segunda-feira, 8 de outubro de 2012

FanFic 'Dark Queen' – Capítulo 21 – Amo o Jeito que Você Mente 2.0

  Boa Noite meus lindos leitores,
Olha a Bella chegando com toda a sua pompa.
Esse capítulo em especial tem duas músicas que acontecem no final,
Click nos links e ouça, são lindas.
Ponto de vista de Bella resumindo sua noite com Edward. Intenso.
Falem comigo.
Dark Queen
21
Amo o Jeito que Você Mente 2.0
***
Love The Way You Lie  II / Amo o jeito que você mente II
(Rihanna)
On the first page of our story / Na primeira página da nossa história
The future seemed so bright / O futuro parecia tão brilhante
Then this thing turned out so evil / Então, isso se tornou tão mal
I don't know why I'm still surprised / Eu não sei porque ainda estou surpresa

Even angels have their wicked schemes / Até os anjos têm seus planos perversos
And you take that to new extremes / E você leva isso a novos extremos
But you'll always be my hero / Mas você sempre será meu herói
Even though you've lost your mind / Mesmo que você tenha perdido a cabeça

[Chorus]
Just gonna stand there and watch me burn/ Só vai ficar aí e me ver queimar
because I like the way it hurts / Mas tudo bem porque eu gosto do jeito que dói
Just gonna stand there and hear me cry / Só vai ficar aí e me ouvir chorar
That's alright because I love the way you lie / Mas está tudo bem pois eu amo o jeito que você mente
I love the way you lie / Eu amo o jeito que você mente

Ohhh, I love the way you lie / Eu amo o jeito que você mente

Rihanna & Eminem
***
Bella POV
Abri os olhos para um dia nublado e chuvoso. As cortinas estavam cerradas, porém um filete de luz opaca invadia o quarto vindo direto em meu rosto.
“Droga.” Virei me escondendo no travesseiro. O dia hoje seria cheio, tinha que me levantar agora se não quisesse chegar atrasada a reunião mensal da redação. Nunca pensei que meu tempo com minha família seria tão difícil. Eles faziam tudo para que eu me sentisse a vontade, mas o clima era tão tenso o tempo todo, que era quase impossível que eu deixasse o quarto sem que um desastre acontecesse. A conversa sobre companheiros no dia anterior com Carlisle rodou em minha cabeça. Esfreguei o rosto e me sentei na cama. Edward, Tânya, Alice, Jasper, Alexander... Complexo gerir as expectativas dos outros quando se está tão infeliz.
 Daqui a uma semana é meu aniversário de vinte e quatro anos, hoje faz um mês que Alexander chegou aqui. Ele é muito intenso e galanteador, além de lindo. Ele me lembra de Mike Newton logo que cheguei a Forks. Aonde vou, ele me segue como um filhote de cachorro. Minha mágoa com Edward não passou, ainda estou muito triste com a forma que tudo está sendo conduzido entre nós.
Como ele me julgou tão baixa e pequena? Como ele pôde não confiar no meu amor assim? Eu estava tão puta com Alice e Jasper por não me falarem em quais circunstâncias ele tinha ido embora que fiz o que jurei nunca fazer. Beber ao esquecimento. Sempre critiquei Francesca por isso e lá estava eu querendo provar um ponto fazendo o mesmo. Estou tão arrependida e envergonhada daquela noite. O bom é que tive a oportunidade de saber os detalhes sórdidos que eu não tinha conhecimento.
Como eu pude me deixar levar por aquele fogo físico entre Edward e eu? Rí comigo mesma saindo da cama. Ele tem um poder tão devastador sobre mim que me levaria até pra o inferno sem fazer força.
Naquela noite eu estava a sua mercê, quando ele me tocou nada mais importava. Nem Tânya, nem sua ausência, nem seus motivos. Eu estava em um nevoeiro de induzido por luxuria, paixão, amor. Edward, cabelos cor de bronze e corpo de pedra e seda. Eu só queria sentir que ele estava lá, diferente dos quatro anos que ele esteve longe. Foi surpreendente ter aqueles momentos de intimidade, não havia a preocupação com quem éramos e nem com o que éramos. Só sensações e percepções.
Acordar com a sensação de seus braços em mim foi como estar em um sonho dentro de um sonho. Eu não tinha noção do que era real e do que era imaginário. As poucas horas de sono não tinham apagado o álcool excessivo que eu tinha consumido
Mesmo após todo esse tempo, nós nos encaixávamos perfeitamente juntos, dobrados no abraço familiar um do outro. Apesar de Edward ter passado inúmeras noites na minha cama quando eu ainda era uma menina de escola, eu nunca tinha sentido sua ereção pressionando firmemente contra mim de forma clara.
Ou talvez se eu tivesse, mas era então muito ingênua para perceber o que era.
Não mais.
Levei minha mão atrás de mim para dar um puxão em sua nuca. Ele cheirou minha orelha antes de plantar suaves, beijos delicados no meu cabelo, minha garganta, meu ombro. Tudo que eu queria neste momento era senti-lo. Ter suas mãos em mim, me tocando, precisando de mim.
Apenas o pensamento de suas mãos em meu corpo causava uma excitação tal que havia uma piscina entre as minhas coxas. Esfreguei-as juntas, gemendo baixinho no atrito ligeiro criado.
Edward inalou agudamente, apertando mais seu controle sobre meu corpo.
Sim.
Eu iria guiá-lo. Tornar mais fácil para ele. Mudei meus quadris e senti sua rigidez se contorcer contra mim.
"Hummm", ele gemia no meu ouvido, quase um sussurro. Ele suspirou e puxou-me mais perto, apertando em volta da minha cintura. Eu senti a queimadura de gelo de seu toque através do algodão macio da minha camisa - e eu assenti na afirmação antes de inclinar a cabeça para trás para descansar na curva de seu ombro. Tomando a minha sugestão, ele arrastou o dedo indicador no meu esterno me fazendo estremecer. Ele ficou imóvel. Eu pensei que a qualquer momento ele se levantaria e sairia como sempre.
Entendi a sua relutância. Ele precisava de algum incentivo.
Peguei sua mão e dei-lhe um aperto suave antes de guiá-la para o meu seio esquerdo. Ele exalou na curva do meu pescoço enquanto eu movi a mão em volta do meu mamilo duro antes achatar sua palma com firmeza contra mim.
Nós gememos em uníssono, e seu corpo ficou rígido. Sua mão ainda postada no meu seio, ele se mexeu um pouco na cama, criando espaço entre nós. Ele ficou total e completamente imóvel, o peito já não subindo e descendo em seu ritmo pesado. Ele tinha parado de respirar.
Meu rosto ficou vermelho de vergonha iminente. A sensação familiar de rejeição me possuindo mais uma vez.
E então ele beliscou meu mamilo, forte, antes de pressionar a si mesmo contra minhas costas.
Sim.
Eu senti o estrondoso rosnado em sua barriga, enquanto suas mãos abandovam carícias pelo meu corpo, viajando loucamente, freneticamente, por cima do meu quadril, minhas costelas, os meus seios. Meus nervos formigavam com a sensação esmagadora de seus dedos me agarrando, esfregando em mim, em todos os lugares. Eu arqueava minha espinha, empurrando-me mais em seu toque. Amassando minha camisa em suas mãos, ele respirava pesadamente no meu ouvido antes de lançar-me em minhas costas.
Meus olhos passearam pelo seu lindo rosto, estudando seus lábios suaves, sua mandíbula forte, antes de se fixarem nos olhos cor de mel.
Nós colocamos por um longo momento. Ofegantes. Olhando.
Precisando de mais, eu peguei os fios cor de bronze, entrelaçando-lo em meus dedos, e dei um leve puxão para baixo. Eu doía para beijá-lo, senti-lo contra mim, duro para mim, antes que o calor do momento nos escapasse.
"Bella", ele disse suavemente. "Eu preciso -"
"Shhhh", murmurei, trazendo os dedos aos seus lábios.
Senti que ele queria se explicar. Mas explicando significaria puxar-me para fora deste momento - um momento que eu ansiava por tanto tempo, e não sabia se eu iria ter essa coragem que o álcool dá novamente.
"Mas -"
"Por favor, não, Edward. Está tudo bem."
Parecendo entender, ele beijou a ponta do meu dedo e levou minha mão para sua bochecha. Fechando os olhos, ele respirou fundo antes de escovar o lado da minha mão com os seus lábios frios.
Ele abriu a boca em meu ouvido antes de deslizar os lábios que se separaram em minha bochecha. Nossos lábios se encontraram rapidamente e se estabeleceram no ritmo íntimo. O beijo começou simples, familiar, mas logo mudou de rumo. Gemendo, ele agarrou meu couro cabeludo, ele apertou-me firmemente em sua boca. Sua língua, que nunca teve destaque nos castos beijos respeitosos do nosso passado, deslizou lentamente, deliberadamente, pelos meus lábios. Todo o meu corpo saltou em resposta enquanto ele se movia dentro da minha boca. Sua língua era mais macia e mais úmida do que eu imaginava e o delicioso sabor dele embebeu a minha enquanto sua respiração vinha fria e superficial. Um grunhido pequeno alojado na garganta e nossas línguas tocando, lambendo, explorando-se pela primeira vez.
Apertei seus ombros com um meio gemido, meio-riso em meus lábios. Ele olhou para cima para me dar um sorriso torto. Eu segui com meu dedo nos lábios inclinados, ao longo de sua mandíbula, e para baixo os tendões tensos do pescoço, antes de ligá-lo sob seu colarinho. Entendendo, ele encolheu os ombros e puxou a camisa me malha branca sobre sua cabeça.
Eu engasguei com a visão, seu torso esculpido era mais bonito do que eu jamais havia imaginado.
Inclinado para frente, ele apertou seu peito nu contra mim, e eu passei meus braços em torno dele. Quando senti as costas nuas pela primeira vez, meus dedos discerniram que ela era esculpida em cada pedacinho, tão detalhadamente quanto seu peito.
Olhei para o lado e vi seu punho segurando o lençol. Seus músculos tensos com o esforço óbvio de sua contenção. Lembrei-me então de como isso deve ser difícil para ele - o quanto ele deve estar trabalhando neste momento para estar comigo assim.
Ele rangeu os dentes e engoliu audivelmente antes de lentamente balançar para frente e escovar meus lábios com os dele. Ele mudou de posição senti seu comprimento rígido através de suas calças, aninhado na fenda entre as minhas coxas.
"Oh, Deus", eu gemi, levantando meu quadril em direção a ele.
"Eu sei", ele gemeu quando ele apertou-se em mim. "Eu sei".
Sua língua correu para fora para molhar os lábios já brilhantes, e ele deu uma sacudida leve de cabeça.
"Porra".
Eu tinha ouvido Edward falar palavrão apenas uma vez antes - no dia que ele tinha me salvado de ser esmagada pela van de Tyler. Mas agora, a palavra revestida em sua voz doce causou um gemido involuntário em minha garganta.
"Eu não posso - Deus, você é apenas -" Ele vacilou quando baixou a testa ao meu esterno. Senti seu domínio sobre o lençol apertar o fazendo-o ranger. Ele murmurou no meu peito, as palavras abafadas, mas perceptíveis e seu hálito fresco soprado contra a minha pele. "Obrigado."
Ele inclinou a cabeça para o lado, os lábios mal tocando a curva do meu seio.
"Deus, você é perfeita."
E com isso, meu coração inchou e, simultaneamente, quebrou em pedaços.
Ele olhou para mim e esperou que eu falasse. Eu simplesmente olhei em seus olhos, silenciosamente implorando-lhe para me segurar, para estar comigo, para deixar o resto para a manhã.
Eu coloquei minha mão em cima da dele e balançei a cabeça, dando-lhe permissão para continuar, sem desculpas ou arrependimento.
Ele entendeu.
Tremendo, sua mão deslizou para amassar meu ombro. Seus olhos seguiram a sua mão como começou a sua descida na minha axila, ao lado de meu peito, e em torno da curva da minha cintura. Ele fez uma pausa, seus olhos travados no cós da minha calcinha.
Ajoelhado em frente, ele deu um beijo de adoração em minha barriga.
"Oh", ele respirou. "Esta pele é mais macia do que o resto."
Com a ponta dos dedos, e com os seus lábios, ele explorou a vários centímetros de carne entre o topo da minha calcinha até o meu estômago. Ele estava fascinado com meu umbigo, cutucando-o alegremente com a ponta do seu dedo indicador antes de provocá-lo com a língua. Meu abdômen ficou tenso, e depois estremeceu abaixo dele, a sensação tão avassaladora que eu finalmente tive que empurrar a cabeça.
"Desculpe", disse ele com um sorriso travesso. "Eu sempre quis fazer isso."
Seus olhos se fecharam e quando se abriram ele estava sério novamente, ele pastou os dedos para frente e para trás ao longo do vale entre os meus quadris.
Parou, e depois limpou a garganta.
"Bella -" Ele parou. "Eu posso?" Ele apontou para baixo e então descansou a ponta dos dedos na fronteira, onde a carne era escondida.
"Por favor", eu respirei, balançando ansiosamente.
Ele colocou sua mão sobre o algodão encharcado e esfregou a palma da mão contra o meu sexo.
"Você está tão molhada", ele respirou. "Para mim", acrescentou ele com admiração.
Ele cheirou meu umbigo de novo antes de varrer o nariz para baixo até que descansou firmemente contra meu clitóris coberto.
Oh, Eu estava desfalecendo.
Uma corrente zumbia em minha barriga e disparou através da minha espinha. Eu joguei minha cabeça para trás, cedendo ao seu toque gelado, e levantei meus quadris em resposta inconscientemente, pressionando-me mais perto de seu rosto.
Ele desenhou uma respiração profunda, rosnou e depois estremeceu antes de desmaiar, caindo contra mim.
Eu fiquei tensa, confusa. Entrei em pânico. Será que eu o empurrei longe demais?
Eu levantei minha cabeça. "Edward eu..."
Antes que eu pudesse terminar, ele abriu a boca e cobriu os pedaços molhados da minha calcinha completamente com os lábios entreabertos.
"Unnh," Eu choraminguei, indefesa.
Sua boca me cercou exatamente onde eu ansiava por ele, ele exalou. Rígido. Rápido. Frio.
Oh Deus, sim.
Sua respiração gelada chamuscando meu clitóris e pulsado através do meu corpo inteiro. Choramingando, eu prendi minhas coxas em volta de sua cabeça, pedindo, implorando por mais. Ele inalou bruscamente outra vez, antes que eu senti seu corpo congelar, antes de finalmente deixar o ar para fora em uma rajada tempestuosa contra mim.
"Sim", eu gemi. "Ó."
Ele ronronava contra mim em resposta. Eu nunca tinha sentido qualquer coisa que remotamente se parecesse com a euforia da respiração fria de Edward em mim. Eu estava instantaneamente a segundos do que eu imaginava ser o orgasmo mais intenso da minha vida. Não que eu já tivesse tido muitos.
Como se estivesse lendo minha mente, ele cavou seus dedos em meus quadris e começou ofegante em cima de mim. De boca aberta, ele mudou-se para trás e para frente através de minha virilha, lábios de mármore frio o suficiente para chocar meu clitóris dolorido através da fina camada de algodão.
Eu estava tão perto.
"Deus, Edward. Não pare," eu implorei.
Eu podia sentir o terremoto se construindo a partir de minhas extremidades até o mais profundo do meu ser. Ele acelerou seus movimentos, então, simultaneamente, movendo os lábios contra meu clitóris enquanto respirava sua brisa fresca através da minha calcinha. Senti a devastação chegando.
"Oh Deus, Edward," Eu chorei, "Estou...".
Eu mais o senti do que vi, no meu torpor induzido do orgasmo, sua mão era um borão no membro endurecido e ele veio comigo, para a escuridão, flutuando.
Gritando, me contorcendo, eu cravei meus calcanhares em suas costas e seu cabelo amarrado em minhas mãos, meu corpo vibrava destruído, com a intensidade do meu clímax.
Fiquei ali ofegante em silêncio por um longo momento antes que de me apoiar em meus cotovelos para olhar para ele. Seu queixo agora descansou no cós da minha calcinha, enquanto ele olhava para mim com a mais afetuosa adoração.
"Uau", eu sussurrei.
Eu dobrei meus joelhos para dentro em direção a ele, empurando-o para vir para mim. Ele deslizou até o meu corpo e descansou seu peso no cotovelo, apoiado em seu lado. Ele passeou os dedos sobre meu abdômen antes de acariciar minha bochecha com o polegar.
"Você é tão bonito." Eu murmurei.
"Vou te beijar". Ele disse.
"Bella", ele cantou o meu nome entre beijos. "Bella. Bella. Oh, Bella." Ele me olhou profundamente com seus olhos escuros procurando.
Sua expressão mudou de orgulho e admiração à cobiça e luxúria. O beijo era com fome, áspero. Gemidos necessitados encheram nossas bocas enquanto mantínhamos lábios e línguas juntos.
"Deus, Bella", ele murmurou. Ele beijou meu queixo, meu rosto, meu ouvido. "Deus, eu tive tantas saudades." Ele varreu meu pescoço, minha clavícula com beijos, antes de passar seu polegar através da minha barriga para provocar o meu umbigo.
Eu vacilei, rindo.
"Você é sensível", ele riu com os olhos cintilantes. "Por que eu não sabia disso?"
"Porque você nunca me fez cócegas", eu sussurrei. "Você nunca se deixou descobrir."
Minhas palavras desencadearam algo nele. Um lampejo de dor brilhou em seus olhos antes que eles se estreitaram e escureceram com luxúria. Entusiasmado, ele engatou a perna sobre a minha. Em cada lado dos meus quadris, se inclinou para mim lambendo meu pescoço antes de levar seus lábios na minha orelha.
"Eu estou pronto para aprender." Ele murmurou.
Meu corpo estava mole, relaxado quando eu desci do alto do toque de Edward, e minhas pálpebras estavam pesadas enquanto eu acariciava seus cabelos e ele descansava sua bochecha em minha barriga.
Comecei a me dar conta da enormidade dos acontecimentos quando ele vislumbrou minha pequena tatuagem escondida sobre a calcinha. Foi uma bobagem realmente. No meu período negro sem Edward no Havaí, Francesca e Richard me incentivaram a expurgar a negação em que eu tinha vivido por um ano. Antes de descobrir os Cullen novamente eu fiz várias coisas para estar mais perto de meu amor perdido. Um gato chamado Eddie, uma tatuagem, aprendi música só pra sentir a emoção de tocar minha canção de ninar. Isso manteve minha sanidade. Era tão parte de mim que nem me lembrava de que ela estava lá. Tão íntima e tão pequena. Simples letras que diziam muito. Quando percebi o que ele estava olhando um medo absurdo me tomou.
Tânya, quatro anos de ausência, a negação de antes... O que tinha mudado? Deus. O alcool se avaporou rapidamente me deixando com um gosto amargo na boca.
O que eu tinha feito? Eu não podia deixá-lo saber o tamanho de minha miséria. Ele não era meu. Foi uma recaída.
Mudei de assunto sem saber o destino do mesmo.
“Onde você esteve Edward?”
“Porque Alice não fala mais com você, porque ela decidiu que não quer mais ver seu futuro?”
Eu nem imaginava que ele iria destruir o resto da minha dignidade alí, com aquelas simples palavras. Ele foi atrás de mim. Viu-me, e não foi capaz de se aproximar e questionar. Eu estava no meu pior momento naquela época, no ponto de ruptura quando Richard me tirou do mais profundo abismo. Eu estava me afogando em negação. Negação do meu amor por Edward. Ele estava lá e não soube ler os sinais. Por mais engraçado que pareça, eu fiz minha tatuagem quatro dias depois do meu aniversário de vinte anos. Foi quando tomei a decisão mais importante de minha vida. É irônico saber que ele estava lá. Justo ele que sempre teve a tendencia a me salvar não viu que eu estava me afogando.
Minha tatoo era um lembrente permanente de quem eu sou. Isso nunca iria mudar. Quanto mais ele falava mais raiva eu senti, ele esteve lá... Ele esteve lá. Ele optou por ir embora com Tânya, se casar com ela. Ele era casado com Tânya e estava na minha cama. POR QUÊ?
Eu estava lívida de vergonha. Ela devia pensar que eu era uma vadia que estava rondando seu homem. Minha raiva mascarou a frustração que eu sentia com toda essa situação. O pior foi ouvi-lo dizer que não se importava que eu tivesse dormido com quem quer que fosse. Tão arrogante, tão vaidoso. Edward e suas mulheres que rastejavam a seus pés.
Eu estava com raiva, ira .. Eu queria bater nele se eu pudesse. O pior foi ouvi-lo proferir que preferiu a companhia de Tânya a sua família. Ele atacou Alice, agora entendo sua revolta.
Eu o expulsei, o mandei embora. Eu novamente queria me enterrar, o embaraço de ser preterida, desprezada, enganada.
Enfim eu o via como ele era. Um menino perdido na terra do nunca. Sem evoluir, nunca crescendo, nunca amadurecendo. Eu estava arruinada.
Ele se foi e eu me afundei nas lágrimas de raiva e remorso por horas, o dia nascia quando o sono veio. Despertei tarde, ouvindo vozes abafadas no andar de baixo. Eu estava um caco. Não queria ter que sair do quarto e encarar a família que conhecia minhas mazelas.
Uma batida leve na porta me tirou dos meus devaneios. Esme com uma bandeja de café, cereais e frutas, duas aspirinas e um copo de suco de laranja. Meu estomago revirou.
“Você tem que comer querida. Vai se sentir melhor.” Ela era maternal e doce.
Tomei o suco de laranja gelado com as aspirinas me afundando na cama. Se eu falasse eu choraria novamente. Meus olhos pareciam cheios de areia e minha boca tinha gosto de esgoto.
“Temos visita, gostaríamos de apresentá-la a ele se não se importa.” Outro vampiro. Ótimo. Revirei os olhos.
Alice entrou alguns minutos depois com um lindo vestido azul de verão. A bile subiu pela minha garganta mais uma vez.
“Eu não vou usar isso Alice.” Murmurei rouca. Você sabe muito bem que não uso azul.
“Bella,” Ela fez biquinho. “Mas é lindo, ficaria tão bem em sua pele.”
Levantei-me e fui para o banheiro, eu não iria discutir com ela. Não hoje. Melhor fingir que nada aconteceu. Se eles não tocassem no assunto eu também não tocaria.
Sai quarenta minutos depois me sentindo um pouco mais humana ironicamente. Meus cabelos enrolados em uma toalha e o roupão apertado em minha cintura. Em cima da cama outro vestido só que branco. Melhor. Eu não usava azul há quatro anos, não era agora que eu iria mudar.
O vestido era leve e confortável, uma sapatilha prata delicada estava ao seu lado. Alice entrou com um secador nas mãos. Ela parecia culpada.
“Tudo bem Alice, eu não queria ser rude.” Ela sorriu brilhantemente e acenou com o secador.
“Posso?” Eu sorri e me sentei na cadeira em frente ao grande espelho.
“Sou toda sua.” No final de vinte minutos eu estava com os cabelos brilhantes e lisos, com pequenos cachos nas pontas, caindo por meus ombros até quase a cintura.
“Seu cabelo está lindo, tão comprido.” Havia uma olhar de saudade em seu rosto de fada. Meu coração se compadeceu daquela menina que nunca veria seu cabelo crescer. Ao longo desse tempo com os Cullen eu percebi mais e mais as agruras da imortalidade. Antes eu tinha o sonho romântico do ‘felizes para sempre’. Agora que eu tinha que tomar uma decisão mesmo que ninguém tivesse me perguntado por isso eu via apenas uma eternidade com o coração partido.
Suspirei resignada. “Fale-me do visitante.” Quis me distrair do caos em meu coração.
Alice deu um resumo. Russo, 532 anos, lindo, vampiro vegetariano, Íncubo, amigo de Tânya e Edward, mora na Escócia.
“Uau” Ele é mais velho que Carlisle. Eca, amigo de Tânya. Estremeci com a idéia do casamento aberto que ela e Edward tinham.
“Uau.” Ela repetiu rindo de mim e balançando as sobrancelhas muito a la Emmett.
“Venha. Vamos conhecer esse cara.” Sai com Alice atrás.
O0 ~ 0O
Tudo aconteceu tão rápido que não me lembro direito. Só sei que havia um homem incrivelmente lindo gritando em minha direção imobilizado por Emmett e Carlisle. Edward rugia a minha frente. ‘MINHA’.
Sua?
Ainda em posição de ataque ele explicou aos outros a história de Alexander. Eu estava fascinada. Ele teve uma companheira humana que se parecia comigo. Ele viveu o meu sonho, Minha vida. Em outra época com outra pessoa.
Todos estavam atordoados. O belo vampiro se controlou e veio a mim com expressão maravilhada. Eu estava paralizada sob aquele olhar. Ele acariciou meu rosto com o mais leve dos toques.
Edward rosnou e Carlisle o segurou no lugar.
“Quem é você?” A voz macia como plumas suaves falou roucamente.
“Bella. Isabella Swan.” Ele balançava a cabeça como se querendo apagar a visão a sua frente.
A partir daí o resto é história. Ele me seguiu por toda parte então. Queria saber tudo a meu respeito, qualquer detalhe. Lembre-me de um tempo em Forks quando eu era interrogada em carros debaixo de temporais.
Ele era agradável e respeitoso apesar do clima ao seu redor ser sempre sensualmente intenso. Alice dizia que era seu dom tentando me envolver. Sempre que ele estava por perto, eu tinha a sensação de formigamento no fundo do meu estômago, uma ansiedade sem motivo. Era estranho e tentador.
Ele agora corria comigo todos os dias de madrugada quando me levantava  Jasper geralmente ia também  não chegava a ser desconfortável, mas era estranho ter dois homens que poderia correr a 150 quilômetros por hora em escoltando em minha corrida de caracol.
No primeiro dia em que corri com Álex, ao chegar em casa havia uma esteira no meu quarto. Ri histericamente quando Esme me contou que era um presente de Edward. Ele de todas as pessoas deveria saber que eu precisava sentir a paisagem, o ar ao meu redor. Eu não corria para me exercitar, mas sim para limpar a mente, me manter afiada. O exercício físico era um bônus.
Nós não nos falamos mais desde aquela noite. Apenas alguns cumprimentos de cabeça e olhares furtivos. Eu estava com vergonha dele e de Tânya, com raiva por tantos desencontros e malentendidos. Ela me ignorava como se eu não existisse. Meu coração doia ao vê-los juntos.
Eles não se pareciam com o restante dos casais da casa. Ele se mantinha discreto e nunca a tocava em público. Ela por outro lado estava sempre com as mãos sobre ele. Eu viva constantemente ruborizada de desgosto de vê-los. Era um purgatório. Ele tentava preservar a ex-namorada humana descontrolada ao mesmo tempo de demonstrava certo territorialismo ao redor de Alexander. Edward estava sempre com um rosnado baixo perto de nós. Deve ser uma coisa de espécie eu acho.
Todas as noites ao crepúsculo, Carlisle me convidava a um passeio. Era meu ponto alto do dia. Nós saíamos de carro por uns trinta minutos até um campo distante suficiente da casa e da audição potente de todos, então quando não estava chovendo nos caminhávamos por  jardins, bosques e trilhas. Ele me falava sobre os vampiros. Suas histórias, os Vulturi e suas leis, fisiologia vampírica, clãs conhecidos, habilidades, o processo da transformação. Ele estava me preparando discretamente.
Eu perguntava tudo que vinha a minha mente e diferente de Edward a tempos atrás, Carlisle me respondia tudo, cada detalhe.
Além do aspecto prático, nós também falávamos das emoções e psiquê dos vampiros. Sua inabilidade em mudar, a imortalidade.
“Como você faz?” Eu estava curiosa.
“Como é viver através de séculos e pessoas.” Deve ser tão solitário.
“Da mesma forma que você.” Ele parou pensativo. “Eu não pondero muito a respeito.” Seu sorriso era deslumbrante.
“Um dia de cada vez.” Ele me ajudou a subir em uma pedra alta. Saltou e se sentou ao meu lado. “Absorvo o que a vida me oferece. Aproveito meu dia o melhor possível. Volto pra casa, para minha esposa e filhos como qualquer homem após um dia exaustivo de trabalho. Tenho conflitos, problemas.”
Vê-lo falar era libertador. Mesmo com tudo diferente era tudo tão igual. Eu sorri e deitei minha cabeça em seu ombro. O sol se punha no horizonte e seus raios vermelhos, rosados e dourados era um espetáculo a ser visto.
Carlisle apontou o horizonte distante. “Tento ver a beleza em cada dia que vivo. No céu azul, no sorriso de uma criança, nos casais apaixonados que passam por mim. Eu renovo a minha esperança a cada amanhecer quando o sol nasce.”
“A imortalidade não existe essencialmente, assim como você pode morrer, eu também posso ser destruído.  A diferença é a durabilidade.” Ele suspirava tranquilamente e o vento desarrumava seus cabelos dourados. Ele fez uma pausa.
“Tem um assunto delicado que eu gostaria de tratar com você e sinceramente não sei como abordar.” Ele me olhou nos olhos sério.
Entrei em pânico, Charlie e Renee já haviam tido a conversa sobre flores e abelhas comigo. Eu não precisava disso vindo de Carlisle.
“Esme acha que eu estou exagerando então vou direto ao ponto.” Ele continuou sem se dar conta do meu desespero.
“Olha.” Eu torci minhas mãos nervosamente. “Eu tenho quase vinte quatro anos e sei de onde vêm os bebês.” A gargalhada ruidosa me desequilibrou e eu quase caio da pedra. Ele me pegou e me equilibrou novamente.
“Não é disso que quero falar Bella, é bom saber que desse fardo eu estou livre.” Seu sorriso era brilhante, mas seus olhos eram sérios.
“Quero falar de uma característica vampírica.” Ele engoliu em seco e continuou.
“Em nossa espécie, somos normalmente nômades e solitários.” Eu ouvia atentamente acenando com a cabeça.
“Até que encontramos nosso companheiro ” Ele me olhou de rabo de olho. “Essa ligação é tão forte que nos muda radicalmente. Pouca coisa trás mudanças para nossa espécie. O amor é a maior alteração.”
“Isso é bonito.” Eu disse.
“Sim, mas tem mais”. Ele falou rápido e baixo. “Assim como algumas espécies de animais, nos só temos um só companheiro em toda a existência. Ao encontrarmos o amor, ele é para toda a vida.”
Eu o olhei intrigada. “Assim como, os elefantes, os pinguins e coincidentemente os cisnes,” Ele bateu delicadamente o ombro duro no meu, sorrindo. “Nosso amor e devoção são eternos. Nunca mais haverá outro. É uma mudança radical e indissolúvel.” Vendo minha confusão ele perguntou.
“Você se lembra de Marcus dos Volturi?” Assenti. “Sua apatia e desinteresse por tudo a seu redor?” Eu me lembrava do vampiro entediado e triste sentado ao fundo na sala circular. Ele parecia alheio a tudo.
“Pois bem, ele teve a companheira morta a muitos séculos atrás. Depois disso perdeu qualquer expectativa na vida.” Ele fez uma pausa para que a revelação me alcançasse.
Eu estava em choque. “Eu vejo.” Disse estupefata.
“Bella, olhe pra mim.” Eu me virei lentamente. “Não há volta para nós.”
Assenti. “Eu compreendo.”
Voltamos pra casa em um silencio estranho. Eu estava imersa em milhões de pensamentos e perguntas, Subi para meu quarto e me tranquei. Não queria ver ninguém, nem falar.
Edward e Tânya. Meu mundo estava desmoronando. Eu não queria migalhas, nem piedade. Eu queria meu companheiro.
Será que se eu fosse transformada algum dia o esqueceria? Toquei a linha de minha calcinha instintivamente. Minha tatuagem ardeu. Eu sabia a resposta.
O0 ~ 0O
Alice foi comigo a cidade para a reunião de pauta que durou quase todo o dia, eu estava exausta, só queria um banho e cair na cama, tinha comido na cidade em um pequeno restaurante como o restante do grupo. Foi divertido e esclarecedor. Eu amava o jornal e as matérias sob minha responsabilidade estavam agradando. Meu editorial sobre política internacional foi um sucesso, falei sobre a abertura econômica na Rússia e derrocada européia através dos anos. Todos estavam impressionados. Alexander tinha me auxiliado muito.
Ao chegarmos, Alice foi se encontrar com Jasper e os irmãos que tinham ido pra caçar. A casa estava vazia. Eu não via Edward e Tânya a dois dias. Eu não perguntei por eles e ninguém me falou nada. Parei de frente a porta de nossos quartos. Suspirei de tristeza, Eu sonhava com seu toque todas as noites. A um mês parecia que nós estávamos tão perto. Eu sou uma tola.
Lentamente tomei um banho de banheira, Chopin tocava sua tristeza no meu ipod pelos auto-falantes embutidos do quarto. Sai do banheiro distraída pela beleza da música. Minha porta estava entreaberta e fui fecha-la.
Um movimento a frente chamou minha atenção por entre as portas. 
Edward estava deitado na cama coberta por um edredom azul escuro. Eu podia ver seu perfil esculpido, suas pernas pendiam frouxas para fora da cama com os pés plantados no chão. Ele também tinha acabado de sair do banho. Assim como eu ele estava com um roupão branco. Seus braços estavam jogados por sobre os olhos e seu peito subia lentamente em sua respiração. Se eu não soubesse melhor diria que ele estava dormindo. Sua beleza era de tirar o fôlego.
O admirei por vários minutos enquanto a música triste fazia trilha para o meu desespero. Então eu notei. A frente dele próxima a porta do banheiro de seu quarto, Tânya me olhava com um meio sorriso no rosto perfeito. Ela estava com uma pequena toalha enrolada ao corpo. Como um felino ela se deslocou devagar, eu estava hipnotizada com a cena assim como um pequeno pássaro preso em uma armadilha  Ela se sentou na cama ao lado dele que não se mexeu. Suas mãos passearam por sobre o laço do roupão de Edward o desfazendo, notei em minha visão de túnel que seus lábios se moviam quase imperceptivelmente  Eles estavam falando. Era um momento íntimo e eu estava invadindo. Meus pés não me obedeciam, eu queria fechar a porta, mas o olhar de Tânya no meu me prendia. A música ficou tempestuosa. Ela lentamente acariciou a barriga lisa expondo seu corpo para mim, descendo em direção ao sul. Edward parecia uma estátua branca e linda estirada sobre o azul intenso. Ela pastou os dedos por sobre o seu membro que ganhou vida.
Senti minhas lágrimas rolando por minha face. Ela agora sorria. Dentes brancos brilhantes e assustadores. Sua mão longa pousou sobre o estômago definido. Em minha visão borrada. Edward segurou o braço de Tânya para que ela não se movesse. Devagar ele retirou o braço dos olhos e a olhou intensamente, Tudo se movia em câmera lenta então. Ele franziu a testa como se lesse os pensamentos dela, seu nariz enrugou de leve e ele voltou o rosto de anjo em minha direção. A porta de fechou em um átimo de segundo. Permaneci ali por vários minutos. Imóvel, inerte. Olhando para a porta branca a minha frente. A música acabou e outra começou. Silêncio de Beethoven. Apropriado. Havia silêncio em minha alma.
 Nota da Autora: 
 Mais drama...

Links paras as músicas do final do capítulo: 

 Tristesse - Chopin

Silencio - Beethoven


Pessoal, eu pensei que o grande capítulo de sábado iria agradar. 
Eu tive tão poucos comentários... Acho que Edward com Bella não foi tão interessante.
Até a marcação nos quadrinhos que é só um clique foi em pequena quantidade.
TRISTE#
Espero mais comentários e mais marcações para esse aqui. 
Você acreditam que mais de trezentas e cinquenta pessoas estão lendo essa História e cerca de apenas quatorze deixam comentários e fazem a marcações?
Pois é.
Até quarta!

Imagem do Capítulo: 
Vestido Branco de Bella

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2 comentários:

  1. Sua fic e otima, estou anciosa para que o casal chegem as vias de fato...acho que essa confusao toda e apenas a falta de um dialogo aberto. que que a tanya se foda em verde e amarelo... esse edward parece que e doido... sei la acho que bella tem que da uns bons tapas na cara dele... ai depois ela conta que ainda nao conseguiu transar de vverdae... beijos amo sua ffic

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  2. edward ele tenque ir atrás da bela e rasteja pelo perdão estouro adorando a história parabéns

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