sábado, 13 de outubro de 2012

FanFic 'Dark Queen' – Capítulo 23 – Eu Morreria por Você

 Lindo Sábado para todos.
Quero começar com algumas perguntas.
Você já se apaixonou? 
Já amou tanto alguém que só ouvir sua voz te fazia tremer?
Já quis tanto alguém que seu cheiro te enlouquecia e te fazia querer rastejar para dentro de sua pele.
Ser parte desse alguém?
Você já perdeu esse amor?
Se a resposta é sim, então você entende a reação de Edward no capítulo anterior.
Ele era um homem em chamas, perdido sem sua Bella. Não se tratava de sexo e sim de perda. 
Anos de negação o levou ao desespero total. Afinal ele é um vampiro. Todas as suas emoções são mais intensas que as de um humano. Ele jamais feriria Bella de propósito. Ele a ama.
Dito isso, vamos ao capítulo.
Divirtam-se. Falo com vocês lá embaixo.

Dark Queen
23
Eu Morreria por Você
***
Wish You Were Here / Queria que você estivesse aqui
And I remember, all those crazy things you said / Me lembro de todas aquelas coisas malucas que você disse
You left them riding through my head / Você as deixou correndo pela minha cabeça
You're always there, you're everywhere / Você sempre estava lá, você estava em toda parte
But right now I wish you were here. / Mas agora eu queria que você estivesse aqui
All those crazy things we did / Todas aquelas coisas malucas que fizemos
Didn't think about it, just went with it / Não pensamos a respeito, apenas fomos na onda
You're always there, you're everywhere / Você sempre estava lá, você estava em toda parte
But right now I wish you were here / Mas agora eu queria que você estivesse aqui

Damn, damn, damn, / Droga, droga, droga
What I'd do to have you / O que eu faria para ter você
Here, here, here / Aqui, aqui, aqui
I wish you were here. / Eu queria que você estivesse aqui
Damn, damn, damn / Droga, droga, droga
What I'd do to have you / O que eu faria para ter você
Near, near, near / Perto, perto, perto

I wish you were here. / Queria que você estivesse aqui
I love the way you are / Eu amo o jeito que você é
It's who I am, don't have to try hard / Essa é quem eu sou, não tem que se esforçar
We always say, say like it is / Nós sempre dizemos "diga como isso é"
And the truth is that I really miss / E a verdade é que eu realmente sinto sua falta
Avril Lavigne
***
Bella POV
“Bella, não é assim. É necessário muita preparação.” Carlisle me encarava com os olhos dourados arregalados. Já estávamos nessa discussão a meia hora. A tempestade estava passando lá fora, reduzida a uma chuva forte.
“Sem essa Carlisle, você estava preparado quando teve que mudar Edward às pressas? Ou Esme a beira da morte, ou então Rosalie ensanguentada caida no meio da rua?” Eu sabia que estava sendo dura, mas a hora tinha chegado e eu queria mais esperar.
“Eu sei que não será fácil, mas é a melhor solução. Com a ameaça dos Volturi a qualquer momento e essa situação inssolúvel com Edward.” Dizer o nome dele trouxe farpas de gelo ao meu estomago. Onde ele estava? O que estava pensando ou sentindo. Eu precisava saber. Fechei os olhos com força para evitar as lágrimas. Minha voz suavisou.

“Eu estou esperando por isso a seis longos anos. Vocês são minha familia.” Eu disse baixinho. “Eu nunca me adaptei a este mundo. Só me sinto verdadeiramente viva no seu. Por favor. Confie em mim. Eu estou pronta.”
Senti a mão gelada acariciando o alto da minha cabeça.
“Eu só não quero que você se sinta pressionada a mudar por que está sendo ameaçada ou por que não consegue resolver sua situação com Edward. Nós iremos encontrar uma solução eventualmente para todos os problemas.” Carlisle disse como se tentasse explicar a uma criança o porquê de ela não poder comer doce antes do jantar.
“Carlisle.” Tentei mover o braço e meu ombro deu uma fisgada dolorida. Ai. “Não se trata de uma solução paleativa ou vou ser transformada apenas por isso. Tempo é justamente o que não temos. Pelo menos acredito que não temos. Eventualmente é um bocado vago e não quero mais esperar. E não me venha com essa de preparação. Desde que cheguei aqui você está me preparando todas as noites. Já sei o suficiente dessa vida para saber o que quero. Aliás, estou pronta a anos.” Meu tom era de desafio.
“Ok, você já ponderou o custo disso? Da transformação? Seus pais, seu trabalho? Seus amigos? Você não poderá ter filhos...” Ele continuava com o tom conciliador. “Não há volta Bella.”
“Meus pais seguiram com suas vidas, ambos com novas familias e novas preocupações que não me incluem. Meu trabalho? Por mais que eu adore o que faço terei uma eternidade para conseguir outro, a não ser que você não queira sustentar sua filha mais nova até que ela se estabeleça.” Tentei fazer piada da dor que estava sentindo. Claro que não seria fácil abrir mão de tudo, mas ao mesmo tempo meu tudo estava aqui.
“E amigos? Quais? Além de...” Pensei em Fran, Carlo, Richard, alguns eventuais colegas de faculdade. “Eu não me prendo a ninguém definitivamente em muito tempo Carlisle. Meus amigos mais queridos e mais chegados estão aqui. E filhos nunca fizeram parte dos meus planos.”
Com dificuldade eu me levantei da cama, ele me ajudou a ficar de pé, senti meus músculos e estavam todos doloridos, fiz uma careta. “A não ser que vocês tenham mudado de idéia.” Falei séria, “Eu não quero me impor.” Aguardei.
Carlisle me virou para encará-lo. “Você não tem idéia do quanto será mais fácil para todos quando você for como nós. Eu já te vejo assim. Quando você quer fazer isso?” Ele estava resoluto. Alice apareceu na porta juntamente com Esme.
“Agora?” Eu tremi com a rapidez e urgência em minha voz.
Ele riu. “Não mesmo. Aí é preciso uma preparação de fato.” Ele continuava rindo.
“Vamos ter que providenciar algumas coisas, e um lugar isolado. Você será muito forte por um tempo e será preciso vigilancia. Um lugar com caça abundante e farta para nos comportar a todos.”
“A cabana Carlisle,” Alice interrompeu eufórica sem se conter. “É o melhor lugar, tem as características necessárias.” Ela entrou no quarto e colocou seus braços finos em minha cintura.
“Realmente, você tem razão.”
Alice ficou imóvel e distante imediatamente por alguns intantes. “Viu, vai dar tudo certo. Eu pude ver assim que ele decidiu.” Ela me apertou me fazendo gemer.
“Vou começar os preparativos.” Esme entoou e saiu apressada.
Olhei pela janela e a noite profunda e chuvosa permanecia intocada, “Onde ele está Alice? Alguma notícia dos rapazes?” Eu me abracei com o braço bom.
“Sinto muito, mas não tenho nenhuma novidade.” Alice se afastou.
“Podemos prosseguir com a transformação amanhã a noite, aliás, hoje. Já passa da meia noite.” Carlisle olhou o relógio de pulso e alisou os cabelos perfeitamente penteados.
“Onde fica a cabana?” Eu perguntei apenas um pouco interessada. O lugar e o processo não me interessavam, eu estava frustrada e magoada. Eu sempre quis isso, sempre imaginei ser uma Cullen, mas não dessa forma. Não através de Carlisle. Eu queria ele. Edward, meu vampiro. 
“Ainda nessa propriedade, a umas cinco horas de carro ao norte, no alto das montanhas de Whistler e Blackcomb. Será distante o suficiente por um tempo. Dada a sua pressa, creio que iremos te manter confinada em regime de revesamento. Você sabe que terá que ficar confinada por pelo menos um ou dois anos não sabe Bella? Até que seus olhos fiquem claros e sua sede controlada?” Carlisle falava devagar, não querendo me assustar.
“Claro.” Eu disse distraida olhando pela janela. “Você já me explicou com é lembra? E Jasper já deixou claro em várias ocasiões como um recém-nascido é descontrolado e volátil. Não se preocupe. Eu já sei a mecânica. Só quero que acabe,” Já que faríamos eu queria que fosse logo. Uma raiva estranha estava invadindo meu interior. Porque as coisas tinham que ser dessa forma? Porque Edward não poderia ficar aqui e me transformar? Eu não ouvi de Tânya e Alexander também. Será que todos partiram?
Tanta dor, pesar e arrependimento. Ele, Tânya. As imagens dos dois juntos noite passada ainda queimando minhas retinas. E se ele realmente se foi com ela. E se Edward tinha fugido novamente.
Uma eternidade pra sentir dor. Vi-me cercada de grandes carvalhos, Uma figura solitária na floresta, cercada por um número de cada vez maior de árvores. Sozinha.
Eternamente sozinha. Minha garganta se fechou com a visão.
“Posso descansar por um momento?” Pedi um pouco sem fôlego.
Carlisle e Alice imediatamente deixaram o quarto. “Preciso dar alguns telefonemas. Durma um pouco, será sua ultima vez.” A voz de Carlisle era séria e cheia de significados. Eu estava perdendo muitas coisas ao deixar a humanidade para trás.
Eu sabia que na minha cabeça que Edward me amava. Mas também sabia agora que isso não era o suficiente para mantê-lo perto de mim. Eu tinha construído anos de defesa que não eram tão facilmente superadas.
Eu estava com medo.
Medo da imortalidade. Medo de me transformar em um predador capaz de beber sangue humano - de matar brutalmente. Mas acima de tudo, eu tinha medo que eu iria mudar, e ele iria embora, ou talvez escolhesse Tânya.
E eu ficaria sozinha. Inumana. Para sempre.
Não.
Em meu coração, eu sabia que era verdade. Uma possibilidade. No entanto, eu também sabia que dentro de mim, em algum lugar profundo, havia uma semente que foi plantada a cinco longos anos atrás.
Dúvida.
Quando ele me deixou, eu me senti quebrada além do reparo, convencida de que eu nunca seria verdadeiramente inteira sem ele. Então eu o busquei na Itália para deixá-lo meses depois. Tanto desespero e solidão.
Mesmo tendo me dito que foi até o Havaí, ele nunca lutou verdadeiramente por nós. Agora que ele estava de volta, uma parte de mim sabia que o dano não poderia ser desfeito. Provavelmente eu estava condenada a uma vida, se não uma eternidade, de inseguranças e dúvidas.
No entanto, meu amor não deveria depender do dele para sobreviver. Eu não preciso saber se ele me ama para proseguir amando-o. Acaso não deve o meu amor por Edward triunfar sobre todos os medos que eu tinha?
Amar alguém significa assumir riscos de que se pode perder tudo.
Amar Edward nunca esteve em questão. Mesmo na escuridão dos dias, meses, anos após sua ausência, eu sabia no fundo do meu coração que eu só poderia amar verdadeiramente Edward. Eu sabia disso quando Jake demonstrou certos sentimentos por mim em sua garagem na reserva a tantos anos. Eu sabia disso quando Richard tentou me beijar no meu aniversário de vinte anos. Eu sabia disso hoje de manhã quando Alexander tocou seus lábios nos meus.
Eu soube disso todos esses anos, mas tentei negar por um tempo - uma questão de sobrevivência. Uma parte de mim ainda tem medo. Medo de admitir para mim mesma, o que verdadeiramente amar Edward pode significar - e que pode custar.
Solidão,
Olhei para a mata densa, para as colunas de árvores ao longe, como se esperasse que ele viesse atráves delas me dizendo que tudo daria certo. Me explicasse as complexidades desta decisão para mim.
Mesmo lutando, mesmo fingindo, mesmo sentindo dor. Eu seria dele eternamente. Meu voto eterno. Toquei minha tatuagem por reflexo.
O0 ~ 0O
Alice me acordou com o café da manhã e um sorriso nervoso. “Temos alguns preparativos para fazer, é melhor se levantar.”
“Jasper voltou?” Eu perguntei rouca, me sentando na cama desajeitada por causa do ombro imobilizado.
“Ele ligou. Estão voltando. Expliquei o que vai acontecer e ele quer estar aqui pra você.” Ela estava escondendo alguma coisa. Continuei olhando pra ela com a sobramcelha arqueada enquanto comia meu cereal. Ela se tocou.
“Acho que ele voltou para Denali Bella.”
“Voltou?” Eu estava confusa. Como assim voltou?
“Ele e Tânya estavam lá a dois dias.” Ela explicou pacientemente.
Ah... Lembrei-me que eles tinham desaparecido por alguns dias. Ele tinha voltado para Denali, para a familia de Tânya. Era isso que Alice estava me dizendo?
“Denali?” Minha voz era um fiapo.
“Eu não sei, realmente eu não consigo ver. Ainda é indeciso, apenas uma nuance do que ele pode decidir, Desculpe.” Ela parecia realmente chateada.
“Tudo bem Allie.” Eu suspirei. “Não tem importância. Isso não muda nada.”
Eu realmente tinha alguns preparativos a fazer.
Liguei para Charlie e minha mãe. Uma despedida. Quem sabe algum dia eu poderia vê-los novamente? Ou ao menos falar por telefone e emails. Talvez.
Carlisle havia discutido mais cedo a possibilidade de forjar minha morte só o caso, mas achamos melhor esperar alguns dias para decidir. Tudo estava se movendo muito rápido.
Pedi a Alice que colocasse todos os meus diários em uma mala e levasse pra mim quando o restante de minhas coisas fossem transportadas para o Chalé. Minha caixa de lembranças também. Eu não queria esquecer nada. Eu queria todas as lembranças de Edward, as boas e ruins.
Dei os retoques finais em minha matéria desta semana e o editorial que enviaria para o próximo número da revista, mandei tudo por email. Alice me orientou a informar a Susan, minha chefe que eu estava doente. Isso me cobriria por alguns dias. Eu poderia continuar escrevendo para o jornal segundo ela. Minha mente seria muito mais afiada após a mudança então o problema era apenas a reunião mensal que demoraria a chegar visto que a última foi anteontem. Até lá já teriamos decidido se eu ‘morreria’ ou não.
Tudo era tão surreal que eu me sentia em um filme. Parecia ilusório que minha morte física seria esta noite.  
O0 ~ 0O
Apenas eu e Carlisle seguimos de carro até o referido chalé. Alice havia me dado uma pequena mala de mão e me vestido para uma nevasca. Ele me informou que no alto das montanhas era muito frio a noite e que a familia nos encontraria lá.
A medida que o dia passou o clima da casa Cullen foi se tornando mais e mais sombrio. Carlisle ficou fora o dia quase todo só retornando algumas horas antes de partirmos. Seus olhos estavam mais claros que o normal o que me fez entender que ele estava caçando. Claro. Meu sangue o iria torturar essa noite. Imediatamente me senti culpada. Seria tão difícil para ele.
Coloquei minha mão sobre a dele no câmbio do carro. “Me perdoe.” Eu estava sendo o mais sincera que eu poderia ser.
“Por quê?” Ele me deu um sorriso de astro de cinema.
“Pelo que você está prestes a fazer. Eu sei que o preço é muito alto. Eu compreendo.” Os olhos dourados me fitaram longamente, mais longamente que o permitido para quem dirigia. O carro não se moveu um milímetro fora do percurso. Ele alisou minha bochecha com delicadeza retirando sua mão de debaixo da minha.
“Eu sei, não se preocupe comigo. Eu ficarei bem.” O belo sorriso já não enfeitava seu rosto, apenas uma tristeza infinita de quem já viveu e viu muito. Será que eu teria esse mesmo olhar daqui a alguns séculos? Minhas entranhas se contorceram diante da enormidade da palavra.
O chalé era nada menos do quê eu imaginei vindo de Esme. Madeira, pedra e vidro. Menor que a casa ao pé da montanha, mas ainda lindo. Rústico e requintado. Todas as luzes estavam acesas, Esme nos aguardava na entrada.
Ela beijou longamente o marido o olhando nos olhos como se verificasse se ele estava bem. Eu ia me sentindo mais culpada a cada minuto.
Ela me levou em cada cômodo da casa me mostrando o lugar, várias salas com sofás imensos forados com peles de diversos animais, móveis pesados de madeira rústica e sólida. realmente maravilhoso, quente e acolhedor. As lareiras da casa estavam todas acesas aquecendo o ambiente e dando uma aparência de lar.
Imaginei-me sentada em uma das macias poltronas de pele enrolada em um cobertor em frente da lareira que crepitava, lendo um bom livro com Edward me segurando. Meus olhos se encheram de lágrimas, eu não queria chorar. Mas talvez devesse, minhas lágrimas secariam daqui a pouco.
Fui levada em silêncio a um enorme quarto de teto baixo, móveis escuros e uma grande cama King Size coberta por um cobertor preto macio. Meu quarto pelos próximos anos? Espero não quebrar nenhum móvel depois que minha força for absurda. Tudo era tão lindo e caro.
Quando me virei, todos os Cullen estavam me olhando. Suas expressões em variados graus de horror e tristeza.
“De quem é o enterro?” Eu não aguentava vê-los assim. Mesmo que eu mesma me sentisse dessa forma.
“Seu, oras.” Emmett descongelou e me pegou em um abraço. “Trouxe sua última refeição humana. Prometo que daqui a três dias te ensino a caçar algo mais apetitoso, como um urso ou um leão.” Seu sorriso era brincalhão, mas seus olhos não o acompanhava. Eu não pensaria em caçar agora.
“Venha, você vai gostar da minha surpresa.” Ele me pegou pela mão e saiu puxando. Jasper se postou ao meu lado, sua calma transparecendo em cada respiração. Sorri pra ele que piscou de volta. Esme pegou a outra mão livre e Alice ia à frente tagarelando enquando descíamos as escadas. Até Rosalie que mantinha uma distância considerável desde que cheguei estava mais próxima. Como se o próximo acontecimento fosse trazer algo mais que um acréscimo a familia.
Na mesa da sala de jantar conjugada com a cozinha espetacular, uma embalagem enorme do MacDonalds me aguardava. Eu ri alto.
“Quê? Um BigMac pra minha MiniMac.” Emmett era adorável para um vampiro tão grande.
Comi o sanduiche e tomei o milkshake de chocolate apreciando o sabor maravilhoso. Eu nunca mais sentiria o sabor do chocolate. Derepente um pavor começou a me tomar, eu nunca mais sentiria o sabor de muitas coisas. Eu não dormiria e nem choraria, eu não faria amor com os hormônios em fúria e não sentiria frio. Tanto a perder.
“Vamos?” Eu não queria pensar nisso, não agora tão perto. Carlisle não podia ser visto em nenhum lugar. Alice me estendeu a mão.
“Venha. Vou ajudar você a se trocar.” Dei um ‘até daqui a pouco’ para minha familia. Beijei no rosto cada um deles com excessão de Rosalie que estava mais distânte junto a janela.
Subi as escadas com o coração pesado. Eu estava cumprindo meu destino sem o meu destino junto a mim. Isso era uma droga. Imutável. Edward. O que ele pensaria ao me ver transformada? Provavelmente correria para as colinas.
Já no quarto notei uma pequena bandeja de metal com uma seringa longa com um frasquinho ao lado da cama.
Sobre o cobertor preto minha camisa dos Espartanos. Conforto e aconchego. Um pedacinho do meu Edward
“É bom que você tenha se depilado quando fomos a cidade na semana passada.” Alice soltou do nada.
“Hum?” Eu não endendi a conotação.
“Bella bobinha. Os pêlos não voltam a crescer depois da transformação, nada em você será alterado após hoje a noite, Então, sem pêlos para você por toda a eternidade.” Tive que rir do absurdo da lógica de Alice. Só ela pra pensar nisso nesse momento.
Já passava das dez da noite e por hábito fui ao banheiro, escovei os dentes e o cabelo e coloquei minha camisa preferida de dormir, um minuto humano. Meu último minuto humano. Ao voltar para o quarto Carlisle estava sentado no loveset próximo a janela. Ele tinha os cotovelos nos joelhos e as mãos na cabeça. Parecia desolado.
“Desculpe novamente.” Eu me sentei ao lado dele.
“Eu nunca fiz isso a alguém saudável e tão cheia de vida. Eu não mato por prazer ou por egoísmo, e é assim que me sinto agora. Matando por que será mais fácil pra mim e minha família se eu te transformar.” Ele estava quebrado e triste.
“Eu me sinto comodista e mesquinho tirando sua vida Bella.” Ele me olhou nos olhos e eu quis voltar atrás, só que eu não podia. Não mais.
“Você está fazendo isso por mim. É minha família também Carlisle.”
“Ok, Vamos lá” Nos levantamos e eu me deitei na cama macia, sob os cobertores quentes e aconchegantes.
“Vou tentar uma técnica diferente com você. Morfina.” Ele me mostrou o frasquinho e a seringa. Fiz uma careta para a longa agulha. “Espero minimizar a dor, mas não garanto nada. Farei incisões em suas principais veias e artérias. A princípio você não sentirá nada. Você estará sedada nesse ponto. Quanto ao resto eu realmente não sei.” O modo médico tinha vencido e o Dr. Cullen estava me preparando para o fim.
“Obrigada.” Eu agradeci por tudo, não só pelo que ele estava fazendo alí, pelo que ele estava me dando. A intensidade de minha declaração o pegou de surpresa. Ele sorriu pela primeira vez desde a viagem.
“Vejo vocês do outro lado.” Falei baixinho, mas sabia que todos na casa poderiam ouvir.
A picada da agulha foi dolorosa, minha última dor física. Meus últimos pensamentos foram para ele.
Lembrei-me da urgêcia de Edward me levando contra o paredão de pedra apenas um dia atrás. Seus olhos vorazes e o desespero em sua voz.
“Você canta pra mim, feita pra mim.”
“Minha.”
Sim meu Edward, sua. Feita pra você.
Tudo estava escuro então. Eu flutuava sem peso pelo espaço.

Nota da Autora:
Sei que o capitulo está curtinho mas prometo um bem maior para segunda.
Quero agradecer a todos os lindos, deliciosos e gentis comentários dos meus fieis leitores. Inclusive os da pagina inicial. É maravilhoso o incentivo que vocês me dão. Isso é muito importante pra mim. Eu como leitora assídua de FanFic, alias, leitora fanática de FanFic. (Já li mais de 600 no total, tenho uma lista pra provar). Sei que é muito chato que o autor fique pedindo reviews, mas agora eu os entendo. rsrsrs. 
Façam a autora feliz... Deixem seus comentários... rsrsrs
Tem algumas perguntas que me fizeram nos comentários vou responder agora.
- Alexander tem características quase humanas, pele menos fria que o normal para um vampiro e seus olhos são estriados de azul. Isso é uma nuance de seu dom. Ele foi feito para seduzir mais ainda que um vampiro comum. Seu dom assim como o de Jasper trabalha no centro das emoções humanas. A diferença é que Alexander se limita a libido e sensações de prazer. Íncubo lembra? Aro o quis na guarda Volturi justamente por ele ser capaz de seduzir cada pessoa na sala com seu encanto, não só as mulheres mas os homens também. Veremos um pouco mais dele e seu dom extraordinário nos próximos capitulos.
- Creio que ainda faltam uns oito capitulos para o fim. Estimativa, só tenho o esboço dos mesmos pronto. Não os capitulos terminados.
- Vou disponibilizar a playlist com todas as músicas de DQ para vocês baixarem assim que possível. Prometo. Eu só escrevo ouvindo. É muito inspirador.
Se vocês tiverem mais dúvidas, qualquer uma, basta perguntar.
Beijos e vejam as imagens do Chalé onde Bella está sendo transformada.

Imagens do Capítulo:
 
 Quarto de Bella

 
 







Até segunda meus amores.

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2 comentários:

  1. Uau!chega logo segunda,estou louca pra ler a o resto da história ficou interessante

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  2. Uau!chega logo segunda,estou louca pra ler a o resto da história ficou interessante

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