segunda-feira, 24 de setembro de 2012

FanFic 'Dark Queen' – Capítulo 15 – Me encontrando

 Boa noite meus amores!
É hoje que vemos o nosso Edward. Estavam com saudades?
Então vamos a ele.
Não se esqueçam, tudo em Itálico é pensamento sendo lido por Edward.
 

Dark Queen
15
Me encontrando
http://www.youtube.com/watch?v=1PiNNVIizsg
***
Chasing Cars / Perseguindo carros
We'll do it all / Nós faremos tudo
Everything / Tudo
On our own / Por nossa conta

We don't need / Nós não precisamos
Anything / De nada
Or anyone / Ou de ninguém

If I lay here / Se eu me deitar aqui
If I just lay here / Se eu simplesmente me deitar aqui
Would you lie with me and just forget the world? / Você deitaria comigo e só esqueceria do mundo?

I don't quite know / Eu não sei bem
How to say / Como dizer
How I feel / Como eu sinto

Those three words / Aquelas três palavras
Are said too much / São ditas demais
They're not enough / Elas não são o suficiente
Snow Patrol
***
Edward POV
Reino Unido, Espanha, Portugal, França, Áustria, Bulgária, Irlanda, Alemanha, Noruega, Suécia, Suíça, Rússia, Bélgica, Dinamarca, Finlândia e Escócia novamente.
Eu já estava cansado. Quase três anos, 1060 dias.
Eu sempre gostei de viajar. Conhecer novos lugares. Testar novos idiomas, ver novas mentes. Mas nunca pensei um dia perder minha identidade.
Essencialmente um vampiro é nômade por natureza. Devido ao meu arranjo com Carlisle Cullen após minha transformação, esse traço havia sido perdido. Por quase noventa anos eu vivi com as mesmas pessoas e os mesmos hábitos, mudando esporadicamente quando a necessidade exigia. Apenas nos três anos em que deixei os Cullen no final dos anos 20 é que eu me posicionei como um verdadeiro vampiro. No momento me sinto como um velho senil e rabugento que sou. Eu não tenho vontade nem de sair do hotel. Tânya tem uma paciência infinita e ignora meu mau humor e crises existenciais. Eu devo a ela por ter me tirado daquele maldito carro e me salvado de mim, então levo nossa disposição a sério.
“Vamos querido nossas acomodações estão prontas.” Tânya me chama enquanto leio os jornais na saleta contígua do enorme hall de entrada do Sheraton Grand Hotel.
Nossas malas são transportadas em um carrinho dourado por um jovem que nos encara com a boca aberta, seus pensamento são gráficos e constrangedores com relação a Tânya que adora a atenção dispensada. Ela é toda sorrisos e olhares para o rapaz. Se usar calças e se mover... Ela está flertando. Revirei os olhos com esse pensamento.
Repassei discretamente uma gorda gorjeta ao garoto pedindo que não sejamos incomodados pela camareira. Ele continua pensando graficamente. Asqueroso.
“Há champanhe os aguardando, espero que tenham uma boa estadia. Sr. Masen, Sra. Masen, se me dão licença.” Ele se retirou com um floreio.
Tânya continuou no seu eu esfuziante que me irrita às vezes. Ela abriu todas as cortinas do quarto revelando uma linda paisagem acinzentada.
“Edimburgo não é linda nessa época do ano? Em? Você não concorda?” Ela tentou me animar com um de seus sorrisos encantadores, passando o braço na volta do meu. “Vamos, se entusiasme, vai ser divertido. Você vai adorar Álex, ele é simplesmente MARAVILHOSO, divertido, inteligente e de mente afiada.”
Eu estava tão entediado. “Só não entendo por que temos que parar aqui em Edimburgo se ele vive mais afastado em Stirling.”
Ela deu de ombros, “Eu gostaria de fazer compras. A propósito,” Ela deu uma piscadinha. “Eu preciso do seu cartão de crédito.” Um biquinho se formou em suas feições de mulher fatal.
“Você não tem jeito, vai me falir assim.” Eu entreguei meu cartão a ela que assustadoramente me lembrou de Alice dando pulinhos e batendo palmas enquanto pegava o cartão de minha mão e me dava um beijo estralado no rosto.
“Você não vai falir baby, seus recursos são muito grandes para acabar apenas com umas comprinhas.” Vá se lavar Sr. Masen, e me espere lá, farei um desfile especial para o senhor assim que retornar. Estremeci com os pensamentos em sua mente pervertida.
“Naa. Vou caçar. Vi um parque nos arredores da cidade que deve servir.” Eu não queria correr o risco de ficar muito tempo sem alimento.
“Ok então, divirta-se.”
Ela ajeitou os cabelos perfeitos, pegando a bolsa, saiu em direção aos elevadores.
Sentei-me na cama esfregando o rosto com as duas mãos. Tânya tentou por muito tempo não pensar nas razões de sempre me pedir meu cartão de crédito para qualquer coisa que ela vá fazer em nossa viagem, a cada nova cidade ela encontra uma forma de fazer algum pagamento dessa forma. No começo achei que era por cortesia a mim, visto que eu era o cavalheiro e então é meu dever arcar com as despesas, não me importa o dinheiro. Isso não é problema realmente, mas estranhei sua atitude, pois suas posses são provavelmente muito maiores que as minhas. Até que as uns três meses ela deu um pequeno deslize. Apenas a ponta de um pensamento errante, mas que me fez entender. Ela estava mandando uma mensagem. Todos os meus cartões são atrelados às empresas da família Cullen então automaticamente as faturas chegam às mãos de Carlisle.
Tânya, em nome da amizade de décadas informava a ele nosso paradeiro. Cada cidadela, cada estado, cada país em que estive nesses dois anos e onze meses são de conhecimento dele.
Quando essa noção me atingiu eu pensei em confrontá-la, mas depois deixei passar. Ele provavelmente não deveria querer saber nem onde, nem como eu estou. Pelo menos ele deveria não querer. Eu não mereço que ele se preocupe. Mas conhecendo Carlisle, ele ainda se preocupa. Se Alice não o estava informando, com certeza o pequeno truque de Tânya estava.
Desde que Tânya me tirou daquele carro destruído em Washington, eu nunca tive coragem de me reaproximar deles, aqueles que um dia foram minha família. Eu errei muito, ninguém é obrigado a suportar meu egoismo.
O clã Denali era interessante. Um grupo tão variado quanto os Cullen, havia o mesmo tipo de vínculo familiar alí, uma sensação idêntica à facilidade que veio a partir do conhecimento de pertencimento e lealdade. Carmen e Eleazar, o único casal, inspirava inveja entre as irmãs, aliando isso ao dom incomum das mesmas, o convívio ás vezes era carregado, era preciso uma separação de tempos em tempos. Apesar disso existiam fortes e reforçados laços de afeto a ligá-los.
Ficamos com eles por um mês após o acidente, eu estava quebrado em muitos lugares e a recuperação não foi tão simples sem um médico especialista em vampiros. Ela e Kate cuidaram de mim, além da cena deprimente que restou depois do impacto. Fui imprudente e imaturo, aliás, fui muito mais.
Ali na escuridão retorcida, moido entre ferragens e pedras, eu mudei.
O0 ~ 0O
Eu não estava feliz em conhecer mais um dos amigos de foda de Tânya. Festas homéricas, orgias intermináveis, humanos bêbados e vampiros enlouquecidos. Eu queria tanto a normalidade fácil que um dia me fez entediado. A normalidade de um prado florido e ensolarado.
Para minha surpresa, Alexander era muito diferente do que imaginei. Realmente sua mente era desafiadora e perspicaz. Eu nunca esperava encontrar outro vegetariano, será que Carlisle tinha notícias dele? Creio que não, se tivesse eu saberia.
Ele nasceu na antiga Rússia em 1478 - filho da família real da Rússia, Ivã o Grande e Sofia Paleólogo. Foi transformado em 1501 com 23 anos de idade por Aro. Interessante, ele era mais velho que Carlisle, 532 anos é muito para se caminhar sozinho. Sua beleza e encanto chamaram a atenção do Volturi. Ele queria que Alexander fosse um pescador de humanos como Heidi. Três dos irmãos foram transformados com ele. Dado como morto pela familia era o terceiro na linha de sucessão ao trono na época. Além de muito culto, ele também é um Íncubo (em latim incubus). Como as mulheres Denali que são Súcubo (em latim sucubus).
Mesmo com seu dom de erotizar e seduzir, Alexander Iúri Romanov era um tanto quanto reservado, pensamentos contidos e taciturno, uma ironia crua e humor seco o rodeava. Tão diferente dos falsos e superficiais com quem tenho convivido, a melhor das aquisições de Tanya até agora. Tornamos-nos amigos imediatamente.
Seu castelo ficava afastado e quase não havia pessoas ao redor, alguns criados e nada mais. Ele era tão solitário. Estava curioso com sua história. Segundo Tânya, ele era tão depressivo quanto eu, e um amante maravilhoso. Ela discorreu por horas sobre suas habilidades Íncubo/Súcubo combinadas. Assustador em um grau mais elevado.
O0 ~ 0O
Tânya passou os últimos dez dias fazendo planos para a grande festa que seria oferecida no castelo Romanov. Pessoas influêntes da comunidade Europeía e Americana haviam sido convidadas. Eu sabia no que isso ia acabar. Melhor estar bem alimentado para tanto.
Os grandes salões estavam cheirando a bebidas caras e alimentos asquerosos misturados a flores e ervas aromáticas. Os convidados se misturavam e o alcool abundante combinado com a força motriz de Tânya e Kate que tinha chegado na manhã anterior trazia uma atmosfera sensual e quente ao ambiente.  A certa altura, tudo que se pensava era sexo. Foi ficando cada vez mais sufocante filtrar o pensamento de centenas de pessoas. Avistei Tânya do outro lado do salão, Ela estava linda com seu vestido vermelho com decote profundo e uma fenda quase até o inicio da coxa. Ela estava no colo de Álex e rodeada de mais dois vampiros que não reconheci, sua irmã e alguns humanos. Seria uma grande festa dentro da festa. Eu estava saindo.
Caminheie lentamente pelos jardins do castelo, passando pela cerca de pedra nos fundos, retirei o paletó do meu smoking e alcancei uma meia corrida. Os campos eram lindos, tranquilos e a lua cheia conferia a tudo um brilho prateado. Alcancei o cume de um morro e me sentei admirando a vista. Algumas ruinas a cem metros vale abaixo me chamou a atenção. O lugar deveria ter sido lindo enquanto vivo, algumas casas de pedra, um poço, árvores e flores ao redor ...
Os pensamentos dele me atingiram antes que eu o visse.
Creio que você ocupou o meu lugar. Havia um sorriso em seu rosto quando ele me alcançou se sentando ao meu lado. A gravata estava desfeita e o paletó jogado displicentemente por sobre o ombro como o meu.
“A festa não estava satisfatoria Edward? Tânya estava a sua procura.”
“Estava mais que satisfatória, só queria um pouco de tranquilidade. A atmosfera estava um pouco carregada.” Sorri levemente.
“Entendo. Muito carregada. Sua mulher sabe como celebrar não é?” Ele gargalhou.
“E você?” Eu tentei mudar de assunto. “Não estava de divertindo?” Arqueie uma sombrancelha indagando a cena que vi antes de sair.
“Oh sim. Espero que você não se importe.”
“Absolutamente, fique a vontade.” Ele me encarou franzindo a testa e me olhando profundamente, seus olhos eram uma mistura interessante de ambar e raias azuis, estranho a primeira vista para um vampiro.
“Sua disposição com Tânya é diferente.” Ele se lembrava de companheiros imortais em sua mente conferindo o comportamento dos casais que encontrou. Nada batia com nosso comportamento.
“É conveniente pra nós.” Respondi dando de ombros sem acrescentar detalhes, não era necessário expor nossa vida pessoal.
Alexander se virou olhando as ruinas, em sua mente perfeita fleshes do lugar que a poucos minutos imaginei. Com alguns toques mais detalhados, lá estava a pequena aldeia a minha frente. Intácta em seus pensamentos.
“Desde quando você vive aqui?” Eu queria saber mais. Havia algo por trás de seus pensamentos que eu não consegui pegar.
 “Cheguei aqui em 1793.” Em sua mente imagens nítidas da pequena vila de camponeses. “Eu estava farto de Aro e seus seguidores pomposos.” Ele suspirou, “Após 200 anos eu estava cansado de seguir ordens e conviver com aquele tipo. Pedi uma licença da guarda por tempo indeterminado para viajar e conhecer o mundo. Eu tinha sede de saber e Aro aprovava isso. Não viu problemas em me liberar. Mesmo assim levou quase cinquenta anos para me deixar partir.”
Em sua mente eu acompanhava muito interessado as imagens desconhecidas. Ele continuou...
“Rodei o mundo, eu ainda era um vampiro comum, me alimentava de pessoas então não era possivel me estabelecer em nenhum lugar. Certa feita, eu estava na Irlanda e tomei conhecimento que a Escócia estava crescendo e arrebanhando cada vez mais pessoas. Tive curiosidade em conhecer. Estava cançando por aqui, a procura de alguma tropa perdida ou um peregrino quando avistei a aldeia. Apenas uma familia vivia alí.” Ele se levantou como se quisesse alcansar o lugar disposto em sua mente.
“Era uma familia grande, os homens, caçadores e lenhadores. Crianças brincavam nos campos enquanto as mulheres amassavam o pão e cuidavam das hortas, As jovens vinham ao poço retirar água. As risadas eram tão felizes. Havia uma harmonia que eu nunca tinha presenciado. Não tive coragem de atacá-los. Cacei a quilometros daqui, mas não consegui parar de pensar no que tinha visto. Amor, companheirismo, familia.”
Alexander se sentou ao meu lado novamente e se voltou dando um sorriso torto, “Estou parecendo um fraco aos seus olhos não?”
O que ele não sabia é que eu compreendia muito bem sobre essas emoções.
“De forma nenhuma, prossiga, por favor.” Fiz sinal para que continuasse.
“Eu voltava todos os dias e me escondia por sobre as árvores observando. A cada dia eu chegava mais perto. Certo dia perto do poço notei algumas jovens que brincavam ao jogarem água umas nas outras, elas não tinham mais do que 14 ou 15 anos. Uma delas me chamou a atenção. Seus longos cabelos loiros e corpo delgado. Sua risada e alegria enchiam o ar. Eu queria ver mais de perto.” Seus pensamentos estavam nublados, nítidos mas tingidos por uma emoção tão profunda que borrava tudo e qualquer coisa.
“O risco era grande, mas não aguentei. Quando estava a uns 20 metros, oculto apenas por algumas árvores esparsas o cheiro me bateu como uma bola de canhão. Queimou minhas narinas e ardeu minha garganta como um fogo consumidor. Eu nunca tinha sentido tal desejo. Era o sangue mais perfeito e puro em essencia que eu já tivera a oportunidade de sentir. Eu precisava prová-lo. Mesmo tendo caçado no dia anterior eu não me importava. Quando me aproximei mais do poço. Ela se virou, sua gargalha se misturou no ar, o som do mais belo instrumento e ela sorriu pra mim.
A revelação me atingiu como um raio, em seus pensamentos uma jovem menina de longas tranças e pele delicada, ela se voltou pra ele com seu ar inocente e profundos olhos verdes. Bella... Minha Bella.
Outra época, outro século... Ela era a mesma, mas tão diferente.
“Bella” Não me contive, seu nome saiu como uma prece de meus lábios, há três anos eu não o pronunciava. O releguei ao fundo de minha mente. E lá estava, me perseguindo, me chamando. Bella.
“Sophia.” Ele espelhou meus pensamentos falando juntamente comigo. Ela era mesmo bela, ele disse em decorrência do nome, Eu não me expliquei. Ele continuou. "O mesmo nome de minha amada mãe."
“Corri dali como se fosse o inferno, ela não demonstrou medo, ou raiva pela minha aparência e meus olhos de assassino. Ela sorriu e meu mundo cantou pela primeira vez. Passei a persegui-la. Como um imã eu era atraído para ela e ela para mim. Sempre que eu me aproximava era como se ela sentisse, Ela sorria e procurava ao redor. Eu nunca me mostrei. Ela passou a ir sozinha ao poço retirar água todos os dias no mesmo horário, lá ela me contava sobre sua familia, seu dia. Tudo. Mesmo sem me ver ela sabia.”
Eu estava atordoado. Eu podia sentir o teor de seus pensamentos, eu conhecia essa história muito bem. “Ela era sua cantora.” Apontei o óbvio. “E você se alimentava de humanos na época. Como?”
Alexander sorriu, “Eu não sei, seu sorriso era pra mim mais importante que seu sangue, suas histórias inocentes me mantiam... vivo.”
Passei um ano a visitando todos os dias. Caçava rapidamente nas vilas vizinhas, matava o que via na frente. Qualquer mendigo ou bêbado e voltava correndo pra ela. Meu vício.
“Uma expedição de caça demorou mais tempo que o comum. Levei dois dias para retornar. Senti o cheiro de fogo no ar a quilometros daqui. Corri como nunca antes, ao chegar era tarde demais. A vila estava destruida, salteadores mataram a todos os homens e estavam estuprando as mulheres antes de matá-las, corpos mutilados e ensanguentados por toda parte. Crianças, mulheres, ninguém foi poupado.” Um tom sombrio agora ocupava sua mente. As imagens eram chocantes e aterradoras.
“Segui o cheiro do sangue que cantava pra mim. Ele estava exposto e flutuava no ar acima dos outros. Dentro da pequena casa de pedra, um homem a segurava no chão, sua roupas rasgadas e sujas. Ele sorria pra ela com escarnio falando as coisas mais vís que um ser humano é capaz de dizer. Eu nunca esquecerei o terror nos olhos dela, a profunda dor de ver seus pais e irmão mortos e mutilados ao seu redor. Assim que ela me viu, seu olhar mudou, ao invés do terror e medo ela relaxou. Suas últimas palavras antes de perder a consciencia foram: ‘Meu anjo, você veio me salvar.’ Eu me perdi, não sobrou muito do monstro para contar. Eu matei todos eles, não bebi de nenhum, eu queria o prazer de ve-los destruidos. Todo o bando, sete ao todo. Deixei o que atacava Sophia por último. Ele sofreu a pior morte.” A cenas conjuradas em sua cabeça me embrulharam o estomago de pedra.
“Sophia sobreviveu. Ela estava diferente quando voltou a si, levou mais de um ano para tornar a sorrir, meia década para voltar a ser o que era antes. Seu irmão mais novo, Joseph também sobreviveu. Ele dormia no berço enquanto a aldeia era atacada. O criamos como nosso.”
“O que?” Eu não podia acreditar no que eu ouvia. “Como assim vocês os criaram.” Seus olhos eram ternos. A familia em vários estagios de evolução em sua mente. Filhos, netos, bisnetos. A casa cheia de risos e a pequana vila reconstruida.
“Vivi com Sophia por cinquenta e oito anos. Ela era minha companheira Edward, minha alma gêmea. Feita pra mim nos céus. Até seu sangue cantava pra mim. Minha!”
Eu não queria ouvir... As imagens em sua cabeça, momentos de amor, ternura, luxuria, eram tapas em minha cara. Toda a coragem que não tive com minha Bella, ele teve com sua Sophia. O mesmo rosto, pessoas tão distintas.
“Diga-me, eu implorei como um homem morrendo de sede no deserto. Diga-me como era.” Minha voz era embargada, apenas um fio.
Passamos a noite e metade do dia onde ele contou todos os detalhes dos anos que viveu com ela. Em nenhum momento ele disse o que era e ela nunca perguntou. Não imteressava. Eles se casaram, criaram Joseph como filho deles, tiveram netos... Eu estava horrorizado com a primeira noite de amor. Ele deslocou a sua clavícula e a encheu de hematomas, ela apenas sorria enquanto ele cuidava dos ferimentos e pedia que ele tomasse mais cuidado da próxima vez. Eles nunca se importaram. Eles se amavam e enfrentaram todas as diferenças para estarem juntos.
Ele tirou a ideia de se alimentar de animais de um jovem vampiro revolucionário que viveu com os Volturi por volta de 1700 quando ele ainda fazia parte da guarda Volturi. Carlisle.
Ela morreu aos setenta e dois anos de morte natural. Muito idosa para os padrões daquele século. Ela estava nos braços dele, e ele a olhava com os mesmos olhos de amor de quando ela tinha quatorze anos e brincava no poço com suas irmãs. Amor.
O dia ia alto quando ele me contou que seu maior arrependimento foi não ter feito dela uma imortal. Ela nunca pediu, ele teve medo de perguntar. Agora Alexander, o grande Czar* da Rússia tinha uma eternidade para se arrepender.
“Eu preciso voltar.” Me levantei e começei a correr. Eu tinha que voltar.
Alexander me alcançou, “Aonde você vai com tanta pressa homem.”
Meu coração cantava. “Pra casa. Voltar para casa.”


 Nota da Autora:
Ele está voltando pra casa pessoal... Felizes?
 Então eu quero muitos comentários e quadradinhos marcados.
Beijos e até quarta.


- Czar: foi o título usado pelos monarcas do Império Russo entre 1546 e 1917. Foi adotado por Ivan IV da Rússia como um símbolo da natureza da monarquia russa.

Imagens do Capítulo:

Castelo do Alexander

 Smoking usado por Edward na festa.


 Alexander (Desculpe, mas eu não pude me conter.)

Sophia


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