quarta-feira, 26 de setembro de 2012

FanFic 'Dark Queen' – Capítulo 16 – Encontros e Desencontros


 Noite fria e chuvosa de quarta feira em quase todo o país, 
Me sinto um pouco em Forks nesse momento. Está caindo uma chuva torrencial aqui.
Para aquecer então, vamos a mais um capítulo da nossa novelinha.
Bella encontra com os Cullen.
Quero agradecer enormemente a todos que tem comentado e feito perguntas. 
É um prazer falar com vocês.
Dark Queen
16
Encontros e Desencontros
***
Good Riddance/ Até que enfim
Another turning point / Outro momento decisivo
A fork stuck in the road / Uma bifurcação cravada na estrada
Time grabs you by the wrist / O tempo agarra você pelos pulsos
Directs you where to go / Direciona você para o lugar certo

So make the best of this test / Então, tire o máximo proveito deste teste
And don't ask why / E não pergunte por quê
It's not a question / Não é uma pergunta
But a lesson learned in time / Mas uma lição aprendida com o tempo

It's something unpredictable / É algo imprevisível
But in the end is right / Mas, no final, está correto
I hope you had the time of your life / Espero que você tenha se divertido para valer

Green Day
***

Bella POV
Eu estava em choque, tenho certeza que estava em choque. Eu não conseguia me mover, não conseguia sorrir de volta. A respiração presa na garganta. Meus amigos queridos. Minha família estava aqui. O estranho é que Charlie tinha acabado de sair e por mais que eu o amasse, não era a mesma coisa. Essa sensação de pertencer a um determinado lugar. Sensação de familiaridade. Era assim que eu encarava aquelas três pessoas a cinqüenta metros de mim. Carlisle parecia mais alto do que eu me lembrava e Alice mais bonita. Jasper... era Jasper, meu amigo de todas as horas, que me suportou durante todos esses anos de solidão e lamentos ele me conhecia até mais que eu mesma. Seu sorriso vacilou um pouco e me perguntei se ele agora que estávamos no mesmo ambiente iria querer continuar tão próximo. Eu era humana e ao que tudo indicava meu sangue era tentador. Não seria fácil, então eu não iria empurrar a nossa sorte.
Alice ficou impaciente com minha morosidade em tomar uma decisão e colocando as mãos na cintura, começou a bater o pé torcendo a boca de forma mais adorável. Então meus sentidos voltaram e eu comecei a abrir caminho em meio à multidão que estava começando a se levantar com o fim da cerimônia. Jasper tocou a testa com dois dedos em sinal de continência e deixou o local. Porque ele estava saindo? Ele não queria me ver? Estaria ele oprimido por tantos humanos em um local fechado? 
Quanto mais rápido eu tentava alcançá-los mais era atrasada por pessoas me parabenizando. Francesca me pegou em um enorme abraço.
“Estamos livres Isabella, pelo menos você. Eu ainda tenho a pós graduação.” Ela gritou por cima da multidão. Ao ver minha fisionomia ficou séria.
“O que houve cara mia? Qual o problema?” Ela seguiu a direção do meu olhar. Ao avistar Alice e Carlisle suas mãos voaram para a boca. “Santa Madre di Dio! São eles não são?” Alice revirou os olhos para o drama. Claro que ela ouvia perfeitamente mesmo na distância em que estávamos.
“Sim Fran, eu a acalmei. Vou até lá. Mais tarde se for possível eu os apresento a você ok?” Sai andando em direção a eles novamente sem esperar uma resposta.
A parar perto a Alice eu não sabia como proceder, então me lembrei que eles sumiram sem notícias por quase um mês. Coloquei as mãos na cintura e estreitei os olhos.
“Mary Alice, você pode me explicar porque desapareceu sem deixar vestígios?” E então a abracei com toda a minha força. “Eu estava tão preocupada. Tive tanto medo que não fosse te ver nunca mais.”
“Você não vai se ver livre de nós tão facilmente Bella.” E segurou meu rosto com as duas mãos me dando dois beijos delicados, um em cada bochecha.
Encarei Carlisle que estava um pouco atrás dando privacidade ao nosso reencontro. Meu peito de repente ficou pequeno demais para meus pulmões. Olhei para seu rosto excepcionalmente bonito que brilhava ligeiramente sob as luzes fluorescentes do salão. Seus olhos pareciam mais velhos do que me lembrava, refletindo um sofrimento que eu não podia explicar. Um turbilhão de memórias nublou minha cabeça enquanto eu o olhava - seu sorriso de boas-vindas na primeira vez que Edward me levou a casa Cullen, as risadas compartilhadas com Charlie em um jogo de baseball aberto aos pais em Forks High School, mãos hábeis costurando-me em seu studio.
Antes que eu percebesse que eu estava fazendo, me movi em sua direção ao mesmo tempo em que sua testa franzida relaxava. Seu rosto se abriu num sorriso largo enquanto eu me lancei nele, chorando como um bebê na gola de sua camisa fina, minha garganta se abriu em soluços.
Ele me abraçou forte, apertando o tecido de meu vestido, como se estivesse resistindo à tentação de abraçar-me muito forte.
Em seus braços senti o afeto de um pai preocupado e cuidadoso. Eu não conseguia parar as lágrimas que caiam no terno bem cortado daquele que via como um porto seguro. Sua calma, paciência e compreensão eram tudo nesse momento. Séculos de vivência tinham feito dele a pessoa mais altruísta que eu conhecia.
"Bella, querida", a voz de Carlisle parecia calma, cada segmento nervoso no meu corpo relaxou instantaneamente. "Nós temos tanta saudades de você."
Ele alisou meus cabelos com afeição e eu sem graça limpei os olhos com as mãos. "Eu sinto muito, Carlisle," eu suspirei. "Eu não sei o que deu em mim."
Ele segurou meus cotovelos enquanto examinava meu rosto com um olhar interessado e balançando a cabeça levemente aprovando o que via, olhando-me significativamente nos olhos.
"Não, Bella. Eu sinto muito. Desculpe-nos a ausência, temos muito que explicar, mas não aqui. Agora nós temos que comemorar suas conquistas."
Engoli de volta uma nova onda de emoção e acenei vigorosamente em acordo. "Vamos para a recepção por um pouco, depois conversamos."
Seguimos para o espaço aberto ao lado onde pessoas carregando taças de champanhe e vinho confraternizavam e se despediam. Francesca chegou timidamente rebocando Carlo que estranhamente estava muito sério.
Os apresentei e ele educadamente curvou a cabeça. Eles engataram uma conversa animada no mais perfeito italiano o fazendo relaxar claramente. Fran estava encantada por Carlisle, já entre ela e Alice, senti certa tensão e rivalidade como se estivessem me disputando. Foi engraçado assistir.
Uma hora depois que já havia os apresentado a todos os conhecidos, inclusive Richard que tinha vindo especialmente para a cerimônia juntamente com a noiva Kelly. Ele agora trabalhava nas empresas do pai colocando em prática sua formação. Tinha se formado no ano passado e seu MBA estava sendo feito em Los Angeles.
Percebi uma troca de olhares estranha entre meus dois convidados, seus lábios se moviam quase que imperceptivelmente.
“O que?” Interrompi inadequadamente. Eu não queria ficar de fora. Meu medo era que eles estivessem saindo. Não tínhamos conversado ainda e onde estavam os outros? Jasper tinha partido? Eu queria respostas.
Alice deu um sorrisinho amarelo e Carlisle se desculpou. “Perdão Bella, é que não temos muito tempo e gostaríamos de falar em privado com você.” Meu coração afundou. Eles não tinham muito tempo?
“Claro.” Forcei uma resposta conveniente. “Podemos falar em minha casa se não se importam.”
Alice bateu palmas feliz. “Sempre quis conhecer onde você vive... Estou tão animada.” Carlisle afagou seus cabelos espetados com um sorriso condescendente nos lábios. Ela se afastou retirando o celular de dentro da bolsa elegante.
Carlisle me guiou para a saída enquanto Alice falava ao celular, dando sorrisos de tempos em tempos para nós. Um carro preto com vidros fumês muito escuros nos aguardava. Dei instruções sobre o trajeto que passou rapidamente.
Ao estacionarmos em frente ao meu gramado, um tímido sol despontou por entres as nuvens que se dissipavam.
“Timing perfeito Alice, como sempre.”
“Obrigada pai.” Seu sorriso era largo e feliz. O sol dançava em suas peles fazendo-os parecer jóias raras.
Entramos e quase morri de susto quando Eddie começou a rosnar desesperadamente em cima do balcão da cozinha.
“Um gato Bella?” Alice disse irritada. Eddie parecia que teria um colápso.
Abri rapidamente as portas de vidro dos fundos e ele quase me derrubou no processo de fulga.
“Desculpe. Eddie não é muito sociável, e dada às circunstâncias eu o entendo.” Falei sem graça.
“Eddie? Interessante escolha.” Carlisle me olhava divertido.
Merda. Praguejei em pensamento, passei dois anos sem mencionar o maldito gato a eles e agora em menos de cinco minutos até o nome eu disse.
Alice começou a se movimentar rapidamente ao redor. Palpitando e elogiando o ambiente. Quando me encaminhei em direção ao quarto, Alice me parou. “Espere, fale-me mais sobre a sua casa.” Ela parecia um pouco ansiosa.
“A casa não é minha Alice, foi apenas um empréstimo da faculdade.” Ela revirou os olhos. “Ok Bella, se você insiste.”
Carlisle pigarreou, o que foi estranho, visto que sua garganta é perfeita. Alice se calou imediatamente e se sentou ao meu lado.
“Bella.” Carlisle começou muito sério e franzindo um pouco a testa. Eu estava ficando preocupada. Toda a leveza de antes desapareceu. Isso não poderia ser bom.
“Sei que é pedir muito, pois você tem sua vida. Mas precisamos que você venha conosco.” Ele finalizou parecendo envergonhado. “Nós explicaremos tudo a você, eu prometo.”
Imediatamente eu me coloquei de pé e me voltei em direção ao corredor. Alice sorria abertamente com uma expressão presunçosa. “Eu não disse Carlisle, vocês deveriam parar de apostar contra mim.”
Ele ergueu uma sobrancelha a encarando. Sem tirar os olhos dela ele me questionou. “Aonde você vai Bella?”
“Buscar minhas coisas, ora.” E continuei caminhando em direção ao quarto ouvindo a gargalhada grave vinda dele. Dessa vez Alice não me parou.
Ao entrar em meu quarto, para minha surpresa, todas as caixas empilhadas tinham desaparecido, com exceção de uma bolsa de mão grande e algumas roupas em cima da cama nua, o quarto estava limpo.
“Espero que não se importe.” Alice estava bem atrás de mim. “Tomei a liberdade de pedir a Jasper que despachasse as suas coisas para nossa casa.” Então era isso que Jasper estava fazendo, recolhendo minhas coisas. Lembrei-me da desordem que meu quarto estava quando sai.
Ela estava um pouco retraída com medo de minha reação.
Balanceia a cabeça. “Alice é sempre Alice.” Eu disse com um suspiro exagerado de brincadeira. Ela deu um gritinho e me abraçou. Após alguns minutos ficou séria me colocando a distancia de um braço. Olhando-me gravemente ela finalizou. “Não se preocupe com nada Bella, nós vamos proteger você de qualquer coisa.”
A troca foi intensa, estranha. Meus olhos sem nenhum motivo aparente se encheram de lágrimas, Meus vampiros me protegeriam. Mas de quê? Carlisle entrou no quarto e deu um olhar afiado para Alice. “Se está tudo bem, gostaria de partir agora, você quer se despedir de alguém?”
Olhei ao redor para esse lugar onde passei quatro anos de minha vida. “Nós vamos te dar um pouco de privacidade.” Ele guiou Alice para a porta de entrada, sabendo minha intenção.
Rodei a casa rapidamente recolhendo no processo um porta-retrato onde eu, Fran e Richard nos divertíamos na praia. Um dos raros momentos eu que eu não estava enfiada nos livros ou com os olhos inchados de chorar. O que significa essa decisão de ir para os Cullen? Onde será que Edward está? Será que eles me querem por quanto tempo? Tantas dúvidas.
Ouvi uma movimentação externa e me dirigi à porta. Francesca encarava Alice com minha bolsa nas mãos. O olhar de Carlo era desconfiado e o clima na varanda tenso. O sol brilhava a poucos metros deles. Eu tinha que fazer algo.
“Fran, tenho ótimas notícias, vou passar uma temporada com meus amigos, de lá irei direto para o Canadá. Não é ótimo? De qualquer forma já estaria indo na próxima semana mesmo?” Tentei ser o mais convincente que pude. Porém não deu muito certo. Ela deu um sorriso sem humor para eles e acenou a cabeça.
“Isabella, posso dar uma palavrinha com você em particular?” Sem esperar resposta ela me puxou para dentro com Carlo nos nossos calcanhares. Graças a Deus.
“Tem certeza Bella? Eles não estão te obrigando a isso? Carlo andou me contando umas coisas que me deixaram desconfiada.” Ela parecia aflita.
“Fran, eles são minha familia. Tenho inteira confiança neles. Nada vai me acontecer eu juro. Assim que chegar te ligo ok?” tentei acalmá-la.
“O problema Isabella é que eles me lembram de algumas pessoas com quem meu pai costuma negociar, são mafiosos estranhos que vivem em uma cidade próxima a nossa na Itália. Volterra.” Estremeci. Em uma conversa com Francesca ela já tinha me falado da proximidade de sua cidade com Volterra e que todos os anos ela e sua familia participavam do Festival no dia de São Marcus.
“Carlo.” Meu tom era brincalhão, mas com uma ponta de severidade. “Carlisle é um médico respeitado e Alice ainda é muito jovem para ser da máfia Italiana você não acha?” Eles riram sem graça.
“Tem razão bambina, não sei o que deu em mim. Foi uma sensação estranha, nada mais. Desculpe cara mia.” Aproveitando a deixa me despedi emocionada de Fran, ela passou por muita coisa comigo e me ajudou a atravessar um período muito negro em minha vida. Eu iria sentir sua falta.
Fomos para varanda e para meu alívio os Cullen entavam dentro da proteção escura do carro. Abracei o casal novamente e segui para meu futuro inesperado.
O0 ~ 0O
Eu tinha plena ciência da riqueza dos meus vampiros, mas não estava preparada para isso. Ao chegarmos ao aeroporto fomos encaminhados para uma sala de embarque totalmente separada. Muito luxuosa e confortáve.
“Sr. Cullen?” um funcionário do aeroporto apertou a mão de Carlisle poucos minutos depois que estávamos lá. “Seu avião está pronto senhor. Foi abastecido e as verificações de segurança estão dentro do padrão. Pode partir imediatamente.” Eu estava além de chocada.
Fomos levados para fora em um hangar anexo e para minha surpresa um enorme avião branco nos esperava. Era tão luxuoso que tive medo de entrar.
“Você terá que se contentar com Alice como comissaria de bordo.” Carlisle falou colocando de leve o braço por sobre os meus ombros para me guiar na escada ingrime. Ele notou meus saltos altos e com certeza não queria um acidente aqui.
“Claro que não me importo, tenho certeza que ela será ótima.” Alice acenou com um pequeno sorriso.
“Temos espaço de sobra e um quarto caso você queira se trocar ou descansar um pouco.” Ela completou.
“Por que vocês tem um avião?” Eu disse fora de lugar olhando para os assentos majestosos preto e branco.
“É conveniente. Quando nos mudamos temos algumas coisas de valor inestimável que gostamos de levar conosco então o avião vem a calhar.” Carlisle explicou indo em direção à cabine do piloto. A porta se abriu e para minha surpresa, Jasper saiu com toda a pompa de uma estrela de Hollywood. Cabelos degrenhados, jeans surrados e uma camisa preta colada ao abdomem forte.  Eu queria correr em sua direção a abraça-lo, ele fez tanta falta neste último mês. Eu já perdi tanto. Perder meu amigo seria a morte. Ficamos olhando um pro outro sem falar nada. “Se você me der licença, temos que colocar essa máquina no ar.” Carlisle comentou.
“Vocês vão pilotar?” Perguntei de boca aberta.
“Jasper vai pilotar, eu vou auxilia-lo por enquanto.” Balancei a cabeça ainda olhando pra Jasper. O clima mudou dentro da sala do avião. Uma tensão meio nervosa e meio que de expectativa.
“Baby, vai dar certo. Eu vi.” Alice encorajou o marido. Ele então se virou para mim.
“Bella, estou muito feliz de ter você aqui conosco.” Abriu os braços indicando que queria ser abraçado.
Sem pensar nas consequencias eu corri pra ele. O abracei sorrindo por alguns minutos enquanto ele afagava meus cabelos com a cabeça deitada por sobre a minha. Era tão bom sentí-lo aqui. Alice então se juntou a nós. Senti-me amada e o vazio no meu coração ficou um pouco menor. Demorou , mas percebi que eles não respiravam e Jaz estava tenso por baixo de meus braços. Que bobagem a minha, é claro que ele estava tenso.
Afastei-me o máximo possível sem ofendê-lo.
“Também estou feliz Jaz, será bom ter com quem falar em minhas noites de insônia novamente. Só o café não estava resolvendo.”
Ele sorriu levemente e voltou para a cabine onde Carlisle já estava sentado e ligando uma enorme gama de instrumentos e falando ao rádio com a torre de comando.
“Venha Bella, vamos nos sentar. Você precisa colocar o cinto de segurança.” Alice me conduziu para um dos acentos próximo a cabine.
O0 ~ 0O
Estávamos já há algum tempo em altitude de cruzeiro quando Carlisle saiu da cabine e veio se sentar conosco.
“Dentro de quatro horas estaremos aterrizando. Esme está louca para vê-la pessoalmente.” Ele estava sério e seguramente alguma coisa o incomodava.
Resolvi então deixar de lado a menininha do papai, pobre e indefesa Bella apaixonada e encarar a jornalista e mulher que me tornei. Extranhamente ocorreu-me que agora eu era só um ano mais nova que Carlisle.
“Muito bem. Tenho algumas perguntas primeiro.” Endireitei-me no assento confortável e tomei um gole da coca diet que Alice havia me dado.
“Para onde estamos indo? Por que vocês desapareceram sem avisar? Qual o motivo dessa mudança de coração? Pois é estranho depois de mais de dois anos você resolverem me levar, sendo que nesse tempo eu nem sabia onde vocês estavam morando.” Dei uma pausa.
“E Alice, agora que não temos nada entre nós, eu gostaria de saber por que ninguém fala comigo sobre Edward. Onde ele está e porque você não pode mais vê-lo?” Esperei.
Ela e Carlisle trocaram um olhar sabendo.
“Vamos às questões mais importantes primeiro, ele me respondeu.” Revirei os olhos como uma criança petulante, questões importantes para quem?
“Estamos indo para o Canadá. Você pode achar que não, mas por incrível que pareça, moramos em Whistler mais ao sul, fora da cidade.” Estreitei o olhar para Alice.
“Você viu que eu estava me mudando para lá.” Não era uma pergunta. Ela colocou as mãos para cima em rendição.
“Juro que não, foi acaso mesmo. Moramos em Whistler desde que saímos de Forks a quase três anos. Só ví isso chegando quando você aceitou o emprego no jornal. Foi uma surpresa pra nós tambem. Destino.” Ela completou baixinho como seu não quisesse que eu ouvisse.
“Dois,” Carlisle continuou. “Tivemos um problema e não pudemos contactar você.” Comecei a interromper e ele me cortou com a mão em sinal de pare. “Deixe-me continuar Bella, é importante. Estamos pisando aqui em um campo que não tem volta e é preciso esclarecer tudo.”
Nas próximas três horas fui jogada no olho do furacão. Eu estava entorpecida. Sem palavras. Emmett, meu irmão, havia sido ferido gravemente por me defender daquela escória.
Eles me queriam. Tinham a inteção de me matar. Eu coloquei todos os que mais prezo em perigo. Eu me sentia fria, como se agulhas de gelo atravessassem meu estômago. Uma ameaça foi feita e um prazo estabelecido.
Após um tempo muito longo em consegui falar, minha voz era áspera e um gosto amargo pairava no ar a minha volta.
“Em quanto tempo eles vão voltar?”
“Não sabemos, pode ser em uma semana ou em um ano, Talvez uma década. Não se preocupe, Alice está vigiando. Não vamos deixar nada te acontecer.” Eu não queria saber dessa besteira. Levantei-me num rompante.
“Claro que não! Vocês vão me deixar em Whistler e desaparecer. Eles vão me encontrar e terminar o serviço. Vocês não vão se colocar em perigo por minha causa. Não é justo.” Minha voz tinha crescido elevada e eu andava freneticamente pelo espaço que agora parecia apertado.
“Bella, nunca. Você é nossa responsabilidade. Se vamos correr dos Volturi. Vamos correr com você. Passaremos uma eternidade assim se for preciso.” A voz de Carlisle era calma e resoluta não deixando margens a discussão.
“Não é justo.” Eu repetia mais pra mim que pra eles. Sacudi a cabeça negativamente. “Não é justo. Vocês não podem arcar com uma responsabilidade que é minha.” Alice me interrompeu.
“Pare com isso Isabella. A responsabilidade tambem é minha. Eu prometi a Aro que você seria transformada, então se eles estão atrás de nós agora é porque eu não cumpri a minha promessa.”
O assunto de minha transformação me fez estremecer. Eu, durante muito tempo quis me tornar uma Cullen real. Tinha o sonho encantado de ser como o meu principe. Mas ele se foi e agora, diante das circunstâcias. Transformar-me em imortal era acima de tudo, pedir para a infelicidade eterna. Agora endendo perfeitamento o que Julieta sentiu. Viver uma vida sem seu Romeu era o mesmo que ser condenada ao inferno.
“Onde está Edward, Alice? Vocês falaram sobre isso com ele?” Eu queria respostas, estava cansada de ser desencorajada.
“Eu não sei onde ele está.” Alice se levantou e me deu as costas dobrando os braços sobre os seios.
“Por que você não pode vê-lo Alice.” Falei com a voz mais dura do que pretendia.
Ela se voltou para mim e sua postura e voz eram assustadores. “Porque eu não quero saber onde ele está, porque eu controlo o meu dom e se depender de mim eu nunca vou querer saber pra onde ele foi. Nunca, entendeu Isabella.” Ela saiu em disparada para a cabine do piloto fechado a porta atrás de si.
Olhei para Carlisle estupefáta e com lágrimas nos olhos. O que aconteceu aqui? Eu não entendia porque tanto amor tinha se tornado todo esse rancor que eu acabara de presenciar. Ele se levantou e veio se postar ao meu lado, pegando a minha mão tentou me consolar.
“Filha, muita coisa aconteceu nos últimos anos, algumas muito boas, como você ter voltado pra nós. Mas outras muito ruins.” Deu um aperto leve em meus dedos. Seus olhos demonstraram toda a dor de um pai que perdeu o filho.
“A última notícia que tive de Edward, ele estava na Europa, mais precisamente na Escócia. Tentamos entrar em contato por outros meios sem sucesso. Ele não tem um celular e por mais que deixamos vários recados ele não nos retornou. Creio que não quer nos ver. Vamos solucionar isso então sem precisar envolvê-lo certo?” Sua voz era calmante mas com autoridade.
“Vou fazer um trato com você. Aos poucos eu vou inteirá-la de todos os acontecimentos. Mas por agora descanse. Tenho certeza que Alice deixou algumas roupas quentes para você na cabine na parte de trás do avião. Não estamos mais no Havaí e a temperatura em Whistler provavelmente estará muito fria para o seu traje.”
Olhei para o vestido de formatura tomara que caia que eu ainda usava. Ele tinha razão. Eu queria me trocar. Precisava de espaço também. Estava oprimida por todos os acontecimentos desse dia interminável.
Retirei meus sapatos e caminhei lentamente em direção ao quarto apontado por Carlisle. Era relativamente pequeno e aconchegante. Sobre a cama, Jeans macios e confortáveis, uma camiseta preta e a jaqueta mais linda que já vi. De couro vermelha e de aparência cara. Bendita seja Alice. Fui ao banheiro apertado ao lado e lavei o rosto retirando os resquícios de maquiagem e penteei vigorasamente os cabelos. Coloquei a roupa e sem calçar os tênis, me deitei na cama. As lágrimas vieram imediatamente. Pensei em Emmett, sua dor. Rosalie agora me odiava oficialmente. Carlisle me explicou que e recuperação de um desmembramento é muito complexa e dolorosa apesar de curar totalmente. Ele ainda estaria em recuperação por algumas semanas. A ausência deles se deu exatamente por causa do cuidado que Emmett inspirava e eles não queriam deixar a casa desprotegida. Dividir o clã nessa altura não era uma boa idéia.
O que Edward estava pensando, desaparecer assim. O que de tão grave aconteceu para que ele não quisesse ver sua familia? Alice parecia tão infeliz e aflita.
Uma batida delicada na porta me chamou a atenção. Alice abriu uma fresta e me olhou envergonhada.
“Desculpe-me Bella. Eu não queria gritar com você.” Ela se sentou recostando-se na cabeceira da cama. “Esse assunto ainda é difícil pra mim, assim que estiver mais preparada eu prometo te contar tudo. Eu só preciso de um pouco mais de tempo.” Ela estava vulnerável e parecia tão pequena. Icei-me para junto dela e deitei minha cabeça em seu ombro. Ficamos assim de mãos dadas em silêncio por algum tempo e então ela falou que deveríamos nos preparar, pois o avião iria pousar.
O0 ~ 0O
Descemos em Vancouver e seguíriamos de carro até Whistler. O novo carro de Carlisle era maravilhoso. Ainda da marca Mercedes só que de última geração e exclusivo. A calma no interior do veículo era absoluta. Jasper estava comendando sua força pra evitar um colápso não sei se meu ou de sua esposa.
“Emmett está impaciente, já ligou três vezes no meu celular.” Jasper riu se virando para nos olhar. “Ignore. Já estamos chegando.” Alice falou desinteressada.
Carlisle retirou seu aparelho do bolso e o verificou. “Rá, ele está mesmo ansioso. Não é MiniMac?” Piscou para mim.
“Até você Carlisle, esse apelido é muito imbecil.” Falei recordando do dia em que ele me chamou assim pela primeira vez ao retornar do Shopping com Rosalie. “Imbecil.” Murmurei sob minha respiração, mas já com um sorriso no rosto.
“Ele ligou cinco vezes pra mim.” Carlisle acelerou o carro. “Deve estar enlouquecendo Esme e Rosalie. As duas também me ligaram. Só mais alguns quilômetros.”
Em dez minutos paramos em frente a uma enorme casa de três andares nos arredores da pitoresca cidade. A exemplo da casa de Forks. Belas árvores a obscurecia da vista dos curiosos e pelo ruido ao fundo, um rio passava em algum lugar.
“É lindo.” Eu disse encantada pela enorme mansão. As luzes estavam acessas, pois a noite caia. O crepúsculo, minha parte preferida do dia.
“Você vai adorar o quarto que eu e Esme preparamos para você no terceiro andar.” Alice apontou para uma das janelas escuras no extremo da casa. Carlisle e Jasper sairam do carro e se postram ao nosso lado.
Senti um movimento e me virei para olhar. Esme estava saindo pelas portas duplas para nos encontrar. Meu sorriso ficou preso em meus lábios, mas logo foi substituido pelo choque. Atrás dela em toda a sua gloria e beleza. Edward. Meu Edward.
 
 Nota da Autora:
 Uau. Isso vai ser um terror.
Não esqueçam de comentar meus fieis leitores.
Beijos e até sábado

Imagens do Capítulo:
Avião dos Cullen

Interior do Avião

Bella ao desembarcar em Vancouver.
Carro de Carlisle




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