quarta-feira, 3 de outubro de 2012

FanFic 'Dark Queen' – Capítulo 19 – Deixe-me Entrar em seu Paraíso

Boa Noite!!
Tão empolgada agora que nosso casal preferido se reencontrou.
Adoro uma tensão sexual para temperar a vida.
A música desse capítulo é uma de minhas favoritas, aliás Blue October é incrível. 
Se você nunca ouviu. Vale a pena.
Muito, mais muuuuuito obrigada pelos deliciosos comentários. 
Vocês são maravilhosos!
Boa leitura!
Dark Queen
19
Deixe-me Entrar em seu Paraíso
***
My never / Meu nunca
And I can only dream of you and sleep / E eu poderia ao menos sonhar com você e dormir
And I'll never see sun light again / Mas eu nunca veria a luz do dia novamente
I can try to be with you / Eu posso tentar estar com você
But somehow I'll end just up losing a friend / Mas de algum modo eu terminaria perdendo uma amiga
And I can only reach for you / E eu posso apenas alcançar você
Relate to you / Me identificar com você
I`m losing my friend / Estou perdendo minha amiga
Where did she go / Aonde ela foi
Where / Aonde

I had a dream that you were with me / Eu sonhei que você estava comigo
It wasn't my fault / Mas não foi minha culpa
You rolled me over / Você me fez rolar
Flipped me over / girar
A summersault / Como uma cambalhota
And that doesn't happen to me / E isso não acontece comigo
I've never been here before / Eu nunca estive aqui antes
But I saw forever in my never / Eu vi o para sempre no meu nunca
And I stood outside her heaven / E eu fiquei fora do paraíso dela
Stood outside her heaven / Fiquei fora do paraíso dela
Stood outside her heaven / Fiquei fora do paraíso dela
Won't you just let me into your heaven / Deixe-me entrar no seu paraíso?

Blue October
***
Edward POV
Bella estava aqui. Perto de mim. Eu podia sentir seu cheiro na minha pele, no ar e seu gosto ainda na minha boca. A troca estranha ainda acontecia entre ela e Tânya. Todo calor que ela exalava antes em nosso abraço agora se foi. Distante e fria foi o que ficou.
Minha mãe me deu um pequeno aperto no ombro e me indicou Carlisle, Alice e Jasper que estavam próximos ao carro.
Meus irmãos, meu pai. Jasper acenou levemente com a cabeça um Como vai Edward em pensamento, mas eu podia sentir o desgosto em me ver ao seu redor. Alice me ignorou completamente, olhava e pensava em direção a Bella que interagia com Emmett e Rosalie.
Meu pai me encarava, seus pensamentos tão sóbrios quanto sua expressão.
Tânya desceu os degraus e se adiantou para eles. Jasper abraçou Alice mais apertado, ele nunca gostou da presença das irmãs Denali pelas emoções luxuriantes que elas invocavam o tempo todo. Alice o beijou no rosto e antes que Tânya os alcançasse ela se colocou ao lado de Bella, dando as costas para nós. Jasper a seguiu. 
“Carlisle meu velho amigo. É tão bom tornar a vê-lo.” Ele a olhava avaliativamente, várias imagens de tempos antigos rondando sua mente até chegar ao cume com nossa briga no dia em que parti. Eu me encolhi com a representação. Eu parecia um animal atacando a todos e causando destruição.
“Tânya. Como estava a Europa? Viu algum conhecido em comum.” Ela engatou uma conversa animada sem perceber que Carlisle estava apenas sendo cortês.
Gostaria de falar com você em particular Edward. Dê uma caminhada comigo em alguns minutos. Ele pensou enquanto um sorriso amarelo permeava seus lábios educadamente dando atenção a Tânya.
Eu tinha tanto a resolver. Tanto pelo que me desculpar. Carlisle não demonstrava nenhuma emoção apenas se concentrando em sua conversa.
Avaliei novamente Bella de onde eu estava. Emmett se derretia em suas mãos, ele a chamava por um apelido ridículo, MiniMac. Falavam de sua debilidade, da graduação. Ela era adulta agora.
Então ela se formou jornalista. Que surpresa. Diferente de tudo que imaginei, mas ela sempre me surpreendeu mesmo... Eu estava tão perdido.
A vida de todos eles seguiu em frente sem mim e tenho a impressão que eu fiquei estacionado no mesmo lugar. Tudo estava tão diferente. Dentro de mim um tumulto de emoções. Jasper me olhava de longe avaliando meus sentimentos. Um emaranhado de anseios e dúvidas. O que houve aqui em minha ausência? Os Volturi estavam perseguindo minha família por causa de Bella. Por minha causa.
Senti o cheiro de suas lágrimas e involuntariamente me aproximei. Eu queria consolá-la, abraçá-la. Ela não deveria ter medo. Eu não deixaria que a machucassem. Ela pode não pertencer a mim, mas ainda assim era minha responsabilidade cuidar dela. Eu a coloquei nisso tudo.
“Estou feliz de ver todos vocês. Agora se me dão licença, eu gostaria de ir para o meu quarto.” Ela estava desconfortável com toda a atenção. Alice e Jasper a estavam escoltando para dentro da casa. O controle de meu irmão era tão falho, ele nunca se aproximou tanto de um humano antes. Ele a tocava casualmente sem medo e isso estava me assustando. Que tipo de troca minha família vinha tendo com Bella para deixá-los tão íntimos?
A boca de Jasper se aproximou do pescoço de Bella e vi vermelho. Ele ia matá-la ou machucá-la. Quando dei por mim estava em posição de ataque com ela às minhas costas como naquele beco em Volterra a tantos anos atrás. Nenhum vampiro iria feri-la, não comigo por perto. Eu morreria primeiro.
Não seja tolo Edward, eu não iria machucá-la, eu a amo. Várias imagens em um monitor de tela plana enorme em uma parede com Bella ao longo dos anos, conversas, confissões, sorrisos, lágrimas... Tudo que ela não viveu comigo... Ela viveu com ele. Eles agora eram amigos... Muito, muito próximos. Os sentimentos evocados por Jasper em seus pensamentos eram de quase adoração. Eu estava ardendo de ciúmes. Como se ele tivesse roubado o meu tempo com ela.
Alice a pegou rudimente e a levou para longe de minha vista, dentro da sala.
 “Venha Bella. Vou te mostrar o seu quarto.” Minha irmã estava fugindo de mim. Eu tinha que ter a chance de pelo menos me justificar, mesmo que o que eu fiz não era justificavel.
“Alice.” Implorei. Ela permaneceu caminhando rebocando minha Bella no processo.
“Ás coisas mudaram por aqui na sua ausência. Se pretende ficar, terá que se adaptar. Comece mudando de atitude” Jasper falou rudimente e sumiu escada acima.
Fiquei na porta um pouco confuso, não sabia como me portar, claramente ninguém aqui me queria por perto. Tânya se pendurou em meu ombro. Retirei suas mãos e sai. Eu precisava pensar se ficaria ao iria embora.
Um caminhão bau de pequeno porte como o logotipo do Aeroporto estacionou e dois carregadores foram em direção a Carlisle que assinou o recibo de entrega. Várias malas e caixas foram sendo empilhadas na entrada da casa. As coisas de Bella, seu perfune era forte por todo lugar. A maldita moto que ví estacionada em frente a sua casa a três malditos anos atrás também foi colocada ao lado dos carros estacionados e por último o homem entregou um violão a Carlisle que sorria e o segurava com todo cuidado. Por sua mente cenas de Bella em várias ocasiões tocando pra eles através do mesmo monitor.
Bella agora tocava. Sua voz era tímida e doce entoando as canções. Os pensamentos de meu pai refletiam orgulho e aprovação. Fechei meus olhos me concentrando em tudo que Carlisle recordava. Imagens de sua graduação hoje de manhã, seu discurso apaixonado e feliz por estar encerrando esta etapa da vida. Bella em muitas ocasiões contando a eles sobre seu trabalho no jornal estudantiu, nos vários serviços voluntários que ela fazia questão de participar. Tudo que eu perdi, tudo que eu não pude assistir de perto por ser muito covarde para fazer parte da vida dela mesmo que como amigo.
“Venha, vamos caminhar.” A voz de Carlisle estava ao meu lado e eu não tinha visto ele se aproximar tão absorto eu estava em suas imagens. Ele estava me mostrando de propósito. Fazendo-me ver como minha garota tinha se dado bem na vida. Minha garota, minha Bella. Ela já não era minha há muito tempo.
Caminhamos por tempo suficiente para não sermos ouvidos pelo outros. Ele se sentou próximo a uma pequena queda dágua retirando os sapatos e arregaçando as pernas da calça para não molha-las. Colocando os pés na água olhou pra mim e sorriu. Eu pensei em me ajoelhar e implorar o seu perdão. Era tão fácil estar com ele. Leve. Simples.
“Venha, sente-se do meu lado, conte-me como você tem levado a vida longe de nós.” Sua voz soava tão sincera, tão amorosa. Eu acreditei que poderia tê-lo novamente em minha vida. “Toda a Europa em? Tenho saudades de Londres. Esme e eu estamos planejando passar nosso próximo aniversário lá.”
“Obrigado.” Eu coloquei minha mão sobre o seu ombro. Ele pôs a mão por sobre a minha.
“Ser perdoado não apaga a dor que você causou. Filho.” Me deu um pequeno aperto na mão.
“Há muito que ser fixado. Muito que ser recuperado. Principalmente com Alice. A extensão da dor que você causou a ela é muito mais profunda que possa imaginar.” Ele falou sem me olhar, mas com a mão ainda por sobre a minha.
“Lembro-me quando você voltou depois de passar aqueles anos longe de nós.” Eu me encolhi lembrando o retorno. Olhos vermelhos de monstro e orgulho quebrado. “Sua expressão é a mesma, ainda bem que a cor dos olhos não. Eu queria que você tivesse aprendido daquela vez.”
Ele deu um longo suspiro. “Senti-me tão culpado e impotente por não poder colocar na sua cabeça sobre o que era certo e errado. Da mesma forma agora.” Eu queria interrompê-lo para falar que não era culpa dele maz fiquei quieto. Eu precisava que ele falasse. Tinha que ouví-lo.
“Os pais sempre se sentem culpados mesmo sabendo que é com as falhas que aprendemos, é na dor que crescemos. Mas que pai quer ver seu filho sofrer?” Ele se virou e me encarou.
“Espero que você nunca se esqueça de que sua casa é aqui, conosco e sempre será. Sua mãe manteve seu quarto limpo todos os dias esperando que você voltasse. Cada dia sem notícias suas era uma tortura pra ela. Mas tinhamos de deixá-lo aprender por si. Sem interferências. A nossa espécie é dura por dentro e por fora. Demoramos a nos adaptar, a crescer, mas se a queda é muito alta nós quebramos. E então aprendemos. Você agora sabe o que é perder duas vezes. Almejo não ver a terceira. Eu já sou um homem velho. Não sei se aguentaria.” Ele deu uma risada quebrando o clima.
Minhas lágrimas não derramadas eram refletidas nos meus olhos e meus ombros se sacudiam pelo impacto da verdade que suas palavras estavam causando.
Quando me acalmei o tempo foi gasto com atualizações do que causou a vinda dos Vulturi para o Canadá. Eles queriam matar Bella e minha familia estava disposta a lutar pela vida dela.
“Quero deixar claro Edward que você não tem mais nenhum tipo de voto na vida de Bella. Não cogitamos ainda sua transformação e eu te digo que se ela pensar nessa possibilidade eu irei mudá-la mesmo que você não concorde. Ela é adulta e você vai ter que lidar com isso.”
Minha posição sobre a sua mudança era a mesma, eu ainda não via razão para trazê-la para essa vida, principalmente após saber sobre o passado de Alexander, era possível uma convivencia pacífica entre vampiros e humanos, sem a necessidade de transformá-los, mas como Carlisle estava dizendo, eu não tinha mais direito de voto. Eu aceitaria qualquer decisão que eles tomassem.
Contei a ele sobre Alexander e que ele gostaria de conhecer nossa família. Como bom estudioso, meu pai ficou animado para saber tudo sobre novo vegetariano. Ele lembrou-se imediatamente sobre os irmãos czares que Aro tinha transformado. Prometi entrar em contato com Álex no hotel para que ele viesse ficar conosco.
Já estavamos voltando quando Carlisle fez a pergunta que estava rondando sua mente a horas. “Você e Tânya se casaram?” Ele atirou poucos minutos antes que pudéssemos ser ouvidos na casa.
“Não, o que te faz pensar isso.” Perguntei estranhando. Eu não tinha a menor intenção de deixá-la dominar o ambiente aqui.
Seu olhar era desgostoso. “Ela se apresentou como Tânya Masen.” Ele arqueou as sobrancelhas. “Qual o motivo disso? Ela não precisa fazer teatro para sua familia.”
“Não percebi que ela tinha feito isso. Vou corrigí-la.”
“Para todos os efeitos você é um Cullen e assina como tal.” Ele passou o braço por sobre o meu ombro.
“Sua mãe já deve estar impaciente,” Ele disse com uma piscadinha sabendo que entrávamos ao alcanse da voz.
Entramos pelos fundos por um belo jardim coberto com uma enorme mesa de ferro decorado branca no centro. Lindo local para reuniões de familia. Eu estava leve. Estava aqui. Teria muito trabalho para reparar os danos que causei, mas eu não iria desistir. Eu tinha perdido muito, e iria reconquistar tudo.
Esme entrava na cozinha ao mesmo tempo em que nós, após beijar meu pai calorosamente com um obrigado e uma promessa para mais tarde ela me abraçou com um enorme sorriso.
“Já preparei seu quarto, no terceiro andar como você gosta.” Ela deu uma piscadinha sapeca. Ela estava armando alguma.
“Seu piano está afinado e o Studio de gravação fica em um cômodo a parte na sala da familia ao lado do seu quarto. Você vai adorar a acústica. Foi Emmett quem preparou tudo.” Esme estava radiante. Eu era grato que mesmo tendo ofendido Emmett ele tinha um coração condizente com seu tamanho. Enorme.
“Você viu? Temos mais um músico na família. Bella toca tão bem, você precisa ouví-la cantar. Sua voz é doce, doce. Espero ver duetos em pouco tempo.” Como se esperando uma deixa, Tanya entrou na cozinha com um sorriso forçado.
“Você demorou Eddie.” Ela envolveu o braço no meu, o sorriso de Esme desapareceu no mesmo instante.
“Bella precisa comer. Se me dão licença vou levar o seu lanche.” Ela desapareceu pela porta com uma bandeja bem distribuida.
Meu pai pediu licença para fazer algumas ligações para o hospital em que trabalhava.
“Quando vamos para Denali?” Tanya agora estava séria, sem nenhum vestigio do humor falso de antes.
“Eu não pretendo ir a Denali Tan, vou ficar aqui com minha familia.”
“Sério?” Ela debochou. “Você percebeu que não somos bem vindos aqui não é mesmo? E o cheiro dessa humana me incomoda.” Saiu batendo os saltos mais forte do que deveria no piso de madeira.
A segui em direção do quarto indicado por Esme e para minha surpresa era de frente ao de Bella. Eu precisava dar um presente bem especial a minha mãe em um momento desses.
A porta estava entreaberta e o cheiro delicioso dela flutuava no ar misturado a morangos e frésias fazendo minha garganta coçar. Era perfeito. Não resisti, eu precisava vê-la. Será que ela ainda estava com aquele rapaz de três anos atrás?
Encostei-me ao batente da porta sem jeito, ela era a mulher mais linda que eu já vi. Seu cabelo revolto emoldurava o rosto delicado a tornando mais bonita. Seu coração disparou e suas bochechas ficaram em um vermelho delicioso. “Bella”. Falei em adoração.
“Desculpe-me por mais cedo. Eu não sabia o que estava fazendo. Eu fiz suposições em relação à Jasper, espero que me entenda. Eu não sabia que eram amigos agora.” Essa amizade não caia bem em meu estômago. Ele era protetor e confidente dela, tudo que eu queria ser. Alice começou a recitar a bíblia em aramaico* em sua mente para me ignorar. Esme sorria para mim.
“Eddie, você não vem?” Arg, eu odeio que me chamem de Eddie. Tânya estava fazendo isso só pra me irritar.
O clima no quarto de Bella ficou mais pesado e Esme me mandou sair. Dê um jeito em Tânya ou eu dou. Ela avisou em pensamentos.
Virei-me desgostoso e entrei no quarto dando de cara com uma Tânya irritada com as mãos na cintura. Seu tom era baixo até mesmo para que os vampiros ao redor da casa ouvissem.
“Nem desfaça as malas. Nós vamos partir amanhã assim que o dia nascer.” Dei uma risada incrédula.
“O que deu em você? Eu já disse que vou ficar como minha familia.” Fui até a sacada e olhei a linda paisagem com as luzes da cidade montanha abaixo bem longe.
“Olha Tânya, sei que você ficou comigo em um dos meus piores momentos, segurou minha mão quando precisei de uma amiga, mas eu pertenço aqui. Meu lugar é aqui. Você não vê que eles estão sendo ameaçados por minha causa? Pelo que eu causei a eles?” Me virei e a olhei.
“Você é muito importante pra mim, uma grande amiga, mas eles precisam de mim agora e eu não vou abandoná-los.” Argumentei da forma mais delicada que pude.
“E mais, aqui você não é Tânya Masen. Esse show era necessário na Europa, mais conveniente do que dar explicações, porém com minha familia não. Com Bella não.”
Ela estava furiosa. “Quando tirei você daquele carro todo muído e quebrado a três anos eu tinha serventia... convim pra você, agora você me descarta sem o menor pudor. Quem você pensa que é para me tratar assim? Fui eu que consertei o estrago que essazinha fez, eu segurei sua mão meses enquanto você chorava a perda dessa vagabunda que estava dormindo com outro na sua cara...” Antes que ela tivesse terminado de falar eu tinha seu pescoço em uma mão e ela estava contra a parede com um baque.
“N.U.N.C.A M.A.I.S F.A.L.E D.E B.E.L.L.A A.S.S.I.M O.U E.U V.O.U A.R.R.A.N.C.A.R S.U.A L.I.N.G.U.A E Q.U.E.I.M.A.R” O silêncio que se seguiu na casa era assustador, todos tinham ouvido minha explosão. Ela retirou minha mão tão forte que se fosse um humano teria arrancado o braço.
“Ok. Como quiser, mas quando ela trouxer o primeiro cara para a cama dela, você não diga que não avisei.” Ela entrou no banheiro e bateu a porta.
Ouvi Bella informando aos meus irmãos que queria sair
“Hoje é sábado e quero comemorar minha formatura.”
Emmett gritou do segundo andar que queria ir. Eu queria gritar também.
Fui até o closed e retirei roupas limpas que minha mãe tinha colocado pra mim. Eu não me trocava desde o castelo de Alexander.
Enquanto me vestia, eu acompanhava Bella pelos olhos de Jasper. Ela estava linda. Como ela ficou mais perfeita com o passar do tempo?
“Você está linda, linda mesmo.” Alice aquiesceu. “Eu concordo.” Eu estava enciumado por ele ter o poder de elogiá-la abertamente e eu não.
Tânya saiu do banheiro e entrou no closed retirando a roupa que vestia ficando nua, ela nunca usava roupa íntima, me virei para dar privacidade. Suas provocações nunca me convenceram antes, não será agora que vão.
Dei um tempo para que eles saíssem. Não queria correr o risco de Bella não me querer com eles.
“Vamos?” Ela saiu vestindo um vestido verde colado ao corpo e uma jaqueta preta.
“Porque você vai Tânya?”
Ela me ignorou, pegou as chaves do carro em cima da mesinha no canto e saiu me deixando sozinho.
O0 ~ 0O
Quando cheguei ao bar, o cheiro de bebida velha e suor eram intensos. Muitas pessoas, homens e mulheres se viraram para nos ver entrar. A roupa de Tânya não ajudava na discrição. Uma música ruim tocava na Jukebox * em um canto do bar estilizado.
Bella estava no balcão flertando de brincadeira com o barman que sorria divertido com a garota nova. A sua frente uma garrafa de Tequila José Cuervo. Ela iria beber isso? O cheiro de alcool era tão forte que me segurei para não ir até lá e colocar um pouco de juizo em sua cabeça.
Escolhi uma mesa próxima, mas escondida de sua vista. Uma garçonete se aproximou e anotou o pedido de faxada de Tânya por duas cervejas.
Bella se pôs a tomar dose por sobre dose, pela terceira ela acendeu um cigarro. Sério? Ela está fumando? Arrastei as mãos por meus cabelos quase os arrancando no processo. Ela começou a questionar meus irmãos
“Eu pensei que éramos amigos. Vocês me deixaram fazer papel de idiota sem se importar.” Sua voz era um pouco arrastada por causa do alcool.
“Nos queríamos proteger você.” Alice falou baixinho. Do que eles estão falando?
“Proteger? Proteger?” Com essa declaração Bella explodiu. Proteger de quê eu pensei?
“Você viu o que eu fiz Alice, eu ataquei Edward, eu fodidamente ataquei ele. Atirei-me nele sem a menor vergonha na cara e tudo por que eu pensei....”
Ela estava constrangida por minha causa? Mas eu retribui, eu queria que ela me abraçasse. O que ela pensou? Droga de mente escondida. Eu estava tão frustrado por não ler o que ela pensava. Jasper tentou acalmá-la. “Bella”
“Sem Bella Jasper e não me toque. Eu não quero me acalmar.” Ela respirava com dificuldade e seu rosto estava vermelho, seu longo rabo de cavalo balançava nervoso com seus movimentos. Ela se virou e nossos olhos se encontraram. Ela olhou brevemente para Tânya que recitava uma ladainha de palavrões em russo na cabeça.
Nosso olhar permaneceu trancado e ela se levantou e veio em minha direção. Endireitei-me na cadeira. Ela parou a poucos centimetros de mim.
“Veio comemorar comigo Eddie?” Sua voz saiu um pouco embolada e seu tom ao pronunciar o apelido ofensivo era irônico, claramente se referindo ao jeito de Tânya de me chamar.
“Sim, vim comemorar suas conquistas com você.”
Ela jogou a cabeça pra trás e deu uma gargalhada dura. “Quatro anos sem noticias suas e derepente você quer comemorar? Por quê? Você tem tudo agora.” Ela olhou pra Tânya pelo canto dos olhos.
“Eu não tenho nada. Nada. Foi você quem me deixou Bella, lembra? Porque eu deveria dar notícias?” Eu queria provocá-la, será que ela estava com ciúmes? De Tânya?”
Ela se aproximou mais. Seu cheiro me envolvendo por inteiro. Ela se postou entre minhas pernas e colocou as mãos uma de cada lado da mesa às minhas costas. A eletricidade pulsava ao nosso redor. Ela encarava meus lábios a apenas 30 centímetros de mim. Eu queria tocá-la desesperadamente.
“Você tem razão.” Seu hálito doce misturado ao alcool da Tequila flutuou em minha direção fazendo minha cabeça girar. “Eu deixei você. Eu.” Ela se afastou e voltou ao balcão me deixando atordoado. Assisti impotente enquanto ela derrubava doses de tequila, limão e sal. Flertando com vários homens que se atraviam a sorrir para ela entre um cigarro e outro. Eu queria arrancar a cabeça de todos. Tânya debochava. “Eu disse, não foi?”
Levantei-me. Não faça nada impensado Edward. Eu não vou permitir que você a machuque. Jasper pensou em alto som. Acenei para ele e fui até a Jukebox. Selecionei uma música lenta da modesta coleção e respirei fundo. Bella estava bêbada, mas não a ponto de não saber o que estava fazendo.
Peguei a mão delicada e a puxei para a pista de dança onde alguns casais dançavam. Ela não lutou, mesmo surpresa. Como na primeira vez eu a coloquei sobre os meus pés e colei em meu corpo no dela. Nós nos encaixamos como peças de um quebra-cabeça.
Enfiei meu nariz na volta de seu maxilar unindo nossos rostos. Eu queria morrer assim. Agarrado a Bella. Sua pele estava aquecida e ela respirava com dificuldade. O som acelerado de seu coração ditava o nosso rítmo. Era o paraiso. Suas mãos subiram de meus ombros para minha nuca e se enrroscaram em meus cabelos. A sensação era inebriante. Nossa química era inegável. Nada alí importava. Eu só queria consumí-la. Fazer parte dela.
Dançamos por várias músicas, não falamos, apenas respirando e sentindo um ao outro. Havia uma bolha ao nosso redor que eu não queria que estourasse. Eu tinha ciência do cheiro de sua excitação assim com ela podia sentir minha ereção pressionando seu quadril. Ela agora era uma mulher e eu um homem. Eu estava cansado de jogos. Eu não queria mais lutar contra o mundo por conceitos que eu não conseguiria mudar.
“Leve-me pra casa Edward.” Sua voz era rouca em meu ouvido. Seu desejo era uma ordem.
Nota da Autora:
Gostaram???? Sábado tem mais.
Falem comigo... Me deixe saber a opinião de vocês.
Beijos!!!
- Aramaico: Foi a língua administrativa e religiosa de diversos impérios da Antiguidade, além de ser o idioma original de muitas partes dos livros bíblicos de Daniel e Esdras, assim como do Talmude.

O aramaico foi, possivelmente, a língua falada por Jesus e ainda hoje é a língua materna de algumas pequenas comunidades no Oriente Médio, especialmente no interior da Síria; e sua longevidade se deve ao fato de ser escrito e falado pelos aldeões cristãos que durante milênios habitavam as cidades ao norte de Damasco, capital da Síria, entre elas reconhecidamente os vilarejos de Maalula e Yabrud, esse último "onde Jesus Cristo hospedou-se por 3 dias" além dessas outras aldeias da Mesopotâmia reconhecidamente católicas por onde Cristo passou, como Tur'Abdin ao sul da Turquia, fizeram com que o aramaico chegasse intacto até os dias de hoje.

- Jukebox: Jukebox é um aparelho eletrônico utilizado geralmente em bares e lanchonetes. Tem por função tocar músicas escolhidas pelo cliente que estejam em seu catálogo..

Imagem do Capítulo:

Roupa de Edward no bar com Bella (Ele é tão perfeito)



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Um comentário:

  1. Perfeito!!!Ansiedade me define!sábado por favor chegue depressa!

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