segunda-feira, 1 de outubro de 2012

FanFic 'Dark Queen' – Capítulo 17 – Lar

Bom dia.
Em primeiro lugar quero me desculpar profundamente pela falta da postagem no sábado.
Devido a chuvas e ventania muito fortes em minha cidade na noite de sexta-feira, a torre de transmissão de sinal foi danificada e então todos estávamos sem internet. Estou postando do trabalho hoje.
Agradeço a paciência e compreensão.
Segue o capítulo.
Dark Queen
16
Lar
***
Home / Casa
I'm staring out into the night, / Estou olhando pro nada na noite
Trying to hide the pain. / Tentando esconder a dor
I'm going to the place where love / Estou indo para o lugar onde o amor
And feeling good don't ever cost a thing. / E o bem-estar não custam nada
And the pain you feel's a different kind of pain. / E a dor que você sente é um tipo diferente de dor

I'm going home, / Eu estou indo para casa
Back to the place where I belong, / De volta para o meu lugar
And where your love has always been enough for me. / E onde seu amor sempre foi o suficiente para mim
I'm not running from. / Eu não estou fugindo
No, I think you got me all wrong. / Não, eu acho que você me entendeu mal
I don't regret this life I chose for me. / Eu não me arrependo dessa vida que escolhi para mim
But these places and these faces are getting old / Mas esses lugares e esses rostos estão ficando velhos
So I'm going home. / Então eu estou indo para casa
Well I'm going home. / Bem, estou indo para casa

The miles are getting longer, it seems, / As milhas estão ficando mais longas, parece,
The closer I get to you. / Quanto mais perto eu fico de você
I've not always been the best man or friend for you. / Eu nunca fui o melhor homem ou amigo para você
But your love, remains true. / Mas seu amor continua verdadeiro
And I don't know why. / E eu não sei por quê
You always seem to give me another try. / Você parece que sempre me dá outra chance

Daughtry
***
Edward POV
Decidir voltar é muito diferente de propriamente voltar. Ao retornar ao castelo. Tânya não podia ser vista em nenhum lugar. Subi a nossa suíte e nada. Segui seu cheiro por toda a parte, ela tinha evaporado. Eu estava nervoso. Algo dentro de mim me dizia que eu precisava sair. Já tinha perdido muito tempo.
Estava sentado em minha cama com os cotovelos nos joelhos quase arrancando meus cabelos quando Alexander entrou. Segundo um dos empregados Tânya deixou a festa acompanhada de alguns convidados. Tivemos que esperar por dois dias inteiros até que ela aparecesse.
Nesse meio tempo eu pude esfriar a cabeça. Por que eu precisava voltar? Para uma pessoa que tinha seguido em frente pouco tempo depois de me deixar? Alguém que já tinha outra pessoa, um humano. Diferente de mim. Ela agora tinha um igual, um ser de carne e osso, quente e macio como ela. As imagens gravadas na mente daquele rapaz á três anos arderam em minhas retinas como a lava de um vulcão. Bella, minha Bella nua se contorcendo de prazer e amor com outro homem que não era eu. Esses pensamentos fizeram meu coração se estilhaçar, eu me arrependeria eternamente por tê-la deixado partir. Ao mesmo tempo eu me pergunto quanto tempo levaria para que ela ficasse entediada com nosso relacionamento já que tinha encontrado outro ao mínimo sinal de não conseguir o que queria. Isso me fez repensar. Talvez não valesse a pena. Meus nervos estavam a flor da pele quando peguei o perfume sutil de Tânya chegando ao castelo.
“Onde esteve Tânya!” Eu rugi assim que ela colocou os pés dentro do quarto. Ela arqueou as longas sobrancelhas e não respondeu indo direto para o banheiro. Meia hora depois já além do meu limite de paciência eu invadi o local. Ela estava deitada na banheira com os olhos fechados e uma toalha enrolada na cabeça como se não fosse nada desaparecer com qualquer um sem o menor aviso. O vapor era denso em torno do cômodo. Eu estava com tanta raiva, eu só queria deixar tudo pra fora. Cansado dessa vida sem propósito. Simplismente soltei a primeira coisa que me veio a mente.
“Estou voltando a América. Agora.” E sai deixando-a atordoada. Já no quarto fui recolhendo os meus pertences e malas espalhadas ao redor.
“Tem alguma coisa a ver com as milhares de ligações que sua família deixou no meu celular nesses últimos dias?” Ela saiu já seca e se trocando.
“Que milhares de ligações?” Eu perguntei frenético. “Ela me atirou o celular.” 56 ligações de Carlisle, 48 de Jasper, 29 de Rosalie e 22 de Esme. Nenhuma de Alice ou Emmett. Algo estava acontecendo. Em todo esse tempo em que eu estive fora, nenhum deles tentou entrar em contato.
“A quanto tempo eles vêem ligando?” Eu estava incrédulo que ela não tinha me informado.
“Sei lá? Uns vinte dias?” Ela continuou se vestindo sem se importar como meu frenesi. Eu não podia acreditar no que ela estava me dizendo. Vinte dias e nem uma palavra da parte dela? Peguei minhas coisas e sai do quarto.
“Onde você está indo assim?” Tânya me questionou com petulância. “Você não acha que vai me deixar aqui sozinha não é? Já é hora de voltar mesmo. Tenho saudades de Carmen e Eleazar.”
Esperei que ela recolhesse suas coisas já no saguão do castelo com minha bagagem pronta. Informei ao piloto do jatinho fretado que iriamos partir em uma hora para que ele preparasse tudo. Eu estava tão preocupado que quase não percebi Alexander ao meu redor. Ao me virar me deparei com ele. Seus pensamentos eram indecisos e receosos.
“Agradeço a hospitalidade Álex, mas tenho que retornar a América. Tenho assuntos pendentes que preciso resolver.” Ele acenou com a cabeça.
“Compreendo. Foi bom ter companhia apesar das loucuras de Tânya.” Ele gargalhou aquém do meu humor sombrio.
“Você adorou as loucuras se bem me lembro.” O tom sedutor de Tânya que descia as escadas me deu dor de estômago.
Eu estava cansado de esperar. Depois de todas aquelas chamadas perdidas eu queria desesperadamente voltar para Forks e saber como estavam os Cullen. Não carregava a ilusão que seria novamente aceito, mas eu iria pelo menos tentar consertar um pouco dos meus erros pedido desculpas. Se eles estavam dispostos a entrar em contato, talvez, apenas talvez, eu tenha uma chance de ser ouvido.
“Pronta?” Já estava colocando as malas de Tânya no carro quando um pensamento errante vindo de Alexander me chamou a atenção. Ele queria vir a América e estava sem jeito de perguntar. Acho que seria interessante apresentá-lo oficialmente a Carlisle e ao restante de um clã inteiramente vegetariano.
“Você tem dez minutos para preparar as malas.” Eu atirei as palavras ao vento e um meio sorriso na direção do homem que tinha me ensinado o quão tolo eu fui por tanto tempo. Seus olhos se iluminaram.
“Eu não quero me impor. Não é nada realmente.” Seu tom era precário.
“Já se passaram 45 segundos.” Falei ainda sorrindo. “O piloto já está à disposição por tempo demais.” Disse irritado em direção a Tânya que retrucou com uma careta.
“Se você tivesse um celular como uma pessoa normal e não tivesse desaparecido do mapa durante a festa, Você teria sabido onde eu estava e até teria ido e se divertido comigo.”
Revirei os olhos. Alexander retornou em oito minutos e doze segundos. Um recorde realmente.
O vôo foi longo, mas felizmente bastante tranquilo. Passei o tempo tentanto absorver a multiplicidade de emoções correndo através de mim. Eu estava animado com a idéia de ver os Cullen novamente. Eu não tinha idéia do que estavam fazendo ou se estavam bem. Senti falta deles imensamente ao longo dos anos.
Carlisle e Esme eram meus pais para todos os efeitos e eu fui muito ingrato. Um péssimo filho. Eles eram tão acolhedores e amorosos. Quem sabe meus pais encontrem em seus grandes corações um lugar para me perdoar pela segunda vez.
De Emmett, eu perdi a personalidade turbulenta e amizade fratenal, disposto a tudo e qualquer coisa para defender os que ama. Meu amigo de todas as horas.
Rose sempre foi fria, mas eu sabia melhor. Sua fachada de pedra e futilidade era apenas defesa para um interior sofrido e magoado.
Jasper com toda sua seriedade e altivez era um grande companheiro e sábio além da conta. Alice tinha sido a minha melhor amiga... Na verdade ela me compreendia melhor que qualquer um.  Eu ansiava por seus maneirismos e cuidados de volta em minha vida. Minha pequena fadinha. Minha irmã.
Do alto da minha ansiedade, eu estava nervoso. Nervoso, por não saber qual será a reação ao me verem. Eu sei que eu quebrei seus corações com todas aquelas palavras irrefletidas e atitudes egoístas. Eu estava assustado e com medo da rejeição.
Quando o avião pousou em Seattle, alugamos um carro e rumamos para Forks que pra variar estava nublado. Eu dirigi pela cidade devagar mostrando o lugar para Alexander. Os vidros escuros impediam nossa identificação. Eu estava protelando ao máximo.
Estranho não sentir o cheiro de vampiro em nenhum lugar. Tânya tentava contato com Denali, mas devido ao temporal da noite anterior as torres estavam fora. Nenhum sinal de celular. Estava prestes a desistir e procurar um hotel em Port Angeles, dizendo que eu poderia ir ao hospital amanhã e encontrar Carlisle.
Tânya me deu um olhar significativo. “Não é mais fácil irmos para a casa e encontrá-los? Alice já deve ter nos visto chegando. Não seja covarde Edward. Tenho certeza que eles vão recebê-lo.”
Suspirei, ela tinha razão.  Fiz o retorno com o carro e segui ao longo da estrada. Na trilha que levava a grande casa ainda não havia cheiro de vampiro, imaginei que a chuva teria lavado o odor. Paramos no gramado da frente e para minha surpresa a casa não estava em bom estado de conservação. O mato era alto e folhas por toda a varanda e indicavam que ninguém vivia aqui a algum tempo.
A noite já tinha caído e a casa estava completamente silenciosa. As persianas de metal estavam arriadas mostrando que realmente eles haviam partido. Sentei-me nos degraus da escada de entrada e contemplei os grandes carvalhos nos cercavam. Lembrei-me de quando parti, toda a raiva, toda a mágoa que deixei para trás. Onde minha familia estava?
“Vamos para Denali, tenho certeza que Eliazar sabe onde eles estão agora. Carlisle nunca se muda sem nos informar. Venha, não fique tão triste Eddie, parte meu coração te ver assim.” Tânya me estendeu a mão com um sorriso nos lábios. Peguei a mão dela e me deixei içar. Caminhamos de mãos dadas para o carro onde Alexander já nos aguardava.
Dirigi a toda velocidade. Quem sabe conseguiria chegar a Denali na noite seguinte.
Quando entramos em Vancouver, seis horas depois de deixar Forks, Tânya conseguiu contato com Carmen. Foi pura sorte. Eles estavam em uma expedição de caça pela Africa do sul e tinham acabado de retornar. Sim, eles sabiam onde estavam os Cullen e pra nossa surpresa a menos de duzentos quilômetros de nós.
Resolvemos nos instalar em um hotel nos arredores da cidade de Whistler. Eu não queria supor que eles me aceitariam de volta. Era melhor prevenir. Tânya estava satisfeita. O Hotel e estação de esqui era satisfatório aos seus padrões exigentes. Resolvi caçar antes de procurá-los. Eu precisava de meus pensamentos lúcidos. Três alces depois eu estava pronto para enfrentá-los.
Alexander sabendo um pouco da situação que me cercava resolveu ficar no hotel para me dar um pouco de espaço para reeencontrar minha familia. Era sábado e o sol estaria se pondo dentro de duas horas. Era melhor eu me apressar.
Parei de frente a enorme casa. Dessa vez creio que Esme deixou Rosalie ajudá-la a escolher. A casa era suntuosa e linda. Maior e mais nova que as três anteriores. Eu não conseguia esconder o sorriso em meus lábios, eu veria minha familia.
Sai do carro e imediatamente a porta da frente se abriu revelando Rosalie que estava além de surpresa.
Seus pensamentos eram incoerentes e amaldiçoava como um caminhoneiro. Pior momento... Merda de sexto sentindo... Como ele sabia... Estranho... Tudo entrecortado e com ausencia de imagens. Ela não queria que eu visse o que se passava.
“O que faz aqui Edward, achei que a familia não existia para você.” Seu tom era hostil e frio. Ela estava me dando as boas vindas.
“Como vai Rosalie.” Tânya resolveu deixar o carro nesse momento.
“Rose querida. Que saudades.” Ela caminhou com confiança para uma Rosalie ainda fria.
“Tânya, como está?” Seu tom não dava nada de graça.
“Não vai nos deixar entrar? Afinal vocês estavam tentando falar conosco não?”
“Estávamos. Quando não atenderam deduzimos que o que acontecia aqui não era mais da sua preocupação.” Ela atirou em mim. Sua voz era acusatória e raivosa. Nesse momento a voz de Emmett veio de dentro de casa.
“Basta Baby! Deixe-os entrar.” A voz de Emmett estava diferente, mais grave e séria, todo o tom de leveza que sempre o permeou, tinha desaparecido. O teor de seus pensamentos era centrado unicamente em mim. Ele não me deixou penetrá-lo. Aquele Emmett sempre transparente e afável tinha ido embora.
Rosalie abriu as portas nos dando passagem. Tânya agia como se fosse uma visita social. Eu estava nervoso como o inferno.
Tudo estava em silencio, A esplêndida sala era bem decorada e acolhedora. Emmett estava recostado em um dos enormes sofás cercado por travesseiros e almofadas. Se ele fosse humano eu diria que era um doente se convalescendo. Mas ele era o vampiro mais forte que eu conheço então não sei o propósito disso.
“Edward. O que o trás aqui.” Seus olhos eram sérios, sem vestigios de humor. Ele estava absolutamente imóvel no sofá.
“Pensei que voces queriam falar comigo.” Falei o mais humilde que pude. “Gostaria de ver Carlisle se ele puder me receber é claro.”
“Um minuto.” Emmett fez um movimento leve para se levantar e Rose o impediu.
“Nada disso mocinho. Você vai ficar ai, você prometeu a Esme lembra?”
“Rose.” Ele fez beicinho. “Só quero meu celular, tenho que tentar contactá-los.” Seu tom era suplicante de uma criança tendo o doce tomado.
Tânya de sentou em uma pequena poltrona sem ser convidada se colocando a vontade, cruzando as longas pernas nuas. Sua minissaia rosa era ridiculamente curta.
“Eu faço isso, você fica ai.” Eu estava pra lá de curioso, por que ele tinha que ficar imóvel? Onde estavam todos? Rosalie sacou o celular de Emmett e discou. Claramente caiu na caixa postal. Ela tentou mais duas vezes sem sucesso. Ligou novamente e a voz doce de Esme atendeu.
“Emmett Cullen, eu disse sem movimentos.” Meu coração inchou. Minha mãe. Tive saudades até de suas repreenções como se fóssemos crianças. Eu fui um idiota por magoá-la.
“Sou eu Esme. Vai demorar? Temos uma err... Situação aqui.”
“Já estou a caminho.” Ouvi o carro acelerando e a ligação foi cortada.
Em menos de três minutos um carro cantando pneus parou atrás do meu Audi A4 alugado quebrando a tensão que rodeava o ambiente. As portas se abriram num baque e Esme entrou parando a centímetros de mim que ainda estava de pé.
Ela era pequena e suave, seu rosto de coração era gentil apesar da dor que causei a ela.
“Mãe” Minha boca falou a palavra antes que eu pensasse. Ela levantou a mão direita e colocou em concha em minha face.
“Filho. Que bom que voltou.” Havia tanto amor em suas palavras. Amor, perdão, aceitação que eu não merecia.
Cai de joelhos abraçando suas pernas e soluçando sem lagrimas.
“Perdoe-me mãe... Perdoe-me... Eu fui um burro. Perdoe-me.” Eu repetia como um mantra e ela apenas acariciava meus cabelos. Após um tempo ela se ajoelhou em minha frente e levantou o meu rosto para que eu a encarasse.
“Claro que perdôo, eu sou mãe não sou?” E me abraçou forte. “Senti tanta saudade filho.”
Solucei no seu ombro por mais alguns minutos.
“Venha, vamos nos sentar,” Ela me puxou com ela para um sofá de dois lugares no canto. “Temos muito que falar, mas agora é preciso te colocar a par de um problema grave que nos acometeu.” Nesse momento Tânya que estava quieta vendo nossa troca se manifestou.
“Estamos a disposição de vocês Esme. O que aconteceu?” Seu tom era genuinamente preocupado, porém Esme a olhou friamente dos pés a cabeça.
“Como está Tânya.” E se voltou para mim com um sorriso afetuoso nos lábios.
“Acho que é melhor se esperarmos o seu pai retornar. Ele está em uma viagem, mas seu avião já pousou em Vancouver. Não deve tardar.” Ela segurava minha mão em um aperto, como se tivesse medo que eu fosse embora. Era reconfortante.
“Esme? Não é conveniente que eles estejam aqui.” Rosalie estava estressada, seus pensamentos se tornaram caóticos. Isso não vai dar certo. Um desastre certamente.
“Não se preocupe Rose, é exatamente como tem que ser. Você não vê?” Esme abriu um sorriso largo.
“Mãe?” Emmett questionou. “Isso não pode ser bom.” Peguei uma ponta de ansiedade misturada com proteção?
“Cale-se Emmett. Não seja bobo. Vai dar tudo certo.” Ela deu uma piscadinha para os dois que estavam emburrados no enorme sofá.
“Porque não pode se levantar Emmett, está de castigo?” Tânya disse com uma risadinha. Ela e seu senso de oportunidade. Eu revirei os olhos e Esme e Rose fecharam a cara em sua direção.
Emmett a olhou profundamente sério. “Depende do que você chama de castigo.” Seu tom era fortuito. Um pouco irônico talvez, uma novidade para Emmett sempre tão sincero.
“Se ser atacado pelos Volturi, ficar dias no escuro e depois ser desmembrado por eles é a definição. Então sim. Estou de castigo.” Ele tinha um sorrisinho cínico nos lábios quando terminou de dizer aquelas terríveis palavras.
Eu estava de pé e ao seu lado em uma fração de segundo. “O que houve irmão.” Eu estava no ponto de ruptura. Era esse o motivo de eles entrarem em contato comigo. Um ataque Volturi e eu não estava com eles para ajudar a dar cobertura. Como leitor de mentes eu sempre os preparava antecipadamente para qualquer eventualidade. Será que Alice não viu vindo?
Ele se voltou para mim lentamente. “Nada com que você deva se preocupar. Damos conta sozinhos. Pode voltar para o buraco de onde você saiu e leve a ratazana com você.” Sua expressão outrora afável era de escánio. Eu totalmente merecia. “Só alguém raso como eu mesmo poderia tentar enfrentá-los não é? Não existe vitória contra eles. Da próxima vez eu aprendo e ficar calado. É que sou lento pra raciocinar sabe...”
“Não Em. Você não é.” Eu errei demais. Magoei os que amo e agora vou pagar cada centavo por isso. “Você é uma das almas mais sábias que eu conheço. Eu invejo sua sabedoria simples e descomplicada. Por isso disse palavras tão horríveis a você. Eu fui um idiota completo. Se tem alguém raso aqui sou eu. Perdoe-me irmão. Eu sei que não mereço, mas me perdoe por não estar aqui quando você precisou de mim.” Toquei de leve o enorme bíceps que agora percebi estava com várias linhas de rachaduras claras como rodovias em um mapa ao longo da borda da cava da camisa sem mangas. Eu fechei os olhos bem apertados. Isso é um pesadelo.
“Está cicatrizando.” Seu tom foi um pouco menos duro. “Eu vou curar. Não se preocupe.” Esme se levantou e acariciou nossas cabeças ao mesmo tempo.
“É bom ver vocês juntos novamente.” Seu rosto delicado mostrava todo o amor que eu precisava no momento.
Um carro deslizou do lado de fora me tirando do transe da presença de minha mãe. Os pensamentos ao meu redor ficaram frenéticos. Com excessão de Tânya que estava puta por Emmett tê-la chamado de ratazana.
Uma parede de sensações me bateu, Jasper estava além de alegre, suas emoções eram misturadas e difusas envolvendo a todos mesmo a distância. Adoração, alegria, exultação, reverência. Eram sensações novas para um Jasper sempre tão contido. Alice estava no seu eu esfusiante que eu amava, seus pensamentos eram de gratidão e entusiasmo. Tanta coisa em que pensar... Primeiro dia de emprego... Nova coleção de roupas para a nossa jornalista. Estranho.
Meu pai estava satisfeito. Familia reunida, ou quase... Esme tão feliz. Meus filhos... Protegê-la de tudo... Dispostos a morrer se preciso...
Meu pai. Curvei-me segurando o braço do sofá onde Emmett estava deitado. Meu pai. Meu amigo, meu criador. O choque de emoções que senti era avassalador. E então o cheiro mais delicioso me alcançou enchendo minha boca de veneno. Minha garganta ardeu como se um fogo abrasador me consumisse. Bella.
Bella estava aqui... Aqui... Próxima a mim. Com minha familia.
Você vai adorar o quarto que eu e Esme preparamos para você no terceiro andar. Ela estava aqui para viver com minha familia. Agora tudo fazia sentido.
Esme acendeu as luzes e estava se dirigindo para as portas, eu a alcancei. Era o inferno e o paraiso.
Registrei o choque de dos três vampiros junto a ela assim que sentiram meu cheiro ao redor da entrada e próximo ao carro que eu dirigia. Eles olharam pra cima. Bella estava de costas olhando para o alto da casa. Foi como se tudo parasse quando ela se virou e nossos olhos se encontraram. Os céus estavam se abrindo e tudo que há de bom cantou. Minha Bella. Tão diferente da última vez que a vi, a mesma menina. Ela agora era uma mulher em sua plenitude. Tudo, absolutamente tudo nela estava diferente. Sua postura, seu físico, seu rosto, seus olhos. Tudo.
Ela exalava uma sensualidade e segurança que nunca imaginei ver. Seu corpo outrora magro era agora curvilíneo e firme, deliciosamente completo. Seios perfeitamente fartos, cintura fina e quadris arredondados. Na medida certa para minhas mãos. Os raios do sol que se punha dançavam em seus longos cabelos revelando raias dos mais variados tons de castanhos avermelhado e mogno escuro. Sua pele um dia alva, agora carregava um leve bronzeado. Cortesia creio eu do Havai.
Olhar seu rosto foi ainda mais surpreendente. Nem sinal da garota que um dia frequentou as aulas de biologia comigo. As maças do rosto eram altas e bem formadas. Seu queixo delicado dava suporte ao rosto suave, seus olhos possuíam um brilho astuto e curioso de quem observa tudo. Sua boca... Ah, sua boca. Um dia pensei que era irresistível. Eu não tinha ideia, totalmente beijável.
Seu cheiro também mudou com o tempo, assim como não pensei ser possível ela ficou mais doce. Como uma fruta suculenta que estava amadurecendo e agora chegou ao ponto de ser colhida. Uma deusa menina conjurada nos céus para mim. Uma mulher perfeita para me seduzir ao pecado. Minha Bella.
Ela estava em choque, sua pulsação era alta e um leve tremor a tomou. Ela avançou rapidamente em minha direção e impaciente subiu a escada desajeitada tropençando no último degrau e quase caindo. Fiquei feliz. Seu eu desajeitado não mudou. A segurei passando as mãos por suas costas firmando seus passos. Ela bateu as palmas em meu peito.
Como se um imã nos atraisse fechamos a distância entre nós. Estávamos a centímetros um do outro. Eu não ousava respirar.
Eu estava imóvel, entregue as suas mãos. Mantive meus olhos nos seus enquanto ela digitalizava cada centímetro de meu rosto. Suas mãos começaram a se mover freneticamente, me tocando por toda parte, meu rosto, meus ombros, meu peito, meus braços – como seu ela estivesse me memorizando. Sentindo-me. Ela passou os dedos por meus cabelos, acariciou minha mandíbula, minha nuca, meu pescoço. Eu ardia em chamas com seu calor. Nada importava.
Não me atrevendo a fechar os olhos, senti-a segurando meu rosto delicadamente com as duas mãos quentes, estava invocando a memoria do seu toque em meu coração. Ela trancou seus olhos em minha boca e sem aviso esmagou os lábios abrasadores contra os meus. Grunhindo suavemente, eu afundei na sensação familiarmente feliz de carne quente se misturando com o mármore frio.
Eu ainda não me atrevi a me mover. Tudo era perfeito. Eu não podia me dar o luxo de respirar, era demais.
Sua língua viajou para meu queixo, e então até minha orelha, ela inalou meu cheiro profundamente antes de capturar o lóbulo de minha orelha em sua boca. Eu queimava lentamente em sua fogueira.
Oh, Deus.
Ela liberou minha orelha e moveu os lábios para meu ouvido.
"Respire porra" Ela sibilou.
Eu hesitei. Não sei se minha resistência era o suficiente para não matá-la, meu desejo estava desesperador. Ela guiou minha cabeça para seu pescoço, atrás da orelha direita, onde seu cheiro era mais delicioso. "Agora, Edward. Respire!"
Obedeci. Devagar respirei seu néctar. Foi nirvana, paraiso embebido em mel. Freneticamente a apertei em mim.
Sim. Minha casa, meu lar.
Eu estava entrando em território desconhecido, o destino tentador. Mas eu não me importei.
Eu não compreendia o nosso reencontro, era fogo, ardor, violência, tumulto. Eu não conseguia encontrar agora o homem que sempre a manteve a distância de um braço. Eu não conseguia pensar. Registrei levemente a voz de Tânya ao meu lado.
Eu só queria continuar a sentir Bella, toda ela... Apenas Bella. Mas muito cedo ela se afastou.
Seus olhos registraram choque, dor, e então raiva. Seu belo rosto corou ela baixou os olhos chocolates para o chão. Ela e Tânya estavam falando. Tânya estendeu a mão, Bella hesitou e então apertou a mão de Tânya.
“Prazer em conhecê-la, sou Isabella Swan. Amiga da família ” Ela estava fria e firme. Uma postura que eu nunca presenciei em Bella. Seu olhar duro como aço nos olhos de Tânya.
Uma coisa era certa. Ela não era mais aquela garota.

Nota da Autora:
Estou muito chateada. Li alguns comentários que deixaram por causa do atraso na postagem. Pessoas que nunca deixam nenhuma opinião ou sugestão se rebelando. Entendo a frustração por esperar algo que foi prometido e não veio. Mas... 
Como eu disse antes, eu jamais abandonarei a História antes do FIM postado e se ocorre algum atraso, saiba, vivemos no mundo real e problemas e imprevistos podem acontecer.
Obrigada às minhas fieis comentadoras pela preocupação. Amo vocês!!!!
Ai está o reencontro... Agora começa a ação... rsrsrs
Falem comigo meus amores.

Imagens do Capítulo.

Essa é a nova casa dos Cullen. Nosso cenário daqui por diante na História.

 Sala principal
 Sala principal
 Studio de Carlisle
 Quarto de Carlisle e Esme
 Quarto de Emmett e Rosalie
 Sala de Jantar ou reuniões como preferirem. rsrs
 Ofurô
 Sala principal vista o alto... Piano do nosso Edward próximo a  janela. Ai ai... Suspira!
  Quarto de Carlisle e Esme em outro ângulo

 Se você perdeu algum capítulo Click Aqui

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Antes de comentar saiba que:
1. Você pode se Cadastrar com sua rede social para comentar é muito simples. Clique AQUI para saber mais.
2. Comentários, imagens e links ofensivos a Robert, Kristen ou ao trabalho realizado por esse fandom serão deletados e banidos.
2. Evitem usos de palavrões e confusões pois esses comentários serão deletados e colocados na lista de SPAM.
3.Links de sugestão de máterias por favor enviem para irmandaderobsten@hotmail.com ou no nosso chat.