sábado, 22 de setembro de 2012

FanFic 'Dark Queen' – Capítulo 14 – Rito de Passagem

 Boa Noite galerinha linda e ansiosa.
O capítulo de hoje está corrido, um inicio para a segunda fase da história.
Espero que gostem.
Boa Leitura.
Dark Queen
14
Rito de Passagem
***
Resistance / Resistência
Is your secret safe tonight? / Seu segredo está a salvo essa noite?
And are we out of sight? / E estamos fora de vista?
Or will our world come tumbling down? / Ou o nosso mundo desabará?

Will they find our hiding place? / Eles acharão nosso esconderijo?
Is this our last embrace? / Esse é o nosso último abraço?
Or will the walls start caving in? / Ou as muralhas começarão a cair?

Love is our resistance! / O amor é a nossa resistência!
They keep us apart and won't stop breaking us down / Eles nos mantêm separados e não vão parar de nos partir
And hold me, our lips must always be sealed / E me abrace, nossos lábios sempre devem estar selados

The night has reached its end / A noite chegou ao final
We can't pretend / Não podemos fingir
We must run / Temos que fugir
We must run / Temos que fugir
It's time to run / É hora de fugir

Take us away from here / Leve-nos daqui
Protect us from further harm / Nos proteja de mais danos
Resistance!  / Resistência!

Muse
***
Os seis imortais de olhos vermelhos sombrios atravessavam a pequena cidade que dormia. Jane liderava o grupo com apenas uma coisa em mente, terminar logo o serviço. Pelo menos Alec estava com ela, ficar longe do irmão era desconsertante. Tudo que ela desejava agora era voltar para junto do mestre, a ultima missão tomara muito tempo.
Ela torcia para ter a oportunidade de colocar esse clã em especial no seu devido lugar. Eles eram tão arrogantes e com maneirismo ridículos e nogentos. Mereciam sentir o peso de seu dom. Quem sabe um pequeno aviso como incinerar algum deles service de lição. Eles precisam saber que quem manda no mundo imortal são os Vulturi.
Os dois carros pararam as portas da grande mansão de pedra e madeira.
Carlisle saiu ladeado de Emmett e Jasper exatamente no momento em que os ocupantes desciam do carro.
Emmett pronto para a briga, Jasper invocando seu espírito apaziguador.

“Jane, Alec, isso é inesperado. A que devo o prazer da visita?” Sua expressão era em branco. Ele não tinha interesse em provocar os Vulturi e nem de dar razão para uma contenda. Sabia que essa não era uma visita de cortesia, Alice os viu chegando a apenas três horas, tempo suficiente para ocultar alguns documentos e os aparelhos eletrônicos de comunicação com Bella. Não queriam correr nenhum risco.
A decisão não partiu de Aro, isso quer dizer que Jane estava no comando o que não era nada bom. Lidar com o descontrole e sadismo dela era muito perigoso. Alem do irmão tão descontrolando quanto ela, havia mais três guardas e um rastreador. Nosso contingente não seria páreo para eles se isso desse errado.
“Carlisle, viemos cobrar o que nos foi prometido.” Sua voz era entediada, mas com uma ponta de raiva contida. “Espero que você já tenha resolvido aquele pequeno problema.”
“Não compreendo Jane, nós não temos nenhum problema.” Ela o encarou com os olhos ardendo. Uma fisgada de dor irradiou por seus ossos o fazendo arfar.
“Não brinque comigo Carlisle, meu mestre não deve nada a você para que seja poupado.” Seu tom era falsamente terno. Ela estava começando a mostrar suas garras.
“Nós queremos seu bichinho de estimação, a humana que o leitor de mentes de seu clã indicou como dele. Ela está com vocês ou já repartiram entre sí.” Alec estava apático, até mesmo enfadado.
“Tivemos notícias de seu ‘filho’” A palavra saiu com desdém. “agora com outra companheira andando pela Europa Ocidental. Se ele perdeu o interesse pela humana, nos viemos reclamá-la. Ela deve morrer a não ser que vocês a transformaram.” Demetri indicou que estava pesquisando o paradeiro de Edward.
Um rosnado baixo partiu do peito de Emmett. Jasper tentou em vão acalmá-lo.
“Ninguém perdeu o interesse nela. Ela é parte da família, minha irmã. Ninguém aqui vai tocar em um fio de cabelo dela.”
A gargalhada estridente de Jane cortou a noite silenciosa.
“Irmã? Vocês são mesmo uma aberração. Vergonha para a nossa espécie superior. Como ousa inserir aquilo em nossa categoria.” O grito de Emmett tirou Rosalie de casa em um átimo de segundo, a situação estava ficando descontrolada rapidamente. Ela amparava o enorme marido o embalando enquanto ele urrava como um urso ferido.
“Jane, isso não é necessário. Nós vamos colaborar. Basta falar conosco. Pare, por favor. Está ferindo meu filho.” O tom de Carlisle era de pavor. Suas mãos estavam rendidas a frente de seu corpo.
“Claro, basta nos entregar a humana e nós vamos embora, talvez.”
“Ela não vive mais consosco. Como Demetri mesmo indicou, meu filho tem agora uma nova companheira. Eu garanto que ela não revelará nosso segredo. Ela é da nossa mais inteira confiança.”
Emmett parou de gritar enquando Jane direcionava o olhar mortal para o patriarca. “Você que me dizer que a perdeu?” Seu tom subiu uma oitava a cada palavra dita. “Existe uma humana solta por ai que conhece nosso segredo e vocês a deixaram partir?”
Carlisle lutava contra a dor que irradiava como a dor da transformação, fogo tomou suas veias fechadas o jogando no chão em desalento.
Tudo era um borrão depois disso. Emmett se recuperando jogou-se em Jane para proteger seu pai, mas foi interceptado por Félix, a luta estava travada denotando que os Cullen não tinha nenhuma chance. Os dois guardas retantes prontamente seguraram Jasper e Rosalie. Alice que tinha saido da casa juntamente com Esme tentava se esquivar de Demetri. Jane e Alec sorriam diabolicamente. Eles queriam sangue, eles teriam sangue.
“Não... Não... parem, eu imploro, em nome de minha amizade com seu mestre, eu imploro por minha familia.” Os gritos desesperados de Carlisle atravessaram o torpor induzido que a bruxa loira estava. Ela o olhou de cima. Ele estava onde ela queria. No chão, vencido, quebrado.
“Alec irmão, uma pequena ajuda, por favor.” Durante o minuto seguinte tudo era em câmera lenta. A fumaça tóxica avançou lentamente até atingi-los. Por um longo tempo nada sentiam, nada viam, nada ouviam. Tudo era escuridão e ausência.
Após o que pareceram anos, o olfato começou a voltar e logo em seguida a audição. Tudo era tumulto, sons agonizantes de pedra sendo pulverizada e gritos ensurdecedores. Quando a visão foi restaurada por completo, o dia ia alto indicando que realmente o tempo estava se movendo.
Carlisle estava de joelhos e só o que conseguia ver era Alec e Jane curvados em sua direção.
“Pois bem velho amigo, espero que esse pequeno recado fique gravado em sua mente deturpada e cheia de sangue repugnante animal.” Ela falava com uma docura digna de uma criança, seu rosto angelical distorcido em uma caranca que não combinava com as feições de querubim.
“Ache-a. Não é um pedido. Voltaremos em breve. Meu mestre manda lembranças. Agradeça a Aro por uma fogueira não ter sido acesa aqui.”
E então eles se foram.
Lentamente, o antigo homem se lenvantou temendo o que veria. Se sua vida ainda estava intácta. 
Alice e Jasper estavam em um canto distante, próximo ao jardim. Esme veio correndo trôpega em sua direção.
“Carlisle, ajude.” O médico tirou os olhos de sua esposa e contemplou ao redor. Rosalie chorava sem lágrimas junto ao corpo desmembrado de Emmett.

Bella POV
O Aeroporto Internacional de Honolulu estava impossível, superlotado e quente. A multidão de pessoas que desembarcavam, passavam cheias de bagagem e falando alto. Odeio esperar. Olhei meu relógio de pulso que marcava vinte e duas horas.
Eu estava preocupada, consternada e zangada além da medida. Preocupada, pois tenho certeza que Alice e Jasper não me abandonariam simplesmente sem dizer nada. Consternada por não estar curtindo ao máximo este momento importante de minha vida e zangada porque se aconteceu alguma coisa com os Cullen, porque ninguém podia se dar ao trabalho de me comunicar?
Tudo bem, eu sei que não sou parte da família, nem da mesma espécie que eles, (Meu coração deu uma pontada dolorosa com esse pensamento.) Mas pelo menos um comunicado dos meus amigos mais íntimos eu acho que merecia.
O painel luminoso mudou informando que o vôo atrasaria quarenta minutos.
“Merda!” Praguejei baixinho. O que eu não daria por um cigarro e um café preto. Eu não sou exatamente uma fumante, mas umas tragadas fariam milagres a meus nervos abalados. Minha garganta apertou com a vontade. Procurei na elegante bolsa que Alice me deu o meu maço de Marlboro Silver* e nada. Sem cigarros. Suspirei resignada. Também, maldita lei sobre fumantes e lugares fechados. Seria apenas um café então.
Rumei para a Starbucks* na área de alimentação. Sentei-me no canto mais afastado da loja com um café expresso grande e um muffin* de framboesa.
Retirei o notebook colocando-o sobre a mesa e liguei a webcam por hábito. Nenhum sinal. Lágrimas de frustração arderam em meus olhos e suspirei longamente afastando a dor. Dei um gole no café escaldante. Só me resta trabalhar.
Acessei os arquivos que tinha recebido naquela tarde e comparei com as anotações em meu bloco de notas, riscando o que não era pertinente. Após alguns ajustes, digitei um email para Susan Evans. Minha nova chefe.
Sem notícias efetivas dos Cullen, minha situação estava indefinida. O Sr. Miller me pressionou por alguns dias por uma resposta. Não podendo esperar mais resolvi aceitar o emprego. O The Columbian Papers, agora tinha uma nova redatora Júnior. Eu estava um pouco assustada. Certo, muito assustada com a novidade. A tiragem semanal do ‘pequeno jornal’ do Sr. Miller era de 20.000 exemplares distribuídos por uma grande parte de região de British Columbia próximo a Vancouver. Ele também possuía uma revista mensal sobre variedades, onde eu teria uma coluna.
Toda a parte de Política regional e mundial era de minha responsabilidade. Susan era um amor e estava me auxiliando muito. Trocávamos emails a respeito da pauta, além de longas ligações e Webconferências. Muita confiança estava sendo depositada em mim. Eu estava grata de ter meu esforço reconhecido e não queria decepcionar. Desejava que Edward pudesse me ver agora. Fechei os olhos ao mero pensamento de seu nome.
Mesmo não sendo necessário resolvi me mudar para o Canadá. O jornal estaria me disponibilizando um pequeno apartamento na cidade de Whistler* a 120 quilômetros de Vancouver onde fica a sede. Eu trabalharia de casa conforme o combinado e só iria à redação para a reunião geral que acontecia uma vez por mês.
Francesca ficou triste com minha decisão de ir embora. Ela ficaria no Havaí por mais tempo fazendo sua pós graduação, como estava se formando em comercio exterior, a faculdade lhe ofereceu uma posição de estagiaria no setor de finanças. Carlo moraria com ela oficialmente com minha partida iminente. Revirei os olhos com o pensamento. Como se ele já não vivesse lá. Solicitei que a casa que nos foi cedida no inicio do curso ficasse sob a responsabilidade dela, visto que eu estaria me mudando. Após alguns telefonemas, eles gentilmente me informaram que a casa ficaria com Fran pelo tempo que ela necessitasse. Tudo estava dando certo. Sorte na vida profissional... Azar no amor.
Um choque de cabelos cor de bronze chamou minha atenção me tirando dos pensamentos errantes e fazendo meu coração disparar.  Levantei-me abruptamente seguindo o homem com olhar ansioso. Engano. Não era ele. Claro que não. Voltei a me sentar e esfreguei o rosto com as duas mãos. Tomei um gole do café já frio com uma careta. Urg. Eu precisava dormir mais. Já estava começando a alucinar novamente.
Finalmente depois do que pareceram horas, anunciaram que o avião de Charlie estava taxiando na pista. Eu ainda tinha alguns minutos. Recolhi meus objetos e rumei para o banheiro. Joguei um pouco de água fria no rosto e alisei os vincos minha saia lápis cor de chumbo. Virei-me de lado examinando o meu perfil enquanto ajustava a gola da blusinha cinza clara. Adicionei outra camada de gloss em meus lábios cheios antes de deslizá-los juntos espalhando o gosto de morango com um leve brilho.
Avaliei-me no espelho de corpo inteiro. Tinha que admitir, eu percorri um longo caminho entre a jovem menina que a pouco mais de dois anos vivia em jeans e camisetas. Eu era uma mulher agora, meu rosto estava mais magro tendo perdido a camada de gordura infantil e meu corpo era esguio e firme com curvas suaves. A corrida diária me proporcionou um pouco de equilíbrio dando-me a oportunidade de poder calçar saltos altos sem cair. Pelo menos não muito. Coloquei uma mecha perdida de cabelo atrás da orelha e segui para o portão de desembarque.
Avistei meu pai recolhendo a mala pequena na esteira ao lado de Sue. Meu peito inchou, sentia tanto a falta deles. Um olhar mais atento ao redor me revelou com surpresa que o casal não estava sozinho. Logo atrás, Jacob, Leah e Seth. Charlie poderia ter me avisado que estava trazendo três lobos para minha casa não?
Disfarcei meu mal-humor com um sorriso. Eles estavam desembarcando e eu não queria estragar a alegria de um pai que estava formando a única filha.
“Bell’s.” Ele se adiantou e me pegou em um abraço desajeitado.
“Oi pai. Sue que prazer ver você.” A abracei também. Os três estavam mais atrás meio sem jeito.
“Você está linda Bella,” Sue me abraçou falando baixinho no meu ouvido.
“Espero que você não se importe com as visitas inesperadas. Vamos todos ficar em um hotel. Prometemos não atrapalhar.”
“Está tudo bem, não tem importância.” Sorri amarelo me voltando para eles.
“Sejam bem vindo ao Havaí.” Seth percebendo a deixa me pegou em um grande abraço.
“E ai irmãzinha, jornalista em? Tô tão orgulhoso.” Nós tínhamos uma aceitação fácil visto que, quase todas as vezes que Sue veio me ver ele veio junto. Leah se adiantou rígida demais para o meu gosto.
“Como vai Bella.” Ela não me ofereceu a mão e tinha uma expressão séria e um pouco desdenhosa.
“Bom vê-la Leah, estou bem obrigada. Jacob?” Olhei nos olhos daquele que já tinha sido um dia meu grande amigo. Imediatamente ele relaxou e timidamente se aproximou estendendo a mão enorme.
“Bell’s. Você parece tão diferente. Melhor.”
“Corta essa Jake.” Pegando a mão dele eu o puxei para um abraço. “Que bom que veio. Bem vindo a minha casa.” Ele soltou uma gargalhada e me abraçou forte. “Obrigada por me receber, eu fui um burro antes. Desculpe.” Ri sem humor.
“Claro. Foi mesmo.” Por dentro eu pensava que agora era fácil pra ele dizer isso, queria ver se soubesse que eu ainda falo com meus vampiros. Ou pelo menos falava.
“Vamos? Eu aluguei um carro para você pai. Poderá ir aonde quiser.” Ele me deu um sorriso cheio de dentes.
Seguimos para o carro em um misto de desconforto e feliz reencontro. Ainda bem que aluguei um carro grande, com todo o tamanho de Seth e Jake... Eles pareciam maiores do que eu me lembrava.
O0 ~ 0O
A semana tinha sido corrida. Eu mal tive tempo de vê-los com todos os meus compromissos e pesquisas para o jornal. A cerimônia de formatura seria amanhã e hoje além de ter que enviar a pauta da semana para o jornal, fui com Francesca pegar nossas becas e vestidos para a cerimônia. Uma grande festa oferecida pela faculdade aconteceria hoje a noite e meus convidados estariam presentes. Na semana passada terminamos oficialmente as aulas e enfim eu estava livre dos anos escolares.
Um misto de realização e vazio me fez ficar nostálgica enquanto me arrumava para a festa. Eu queria tanto compartilhar estes meus momentos com minha outra família, eu queria os Cullen aqui. E Edward. Acalentei minhas lembranças distantes, mas muito vivas. Eu nunca o esquecia, nunca o deixava ir.
Depois que me reconectei com eles, a dor em meu peito estava mais ou menos controlada. Jasper conseguia me segurar junto e a cada recaída mesmo a distancia, meu amigo colava as peças. Agora sozinha eu mal me mantinha sem cair no choro a cada minuto. Claro que eu não era aquela menina boba de seis anos atrás quando ele me deixou na floresta. Hoje eu sabia que sucumbir seria pior. Eu era adulta e com isso vinham responsabilidades. Finalmente percebi o alto custo da presença de um Edward fantasma.
Então eu fiz-lhe uma oferta, um acordo silencioso para salvar a minha sanidade. Durante o dia ele me deixava viver, ficaria fora de minha mente, como se nada me abalasse, mas a noite, quando eu colocava a camisa dos Espartanos que pertenceu a ele já gasta do meu manuseio diário, eu era dele. Meus sonhos, meus pensamentos, minha vida. Era a única maneira que eu conhecia de seguir em frente. E uma garantia de eu nunca me perder.
Assim começou minha existência de dividir as torcidas. Eu ia para as aulas e era a melhor – sorria, conversava – fiz amigos, tive boas notas. Não havia nenhum sinal da menina delirantemente apaixonada da minha juventude à luz do dia. Mas todas as noites antes de dormir, como um castigo por deixá-lo, eu toquei a cicatriz em forma de crescente no meu pulso. E permiti-me lembrar.
As memórias me embalavam nos meus sonhos.
Às vezes, ele viria para mim em nosso prado enquanto eu estava esperando entre as flores. Outras vezes nos encontrávamos no banco de seu piano de cauda, ​​enquanto seus longos dedos dançavam sobre as teclas, tocando a canção de ninar que ele tinha escrito só para mim. Ocasionalmente, estávamos debaixo das cobertas da cama de solteiro no meu antigo quarto. O que começava como bem-aventurança, euforia desenfreada, sempre terminava com o mesmo desgosto. Eu no quintal dos Cullen, deixando Edward. A culpa foi minha.
Quanto mais eu forcei meu autoconsciente para lembrar seu rosto, sua voz, seu cheiro, menos ele apareceu em meus sonhos. Quanto mais eu o ignorava em meus dias, mais eu admirava a visão dele em minhas fantasias, ouvia a sua voz de veludo, inalava seu cheiro delicioso, só para acordar machucada e surrada pela realidade paralisante da desolação.
A muito tempo atrás eu tentei mudar o meu coração por insistência de todos. A princípio Richard ainda estava disponível, então saímos algumas vezes. Sempre acabava da mesma forma que a primeira vez que tentamos no meu aniversário de vinte anos. Comigo bêbada, chorando e falando do meu amor perdido. Troquei de tática tentando alguns encontros duplos com Francesca, sem resultado. Não passaram de jantares impessoais e constrangedores. Estava feita com toda essa babozeira de seguir em frente. A resignação me tomou. Não seria Edward e também mais ninguém.
Prendi meu cabelo no alto da cabeça deixando alguns fios soltos. O penteado deixava a mostra os delicados brincos de diamante marron raros em minhas orelhas. Um presente inesperado de Jasper e Alice para o meu aniversário no ano passado. Nem adiantou discutir. Foi uma retribuição a uma gravura que encontrei em um antiguário em uma visita a Nova York. Era um mapa antigo e já gasto retratando as batalhas traçadas pelo Exercito Confederado na guerra civil em 1864. Um ano após sua transformação. Quando o vi em más condições no fundo daquela loja não deu outra, mandei emoldurá-lo e encaminhei para o único endereço que conhecia dos Cullen. Forks. Sabia que Alice veria o que eu estava fazendo e o interceptaria.
Jasper estava tão maravilhado com o presente que pendurou o quadro próximo a sua mesa no studio da familia. Eu sempre o via ao fundo em nossas conversas virtuais.
Eu estava qualquer coisa menos animada para uma festa, me repreendi mentalmente. Eu tinha responsabilidades para com meu pai, pelo menos Renee não estava aqui para ver através de mim. Ela estava muito ocupada agora com a pequena Megan, minha meia irmã de seis meses e imensos olhos verdes. Eu a vi apenas uma vez quando nasceu e era atualizada com fotos a cada email. Só mesmo minha mãe para nos surpreender com uma gravidez aos 41 anos. Pelo menos agora ela era mais centrada e responsável.
Já pronta olhei para meu quarto praticamente vazio, caixas com meus livros e outros objetos pessoais estavam empilhadas em um canto. Seriam despachadas em breve para o Canadá. Mais uma fase em minha vida em ele. Novos começos para a menina de coração velho.
O0 ~ 0O
Meus pés estavam me matando, retirei as sandálias assim que desci do taxi e entrei em meu gramado. A noite estava linda e ainda era cedo. Deixei todos na festa alegando uma enorme dor de cabeça. Eles entenderam sem maiores problemas. Desfiz-me do vestido e maquiagem. Coloquei minha camisa preferida. Nesse momento ela era minha melhor companhia. Peguei uma cerveja e meu violão e rumei para a varanda. Dedilhei as cordas testando a afinação. Minha canção de ninar vinha fácil agora, claro que nunca tocaria com a perfeição de meu CD, mas eu tinha uma parte dela comigo em meus dedos. Lembro-me de quase enlouquecer Richard enquanto ele me ensinava a tocar. Eu precisava saber os acordes, sentimentos por trás de cada nota pensada. A melodia suave enchia meus ouvidos e aquecia meu coração.
Na manhã seguinte o telefone da sala me acordou insistente, eram seis da manhã pelo amor de Deus. 
As notícias não eram boas. O Detetive Mark tinha sofrido um acidente de carro e eles precisavam de Charlie o quanto antes. Lei de Murphy. Quando uma coisa começa a dar errado...
O0 ~ 0O
O dia estava nublado indicando que uma tempestade tropical se aproximava. Meu capelo* não se ajustava direito e ficava caido de minha cabeça. Eu estava nervosa como nunca, mesmo tendo treinado com Fran e Carlo o meu discurso, eu já não tinha certeza se ele fazia sentido. Em fim... Lei de Murphy.
Meu pai tinha conseguido um vôo imediatamente após a cerimônia, todos iriam voltar com ele em solidariedade. Pena que eles perderiam o coquetel superlotado e seu vinho ruim.
A Formatura se arrastou por três horas, eu estava assando dentro da beca preta. Meu discurso foi bom, todos riram nos momentos certos e aplaudiram no final. Dever cumprido.
A interminável lista de formando foi recebendo seus diplomas, assim que meu nome foi chamado e as assinaturas feitas e mãos apertadas, meu pai me encontrou ao pé do palco me desejando muito sucesso e todas as coisas de praxe. Ele precisava sair agora ou perderia o vôo. Nos despedimos brevemente e voltei para a minha cadeira para aguardar o final da cerimônia. Uma súbita emoção me tomou. Era um rito de passagem*. Oficialmente eu estava inserida nas engrenagens do mundo humano. Lágrimas silenciosas rolaram por minhas faces sem minha permissão. Por que eu tinha a sensação que deveria ser muito mais?
Levantei-me para retocar a maquiagem e ao passar pelo corredor do elegante salão de festas, um flesh de cabelos dourados me chamou a atenção. Estoicamente em um canto distante na enorme sala estavam Carlisle, Jasper e Alice. Eles sorriam pra mim.



 Nota da Autora:
Até que enfim eles apareceram, não estava aguentando mais essa choradeira da Bella, agora só falta o nosso Edward. 
Em breve eu prometo. 
Alguma pergunta? Lembrem-se, nossos vampiros não morrem fácil.
É só deixar um recadinho e marcar os quadradinhos com a sua opinião aí em baixo. 
Amo responder vocês.
Beijos e até Segunda.


- Ritos de passagem: São celebrações que marcam mudanças de status de uma pessoa no seio de sua comunidade. Os ritos de passagem são realizados de diversas formas, dependendo da situação celebrada; desde rituais místicos ou religiosos até assinatura de papéis (ou ainda os dois juntos).

- Marlboro: É uma marca de cigarros do grupo Altria (anteriormente Philip Morris Companies Inc.). É uma das marcas de cigarros mais conhecidas do mundo. O prata ou Silver é o mais fraco da linha.

- Starbucks: É a empresa multinacional com a maior cadeia de cafeterias do mundo, tem sua sede em Seattle, EUA. A companhia teve seu nome inspirado em parte pelo personagem Starbuck do livro Moby Dick, e seu logotipo é um entalhe escandinavo do século XVI de uma sereia com duas caudas.

- Muffin: É o nome Americano dado a um tipo de bolo rápido que é assado em pequenas porções. 

- Whistler: É uma cidade estância do Canadá. Está localizada ao sul dos Pacific Ranges das Montanhas Costeiras, na Colúmbia Britânica, cerca de 125 km ao norte de Vancouver. Possui uma população fixa de pouco menos de dez mil habitantes, além de habitantes temporários durante o período de esqui, tipicamente compostos por jovens da Austrália e do Japão.

- Webconferência: É uma reunião ou encontro virtual realizada pela internet através de aplicativos ou serviço com possibilidade de compartilhamento de apresentações, voz, vídeo, textos e arquivos via web.

- Lei de Murphy: É um adágio popular da cultura ocidental que afirma: "Se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará" ou "Se há mais de uma maneira de se executar uma tarefa ou trabalho, e se uma dessas maneiras resultar em catástrofe ou em consequências indesejáveis, certamente essa será a maneira escolhida por alguém para executá-la"

- Capelo: O capelo de formatura geralmente apresenta uma forma quadrada no topo, de onde sai um cordão pendente. Fixa-se na cabeça através de uma espécie de carneira voltada para o exterior e que envolve o topo da cabeça, passando pela testa. É de uso obrigatório nas cerimônias de caráter oficial das faculdades e universidades, nas solenidades de concessão de grau, outorgas, posse, transmissão de cargo e na presença de autoridades. Ele representa o poder temporal, fazendo uma analogia com o símbolo da coroa real. Nas cerimônias de formatura, o capelo é usado por quem recebe e por quem outorga o grau. O capelo do formando deve ser na cor preta; o reitor usa o capelo na cor branca.


Imagens do Capítulo:
Roupa de Bella usada na Cerimônia de Formatura
Brincos de diamantes marrons raros dados por Alice e Jasper a Bella.
 Nova casa dos Cullen.

Mapa da Guerra Civil dado a Jasper por Bella.
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