco demais para correr atrás dela naquele aeroporto, ainda sou. Mas vou ficar aqui e ver aonde vamos. Apenas no caso.
Apenas no caso?
Apenas no caso de que?
Apenas no caso de ela perceber que ela me queria de volta?
Deus, eu estava delirando.
Começou com aquela maldita noite. O plano de Alice. O conhecimento de que ela me queria como uma mulher quer um homem, como eu a quero. A dúvida que eu tinha tomado a decisão errada ao deixá-la partir me tirou o fôlego, mas ao mesmo tempo dúvida de que ela estava melhor sem mim.
Dúvida de que é impossível para nós estarmos juntos.
Eu estava tão desesperado em minha necessidade de esperança, a minha necessidade de estar perto dela, que eu estava aqui, ignorando tudo o que eu já sabia: que ela tinha se afastado e conseguido viver a vida, apesar de mim. Que ela era forte, bem sucedida. Que tinha homens humanos que se interessavam por ela e amigos que a amparavam quando necessário.
E ainda assim, aqui estava eu. Impotente para sair. Mas com medo de que isso significaria para ela - para mim - se eu ficasse.
Minha introspecção foi interrompida pelo sussurro fraco de um farfalhar macio. Ela estava desabotoando a blusa do pijama.
Oh, Deus.
Sua excitação era intoxicante, hipnótica. Mais potente do que qualquer droga - do que qualquer cheiro de sangue.
Instintivamente, eu descansei minha mão sobre a protuberância vergonhosa que, apesar das circunstâncias, estava dura no meu jeans. Eu não queria fazer isso. Não queria querer isso. Mas, embora eu de alguma forma conseguisse convocar o autocontrole para evitar tirar a sua vida a cada minuto quando estava na presença dela, eu não tinha o poder de resistir esta tentação.
Apesar de não querer, comecei a me acariciar para trás e para frente, lentamente, ritmicamente. Propositadamente.
Com vergonha, mas derrotado pela minha luxúria traidora, liguei à mente as fantasia familiares. Fiquei a admirando, espreitando por trás das cortinas finas de sua janela enquanto por debaixo do edredon ela acariciava a carne macia de seu estômago, espalmava a parte inferior de seu peito, antes de rodar a mão por sobre seu seio suculento. Imaginei minha língua fria em torno de seu mamilo. Mamando forte o suficiente para deixar a minha marca.
Sim.
Como se lesse meus pensamentos de acariciar, beijar, lamber-lhe, ouvi o barulho frenético do algodão. Ela estava tirando a parte de baixo de seu pijama. Ela estava se tocando sozinha.
Porra.
O cheiro de seu sexo descoberto era espesso no ar enquanto eu recuava para um familiar, mas apressado, ritmo. Vi o arco do seu pescoço enquanto ela ofereceu a garganta para meus lábios sem saber que eu estava lá. Imaginei a suavidade de seu clitóris em meus dedos enquanto eu sussurrava em seu ouvido. O engate súbito de seu hálito quando entrasse nela pela primeira vez.
De olhos apertados, acariciando meu comprimento, imaginei ter Bella nua debaixo de mim. Sua pele cremosa brilhante enquanto ela resmungava com cada um dos meus impulsos.
Embora eu não pudesse ter acreditado ser possível, a imagem de Bella nesse momento era ainda mais bonita, mais viva, do que a conceito virginal que eu impus a minha mente sobre ela e que já me atormentava há anos e tinha me assombrado desde então.
Eu afrouxei a minha força e diminui meus movimentos enquanto ponderava a razão para a diferença. Talvez porque esta Bella, a mulher que sentia, que desejava, era ainda mais sedutora do que eu poderia ter imaginado.
Meu estomago se contraiu e eu entendi... A compreensão caiu em mim como um tijolo jogado de um prédio.
Oh, Deus. E se ela estivesse pensando. . . Nele?
Será?
Provavelmente ela estava.
Ela estava deitada em sua cama, fantasiando sobre essa cara, e eu estava aqui fora de sua janela acariciando meu pau.
Deus. Eu era um idiota muito doente.
Prendi a respiração e comecei a cantarolar baixinho para mim mesmo, numa tentativa de bloquear este episódio da minha consciência. Eu estava com nojo. Envergonhado.
Eu tentei fazer meus sentidos perfeitos me obedecerem. Tentei ignorar o som suave da sucção dos dedos empurrando em sua entrada encharcada. Tentei desconsiderar os gemidos, oh Deus... Os gemidos, que escapavam de seus lábios. Ignorar a ereção pulsante tensa contra meu estômago.
Mas foi inútil.
Eu já estava muito longe. Os limites do meu autocontrole tinham sido violados.
Além disso, eu não tinha mais orgulho.
Resignado, desabotoei minha calça jeans e rosnei em uma mistura de repulsa e euforia quando coloquei a minha mão dentro da minha boxer embrulhando ao redor da cabeça do meu pau. Eu o puxei da base à ponta, concentrando-me intensamente em seu perfume. Suas respirações. Seus sons femininos. Seus movimentos por baixo do edredom fino.
Eu estava perto instantaneamente. Mas eu poderia ser paciente, porém, não sabendo quando eu voltaria a ouvir, se alguma vez ouviria com meus ouvidos e não com minha imaginação, o som glorioso de Bella dando prazer a si mesma.
Senti uma onda de calor em minha virilha, inadvertidamente, tão consumido pelo meu próprio desejo que eu quase não percebi o quão perto ela estava. Bombeando forte agora, rapidamente. Prendi a respiração, me segurando, sabendo que esta pode ser a única chance que eu teria de gozar juntamente com ela.
Imaginei-a forte, esguias pernas travadas em torno da minha cintura, meus olhos queimando nos dela enquanto suas dobras de seda envolviam meu comprimento.
Ouvi seu coração vibrando, cheirando a fragrância pungente da umidade entre as coxas dela enquanto ela se aproximava o seu clímax.
"Unnhh!" Sussurrei na escuridão. "Deus, Bella. Sim." Gozei desesperadamente. Do meu estupor auto-induzido ouvi...
"NÃO! Droga... não...” O soluço seco atravessou a garganta de Bella ao invés do suspiro de prazer que eu esperava. Ela socava o travesseiro com raiva e se sacudia, mas não senti o cheiro de lágrimas. Por que ela parou? Ela estava com raiva?
“Eu não vou sucumbir, saia daí Swan, não volte lá.” Bella repetia como um mantra. Ela estava lutando... Mas contra o que?
Lentamente fui baixando para o chão, abraçando meus joelhos em uma poça de auto despreso.
Meus pensamentos estavam uma bagunça confusa. Incompreensível. Uma mistura num turbilhão de imagens, sons, cheiros. O cheiro salgado da excitação de Bella. O cheiro deliciosamente doce do seu sangue. Seus olhos castanhos profundos nos meus em seu prazer. O arco gracioso de seu pescoço. Suas bochechas coradas. Dedos espalmados. Lábios perfeitos e vermelhos, abertos. Gemendo.
Ela parou...
Era inconcebível.
Será que ela poderia estar fantasiando sobre mim, enquanto eu estava olhando por ela, ou não, era demais para compreender. Eu não conseguia processar a informação.
Ela era agora, como sempre foi. A minha ruína total.
Mas o que isso significa?
Será que ela me amava? Me desejava?
Será que ela me esqueceu? Queria o outro?
Apesar de ser perigoso ter esperanças, de acreditar que eu poderia significar alguma coisa para ela ainda, eu queria, eu precisava saber.
E havia apenas uma maneira de descobrir... Peguei meu telefone no bolso.
"Olá, Edward." Alice me viu ligando, como de costume.
"Alice", eu resmunguei. "Alice - ela - Bella o que eu faço? Eu não sei? Será que ela...?"
"Eu sei Edward. Eu não preciso que você me descreva a situação." Eu poderia dizer pelo seu tom que ela estava irritada. Com o quê, ou quem, eu não podia ter certeza.
"Então você - ela -"
Ela zombou, me cortando. "Será que ela o que, Edward?”
"Jesus, Alice," eu reclamei. "O que está errado com você? Quero dizer, você não percebe – eu não sei o que fazer, será que ela vai me aceitar de volta?"
Claramente exasperada, ela perguntou: "E por que você acha que sei a resposta Edward?" Ela estava sendo condescendente comigo.
"Porque parece que ela está com raiva, Alice. Talvez ela tenha seguido adiante ou não, eu não sei. Eu pensei - eu só queria ver se você talvez tivesse visto alguma coisa”.
"O que eu posso ter visto, Edward?" ela retrucou falando meu nome por entre os dentes.
Deus. Isto estava difícil e a baixinha não estava facilitando.
Eu me atrapalhei para as palavras. "Bem... será que ela vai me escolher?"
"Você é burro ou o quê? Será que ela vai escolher você? Como no inferno eu posso saber isso?”
"Umm, bem, eu não sei, eu apenas pensei que -" Ela me cortou raivosa.
"Onde você está agora, Edward?" Ela não me deixou responder. "Eu vou te dizer onde você está. Você está esparramado no chão, debaixo de uma porra de árvore do lado de fora da janela de Bella. Estou certa?”
"Sim", respondi calmamente, respirei fundo. "Você sabia que eu estava vindo para cá, Alice. Vocês me incitaram a vir atrás dela."
"Ok, então. E por que você está sentado no chão do lado de fora da janela de Bella?"
"Cristo, Qual é o seu problema?" Agora eu estava ficando com raiva.
"Eu vou dizer-lhe qual é o meu problema, Edward. Você está sentado do lado de fora, como uma espécie de perseguidor voyeurista doente, porque você é demasiadamente covarde para bater na porta e falar com ela cara a cara. Você sabe que fodeu com tudo e está com medo de enfrentar a verdade dos fatos."
Bem, isso era certamente desnecessário. Eu teria esperado que Alice, de todas as pessoas, entendesse como isso era angustiante para mim.
Derrotado, eu murmurei, "Ok, tudo bem. Seja o que for. Entendi. Isto não é fácil para mim, você sabe. Quero dizer, eu fodi mesmo regiamente da última vez. E eu não sei se posso consertar as coisas... Eu só pensei que talvez você tivesse visto qualquer coisa. Que quem sabe ela tivesse resolvido, ou sei lá. Então, eu teria como trabalhar a coragem de me aproximar dela. "
Alice parou por um momento, e quando ela começou de novo, sua voz era mais suave.
"Você sabe, não é assim que funciona, Edward. Você deveria saber melhor do que isso. Bella ainda não sabe que você está ai. A última vez que ela te viu você não impediu que ela fosse embora, ela nem sabe que você se importa. Então, como ela poderia ter tomado alguma decisão?"
Oh!
Claro. Maldição. Que burro eu sou.
"Ouça Edward. Eu te amo. Eu quero que você seja feliz. Você sabe disso."
"Sim, eu sei", admiti. Eu sabia.
"E eu tenho sido paciente com você a meses, todos temos. Deixei que Bella ficasse fora da minha vida, novamente, por sua causa."
"Sim, eu sei."
"Você tem sido uma pessoa miserável para se estar perto. Um irmão e filho terrível. E eu estou, estamos todos dispostos a perdoá-lo, porque sabemos que você está sofrendo. Que você está ferido."
"Sim, eu sei. E eu aprecio isso. Eu sei o filho da puta eu tenho sido." Eu sei mesmo.
"Mas me escute, Edward. Eu já cansei. Todos nós já tivemos o suficiente. Primeiro você foi embora e depois a deixou partir. Agora chega. Tome uma decisão.”
Eu não fiquei surpreso com isso. Se alguma coisa nisso me surpreendeu, foi que o porquê tinha levado tanto tempo para minha família abrir os olhos.
"Você foi até aí, Edward. Para o Havaí, pelo amor de Deus. Não desista agora. Você deve isso a si mesmo. por Bella. Por nós. Você precisa resolver isso. Então, vá falar com ela. Ouça o que ela tem a dizer sem a venda que você sempre usa para olhar para Bella. Dê a ela a chance de fazer a escolha. Ela merece isso", ela fez uma pausa." E, Edward? "
"Sim?"
"Você merece ser feliz."
O0 ~ 0O
Sabendo que Alice tinha razão não fez tudo isso mais fácil. Andei de um lado pra outro do lado de fora da janela de Bella, contemplando o que dizer. Como dizê-lo. Eu me via batendo em sua porta, como Alice sugeriu. Parecia assim. . . Triste.
Olá, Bella, minha ex-namorada humana. Você acha que há qualquer espaço em seu coração para um vampiro centenário que não te impediu de ir embora e que antes disso implorou-lhe para fingir que ele nunca existiu?
Era um absurdo. Risível.
Eu não tinha nenhuma chance no inferno.
Dobrei minhas pernas em posição de lótus me sentando na grama e descansei a cabeça em minhas mãos. Pesei minhas opções. Permanecer em silêncio, deixando Bella viver sua vida sem o conhecimento que eu ansiava por ela mais que qualquer coisa nessa existência, onde ela estava vivendo uma nova vida. Com outras expectativas, outras pessoas ou confrontá-la, fazê-la me escolher, um vampiro preso a adolescência eterna a ao inferno de uma semi-vida.
Ambas as opções eram completamente repelentes. Fiel à forma, eu egoisticamente escolheria o que favorecia a mim mesmo, eu a faria me escolher.
Eu ia vê-la. E desta vez, ela ia me ver.
Distraído apenas pelo murmúrio ocasional ou suspiro de sono de Bella, eu planejei meu curso de ação. Assim que ela acordasse, eu iria bater em sua porta. Era seu aniversário afinal. Eu tinha uma boa desculpa.
Farei uma tentativa de me aproximar dela, começaria do início. Ciente de que ela provavelmente daria com a porta na minha cara. Seria o meu fim.
Bella, quando eu te cortei naquele dia lá em casa, eu tolamente pensei que era melhor para nós. Eu não via como poderíamos ficar juntos, íntimos sem que eu te machucasse. Como a minha. . . Existência poderia coincidir com a sua vida humana. Percebo agora que o meu amor -
O ensaio da minha confissão foi interrompido pelo som dos gritos de Bella flutuando pela janela. "Por favor. Não. Não! Não! Fique comigo!" Eu estremeci ferido pelo seu desespero óbvio.
Maldição.
Talvez ela realmente quisesse outro depois de tudo. Talvez eu devesse esperar um pouco. Deixá-la mudar de idéia e vir falar comigo em Forks. Após um ano de agonia, eu poderia sobreviver mais um pouco. Talvez convencer Alice a vir atrás dela e interceder por mim.
Suspirando como um ser humano, peguei o meu telefone para ligar para Alice novamente. Ela ficaria desapontada, eu sabia.
Mais uma vez, meus planos foram interrompidos. Bella gritava agora abertamente, na mente de Francesca no quarto ao lado, isso era ocorrência quase diária. Bella gritando em seu sono. Ela voltou a dormir sem se preocupar muito.
Minha Bella precisava de mim.
Foda-se à espera.
Foda-se bater à porta.
Eu estava entrando pela janela.
Isso ia acontecer do jeito que começou. Comigo. Com ela. Em seu quarto.
Saltei para os meus pés e entrei pela janela antes que eu perdi a cabeça.
Deus, ela era um espetáculo para ser visto.
O cabelo castanho estava espalhado sobre o travesseiro, alguns fios agarrados a testa úmida. Suas pálpebras estavam fechadas, relaxadas, mas seus cílios flutuavam suavemente acima de seu rosto, rosa matizado pela noite excepcionalmente quente. Seu pijama de algodão enrolado um pouco sobre seu torso, exibindo uma camada convidativa e deliciosa de carne leitosa. Seus quadris e pernas femininas, ainda que escondidos do meu ponto de vista por seu edredom preto.
Embora eu tivesse planejado praticar a minhas desculpas enquanto Bella dormia, ficou claro que minha mente teria outra ocupação. A adoração com a qual eu a assistiria dormir. Eu não conseguia tirar os olhos de cima dela.
Minutos se passaram, depois horas. A impaciência, a auto-dúvida, o pânico, o temor de não ter coragem para falar com ela. Tudo se foi, eu estava calmo. Cativado por sua beleza. Ansioso pela percepção de que ela poderia despertar a qualquer momento e banir-me de sua casa, sua vida para sempre. Que o meu tempo maravilhoso em sua presença era limitado.
Então eu esperei. Esperei que ela dissesse o meu nome em seu sono novamente. Esperei que ela acordasse. Esperei a absolvição. Esperei a rejeição.
Ela dormiu tranquilamente por algum tempo, porém antes do amanhecer ela começou a se contorcer novamente na cama. Ela apertou um punhado de tecido do lençol, em seguida, soltou. Debateu as pernas loucamente antes de chutar o edredom até o pé da cama.
Doce Jesus.
Ela não estava usando nada além da calcinha.
Instintivamente, eu pulei para os meus pés, qualquer ilusão de calma que eu mantivera até agora foi totalmente destruída pela deusa vestida pela metade em minha frente. Eu estava mortificado. Eu queria cobri-la. Eu queria fugir.
Mas Deus.
O que eu realmente queria fazer era olhar.
Na verdade, eu tinha visto inúmeras imagens de mulheres humanas, muitas delas reconhecidamente belas, em vários estados de nudez durante o meu século de ler mentes. Mas estar na presença de Bella - Bem, eu - Não havia palavras.
Embora fosse contra cada instinto natural, humano ou não, eu comecei por olhar para seus pés. Acalentar esta oportunidade. Eu disse a mim mesmo que seria capaz de controlar mais eficazmente o meu desejo furioso se eu evitasse olhar lá, até que meu choque se dissipasse um pouco.
Eu fui um tolo.
Mesmo os dedos dos pés delicados, sem esmaltes, eram dignos de um papel de protagonista em minhas fantasias mais eróticas. Balançando a cabeça, tanto na admiração por ela quanto de desgosto comigo mesmo, meus olhos percorreram as panturrilhas e joelhos, panturrilhas torneadas, adoráveis.
Mesmo com a futilidade das minhas boas intenções, eu deixei meu olhar viajar mais alto. Para o cós da calcinha branca comum de algodão mergulhando em uma sedutora forma de V na frente, emoldurado pelo v mais profundo de seus quadris delicados.
Cristo, seus quadris. O que eu não daria para traçar seu osso ilíaco com o meu dedo indicador. Para acariciar ao longo de sua carne macia, apenas uma vez, da mesma maneira que eu tinha acariciado pela primeira vez sua bochecha do lado de fora do ginásio na Forks High. Embora eu estivesse a vários metros de sua cama, eu fechei os olhos e estendi o dedo, permitindo-me imaginar.
De repente abri os olhos, irritado por minha estupidez de fechá-los quando tal beleza estava em minha presença. Focando agora, eu olhei para cima do cós da calcinha até que eu encontrei seu umbigo. Era um tanto provocador, convidando-me uma vez mais para agradá-lo, brincando nele com minha língua. Isso era atraente.
Estudei atentamente a calcinha, tão diferente daquela que um dia vi no meu quarto. Essa era mais Bella, simples, angelical, sem deixar de ser sedutora.
Eu estava no meio de um desejo desesperado, um apelo silencioso, vontade que ela espalhasse suas coxas adoráveis para que eu pudesse ter uma visão melhor, um melhor cheiro, do que estava entre elas. Eu fiquei lá, concentrando-me, paralisado, quase demasiadamente distraído pelo seu corpo lindo mesmo que tão frágil. Para reconhecer a mudança sutil do ritmo de seu pulso e sua respiração, ela estava mudando. Ela estava acordando.
Caralho. Meu desejo foi substituído por ansiedade e então eu saltei a janela.
Ainda era noite e somente uma claridade sutil no céu demonstrava que o dia nasceria em pouco tempo. Escondi-me enquanto Bella se levantava indo rapidamente ao banheiro. Ouvi enquanto ela escovava os dentes e se vestia apressadamente. Aonde ela ia com tanta pressa antes do sol nascer? Ouvi-a ir à cozinha e iniciar a máquina de café e o cheiro horrendo encheu o ar. Acompanhei seus passos enquanto ela saia de casa deixando o copo vazio por sobre a mesa do quintal.
Sua calça de ginástica cinza escura não deixava nada a imaginação, era apertada nos lugares certos e a camiseta branca sem mangas compunha seu visual. Ela iria fazer exercícios? A segui sendo ocultado pelos arbustos ao redor. Ela chegou a praia de frente a sua casa e inspirou profundamente o ar a sua volta, sua visão devia ser limitada pela escuridão, mas ela agia como se o caminho fosse pra lá de familiar. Alongou-se, flexionou os braços e então iniciou uma caminhada rápida, em poucos minutos ela estava correndo. Isso era novidade, Bella corria agora abertamente. Em meus passos fui seguindo-a hora por terra, hora por cima das árvores altas que circundavam a praia. Ela estava suando e o cheiro era inebriante, uma dica pequena de seu sangue delicioso. Ela começou a convulsionar em um determinado momento e seus joelhos se dobraram e ela bateu com força na areia, me inclinei em sua direção querendo ampará-la. Sua respiração ficou rápida e seus ombros tremiam. Novamente essa estranha reação. Não haviam lágrimas, seu rosto apenas refletia uma determinação feroz. Um tempo depois, se sentou na praia com os braços em volta das pernas magras. Seu queixo delicado descansando por sobre os joelhos, ela viu o sol nascer no horizonte enquanto eu a via sob a luz dourada pela primeira vez em um ano. Ela parecia um anjo. Se levantando ela deu meia volta e iniciou a corrida novamente. O sol já estava firme e não havia nuvens no céu. Eu queria dar os parabéns, abraçá-la feliz aniversário.
Ao chegarmos de volta a casa, um homem alto e forte saiu ao seu encontro. Richard.
Minha visão foi nublada pelo ódio doentio, eu queria matá-lo. Arrancar um a um os dentes brancos ofuscantes daquele sorriso. Seus pensamentos eram amáveis e carinhosos, ele estava apaixonado. Bella franziu a testa ao vê-lo.
“Cedo em?” Ela o questionou. Imediatamente seus pensamentos foram para a festa que estavam preparando para ela. Ele iria se declarar para ela hoje. Já se conheciam a um ano. Ela estava melhor que aquela menina tímida e retraída que ele conheceu na reitoria. Em sua mente ele tocou como um filme os olhares, momentos e conversas especiais que tiveram. Ele a achava inteligente, esperta e linda, coisa rara de se achar nas garotas de hoje.
Apesar de querer matá-lo com todas as minhas forças, tive que dar crédito a esse jovem homem. Ele era bom. Suas intenções para com Bella eram nobres, ele a desejava sim, mas queria o seu bem. Encolhi-me nas sombras vendo meu destino entrar na casa com outro. Durante todo o dia eu sondei os pensamentos de todos ao redor, Bella era querida e apesar da tristeza e seriedade que ela deixava transparecer o tempo todo, ela era gentil com todos.
Fui obrigado a ficar escondido por entre as árvores, o sol forte lançava um brilho intenso sobre minha pele, que refletia luz em todas as direções, eu tinha que me mover a todo instante quando a luz batia no rosto de alguém. Logo os humanos chegaram à conclusão que crianças estavam brincando com espelhos. Bom... Humanos sempre tinham explicações pra tudo.
Foi um suplicio ver Bella partindo naquela moto mortífera, com Francesca na garupa para comprar um biquíni novo, ao que tudo indica, ela não tinha nenhum. Como no inferno, Bella viveu no Havaí por um ano sem nunca ter ido à praia?
Sua pele ainda era de alabastro, então acredito que ela estava fugindo do sol forte. Quanto à moto, eu teria uma conversinha com Jenks, eu mandei que ele providenciasse um carro para ela. Um sorteio, uma doação... Ele sempre deixava a desejar em algum ponto.
Fiquei observando as pessoas chegarem para a festa, em um dado momento Bella retornou com uma Francesca radiante por causa das compras que fizeram, ela tagarelava sem parar para uma Bella silenciosa e introspectiva. Em seus pensamentos a italiana esperava avivar um pouquinho a moça triste que a ajudou quando ela chegou a este país desconhecido com a cara e a coragem.
O0 ~ 0O
Bella circulava pela festa sempre amável para com as pessoas que a cumprimentavam, porém sua postura gritava não me toque. Parecia desconfortável no pequeno biquini que sua amiga insistiu que ela vestisse. Ela só aceitou depois de Fracesca oferecer uma saida de praia para colocar por cima. A pecinha por baixo da blusa enorme era branca e um pouco transparente, meu ciume me corroeu imaginando outros homens vendo minha Bella em trajes tão sumários. Ela era minha. Seu desconforto era tão evidente que os outro a deixavam em paz, ela só relaxava na presença de Francesca e Richard. Ao que tudo indica seus dois amigos mais próximos.
Ouvi um carro vindo ao longo da rodovia e fui verificar se era minha encomenda. A Van verde escura com o logotipo de uma Floricultura estava estacionando próximo a casa. Um casal nativo havaiano passou a retirar vários vasos de vidro com ramalhetes de frésias de todas as cores os espalhando pela varanda de Bella. O cheiro era ótimo, doce, uma sombra do perfume de minha Bella. Balões coloridos e de desejos de Feliz Aniversário foram amarrados ao parapeito à entrada da casa. Tudo estava perfeito. Espero que ela goste.
O sol se punha no horizonte e as pessoas já estavam um pouco bêbadas por causa do vinho em abundancia e das bebidas exóticas em copos vermelhos de plástico. Richard e outras duas pessoas tocavam violão e cantavam músicas atuais. Francesca se esfregava com um dos rapazes de nome Tom, despertando o ciúme em alguns outros. Casais estavam espalhandos por toalhas ao longo da praia decorada com flores e folhas de palmeiras. Bella estava só, mais distante, contemplando o mar com um olhar perdido. Eu daria tudo para poder ler seus pensamentos agora.
O clima estava quente e convidativo. Richard entregou o instrumento para uma moça e se levantou retirando areia de sua bermuda colorida. Procurou por Bella e encontrando franzil o cenho. Sempre tão sozinha, tão distante, tão triste. Espero que ela goste do meu presente. O CD que ele escolhera estava a muito em minha coleção de blues. Eu nunca mais ouviria Norah Jones com os mesmos ouvidos.
Bella esboçou o que parecia uma tentativa de sorriso, quando o louro se aproximou chamando o seu nome. Não, minha cabeça gritava. Ela é minha. Eu me aproximoi e na minha imprudência o sol refletiu minha pele. Escondi-me novamente por entre a vegetação cerrada, de cima de uma árvore vejo Richard explicando sobre crianças e espelhos. Ele segurou a mão dela, ela não se soltou dele. Estou tomado pelo monstro verde da inveja. Ele pode tocá-la tranquilamente, ela parece gostar. Aceitará o presente dele de bom grado mesmo o repreendendo por isso. Eles seguem para a casa de mãos dadas. Será que estão juntos e eu não sabia? Richard está nervoso. Uma mistura de antecipação e ansiedade.
Ao chegar ao gramado na frente da casa ela avista meu presente. Sua reação é de deslumbramento, ela parece maravilhada. Não consigo parar meu sorriso até que percebo que ela pensa que foi ele, Richard quem enviou as flores. Não... Fui eu... Eu conheço você... Seu seus gostos... Suas preferências... Eu... Veja-me. Estou desesperado. Ela pega um vaso e entra. Estou muito longe, perto da praia sobre uma árvore. Corro e me escondo nos fundos da casa, apenas posso ouvir o que dizem.
Vejo a cena pelos pensamentos de Richard. Ele diz que ela é linda, a toca e ela não se importa. O presente é entregue, ela está calma enquanto abre o CD. Não precisa ter medo de se cortar, o máximo que aconteceria se isso acontecesse seria ele colocar um band aid e dar um beijinho para passar a dor.
Fecho os olhos me espremendo no canto da parede da sala pelo lado de fora. Minhas mãos cavam a terra abaixo de mim. Estou morrendo. A música preenche o ar, ele a chama para dançar e sem contestar muito ela aceita. Ela o quer.
Eles se abraçam e os pensamentos de Richard se tornam um turbilão de sensações. Ele não quer nada além de beijá-la, ele cheira seus cabelos e a aperta. São seus braços e não os meus, ele pode cheirá-la, acariciá-la não eu. Norah embala o casal humano e normal dançando na sala enquanto o vampiro adolecente apodrece de desespero do lado de fora. Ele toma a decisão de beijá-la. Eu não quero presenciar isso. Eu não suportaria... Corro em disparada em direção contrária a festa, a casa, a minha morte.
Por toda a noite perambulo sem rumo pelo litoral de Honolulu. Ignoro as várias ligações no meu celular. Em um dado momento eu o atiro ao mar. Não quero falar com ninguém. Eles me incitaram a vir e ver. Eles estavam errados.
Quando a fraça luz começa a aparecer no horiaonte, retorno a casa de Bella. Preciso ver com meus próprios olhos. Enxergar o que tenho tentado tapar com uma peneira a muito tempo. Ela nunca foi para mim.
A casa está silenciosa. Francesca dorme juntamente com Brian em seu quarto. Entendi. Que tipo de pessoa começa a noite com um e depois dorme com outro?
Dou a volta e olho por sobre a janela do quarto de Bella. Não estou surpreso. Era isso que ela queria o tempo todo não é mesmo? Richard está deitado de bruços abraçando o travesseiro de Bella esparramado em sua cama. Seus pensamentos são nebulosos por causa do sono. Ele está sonhando com ela, eles estão na cama. Ele deve estar relembrando a noite anterior. Ele a despindo, a beijando ardorosamente. Saboreio o fel venenoso em minha boca. Ele sorri, naturalmente. Ele vence. Eu perco.
O rapaz remexe na cama se virando, sua ereção matinal muito proeminente em uma cueca samba canção preta decorada com pequenas bolas de basquete laranja. Tão original. Sua mão vai para o sul, ele se contorce e geme o nome dela. Estou enojado.
Caminho a passos lentos e ouço um leve farfalhar na sala, páginas sendo viradas, alguém está escrevendo. Pela janela avisto Bella no sofá de costa para mim, Ela está vestida com uma enorme camiseta escrita Tunner 86 – A camisa dele. Eu não preciso de mais nada. Eu perdi. Ela seguiu em frente. Tolo que fui em cair na conversa de Carlisle... Destino... Que se foda o destino. Que se fodam todos.
Deixei aquela casa amaldiçoada no Havaí para nunca mais. Que ela seja feliz, com aquilo que escolheu.
Corro em direção ao mar, eu estou vazio, dormente... Não quero estar em um avião. O mar me acolhe brandamente, a água quente por causa das correntes vulcanicas aquece minha pele. Os cardumes coloridos de peixes se afastavam com minha passagem rápida como um torpedo. Eu sou o predador... Eles me temem. O silêncio profundo do Pacífico me envolve. Nenhuma mente me perturba. Estou só. Estou totalmente só.

Nota da Autora:
No próximo capítulo, sábado, veremos o regresso de Edward para Forks. Teremos um Ponto de Vista narrado na terceira pessoa, pois quero deixar claro o que vai acontecer através da visão de todos sem precisar ficar trocando de POVs. Muitas emoções estão por vir.
Deixem seus recadinhos. Estou ansiosa para ouvir o que vocês tem a dizer.
Marquem os quadradinhos aí em baixo. A opinião de vocês é muito importante pra mim. Façam perguntas, se eu puder responder sem spoiler responderei.
Beijos e até sábado.
PS. Galera, a quantidade de comentários que recebi cobrando o capítulo atrasado, foi muito maior que comentando os capitulos em sí... Que triste meus corações... Comentem também sobre a história.
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