quarta-feira, 19 de setembro de 2012

FanFic 'Dark Queen' – Capítulo 13 – Fênix



Conforme prometido, aqui vai Bella pra vocês. 
Prestem atenção especial as partes em Itálico. Nesse capítulo temos uma enorme passagem de tempo e Bella tem muitas recordações. Todas estaram separadas por esse sinal ---//--- e serão em Itálico.
Boa leitura.
Dark Queen
13
Fênix
***
So far away / Tão longe
This time, This place / Esse tempo, esse lugar
Misused, Mistakes / Desperdícios, erros
Too long, Too late / Tanto tempo, Tão tarde
Who was I to make you wait / Quem era eu para te fazer esperar?
Just one chance / Apenas mais uma chance
Just one breath / Apenas mais um suspiro
Just in case there's just one left / Caso reste apenas um
Cause you know, / Porque você sabe,
you know, you know / Você sabe, você sabe
Been far away for far too long / Estive tão longe por muito tempo
So far away / Tão longe
Been far away for far too long / Estive tão longe por muito tempo
But you know, you know, you know / Mas voce sabe,voce sabe,voce sabe...

I wanted / Eu quis
I wanted you to stay / Eu quis que voce ficasse
Cause I needed / Porque eu precisava
I need to hear you say / Porque eu preciso ouvir voce dizer:
That I love you / Eu te amo
I have loved you all along / Eu sempre te amei
And I forgive you / E eu perdôo você
For being away for far too long / Por ficar tao longe por tanto tempo
So keep breathing / Então continue respirando
Cause I'm not leaving you anymore / Por que eu nao estou te deixando mais
Believe it Hold on to me and, never let me go / Acredite em mim, me abrace e nunca me deixe ir
Keep breathing / Continue respirando
Cause I'm not leaving you anymore / Por que eu não estou te deixando mais
Believe it Hold on to me and, never let me go / Acredite em mim, segure-se em mim e nunca me solte
Keep breathing Hold on to me and, never let me go / Continue respirando, segure-se em mim e nunca me solte
Keep breathing Hold on to me and, never let me go / Continue respirando, segure-se em mim e nunca me solte

Nickelback
***


Bella POV
Tum... Tum... Tum...
“Huuuu. Questo è molto buono, continuano, Hooooo. Molto bene, ancora.” Tum... Tum... Tum...
“Ti piace questo? E 'buono?” Tum... Tum... Tum...
“Sì. .. Sì. .. Sì. .. ti amo” Tum... Tum... Tum...
“La mia bella. il mio amore. Ti amo così tanto. Sei bellissima.
“Inferno, mas que droga” Eu disse me levantando e batendo na parede do meu quarto com toda a minha força.
“Si potrebbe smettere. Ho bisogno di dormire qui.” Essi sono impossibili. Per altrettanto rumore. Merda.
Eram quatro da manhã, eu estava tentando dormir desde as duas e meia, Vários grêmios estudantis estavam oferecendo festas em decorrência da formatura eminente. Por mais que eu tenha tomado um banho ou um café, eu ainda estava sob o efeito das muitas margaritas* que bebi. Francesca me paga. Coloquei o roupão e fui iniciar a cafeteira. 
Sentei-me no banco alto aguardando o café ficar pronto. Tomei um susto quando o enorme gato branco saltou na bancada se esfregando em mim e miando ruidosamente.
“Você quer comida não é Eddie. Você me odeia, mas quando se trata de comida eu sirvo. Gato estúpido.” Me levantei resmungado enquanto enchia a vasilha de comida dele.
Ele apareceu na nossa varanda ainda pequenininho a uns dois anos, pelo branquinho e enormes olhos dourados. Na mesma época em que eu estava surtando por causa de Edward. Daí a originalidade de Fran entrou em ação. Ela insistiu em ficar com o bicho e ainda por cima o chamava de Eddie só pra me irritar. No final das contas, o gato é dela, ele me odeia e sempre rosna pra mim. Fazer oquê?
Coloquei minha cabeça entre as mãos. Estava esgotada. Se achei a faculdade pesada por causa das matérias extras que eu adicionava semestralmente, a Pós-Graduação tinha chutado a minha bunda. A um ano eu não acreditei ser possível conseguir isso feito. O reitor do meu curso me incentivou muito e apresentou excelentes recomendações que me abriram as portas, não sei como os 20.000 dólares necessários para o pagamento do curso surgiram, mas o Sr. Mason me garantiu que várias fundações se candidataram para bancar minha formação. Eu seria uma jornalista pronta em menos de um mês, a mais qualifica e melhor da turma segundo o reitor e minhas notas altas. Me formaria com a minha turma original, só que pós graduada, visto que terminei minha faculdade de Inglês em menos de três anos. Tanto esforço valeu a pena.
Estava apreensiva com a conclusão do curso e ainda não tinha nenhum estágio em vista. Eu não poderia ter tempo para pensar, ficar ociosa não era do meu feitio. Foi me oferecida a posição de redatora no Honolulu Advertiser*, mas não era minha intenção permanecer no Havaí. Mesmo vivendo aqui a quatro anos eu não me sentia em casa. Eu não tinha casa, aliás. Não pertencia a nenhum lugar. Não pertencia a Flórida com Renee, não pertencia a Forks com Charlie.
Pensar neles era tanto um alívio quanto saudade. Tanta coisa mudou nesse tempo.
Charlie viria para a formatura com Sue Clearwater, agora Sue Swan. Meu pai hoje era tão diferente, tão feliz. Eles vinham me visitar pelo menos duas vezes por ano. Segundo Sue, Honolulu era o lugar perfeito para Lua de mel. Hurg. Não é agradável pensar nos pais assim.
Após o casamento deles há dois anos, Charlie diminuiu muito o ritmo de trabalho e por incrível que pareça gostava de viajar. Nunca mais voltei a Forks apesar da insistência deles, como eu poderia? Agora meu quarto pertence a Seth. Sem meus vampiros, não fazia mais sentido estar lá.
Meu peito ainda dói quando me lembro dos meses seguintes ao meu aniversário de vinte anos. Meu desespero ao constatar que jamais os veria novamente.
---//---
 “Pai?”
“Bell´s, que surpresa, achei que você só ligaria na sexta.”
“Eu sei pai. é que preciso de um favor.”
“Certo. Algo errado? Sua voz está estranha?”
Eu tinha pressa. A epifania que me atingiu na noite do meu aniversário estava ainda fazendo efeito, não tinha tempo para conversinha.
“Não pai, tudo bem, estou resfriada.” Soou falso até pra mim.
“Hum ok. O que você precisa?”
“Preciso de Alice pai. Eu preciso falar com ela. Você pode pedir pra ela me ligar? É urgente.”
Um longo silêncio se seguiu.
“Hurr, Bella.” Meu pai pigarreou. Eu estava ficando cada vez mais frenética. Alguma coisa estava errada.
“Bem, não será possível. Bella. Os Cullen saíram da cidade na semana passada. Uns dias depois do seu aniversário.” Ele aguardou cauteloso pela minha reação.
“Como assim saíram da cidade, não pode pai. Como assim. Eles deixaram um endereço? um contato? qualquer coisa. Você os viu, falou com eles?” Eu estava apavorada.
“Falei com o Dr. Cullen quando ele saía do hospital na segunda passada. Eles estavam indo para a Europa. Não sei pra qual cidade.” Charlie parecia confuso com minha reação.
“Porque você não me contou, porque você os deixou ir.” Eu comecei a chorar novamente. A uma semana eu não parava de chorar. Todas as lágrimas que eu tinha guardado para mim neste último ano estavam sendo derramadas agora.
“Achei que você tinha deixado esse assunto pra trás Bell’s, em um ano você nunca tocou no nome deles e sempre que eu tentei te perguntar a respeito você se esquivou. Como eu ai saber?”
“Você tinha que ter me falado, porque não me ligou.” Falei entre soluços.
Francesca saiu de seu quarto com a expressão preocupada. “De novo Isabella?” Tomando o telefone de minha mão, ela tranqüilizou Charlie que estava alarmado com minha resposta tão exagerada.
Eu não conseguia nem pensar. Eles foram embora, eu nunca mais veria Alice, Carlisle. Por que eu me afastei? Porque não os procurei antes?Edward, meu Edward. Oh. Meu Deus!
Quanto mais eu discorria, mais eu chorava. Francesca encerrou a ligação e veio para o meu lado.
“Bella, olhe pra mim. O que aconteceu? Eu estou assustada, você nunca foi assim?
“Eles foram embora Fran, eu nunca mais vou vê-los. Eles vão desaparecer. Eu não posso ficar sem eles. Alice. Edward. Eu estou tão arrependida. Eu não deveria ter saído de Forks. Eu deveria ter aceitado as condições dele. Eu fiz tudo errado.”
Ela me abraçou e ficou do meu lado pelo resto da noite enquanto eu chorava.
Nas semanas seguintes a minha festa na praia, eu parei de funcionar completamente. Após o que eu chamo de compreensão da essência da minha alma, eu queria desesperadamente guardar na memória tudo que houve entre Edward e eu, cada momento, cada respiração. Eu não tinha nada. Minha mente humana e frágil estava se apagando. Eu não me lembrava completamente do rosto perfeito, a forma das mãos brancas, a voz de veludo que falava ao meu ouvido todas as noites que passamos no meu quarto.
Tentei tanto relegá-lo ao fundo de minha mente durante o último ano que estava conseguindo. Mas meu coração não se deixou enganar. Ele era pra mim como o ar pra se respirar. Minha vida. E sem ele eu não conseguiria nunca. Quebrada além do reparo.
Devo essa realização a Richard, depois da noite do meu aniversário eu estava tão inconsolável que ele me aconselhou a colocar pra fora, me deixar sentir. Foi então que comecei a escrever. Enchi paginas e páginas de diários incontáveis com nossa história, detalhes que nunca iria esquecer. Meus sentimentos e emoções. Sem querer ele me mostrou o quanto eu estava negando a mim mesma a minha essência, eu nasci para pertencer a Edward, ainda que ele não me pertencesse.
Busquei freneticamente por qualquer lembrança física que me levasse a ele e a minha família de escolha sem sucesso. Uns dias depois que Charlie me contou sobre a partida dos Cullen, eu pedi que ele me enviasse a caixa com minhas recordações que estava sentada no fundo do meu armário em Forks. Segundo ele, não havia caixa, nem fotos. Nada. Primeiro desconfiei que ele tivesse jogado fora, mas aí a resposta me atingiu como um raio. Eles tinham levado tudo com eles. Novamente.
Nenhuma evidência que eles existiram tinha sido deixada para trás. Tentei falar em todos os números dos quais me lembrava. Até para Rosálie eu liguei sem sucesso. A voz metálica da operadora sempre retornava: Esse número de telefone não existe.
Ao se passarem três meses do ocorrido, eu já não era mais nada além de uma sombra. Era como se meu coração tivesse sido arrancado do meu peito. Se as pessoas achavam que eu era retraída nesse um ano que vivi no Havaí, após descobri que eu não tinha mais nenhuma esperança, eu parei até de sair do meu quarto. Só comia quando era obrigada, só dormia quando a exaustão me tomava para acordar algumas horas depois gritando por meus pesadelos de abandono. Eu queria morrer. Só não perdi o semestre da faculdade por estar muito adiantada.
Charlie veio por alguns dias e queria me levar de volta para Forks. Eu não aceitei. Era maior de idade. Ele não poderia me tirar daqui sem meu consentimento. Se eu voltasse pra lá eu nem sei do que seria capaz.
No final do ano, para os feriados, Francesca que também nunca ia pra casa nas férias, resolveu fazer uma faxina fenomenal na casa. Ela queria me arrastar com ela para isso e eu me recusei. Estava deitava na minha cama enrolada debaixo do edredom negro, acalentando minhas lembranças. Enquanto limpava meu quarto, ela falava sem parar, sorrindo e contando histórias de quando ela vivia na Itália com todos os seus irmãos. Eu não estava prestando atenção.
Então ela saiu do meu closed me questionando.
“O que é isso Isabella?”
Descobri minha cabeça lentamente de forma desgostosa e olhei para o que ela queria dizer.
Em suas mãos uma enorme mala. A mala que Alice havia me dado quando parti de Forks. Eu nunca a tinha aberto. Em minha pressa e desespero em não me lembrar dos Cullen no inicio de minha jornada no Havaí eu a tinha enfiado no fundo do armário e nem me lembrava mais.
Saltei da cama freneticamente causando o espanto de Fran, há tanto tempo eu estava letárgica que ela teve medo que eu caísse.
Tomei a mala de suas mãos e a coloquei na cama com todo cuidado que eu poderia reunir. Ficamos olhando para a enorme Louis Vuitton com cara de bobas. Expliquei o que era e de onde veio, ela então entendeu meu frenesi.
“Não vai abrir?” Ela perguntou animada. Eu a olhei com olhos arregalados.
“Estou com medo do que vou encontrar. Já faz quase dois anos Fran. Eu nem sei o que tem aí. Provavelmente a maior coleção de roupas de verão existente.”
Fran sacudiu a cabeça energicamente. “Então vamos abrir ora?!” Eu a parei.
“Espere.” Respirei fundo fechando os olhos.
“Ah Isabella, pare com isso. É só uma mala.” E com isso ela puxou o fecho com um floreio.
Olhamos para dentro e realmente parecia que a coleção primavera/verão estava toda lá. Item a item, biquínis minúsculos e coloridos, saídas de praia, vestidos variados, camisetas e shorts todos no meu número. Ou pelo menos eram antes de eu perder tanto peso.
No fundo da mala, outra bolsa achatada e também da mesma marca. Retirei a mesma com cuidado e abri. Dentro, um Notebook ultrafino e elegante de última geração e um Blackberry* ainda na embalagem. Um bilhete com a caligrafia linda e perfeita de Alice estava colado ao computador.
Para os estudos. Você será surpreendente!
Abracei os objetos que outrora eu teria rejeitado como se estivesse abraçando Alice. Minha amiga, minha irmã. Chorei, chorei e chorei. Mas com um misto de felicidade e tristeza por não tê-la comigo.
“Isabella?”
Parei o meu lamento e olhei para Fran fungando. Em suas mãos a minha preciosa caixa de lembranças.
“Minha caixa!” Gritei quase derrubando o fino computador. Fran sorria alegremente. Sentamos-nos na cama de frente uma pra outra. Abri a antiga caixa solenemente. Dentro, toda a minha vida com Edward contada em fotos e pequenos objetos. A camiseta enorme do time de basquete dos Espartanos. Amarela e horrível, escrita em letras negras nas costas E. Cullen. Aspirei profundamente e bem longe seu cheiro ainda persistia. Retirei meu pijama amarrotado e vesti a camisa que dançou no meu corpo magro. Eu tinha um pedaço dele comigo.
Passei horas mostrando fotos e contando cada história por trás dos objetos existentes na caixa. Coloquei o CD com as canções de Edward. As lágrimas caiam silenciosamente por meu rosto enquanto eu relembrava seus longos dedos nas teclas do piano.
Francesca olhava para tudo em um silencio reverente, fazendo perguntas ocasionais, mas principalmente me deixando falar. Nós rimos e choramos juntas por toda a noite. Na manhã seguinte eu era uma nova pessoa. Tínhamos pegado no sono sem perceber. Quando acordei, olhei maravilhada para meu tesouro. Alice tinha pensado em tudo. Que tola eu fui de imaginar que ela tiraria minhas preciosas lembranças. Claro que não. Pulei da cama feliz e com uma fome que me faria comer um leão da montanha. Sorri da minha piadinha pessoal.
Peguei meus aparelhos eletrônicos e seus respectivos carregadores e fui para a cozinha iniciar o café. Enquanto esperava a cafeteira, coloquei os conectores na tomada ligando o Blackberry com o manual de instrução na mão. Estava absorta na leitura quando o apito alto quase me derrubou do banco. Olhei para o telefone ao meu lado com espanto e medo. Minhas mãos tremiam ao pegar o aparelho preto brilhante. Iniciei a tela e o ícone de mensagem piscava sem parar. Abri.
Porque demorou tanto Bella?
A.Cullen
---//---
“Preciso de um café. Uhh que noite!” Francesca saiu de seu quarto silenciosamente e caminhou em direção à bancada se espreguiçando. Pegou uma xícara no armário. “Que ressaca. Você dormiu?”
“Naa. Ainda estou meio bêbada.” Sacudi a cabeça. Ela riu se engasgando com o café quente.
“Tenho certeza que está. Festas de despedidas são assim, ainda teremos mais umas três até a formatura você vai ver.” Sorri diante de seu comentário.
“Desculpe pelos barulhos de ontem, acho que nos empolgamos?” Seus olhos eram risonhos. Sentou-se ao meu lado e bebeu seu café lentamente.
“Vocês sempre se empolgam. Não se preocupe, só fiquei irritada na hora.” Falei meio constrangida. Francesca é muito passional em tudo que faz. Mas piorou a um ano quando numa ensolarada tarde de sábado Carlo apareceu.
Ele era tão bonito e dramático quanto ela. Postou-se a nossa porta por dois dias até que ela decidiu ouvi-lo. Acho que a discussão foi tão acalorada que não sobrou muito do quarto para contar a história. Fui dar uma volta na praia para dá-los privacidade e quando voltei estavam nos braços um do outro se beijando enquanto ele pedia perdão.
Sua família o tinha obrigado a ir a Londres o enganando com falsas noticias sobre Francesca. Disseram a ele que ela tinha feito um aborto. Ele desolado nunca mais voltou a pequena cidade deles até a uma semana atrás. Encontrou-se com a irmã de Fran por acaso em uma ida ao mercado. Ela contou tudo que aconteceu desfazendo o mal entendido, o fazendo romper com seus pais e ir atrás da mulher que ele amou a vida toda.
Francesca relutou em reatar o namoro, mas no final não teve jeito.
Olhei para o diário a minha frente. A muito tempo eu não escrevia. Foi bom. Acho que as doses de margarita* ajudaram também. Eu nunca fui muito de beber, mas festa é festa.
Carlo saiu do quarto uma hora depois com o cabelo desgrenhado e bermuda caída nos quadris.
“Buongiorno Bella,” Deu uns tapinhas no meu ombro indo em direção a Fran que se derretia na cadeira como gelatina no sol.
“Buongiorno amore mio.” A beijou longamente.
“Buon pomeriggio, Carlo.” Eu apontei o relógio na parede próximo aos armários. Recolhi meu diário e canetas. O convívio com dois italianos em casa me deu de presente um novo idioma, na troca eu e Fran saimos ganhando. Meu italiano era fluente e o inglês dela impecável.
“Hora de ir. Tenho horário marcado na reitoria. O Sr. Mason quer me ver.
“Uau, já são duas da tarde. Nunca me levantei a essa hora.” Ele sacudiu as sobrancelhas brincando.
Fui ao meu quarto me preparar para a reunião, estava intrigada com o motivo pelo qual o reitor queria me ver. Ele sempre foi um homem ocupado. Sua secretária não adiantou nada.
Sai do banho e estava de frente pro espelho quando o sinal sonoro me avisou que eu tinha uma chamada. Conectei a tela e continuei secando os cabelos.
“Oi linda. Como foi a festa ontem?” Sorri enormemente para a tela do Notebook.
“Muito bem, me diverti eu acho. bebi demais, no entanto. Está sozinho?” Olhei todos os ângulos tentando ver ao fundo na tela.
“Não MiniMac, eu estou aqui também. O enorme rosto de Emmett entrou na frente da câmera me fazendo saltar para trás.
“Uoa Emmett! Não me assuste assim.” Comecei a rir. Enquanto ele fazia beicinho.
“Encheu a cara em B, muitos garotos interessantes?” Meu sorriso desapareceu.
Desde que reencontrei os Cullen, alguém sempre fazia um comentário ou piadinha a respeito de eu encontrar outra pessoa. Eu já havia deixado claro que isso não iria acontecer, mas eles insistiam. Principalmente Emmett.
---//---
Toquei a tela do Black Barry olhando atordoada para a mensagem sem coragem para tirar a prova da origem da mesma. Alice me achou. Ela me achou. Eu estava emocionada.
Então o aparelho vibrou com uma melodia suave.
Apertei o botão e coloquei na orelha receosamente.
“Bella?” A linda voz de Alice encheu meus ouvidos. Solucei alto me sentando no chão encostada a bancada.
“Bella... não chore. Eu estou aqui e não vou a lugar nenhum. Todos estamos.”Algusn minutos depois consegui me comunicar.
“Desculpe Alice.” Espremi entre soluços. “Eu deveria ter te ligado, eu deveria ter aberto essa maldita mala mais cedo. Desculpe.”
“Chiiii... chiiii. Pare com isso. Passou. Agora passou.” Ela era tão delicada e carinhosa, me senti amada e protegida apenas com sua voz. Como se um peso tivesse sido tirado das minhas costas.
“Como você está? Fiquei tão preocupada. A meses não tenho nenhuma visão sua. Você não tem feito nenhuma grande decisão. Nada.” Ela ficou em silêncio. “Até quatro meses atrás.” Terminou falando baixinho. “Você decidiu voltar não é?” Ela estava insegura. Por quê?
“Sim Alice, aconteceram algumas coisas no meu aniversário que me fizeram abrir os olhos, eu estava tão arrependida e quando procurei vocês, todos tinha ido embora.” Contei entre lágrimas todo o martírio que passei pensando que nunca os veria novamente.
“Você é tão teimosa Bella, se tivesse aberto a mala assim que chegou ao Havaí como deveria, teríamos evitado muita confusão.” Ela me repreendeu.
Conversamos por horas sobre tudo e nada. Falamos da família, a nova cidade onde os Cullen estavam vivendo, Principalmente sobre mim. Ela não parecia querer dar muita informação. Uma pergunta estava rondando a minha cabeça. Eu tinha medo de falar e receber a resposta. Alice estava escondendo algo.
A certa altura da conversa eu tomei coragem.
“Alice, onde está Edward? Eu posso falar com ele?” Sua voz de soprano endureceu.
“Ele foi embora Bella, não sei onde ele está.” Seu tom era final.
Meu coração estava partido. “Como assim ele foi embora e você não sabe onde ele está? Você sempre sabe tudo Allie.”
Ela riu sem nenhum humor. “Não Bella, não sei. Ele não quer mais fazer parte da família, então não está mais entre nós. Simples assim.”
Tentei argumentar com ela sobre os motivos de ele ter partido e ela desconversou.
O tempo foi passando e por fim eu me conectei novamente com todos eles. Ninguém tocava no nome de Edward e quando eu os perguntava mudavam de assunto. A única que me deu alguma informação de valor foi Esme.
“Ele se foi porque estava confuso Bella. Quando estiver pronto vai voltar. Eu espero” Em sua voz havia saudade.
Cada dia que passava, apesar de ter meus vampiros de volta, eu sentia uma parte de mim se quebrando. Eu estava em ruínas. Queria desesperadamente me explicar para Edward. Falar com ele, ouvir sua voz.
Um mês depois de reencontrar os Cullen. Resolvi tentar uma nova tática.
“Allie?” Já estávamos ao telefone a algum tempo.
“Sim...” Ela com toda certeza já sabia dos meus planos, mas não custava tentar.
“Você me ama?” Jogo sujo, eu sei, acredite.
“Cuspa Bella, O que você quer?” Ela bufou.
“Por favor... não me negue isso... Por favor...” Eu estava suplicante.
A pequena soltou um suspiro exagerado. “Eu não consigo ver onde ele está Bella. Não quero e, portanto não consigo. Por favor, sei que é importante para você dar um final a tudo isso. Sei o quanto você está sofrendo e quer vê-lo, Pode ter certeza, eu sei. Mas no momento não vale a pena. Não me cobre isso. Não me faça ir até lá.” Ela terminou em tom de derrota.
Havia tanta mágoa na voz de Alice. Eu não sabia o que pensar e nem a quem recorrer. A única coisa certa no momento é que eu não veria Edward tão cedo.
---//---
Virei a tela do Notebook para a parede e comecei a me trocar.
“Ei?!” Gritou Emmett, “Porque não podemos vê-la sem roupa?” Um slap ruidoso foi ouvido através do auto-falante. Provavelmente Jasper o castigando pelo comentário inapropriado. Com toda certeza não era Rosalie, ela nunca falou comigo nesses dois anos e meio. E quando estávamos falando via satélite como agora ela fazia questão de deixar a sala.
“Sejam bonzinhos rapazes.” Falei apaziguando o momento.
Escolhi cuidadosamente a roupa que iria vestir apara a reunião. Estava longe de mim agora a menina que vivia em jeans e camisetas. Minha tragetória no jornal estudantil me obrigou a acolher novos hábitos.
Não que eu não aproveitasse as poucas oportunidades para estar a vontade, mas minha posição como redatora chefe exigia outros padrões. Alice claro, amou a mudança.
Retirei uma calça social bege do closed juntamente com uma blusinha gelo sem mangas, o calor em Honolulu esses dias estava de matar. Sentei-me na cama calçando os scapins marrons e desvirando o Notbook fui ao espelho me maquiar.
Ouvi o assobio e me virei sorrindo para a tela.
“Você está encantadora, vai impressionar o Sr. Mason.”
“Obrigada Jaz, você é sempre muito gentil comigo.”
Iniciei minha maquiagem pensando em como eu e Jasper estavamos perto agora. Alice era minha irmã e minha melhor amiga, mas Jasper...  Ele era muito mais, meu confidente, amigo e terapeuta nas horas vagas. Por ele eu comecei a viver um pouco, me abrir, falar dos meus conflitos e ter esperança de dias melhores.
Nossa relação começou uns seis meses depois que Alice tinha me encontrado. Quando tive que fazer uma grande matéria falando sobre a guerra civil americana para o jornal. Estava cansada e irritada por causa da enorme carga de trabalho. Não estava disposta a fazer pesquisas intermináveis para chegar ao cerne do assunto. Alice que já estava acostumada a me auxilar nos trabalhos escolares e com o jornal, não estava disponível nesse dia, iria sair para caçar com Esme e Rosalie quando liguei.
Fiquei apreensiva quando ela chamou o marido e pediu que nós conversássemos sobre meu trabalho, afinal eu e ele não tinhamos nenhuma intimidade. Alice saiu e me deixou com um Jasper muito formal na linha. No começo foi estranho, com o passar das horas estávamos falando de coisas que não tinham nada a ver com a matéria. Foi fácil e natural estara com ele.
Umas semanas depois disso nós já nos falávamos diariamente até que ele surgiu com a idéia da conexão por WebCan Via satélite. Fiquei com medo sem nenhum motivo aparente.
Relutei um pouco antes de aceitar configurar o computador para essa função, mas no final foi até fácil.
Na nossa primeira conexão, toda a familia estava lá, todos lindos e impecáveis como eu me lembrava. Alice me repreendeu por estar tão magra e pálida reclamou das minhas olheiras pendindo que eu me cuidasse mais. Eu estava tão feliz de vê-los que nem me importei. Até Rosalie estava ao fundo nesse dia e dava olhares furtivos para a tela de tempos em tempos.
Desde então, eu convivo com eles, nossa conexão é integral mesmo não estando nem no mesmo país. Eles nunca me contaram onde estão vivendo ou deram qualquer informação profunda sobre suas vidas, mas sabiam tudo de mim. Todos os meus horários, meus professores, minhas aulas e tudo mais.
Uma noite particularmente difícil onde a depressão tinha tomado conta de mim, Jasper me chamou na tela que ficava ligada vinte e quatro por sete*. Eu não estava no clima para conversar, mas ele insistiu até que me virei e ele viu meus olhos inchados de chorar.
Acalmando-me ele falou sobre o amor profundo e tudo que o mesmo implica, conversamos pelo resto da noite. Ele estava disposto a falar sobre Edward sem reservas. Era o único.
Nossa conexão se intensificou a partir daí. Passei a expor meu coração para Jasper em todos os sentidos. Ele achava um alívio não ter que sentir cada emoção proveniente de nossa troca. Sempre achou muito confuso trabalhar as emoções tendo que sentí-las ele mesmo. Comigo era diferente, atravês da tela ele partilhava a noção da emoção e não a mesma em sí. O mesmo acontecia com meu sangue, sem ter que cheirá-lo a cada momento pudemos desenvolver uma amizade genuina. Era bom pra ele ter com quem falar além da familia.
Nossa troca era recíproca, enquanto eu me abria sobre Edward e meu amor perdido, ele falava sobre seus sentimentos de inadequação em meio a vampiros controlados e cientes de sua sede.
Apenas Jasper tinha a coragem enxergar minha condição sem me pressionar. Eu jamais iria deixar de amar Edward Antony Masen Cullen. A distância não importa, não importa o que ele é ou se algum dia eu vou vê-lo novamente. Eu pertenço a ele. Mesmo que ele não me queria.
E pela primeira vez em anos, eu estava em paz.
Terminei minha maquiagem e coloquei alguns acessórios. Emmett ficou dando palpite escolhendo o que eu deveria ou nao usar, era hilário.
Peguei minha bolsa e antes de me despedir, Alice apareceu ao lado do marido com um enorme sorriso a mostra.
“Está linda Bella. Boa sorte.”
“Até que enfim, algum palpite sobre o que o Sr. Mason quer?” Eu estava curiosa e queria chegar preparada.
“Desculpe, mas não. Não consegui ver nenhuma decisão a seu respeito feita por ele.”
“Ok, vejo vocês mais tarde então.” Beijei a tela como sempre fazia e deixei o quarto.
Amarei meu cabelo em um rabo firme na nuca e coloquei meu capacete. Em vinte minutos estava no hall de entrada da reitoria. Susan a secretária do reitor me fez entrar em uma grande e bem decorada sala de reuniões. Aguardei por mais alguns minutos até que o Sr. Mason mais um homem que eu bão conhecia entraram na sala.
“Isabella, obrigada por vir. Esse o Senhor John Miller,” As apresentações formais foram feitas e nos sentamos.
O Sr. Mason proseguiu.
“John é um amigo pessoal, trabalhou conosco por muitos anos aqui, até que se mudou e fundou um pequeno jornal na região de British Columbia no Canadá. Ele nos procurou recentemente em busca de novos talentos para uma posição em seu jornal. Logo seu nome me veio e mente. Sei que seria uma mudança drástica mas, já que você não pretende continuar vivendo no Havaí, Pensei que não teria nada a perder em apresentar os dois. Vou deixá-los sozinhos para conversarem”.
Minha boca estava aberta. Estavam me oferecendo um emprego no Canadá?
O Sr Miller era um homem calvo e de aparência inteligente e perspicaz, ele me analizava friamente me avaliando.
“Suas recomendações são fantasticas Senhorita Swan, Lì algumas matérias que você escreveu e acompanhei sua liderança junto ao jornal estudantil. Também já fui redator chefe do Kalamalama e sei que não é fácil.” Ele sorriu pela primeira vez.
Ficamos na sala por uma hora ou mais e ele me deu um tempo para pensar. A oportunidade era pra lá de interessante, eu poderia trabalhar de casa e o salário era bom. Minha presença no jornal seria apenas quando necessário. Para um recem formado era uma oportunidade única. Queria falar com meus amigos sobre isso antes de dar uma resposta final.
No fundo eu queria mais que a opinião de Jasper e Alice, eu esperava um convite para ir vê-los pessoalmente. Esse convite nunca veio e eles nunca cogitaram a idéia de vir até mim. Agora com a formatura a menos de um mês eu tinha esperanças que isso iria mudar. Eu convidaria os Cullen para a cerimônia de colação de grau assim que a chance surgisse. Meu tempo estava se esgotando.
Fui pra casa feliz e corri para o quarto esperando ver algum deles de plantão na tela como sempre acontece há dois anos.
O monitor estava preto. Remexi no mouse. Liguei e desliguei a máquina e nada. Alguma coisa estava errada. Liguei várias vezes para o celular de Alice e nada também. Só caixa postal. Esperei impaciente ao lado do computador até pegar no sono, acordei com meus pesadelos habituais.
O dia estava nascendo no horizonte e pela primeira vez em anos eu não fui correr. Dias se passaram sem notícais. Minha vida estava virando um inferno novamente. Meus vampiros tinham me deixado.

Nota da Autora:
Bom, agora é que a bola entra em jogo não é mesmo? No sábado teremos fortes emoções. Sei que todos esperam o nosso Edward dar as caras e consertar a bagunça que deixou pra trás, tenham só mais um pouquinho de paciência. Isso está mais perto do que vocês imaginam.
Até sábado.
Marquem os quadradinhos e me façam feliz com a opinião de vocês.
- Fênix: A fênix é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. 
- Honolulu Advertiser: The Honolulu Advertiser é um jornal diário publicado em Honolulu, Havaí.
- Margarita: A Margarita é um coquetel feito com tequila, sal, suco de limão e licor de laranja (Cointreau).
- BlackBerry: O BlackBerry é um aparelho de celular da empresa canadense Research in Motion (RIM) que possui funções de editor de textos, acesso à Internet, e-mail e tecnologia IPv6. O aparelho utiliza o serviço de e-mail da RIM. É o aparelho que deu origem à categoria dos smartphones.
- Vinte e quatro por sete: Vinte quatro horas por dia e sete dias por semana.
- British Columbia: A British Columbia é a terceira maior província do Canadá, tanto em área quanto em população, é a única das treze subdivisões canadenses que é banhada pelo Oceano Pacífico. A província é comumente chamada de B.C., que é a abreviação oficial de British Columbia. Mais do que 60% da população da Colúmbia Britânica vive no sudoeste da província, nas regiões metropolitanas de Vancouver e de Victoria. Vancouver é a maior cidade da Colúmbia Britânica, e a sua região metropolitana é a terceira mais populosa do Canadá. Já Victoria, localizada na Ilha Vancouver, é a capital da província. A Colúmbia Britânica é conhecida por suas belezas naturais. Nenhuma outra província canadense possui mais parques e reservas naturais do que a Colúmbia Britânica. Suas praias, montanhas e parques atraem milhões de turistas anualmente.
Citações em italiano:
- Huuuu. Questo è molto buono, continuano, Hooooo. Molto bene, ancora / Huuuu. Isso é muito bom, continue, Hooooo. Muito bem, isso.
- Ti piace questo? E 'buono? Sì. .. Sì. .. Sì. .. ti amo. / Está gostam? Está bom? Sim .. Sim .. Sim .. Eu te amo
- La mia bella. il mio amore. Ti amo così tanto. Sei bellissima. / Minha linda. meu amor. Eu te amo muito. você é linda
- Si potrebbe smettere. Ho bisogno di dormire qui. / Vocês poderiam parar. Eu preciso dormir aqui.
- Essi sono impossibili. Per altrettanto rumore. Merda. / Eles são impossíveis. Para quê tanto barulho. Merda.
- Buongiorno / Bom dia
- Buon pomeriggio / Boa Tarde


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3 comentários:

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