terça-feira, 2 de outubro de 2012

FanFic 'Dark Queen' – Capítulo 18 – Amo o Jeito Que Você Mente

Boa noite,
Mais um capítulo pra vocês.
Espero que apreciem.
Dois em um dia em?
Boa leitura.
Dark Queen
18
Amo o Jeito Que Você Mente
http://www.youtube.com/watch?v=qmPWI9z63ok
***
Love The Way You Lie / Amo o jeito que você mente
(Rihanna)
Just gonna stand there and watch me burn / Só vai ficar aí e me ver queimar
because I like the way it hurts / Mas tudo bem porque eu gosto do jeito que dói
Just gonna stand there and hear me cry / Só vai ficar aí e me ouvir chorar
That's alright because I love the way you lie / Mas está tudo bem pois eu amo o jeito que você mente
I love the way you lie / Eu amo o jeito que você mente

(Eminem)
I can't tell you what it really is / Eu não posso te dizer o que realmente é
I can only tell you what it feels like / Eu só posso dizer qual é a sensação
And right now it's a steel knife in my windpipe / E agora é uma faca de aço em minha garganta

I can't breathe but I still fight while I can fight / Não posso respirar, mas lutarei enquanto puder lutar
As long as the wrong feels right it's like I'm in / Enquanto o errado parecer certo, é como se eu
Flight / estivesse em um vôo
I offer love drunk from my hate / Eu ofereço um amor, bêbado de meu ódio
It's like I'm huffing paint and I love it the more I / É como se eu estivesse fumando tinta e quanto mais eu

Suffer / sofro, mais eu amo
I suffocate / Eu me sufoco
And right before I'm about to drown she / Não posso amortecer a queda, estou prestes a me
resuscitates me / afogar, ela me ressuscita
She fucking hates me and I love it / Caralho ela me odeia e eu adoro isso
Wait / Espere!
Where you going / Para onde você vai?
I'm leaving you / Eu estou deixando você
No you ain't / Não, você não vai
Come back / Volte
We're running right back / Nós estamos correndo de volta,
Here we go again it's so insane / Aqui vamos nós de novo, é tão louco
Cause when it's going good it's going great / Porque quando ela está indo bem, está ótimo
I'm Superman with the wind in his back / Eu sou o Super-homem, com o vento nas costas
She's Lois Lane / Ela é a Lois Lane
But when it's bad it's awful / Mas quando é ruim, é horrível
I feel so ashamed / Eu me sinto tão envergonhado
I snap / Droga!

Rihanna & Eminem
***
Bella POV
Edward. Tudo que eu conseguia pensar, tudo que eu conseguia sentir. Eu não registrava nada ao meu redor. Sei que houve alvoroço. Pessoas falando, mas eu só notava o deus grego.
O amor da minha vida – O vampiro, nada menos - estava de pé bem na minha frente.
Ele era exatamente igual ao homem que deixei no quintal dos Cullen em Forks há quatro anos. Mesmos cabelos revoltos bronze. Mesmos lábios vermelhos e carnudos. A mandíbula quadrada e totalmente beijável. Seu corpo esquio e alto. A pele perfeita e sem manchas. O sol poente jogava seu brilho e como pequeninos diamantes ele revidava. Minha joia preciosa. Meu Edward.
Sem minha permissão meus pés se moveram desajeitados. Eu subi os dois pequenos degraus rapidamente tropeçando no último, ele me pegou. Envolveu-me com seus braços fortes para que eu não caísse. Minhas palmas descansaram em seu peito musculoso e firme. Tudo que eu precisava era senti-lo, tocá-lo. Sentia minha pulsação batendo nos meus ouvidos. Quando dei por mim, minhas mãos passeavam freneticamente por todo o seu rosto, peito braços. Ele era real. Passei os últimos quatro anos conjurando uma alucinação, esse era real. Eu precisava prová-lo. Sentir seu gosto em minha boca. Real.
Lambi, provei, cheirei... Ele estava aqui. Lindo e frio como mármore, suave como seda. Ele me olhava avidamente enquanto eu memorizava cada pedacinho que pudesse capturar. Tantas sensações desconsertantes. A principal:
Eu estava. . . Aliviada.
Eu estava tão aliviada que ele estava em pé na minha frente. Aliviada que ele estava vivo. Que ele existia. Aliviada que mesmo que ninguém havia me dado notícias dele nos últimos quatro anos eu tive a decência de não me ajoelhar a seus pés e implorar que ele me recebesse de volta.
Ele estava imóvel enquanto eu o tocava, sua respiração estava ausente. Eu tocava a estátua perfeita. Não sei se ele estava esperando que eu dissesse algo, e suponho que eu pelo menos lhe devia isso. Devia-me isso. Quebrei a cabeça, mas não consegui encontrar os pensamentos para formar as palavras. Eu olhava para ele, como uma idiota, querendo fazê-lo entender que eu o amava. Eu tinha uma chance de me redimir por deixá-lo. E nesse momento eu estava com medo que eu iria dizer ou fazer algo que ia me arrepender.
E agora, aqui estava eu. Aqui estávamos nós. E fiquei sem palavras. Muda. Aleijada pelo enxame de emoções que zumbiam na minha mente e apertavam o cerco em meu coração.
Desejo.
Luxúria.
Desespero.
Amor.
Enquanto eu olhava para o belo rosto, eventualmente, a partir do meio do tumulto de sentimentos que me atacava de dentro para fora, surgiu uma constante. Uma emoção que brotou a partir da expansão do buraco no meu peito e se espalhava envolvendo todo o meu corpo.
Seus olhos dourados brilharam enquanto ele olhava para mim, implorando por algo que eu não sabia definir. Seus lábios perfeitos viraram ligeiramente para cima, formando meu sorriso torto preferido.
E, em seguida, em um instante, minha mente estava composta.
Não importa o que eu dissesse ou não dissesse, eu sabia que não poderia viver nem um dia sem lamentar caso eu não seguisse meu coração.
Minhas mãos se moviam por vontade própria - possuídas pela memória muscular de tocá-lo. Senti-lo. Passei meus dedos pelos cabelos sedosos, acariciei seu queixo forte, a pele lisa da nuca, do pescoço.
Agarrei o rosto com as duas mãos e sua boca linda e vermelha me chamava. Esmaguei meus lábios nos dele. Afundei na sensação inebriante. Fogo e gelo.
E ele ainda não se moveu. Não respirou.
Minha língua viajou pelo o seu queixo, e então até a orelha, onde eu inalei seu cheiro limpo antes de sugar o lóbulo da orelha em minha boca.
Jesus. Ele cheirava exatamente da mesma maneira, tinha o mesmo gosto.
Delicado e másculo como eu sempre tinha me lembrado. No entanto ele era ainda tão frio e distante como sempre.
Eu liberei o lóbulo da orelha de meus lábios e movi minha boca para a fenda de sua orelha.
"Respire porra", eu assobiei. Já estava preocupada com sua inatividade. Eu queria fazê-lo reagir, mesmo que fosse para me matar.
Quando ele hesitou, joguei minha cabeça para trás e guiei sua boca para minha garganta.
"Agora, Edward." Eu precisava tirá-lo desse controle.
Com uma solitária respiração irregular, ele bebeu obedientemente do meu cheiro.
Senti-o me apertar até o ponto próximo ao doloroso. Senti-o endurecer contra o meu osso ilíaco.
Sim. Era isso. Eu tinha o poder. Ele me pertencia.
Talvez eu tivesse um desejo de morte. Talvez eu quisesse que ele me afastasse. Me fizesse pagar por tê-lo deixado em Forks. Ou talvez, mais do que tudo, eu precisava ver aonde isso ia dar. Para ver se este Edward - o preso contra meu corpo, com sua ereção óbvia pressionada no meu ventre - era o mesmo homem que sempre tinha me colocado no comprimento de um braço. O homem com controle rígido que tinha rejeitado todos os meus avanços, promovendo inseguranças que me assombraram por anos.
Eu não sabia se ele tinha mudado. Mas uma coisa era certa. Eu não era mais aquela garota.
“Eddie querido. Quem é essa?” A voz macia e um pouco irritada me tirou do meu deslumbramento. Voltei minha atenção à linda imortal que agora tocava intimamente o ombro de Edward. Ainda estávamos trancados em nosso abraço.
“Você quem é?” Perguntei humildemente com medo da resposta.
Ela estendeu a mão perfeitamente branca.
“Tânya Masen. Esposa de Edward e você?”
Não... não... não... Não pode ser. Não pode ser. Claro que não. Eu teria sabido, eles teriam me contado.
E então eu percebi. Eu o obriguei a essa situação. Ele estava imóvel, ele não revidou meus avanços. Ele só não queria ferir meus sentimentos. Meu Deus! Eu o obriguei a respirar meu cheiro. Eu, sua cantora. Meu rosto ardeu de vergonha. Retirei minhas mãos dele. Olhei para o chão querendo recolher meu orgulho parco. Respirei fundo e encarei aquela que tinha tirado o amor da minha vida de mim. Eu queria odiá-la, mas tudo que consegui foi ver o quão insignificante eu sou. Ela era perfeita. Sua mão continuava firmemente agarrada ao ombro de Edward enquanto a outra estava estendida em minha direção. Cabelos longos e loiro avermelhados, corpo escultural. Esquia, suas pernas bem torneadas estavam equilibradas em saltos altíssimos e suas roupas eram caras e sensuais. Ela estava quase nua. Uma blusa branca e decotada colada ao corpo e uma minissaia rosa minúscula. Isso. Era esse tipo de mulher que ele precisava. Não a humana comum. A humana comum merecia um humano comum. Engoli meu orgulho e estendi minha mão firmemente para a deusa ao lado do deus.
“Prazer em conhecê-la, sou Isabella Swan. Amiga da família.” Posso ver que ela era linda e perfeita, mas sabia também o meu lugar na vida dos Cullen. Eu pertencia aqui e isso ninguém me tiraria.
Eu não acredito que ninguém teve a coragem de me informar que Edward tinha se casado. Como eles puderam fazer isso comigo? Meus amigos. Meus irmãos. Aqueles que eu considerava meus pais por afinidade. Tola eu fui. Claro que eles o protegeriam. Ele esteve com a família anos antes que eu sequer existisse. Eu sou o fardo, o erro que Edward trouxe para a família e agora arriscam suas vidas por mim. Claro que os Cullen não me diriam nada. Eu posso amá-los desesperadamente, mas no momento eu não gosto muito deles.
Notei a presença de Emmett parado mais atrás com Rosalie de cara fechada o amparando. Emmett, meu grande irmão urso que quase foi morto tentando me proteger. Eu podia estar destruída emocionalmente, porém eu tinha minhas prioridades e Edward não era uma delas nesse instante.
Coloquei minha máscara de está tudo bem... Eu não acabei de fazer papel de idiota e fui em sua direção.
“Emmie Bear.” O abracei delicadamente com medo de machucá-lo. Era ridículo. Aquele enorme homem e ainda por cima vampiro ser ferido por mim. Ele não moveu os braços, apenas deitou a cabeça sobre a minha.
“MiniMac. Desculpa eu não conseguir chutar a bunda deles para você.” Ele era um menino grande. Como eu ia fazê-lo entender?
“Você não precisava chutar a bunda de ninguém Emmett. Bastava ficar inteiro e pra mim estava bom. Mas tinha que ser valente não é? Devia ter ficado quieto.” Suspirei apertando-o mais. Como eu poderia defendê-los. Eu me sentia tão impotente. Olhei para cima e vi Rosalie me observando como uma águia. Sua expressão não era feliz. Mais uma vez eu estava colocando sua familia em risco e ainda por cima seu marido foi ferido por minha causa.
“Rosalie, Eu não sei o que dizer...” Ela me cortou. “Então não diga.” Se virou e saiu.
“Não ligue pra ela MiniMac. Ela só está chateada por não saber o que fazer.” Ele segurou minha mão com o braços o mais imóvel possível.
“Você está bem?” Ele abaixou-se até nível dos meus olhos e falou baixinho me sondando. Meu coração deu um pulo, eu sabia que todos poderiam nos ouvir e sabia o que ele estava perguntando.
“Claro.” Apenas cansada da viagem. Foi um dia e tanto não é?
“Dia para se comemorar. A primeira Graduação a gente nunca esquece.” Ele piscou pra mim. “Parabens irmãzinha bebê. Você será uma grande jornalista. Vai até ganhar o Prêmio Pulitzer* um dia.” Sorri pra ele.
Senti um toque suave em meu ombro. Esme me olhava tímida. Ela como mulher sabia a verdade.
“Bella.” Não foi preciso mais nada. Ela abriu os braços e eu me derreti nela. Tudo que eu queria no momento era realmente um colo de mãe. As lágrimas cairam quentes por meu rosto.
“Esme, é tão bom ver você assim.” A apertei o mais forte que pude. “Ao vivo. Só gostaria que fosse em melhores circunstâncias”
“Minha menina. Vai dar tudo certo. Não chore.” Ela recolheu minhas lágrimas com as pontas dos dedos.
“Não se preocupe. Eu estou bem, só emocionada por reencontrá-los.” Me virei e estava cercada por sete vampiros que me encaravam. Todos os rostos não demonstravam muito. Tentei me manter firme. “Estou feliz de ver todos vocês. Agora se me dão licença, eu gostaria de ir para o meu quarto.” Eu precisava sair dali. Edward me encarava e a mulher ao seu lado me olhava com olhos avaliadores. Medindo-me. Eu não queria ficar sob esse olhar.

Jasper e Alice se adiantáram ao mesmo tempo.
Ele tocou meu cotovelo de leve. Senti-me melhor imediatamente. O olhei agradecida. Ele se aproximou do meu ouvido para dizer alguma coisa. Bem de perto e então eu estava contra a parede de tijolos e Edward na minha frente bem próximo. Ele rosnava ameaçadoramente para Jasper que o olhava com sobrancelha esquerda erguida.
Sua expressão era de desafio. Jasper olhou intensamente para ele. A postura de Edward mudou drasticamente relaxando, porém se curvando para as imagens ou palavras que Jasper falava em sua mente. Aproveitando a deixa, Alice imediatamente estava ao meu lado.
“Venha Bella.” Seu aperto era duro e frio. Ai. “Vou te mostrar o seu quarto.”
“Alice.” Edward chamou em uma voz suplicante. Ela continuou me levando como se ninguém tivesse falado com ela.
“Alice, você vai quebra o meu pulso.” Disse ao entrar na enorme sala.
“Desculpe, não medi minha força.” Ela estava incomodada. Muito. Mas seus olhos expressavam uma tristeza infinita. Sorri tristemente tentando ser solidária. Acho que estávamos todas sofrendo. Ela sorriu de volta.
“Venha, vou te mostrar a casa.” Ela foi à frente e Jasper seguiu ao meu lado.
“Você está bem?” Ele sussurou. Eu suspirei.
“Vou ficar quando todos pararem de me perguntar isso. Deixe que o passado fique no passado.” Eu disse um pouco irritada. “Estou começando a aprender a fazer isso.” Atirei seguindo na frente e me juntando a Alice. Eu estava magoada com meus irmãos. Tiveram três anos para me preparar para essa tragédia grega e nunca disseram nada.
O0 ~ 0O
Fiquei maravilhada com a casa. Tudo era enorme e perfeito. Meu quarto ficava no terceiro andar, próximo ao Studio familiar. De frente a outro quarto. No final do corredor. Era enorme e lindo, mas simples e aconchegante. A cama era convidativa, mas tudo que eu queria agora era desaparecer. Agradeci a Alice e Jasper e bati a porta me fechando lá dentro. Eu precisava de espaço. Eu tinha que pensar.
O que eu iria fazer com todos aqueles sentimentos que cultivei por tantos anos? Eu compreendo que era somente uma questão de tempo até ele enjoar da humana. O brinquedinho novo e brilhante. Eu o deixei. Foi escolha minha. Mesmo que eu tenha me arrependido amargamente. Ainda foi escolha minha sair. Ele tinha o direito que reconstruir não é? Afinal ele é eterno. Ele não precisaria ficar sozinho. Senti o medo me tomando e nublando a minha visão. Um ataque de pânico estava vindo. Respirei profundamente e corri para o banheiro. Uma casa cheia de vampiros com super audição, eu tinha que me segurar. Respire Bella. Vamos lá. Respire. Enchi a banheira, o vapor quente me entorpeceu. Abri o chuveiro. Eu precisava abafar minha crise, eles não podem me ouvir, seria muita humilhação. Eu não posso quebrar. Eu não iria quebrar na frente deles. Não mesmo. Eu estava morrendo por dentro. Queria desaparecer. Mas hoje eu não iria me esconder dentro de mim como fiz um dia. Eu continuaria vivendo. A ameaça pairava sobre minha cabeça e eu precisava ter clareza nos meus pensamentos. Afundei na banheira quente e me deixei aquecer. Era bom, o pânico foi sendo substituído por determinação. Eu daria conta.
Vesti uma roupa confortavel e me deitei na cama. Horas se passaram até que uma leve batida na porta me despertou. Eu tinha dormido sem perceber. O relógio ao lado no criado mudo marcava 21:00hrs.
“Entre." Minha voz era rouca pelo sono.
“Viemos ver como você está. Se precisa de alguma coisa." Alice estava um pouco sem graça. "Esme fez uma refeição leve pra você.” Aproveitando a deixa Esme entrou carregando uma bandeja, como um sanduíche,  suco e algumas frutas.
Sentei-me na cama com as pernas cruzadas. Meu cabelo estava por toda parte por ter dormido com ele molhado. Pela porta entreaberta vi que Tânya entrava no quarto em frente com Edward logo atrás. Nossos olhos se encontraram e ele estancou.
Ele encostou-se ao batente da minha porta com as mãos nos bolsos. Parecia sem jeito. Meu coração disparou. Ele era o homem mais lindo que eu já vi. Com seu suéter caramelo colado ao corpo e calça jeans preta.
“Bella.” Sua voz era veludo macio, macio. “Desculpe-me por mais cedo. Eu não sabia o que estava fazendo.  Eu... só reagi instintivamente. Fiz suposições em relação à Jasper, espero que me entenda. Ele já me perdoou. Eu não sabia que eram amigos agora.” Ele disse com certo desgosto.
“Eddie, você não vem?” A voz de Tânya era melosa e enjoativa de dentro do quarto. Meu rosto esquentou e eu desviei o olhar. O clima no quarto era gélido.
“Vá Edward.” Esme comandou num tom duro. Ele concordou e entrou em seu quarto fechando a porta da frente.
Olhei para Esme incrédula.  Que senso mórbido era esse que os Cullen tinham? Colocar Edward e Tânya no quarto em frente? Senti as paredes se fechando sobre mim. Eu precisava sair. Eu ia ter um troço a qualquer momento. Jasper sentindo meu desespero segurou minha mão. Com um sorriso leve mas preocupado.
“Vai dar tudo certo.” Ele fez com a boca sem proferir nenhum som. “Confie em mim.” Alice fez uma careta e me empurrou o sanduíche.  Dei uma mordida e tinha gosto de areia. Não que estivesse ruim. Eu é que não tinha paladar naquele momento. Comi para agradar Esme e Alice que me encaravam fascinadas como meu processo de mastigação. Vampiros.
“Quer saber.” Eu disse após engolir o último pedaço. “Vou sair. Hoje é sábado e quero comemorar minha formatura.” Me levantei. “Alguém vem?” Alice deu um pulo.
“Eu vou” Ouvi a voz alta de Emmett do segundo andar.
“Não vai não”. Esme disse balançando a cabela negativamente e rindo.
“Droga.” Emmett praguejou.
“Olha a boca Emmett. E sem reclamações. Ordens médicas” Ela ralhou. "Desculpe mãe."
“Vou deixar vocês se divertirem." Ela falou com um carinho em meu rosto. "Carlisle quer me ver.” Beijou minha testa e saiu.
Alice sorriu meio incerta.
“Claro. Nós vamos com você.” Ela olhou interrogativamente para Jasper com o canto dos olhos. Eles sabiam da minha tentativa tosca de tentar fingir normalidade. Eu queria sair dali. Queria gritar com alguém. Bater em alguma coisa antes de enlouquecer. Atuar não era comigo.
Fui para uma de minhas malas que estavam no canto do quarto. E abri. Alice estava ao meu lado no mesmo instante.
“Eu faço isso.” Ela estava no modo Alice de ser novamente.
“Por favor, Alice.” Eu implorei. "Só quero sair e beber alguma coisa."
Ela retirou uma camiseta clara simples da mala juntamente com um jeans skinny.
“Ok” eu dei meu aval. Isso era simples e confortável o bastante.
Jasper saiu para que eu me trocasse. Passei um pouco de maquiagem, apenas os olhos para disfarçar o inchaço e um Gloss de morango nos lábios. Calcei as botas longas e altas e me senti melhor. No espelho grande eu vi que meu cabelo continuava revolto. Edward me viu assim. Tentei domá-lo desesperadamente. O jeito foi fazer um rabo de cavalo. Os brincos que Jasper e Alice me deram eram destaques agora em minhas orelhas. Ficou aceitável.
Jasper entrou novamente e me entregou uma pequena jaqueta de couro preta.
“Você está linda, linda mesmo.” Alice se pendurou em seu braço. “Eu concordo.” Olhei pra eles em desagrado.
Peguei minha bolsa e verifiquei por dinheiro, documentos, cartão e meus cigarros. Tudo lá.
Sai sem uma palavra. Eles me seguiram em um silêncio.
“Quem dirige?” Jasper se adiantou e abriu a porta do carro de Carlisle.
A condução foi tensa. A cada minuto que passava, eu pensava como fui tola. Todas as conversas que tive ao longo dos anos com Jasper abrindo meu coração, falando do meu amor. Minha obsessão. Emmett e Alice me encorajando a encontrar alguém, um novo namorado. Um buraco devia se abrir e me engolir.  Minha atitude hoje ao ver Edward. Como eu pude achar que ele estava esperando por mim por todos esses anos? Eu me atirei nele pelo amor de Deus. O beijei na frente da esposa dele. Eu estava ardendo no banco de trás.
“Bella?” Jasper me olhou pelo retrovisor. Eu desviei os olhos. Vergonha, orgulho ferido, raiva, dor. Ele estava sentindo tudo isso vindo de mim. Eu não queria sua piedade. A piedade de ninguém.
Ao chegarmos ao centro da cidade, ele deu algumas voltas a esmo. Alice dava palpites sobre boates da moda e a vida noturna de Whistler.
“Pare aqui.” Eu mandei. Eles me olharam assustados pelo tom. “Eu não quero dançar, eu não quero me divertir. Eu só quero esquecer que esse dia aconteceu.”
Desci do carro e entrei pela porta de madeira e vidro que tinha uma placa que dizia Golden Monkey Lounge.
O local era aconchegante e as luzes baixas davam um toque acolhedor. Vários olhares me seguiram quando me sentei no banco alto próximo ao balcão. O bartender musculoso calvo e com um rabo de cavalo baixo feito do pouco cabelo que restava veio em minha direção enxugando um copo.
“Só maiores de idade moça.” Ele tinha um sorriso sacana pra acompanhar a piadinha.
Sorri de volta, eu gostei dele. Tirei minha identidade da bolsa e entreguei a ele que arqueou as sobrancelhas.
“Vinte e três em? Não parece.” Alice e Jasper se sentaram ao meu lado. Suas expressões não eram muito agradáveis.
“Que bom que se juntaram a mim. Conheçam o meu amigo...” Apontei para o bartender.
“Joe” Ele completou balançando a cabeça e rindo. Jasper estava de cara feia. Que medo do vampiro nervosinho.
“Vou precisar ver a identidade deles também.” Ele apontou pra Alice principalmente. Merda. Será que ela tinha documentos? Jasper mostrou as duas identidades e Joe sorriu.
“O que vai ser?” Ele sorria encorajador.
“Tequila meu amigo Joe. Tequila” Eu disse com um floreio. Ele gargalhou alto. Certo, afogar as mágoas. Ele foi cantarolando ao fundo do bar.
Voltou e colocou amendoins e azeitonas na nossa frente e copos próprios para tequila. Em um pratinho a parte havia limão e sal.
Ele pegou uma garrafa e eu balancei a cabeça negativamente.
“José Cuervo e deixe a garrafa." Joe fez cara de quem desconfia. Uma garrafa de José Cuervo é caríssima.    "Não se preocupe Joe, meus amigos podem pagar não é mesmo?” Olhei para o casal desafiadoramente. "Afinal eles me devem muito." Falei ironicamente. Jasper suspirou e fez que sim com a cabeça esfregando o rosto com as duas mãos.
Ele serviu a bebida para mim apenas, Jasper e Alice recusaram fazendo cara de nojo. Coloquei sal entre o polegar e o indicador, lambi e virei a dose. Fiquei um pouco tonta e tossi com o ardor intenso em minha garganta mordi a rodela de limão.
“Mais.” Joe sorriu e me serviu outra dose. Refiz o processo.
Na terceira rodada acendi um cigarro e me virei para Alice e Jasper entre uma tragada e outra.
“Como você puderam fazer isso comigo.” Eu gritei por sobre a música country alta que tocava.
“Eu pensei que éramos amigos. Vocês me deixaram fazer papel de idiota sem se importar.” Eu estava exaltada e corajosa por causa da bebida.
“Nos queríamos proteger você.” Alice piou. Eu nunca tinha visto Alice envergonhada.
“Proteger? Proteger?” Eu queria bater em alguma coisa agora, de preferência em mim.
“Você viu o que eu fiz Alice, eu ataquei Edward, eu fodidamente ataquei ele. Me atirei nele sem a menor vergonha na cara e tudo por que eu pensei...” Esfreguei meu rosto exasperada.
“Bella”. Jasper pegou minha mão.
“Sem Bella Jasper e não me toque. Eu não quero me acalmar. Eu quero gritar e xingar e... Nem sei mais.” Bebi outra dose e me virei de costas para o balcão.
Edward estava sentado em uma das mesas no canto próximo olhando pra mim. Tânya de braços cruzados ao seu lado com cara de quem queria me matar.
Ótimo. Minha noite estava completa.

 Nota da Autora:
 Voltamos a postagem normal. Mais uma vez me perdoem pelo atraso do fim de semana.
Deixem comentários meus leitores fiéis. 
Bella está surtando. Quem não estaria?


- Prêmio Pulitzer: O Prêmio Pulitzer é um prêmio americano outorgado a pessoas que realizem trabalhos de excelência na área do jornalismo, literatura e música. É administrado pela Universidade de Colúmbia em Nova York. Foi criado em 1917 por desejo de Joseph Pulitzer que, na altura da sua morte, deixou dinheiro à Universidade de Colúmbia. Parte do dinheiro foi usada para começar o curso de jornalismo na universidade em 1912.
 

Imagens do Capítulo 

Roupas de Bella





Bar em que Bella foi com Jasper e Alice


Até quarta!

Se você perdeu algum capítulo Click Aqui

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Antes de comentar saiba que:
1. Você pode se Cadastrar com sua rede social para comentar é muito simples. Clique AQUI para saber mais.
2. Comentários, imagens e links ofensivos a Robert, Kristen ou ao trabalho realizado por esse fandom serão deletados e banidos.
2. Evitem usos de palavrões e confusões pois esses comentários serão deletados e colocados na lista de SPAM.
3.Links de sugestão de máterias por favor enviem para irmandaderobsten@hotmail.com ou no nosso chat.