quarta-feira, 10 de outubro de 2012

FanFic 'Dark Queen' – Capítulo 22 – A Vida é Maravilhosa Quando Você Está no Mundo

 Yey!!! Estou tão feliz. Batemos o record de comentários no último capítulo.
Vocês são incríveis. Muito obrigada!
No capitulo de hoje temos algumas cenas bem fortes então se preparem. 
Ao final você poderá ver o quê e onde está a Tatoo de Bella.
A música que Bella toca para Edward é a música do capítulo. Linda.
Ouçam e vejam a tradução no link para o YouTube.
Boa leitura e não se esqueçam de me deixar feliz.

Dark Queen
22
A Vida é Maravilhosa Quando Você Está no Mundo
***
Your Song / Sua Canção
So excuse me forgetting but these things I do/ Então me desculpe por esquecer mas eu faço esse tipo de coisa
You see I've forgotten if they're green or they're blue / Você vê, eu esqueci se eles são verdes ou azuis
Anyway the thing is what I really mean / De qualquer forma, isso é o que eu realmente quero dizer
Yours are the sweetest eyes I've ever seen / Seus olhos são os mais doces que eu já vi

And you can tell everybody this is your song / E você pode dizer a todos que esta é sua canção
It may be quite simple but now that is done / Ela pode ser bastante simples, mas agora está pronta
I hope you don't mind / Eu espero que você não se importe
I hope you don't mind that I put down in words / Espero que você não se importe que eu expresse em palavras
How wonderful life is while you're in the world / Como a vida é maravilhosa enquanto você está no mundo

If I was a sculptor, but then again, no / Se eu fosse escultor, mas eu não sou
Or a girl who makes potions in a travelling show / Ou garota que faz poções em um show intinerante
I know it's not much but it's the best I can do / Eu sei que não é muito mas é o melhor que eu posso fazer
My gift is my song and this one's for you / Meu presente é minha canção e é só para você

And you can tell everybody this is your song / E você pode dizer a todos que esta é sua canção
It may be quite simple but now that it's done / Ela pode ser bastante simples, mas agora está pronta
I hope you don't mind / Eu espero que você não se importe
I hope you don't mind that I put down in words / Espero que você não se importe que eu coloque em palavras
How wonderful life is while you're in the world / Como a vida é maravilhosa enquanto você está no mundo
Ellie Goulding
***
Bella POV
Sabe aquela sensação que temos quando estamos em um pesadelo muito real e ficamos tentando acordar e não conseguimos? Era onde eu me encontrava. Em um pesadelo assustador sem fim.
Como uma música ruim tocando sem parar em minha mente, a cena bizarra repassava mais e mais por detrás de minhas pálpebras.
Por incrível que pareça eu não estava com raiva, eu não estava desesperada, não estava devastada, apenas vazia. Até as minhas lágrimas secaram juntamente com meu espírito. Como se não houvesse esperança. Nem sonhos, nem alegria, sem felicidade. Não havia mais nada. Nada a perder, nada a conquistar.
Depois do que pareceu horas ou talvez minutos eu descongelei. Lenta e silenciosamente fechei a porta e fui ao closet me trocar.

Nua em frente ao enorme espelho eu me olhei. Eu não era mais aquela menina plana e sem sal da minha adolescência, mas também não era a beleza moldada em pedra de Tânya. Por mais que tentasse, eu nunca alcançaria seu patamar.
A noite que eu e Edward tivemos a um mês me veio a mente. O olhar de adoração em seu rosto, as mãos suaves e frias em minha pele, sua boca em mim. Lembranças eternas para uma mente falha, um presente dos céus para que eu guardasse em minha caixa de tesouros. A minha tatuagem pequena e escura gritava sua acusação a mim. Eu tinha me esquecido da promessa, a decisão tomada a tanto tempo e que no passar deste último mês eu empurrei para o fundo de minha mente. Ao me lembrar, instantaneamente eu estava em paz.
Eu tinha jurado a mim mesma que aconteça o que acontecer, eu pertencia a Edward Cullen. Para sempre, irrevogavelmente. Naquele dia dentro do Studio de tatuagem eu fiz meus votos. Como em um casamento onde os noivos proclamam seu amor e devoção eternos.
Eu os promulguei sozinha. Aninhada em minha miséria e solidão, na agonia e no sangue, eu cravei em minha pele seu domínio sobre mim. Mesmo que eu nunca mais o visse, nunca mais o tocasse, mesmo que ele seguisse em frente. Eu, Isabella Marie Swan pertencia a Edward Anthony Masen Cullen eternamente.
Procurei no fundo de um dos armários e encontrei a camisa dos espartanos já gasta em que eu dormira pelos últimos três anos. Levei por instinto ao nariz e tudo que senti foi o cheiro de amaciante de roupas. O E. Cullen nas costas da camisa gritava pra mim em negrito. Já vestida com a enorme camisa, me sentei numa poltrona próxima. Abracei-me por um tempo tentando expurgar o frio que se instalara em minha alma. No canto mais afastado dentro do enorme cômodo cheio de roupas, meu violão descansava. Eu não tocava desde a noite da festa de formatura. Meus dedos coçaram. Nada melhor do que música para apartar fantasmas do passado ou então mantê-los junto.
Com o violão em punho voltei ao quarto e me sentei de pernas cruzadas no meio da cama. Testei a afinação e fiz alguns ajustes. As notas fluíam fáceis pelas minhas mãos. Dedilhei aleatoriamente passando por algumas músicas. Uma em particular me chamou a atenção. Era antiga, da década de sessenta se não me engano. A letra e a melodia expressavam de um amor bucólico, incondicional. Deixei-me levar pela harmonia simples e doce. De acordo com a sabedoria popular, quem ama deixa partir. Através das notas dessa canção eu o deixava ir. O liberava para viver e amar quem ele quisesse. Desde que ele fosse feliz, minha felicidade não era muito importante. Basta-me que ele exista. Que ele caminhe pelas mesmas ruas, respire o mesmo ar. Habite o mesmo mundo.
Senti a porta se abrindo, mas não olhei para ver quem era. Eu só queria me perder na música, liberar o amor aprisionado dentro de mim. Dos meus poros, minhas entranhas, eu deixei que esse sentimento permeasse o ar ao meu redor. Não importa... Não importa. Ele estava livre.
Quando abri os olhos, Jasper me encarava com os olhos marejados. Um pequeno sorriso triste aflorou de seus lábios e eu retribui.
“Isso foi lindo. Sempre gostei de Elton John*
“Essa é uma versão mais Ellie Goulding*.” Dei de ombros sem graça. Ele me olhava aguçadamente.
“O que houve? Eu posso sentir, mas não sei o porquê de tudo isso.” Eu pensei por alguns minutos, não sabia o que responder. Os olhos dele estavam leves e muito claros.
“Como foi a caçada?” Mudei de assunto. Ele percebeu meu desconforto e ergueu as sobrancelhas. Balancei a cabeça negativamente. Eu não queria falar, não queria ser ouvida pelos outros. Jasper assentiu entendendo.
“Foi ótima, um urso errante cruzou meu caminho. Matei Emmett de inveja.” Sua expressão era de diversão. Caímos em uma conversa fácil e em pouco tempo Alice se juntou a nós. Eu estava distante e não conseguia me concentrar muito nos assuntos. Logo fui deixada sozinha com meus pensamentos. O vazio estava lá me fazendo companhia.
O0 ~ 0O
Abri os olhos ainda para um céu escuro, 04h30min da manhã. Eu tinha dormido menos de três horas.  Eu estava desperta, melhor me levantar e correr. Eu me sentia estranhamente calma. Não esgotada. Não desanimada. Não desesperada. Nada remotamente parecido com a angústia esmagadora que eu esperava em manhãs como esta. Manhã depois de ver o que eu vi.
Eu me inclinei contra a bancada do banheiro suportando meu peso com uma mão enquanto eu escovei os dentes com a outra. Sem pensar, olhei no espelho estremecendo com meu reflexo. O rosto que olhou de volta para mim era que eu não tinha visto em três anos. Olhos vazios, lábios rachados, pele sem brilho.
Cristo, eu estava cansada.
O ar estava pesado, abafado. O calor forasteiro fez minha testa orvalhar. Provavelmente uma tempestade estava chegando. Vesti uma camiseta cinza e calças de lycra confortáveis para corrida, Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo alto. Meus tênis já estavam bem gastos. Compraria outro quando fosse à cidade.
Precisava de um café bem forte. Sai do quarto o mais silenciosamente possível, mesmo sabendo que respirar nesta casa fazia barulho aos ouvidos sensíveis. Iniciei a máquina de café na cozinha super moderna de Esme. Abri as enormes portas que davam para o jardim dos fundos e admirei a vista. A noite estava clara com uma lua quase cheia no céu, nuvens esparsas se moviam devagar. Provavelmente uma tempestade mesmo. A máquina apitou me tirando do transe provocado pelas nuvens. Ao me voltar quase tive um colapso. Alexander estava imóvel a poucos metros de mim. Uma estátua perfeita e linda, mortal. Meu coração foi a mil e minhas pernas bambearam. Ele descongelou e como um felino e caminhou em minha direção.
“Desculpe.” Ele murmurou bem baixinho, quase inaudível. “Não queria te assustar.” Ele parou a cinqüenta centímetros de mim, perto o suficiente para me fazer desconfortável.
Ele me olhava profundamente nos olhos, a sensação de estômago borbulhante me rodeou. No fundo de minha mente eu sabia que ele estava usado seu dom. Eu estava presa em seu olhar dourado. Alexander se aproximou mais, nossos corpos quase se tocando, como um borrão sua mão branca roçou suavemente pela minha bochecha. Notei que seus olhos tinham uma combinação bizarra de dourado e azul.
“Seus olhos.” Eu formei as palavras tão baixo que só um vampiro poderia ouvir. Um sorriso torto quase tão bonito quanto o de Edward enfeitou suas feições. Instintivamente levantei a mão para tocá-lo, mas parei no meio do caminho. Eu estava enredada em sua teia sedutora, meu interior vibrava com uma mistura de ardor e desejo, sua boca era tão bonita, suas feições tão perfeitas. Como seria beijá-lo? Uma curiosidade estranha estava sendo construída dentro de mim.
Sua mão agora tomava toda a lateral do meu rosto, do inicio da testa ao meu queixo, seu polegar me acariciava lentamente como uma pluma macia. Eu exalava em arquejos. Apenas com o pequeno toque eu estava em chamas. Toquei seu rosto espelhando seu movimento. Sua pele não era tão fria quanto à dos meus outros vampiros. Ele parecia quase humano. Cada segundo mais perto, mais perto. Seu hálito me atingiu em cheio. Eu queria respirá-lo. Uma mistura cítrica adocicada, especiarias finas, manhã ensolaradas de domingo em um campo de flores. Fechei a distância entre nós com os lábios entreabertos. Não o toquei, só queria sentir seu gosto em minha língua. Estávamos em uma bolha de sensações inebriantes. Ele tocou seus lábios ofegantes nos meus igualmente famintos, não nos movemos, foi apenas um leve roçar. Uma eternidade se passou. Eu teria morrido mil mortes ali.
O que veio a seguir era confuso. Um barulho ensurdecedor me cercou. Era rápido como um borrão e vinha de todas as direções. Eu estava no centro da cozinha, encostada a bancada de granito, lascas de madeira e objetos voavam pelo ar ao meu redor. O som de pedra batendo contra pedra.
Quando minha visão clareou e o torpor induzido por Alexander desanuviou minha mente eu vi o choque de cabelos bronze. Edward o segurava pelo pescoço a altura dos armários na parede. Era uma dança mortal, hora um, hora outro se chocando pelas bancadas e utencilhos através da cozinha.
“Parem, Parem, PAREM!!!” E gritei apertando os ouvidos com as mãos. Nesse momento, Jasper e Emmett seguravam os lutadores incontroláveis próximos a mim. Carlisle entrou voando retornando do plantão naquele instante por sorte e se postando entre os dois. Os vampiros rosnavam e chiavam um para o outro de forma assustadora. Edward rugiu feito um leão protegendo a caça.
“MINHA.” Veneno escorria por seu queixo e seus olhos eram ferozes. Alexander por sua vez gargalhava entre rosnados e silvos.
“Ela não pertence a ninguém.” Era enlouquecedor vê-los alí se debatendo e quebrando tudo.
Encolhi-me no chão da cozinha debaixo da bancada semi destruida. Tapei meus ouvidos e fechei bem os olhos. Eu queria que isso parasse. Tudo começou a ocilar ao meu redor e percebi que era eu que tremia descontroladamente.
“Não, não, não...” Eu só queria que eles parassem de brigar e quebrar tudo.
Um silêncio absurdo caiu sobre o cômodo a pouco barulhento. Todos os vampiros machos e também as fêmeas da casa estavam alí agora me encarando sem saber o que fazer diante da minha crise emocional da humana.
Os encarei de volta com lágrimas escorrendo pelo meu rosto sem parar. Era muito pra processar. Olhei para Edward que agora me olhava com olhos negros ardentes, um lampejo cintilante brilhou alí. Raiva? Dor? Desdem? Eu não consegui decifrar.
Levantei me apoiando na parede que esfarelava ao meu lado. Virei-me e comecei a correr. Notei que Carlisle gritou algo pra mim, mas eu não queria ouvir nada. Eu queria ficar sozinha. Processar todos os acontecimentos. Jasper e Alice estavam ao meu lado quando eu saía pelos portões da propriedade.
“Eu não quero companhia, esfreguei o rosto limpando as lágrimas.” Por mais amigos que eles fossem. Por mais competente em seu dom que Jasper fosse. Eles não eram humanos. Eles não podiam saber o caos instalado dentro de mim.
O olhar de pura preocupação que recebi amoleceu meu coração. Sem me deter eu argumentei com eles.
“Não irei longe eu prometo, só preciso pensar. Sozinha.” Dei enfase a palavra para me fazer entender.
Jasper assentiu e Alice pensou em protestar não sendo permitida por seu marido.
Eles recuaram me deixando em paz. Minha mente girava em torno de todos os acontecimentos.
O que fodidamente aconteceu ali?
A experiência tinha sido tão surreal que meu cérebro ainda estava lutando para processá-la.
Comecei a repetir os eventos da manhã e imediatamente me senti mal do estômago. Tudo que aconteceu nesse curto espaço de tempo em que eu estava vivendo com os Cullen. Que loucura foi essa?  E o que havia acontecido entre mim e Alexander - Deus, o que ele tinha feito - Bem, eu não sei se eu seria capaz de digerir isso.
Os Volturi, Edward e Tânya, Carlisle e sua conversa sobre vampirismo – Estas questões estavam ameaçando me comer viva de dentro para fora.
Por que Edward insistia em me reclamar como dele?
O que isso significa?
Quando os Volturi viriam me matar e se viriam?
Sofrendo de vertigens, inclinei-me para frente e descansei minha cabeça entre os joelhos. Fechei os olhos e comecei a respirar forte, dentro e fora, dentro e fora, contei até dez em cada respiração, numa tentativa de me impedir de desmaiar, ou hiperventilar, ou quem sabe desencadear gritos primais.
Com cada respiração que inalava, meus batimentos cardíacos foram voltando ao normal. Olhei ao redor, o dia já estava claro o suficiente para ver onde eu tinha ido.  
Merda. Merda. Merda. Sentei-me no chão encostada a uma árvore.
Abraçando-me, eu balançava para frente e para trás clarenado minhas idéias, um enorme paredão de pedra subia a minha frente. O vento chicoteava as árvores ao meu redor me fazendo estremecer na fina camiseta.
Dez minutos se passaram.
Vinte.
Trinta.
Mas não importava o quanto eu tentei envolver minha mente em torno dos acontecimentos, nada fazia sentido. O sentimento de posse repentino de Edward. Alexander descarregando seu dom potente em mim. A briga violenta que destruiu a cozinha impecável de Esme.Tudo era uma bagunça tão inexplicável e inesperada.
Esses estavam sendo dias de merda.
Oh meu Deus.
A realização atingiu-me com uma força bruta.
E se... Edward ainda me ama.
Eu congelei por um instante, o pânico substituindo as borboletas que estavam rodado em meu estômago agitado por um bloco sólido de gelo. Sufocada pela visão dele em minha cama, seu olhar de puro ciúme cada vez que Álex estava por perto, sua relutância em ser tocado por Tânya cada vez que ela dava uma investida em minha frente. Eu apertei meus olhos fechados e balancei a cabeça lentamente, mecanicamente.
Não. Não. Não.
Deus, o que eu tinha feito?
Eu precisava juntar as peças. Eu precisava pensar. Saltei para os meus pés e comecei a andar sem rumo, analisando cada palavra, cada olhar, cada toque, nossas trocas no último mês. O olhar de pânico em seu rosto quando me viu olhando para eles ontem. Seu olhar era de puro pânico. Ele me ama.
Derepente eu estava contra o paredão de pedra Edward estava me imprensando com seu corpo. Minha respiração se acelerou e meu coração começou a corrida louca. De onde ele veio?
Ele estava aqui. Sua voz era baixa e agitada.
“Por quê? Porque você está me torturando assim? Como você pôde beijá-lo, deixar que ele te tocasse. Você é minha. Só minha.” Ele me apertava contra as pedras mais e mais.
“Você vem me torturando estando com outros homens. Jasper, Emmett, Alexander. Até meu pai. Todos estão perto, caídos por seu canto de sereia, todos querem sua atenção e a têm menos eu. Você me manda sinais que me quer novamente e depois me expulsa de seu quarto. Eu estou enlouquecendo.”
Eu estava apavorada. Seus olhos eram sombrios e suas mãos frenéticas em meu rosto me segurando no lugar. A parede fria atrás de mim estava começando a me machucar. Ele estava descontrolado, muito fora do personagem para o homem doce e gentil que eu conhecia. Eu só o vi assim quando nos encontramos em Volterra. Quebrado.
“Edward.” Tentei me mover e ele me segurou mais apertado.
“Você não vai fugir, não dessa vez, eu não vou deixar.” Ele sacudia a cabeça freneticamente em negação. “Minha, minha, minha.” Ele repetia como um mantra.
Eu precisava acalmá-lo. Ou ele acabaria fazendo alguma besteira da qual se arrependeria. “Solte-me Edward. Precisamos conversar.” Eu tentei debilmente, meu comando parecia empurrá-lo mais perto da borda. Ele cerrou a mandíbula e seus quadris se contrairam, fazendo seu membro duro se esfregar contra mim.
“Diga que me quer, que eles não são nada. Todos eles.” Ele sacudiu a cabeça como se para afastar uma lembrança ruim.
“Diga que aquele garoto no Havaí não significou nada, ele era nada.” Seus soluços estavam mais intensos. “Você é minha.” Sua voz era perigosamente baixa no meu ouvido. Suas mãos desceram para meus quadris e me puxaram mais apertado se isso era possível. Ele respirava em rajadas.
“Por favor, Edward, não assim. Vamos conversar.” Ele explodiu. Seu rugido me calando imediatamente.
“Porque você quer falar agora. Achei que você queria foder um vampiro. Diga-me Bella, você quer foder com um vampiro? Eu vi você dois na cozinha. Você e Alexander, ele quer te roubar de mim, eu sei, eu vi seus pensamentos. Ele quer te levar pra longe de mim. Eu não vou deixar. Não vou.”
Ele pegou minhas pernas uma de cada lado e me fez enlaça-lo pela cintura. Se apertando em meu centro. Suas mãos frias esmagavam minha carne do quadril a as pedras as minhas costas arranhavam minha pele.
Ele avidamente tomou minha boca e enfiou a lingua rudemente no fundo de minha garganta quase me sufocando. Eu tinha que fazer alguma coisa. Ele iria me ferir sem querer e o desatre seria instaurado. Sua lingua passeou por meu rosto, meu pescoço, atrás de minha orelha. Ele inspirou irregular, “Você canta pra mim, feita pra mim.”
Tentei afastá-lo em vão, ele nem notou, era como empurrar uma parede. “Edward..” Falei estrangulada. Ele não me ouvia em seu frenesi desvairado.
“Você será minha Bella, minha. Eu quero ver ao vivo o que vi na mente dos outros.” Enquando falava esses disparates, ele rasgava minha camiseta ao meio espondo o top preto por baixo. Retirei minhas mãos de seu peito e tentei tocar seu rosto.
“Baby, olhe pra mim.” Minha voz soou abafada pelos seus lábios impacientes.
“Não você não vai fugir. Não mais. Você queria foder um vampiro então é isso que vai ser.”
Eu estava gelada. Minhas mãos voaram para o alto, acima de minha cabeça, seus longos dedos me seguravam firme pelos pulsos enquando eu era aquilibrada contra a parede por sua pelve, sua boca tapando a minha me impedindo de falar e a outra mão livre rasgando o restante de minhas roupas.
Eu queria gritar e me afundar nele ao mesmo tempo. Seu descontrole evidente por anos de negação. Os trapos rasgados de minha calça de lycra pendiam pendurados a minha cintura e o resto de minha calcinha preta no chão a nosso redor.
Meu medo era tão intenso que me paralisou. Não foi assim que sonhei minha primeira vez com Edward.
Ele desceu a boca por meu seio e barriga ainda com meus braços presos acima de minha cabeça. O meu sangue batia em meus ouvidos fazendo com que ele soasse como se estivesse embaixo d’agua.
Senti um leve puxão em meu ombro esquerdo, uma ardencia intensa. Dor. Sua boca estava no meu umbigo. Já não era divertido, meus braços doiam e minhas costas estavam em fogo.
O chão agora estava debaixo de mim e ele pairava sobre meu corpo como o vampiro que era. Sua natureza animalesma totalmente no controle do homem racional.
Ele me comia com os olhos, apalpando, me esfrengado dolorosamente. Sua lingua fazia o caminho de suas mãos, ele fitou meu corpo seminu e estancou.
Em câmera lenta sua cabeça se inclinou para o lado e seus olhos se arregalaram. Vagamente tomei ciência que ele olhava minha tatuagem. Eu estava a deriva. O peso em cima de mim, que me impedia de respirar foi tirado e um rosnado alto foi ouvido do fundo de onde eu estava submersa.
Alice gritava postada a minha frente e Jasper rugia furiosamente para um Edward encolhido próximo a uma enorme árvore partida.
Minha última lembrança foi de Alice me envolvendo com uma grande jaqueta e me pegando no colo.
O0 ~ 0O
Abri os olhos e estava escuro, o cheiro familiar de minha cama me confortou. Tentei me mexer e meu corpo doeu por toda parte. Meu coração estava pesado. O céu parecia desabar do lado de fora. Uma tempestade cortava o céu com raios e trovões.
“Não se mova, por favor.” A voz de sinos de vento veio de Alice ao meu lado.
“O que aconteceu?” Perguntei rouca, minha garganta estava seca e meus lábios rachados.
“Aqui, beba.” Um copo d’agua se materializou em minha frente. Tomei tudo num gole só.
“Você não se lembra?” Alice parecia contrita, angustiada.
“Sim e não.” Eu disse me esforçando para puxar a memoria. “Algumas partes.”
Tudo estava voltando, a madrugada, Alexander, minha epifania, Edward.
“Onde está Edward?” Perguntei desesperada tentando me levantar e uma dor aguda em meu ombro me impedindo.
“Chiiii. Fique quieta. Vai acabar se machucando assim.” Alice ajeitou meu travesseiro.
“Alice, não desconverse, onde está Edward. Onde.” Eu quase gritei.
Ela suspirou profundamente como se precisasse de ar. “Ele fugiu assim que Jasper o tirou de cima de você.” Não o vimos mais. Emmett e os outros estão procurando por ele. Sua voz era de desgosto.
“Você tem que ver pra onde ele foi. Alice por mim. Ele precisa de mim.” Eu implorei.
Ela negou com a cabeça, “Eu tentei.” Ele não decidiu nada, está andando a esmo, sem direção.
“O que aconteceu comigo.” Eu perguntei com medo.
“Além do choque emocional. Apenas algumas escoriações e hematomas e um ombro deslocado. O susto foi o mais grave.”
“Onde está Carlisle?”
“No plantão. Não conseguiu cancelar. Ele saiu daqui muito preocupado com você. Já liguei dizendo que você estava acordando. Ele está a caminho.” Seu sorriso e reconfortante, mas forçado. Como se aproveitando a deixa Esme entrou com uma bandeja.
“Como se sente querida?” Ela colocou as coisas ao meu lado e me ajudou a levantar ajeitando o travesseiro para que eu me recostasse.
“Fiz uma sopa. Acho que está boa.” Ela sorriu franzindo o nariz. “O canal de culinária tem me auxiliado muito.”
“O cheiro está ótimo.” disse salivando. Tomei a sopa lentamente para não queimar a lingua. Minha mente estava em todos os lugares. Eu estava tão preocupada com Edward. Ele deveria estar se sentindo horrivel. A que ponto chegamos. Isso tinha que mudar. Se resolver.
Carlisle entrou no quarto com um sorriso no rosto e em modo médico. Examinou-me meticulosamente e se sentou na beirada da cama. Alice e Esme se retiraram nos dando privacidade.
“Desculpe.” Ele começou a conversa sério. “Eu deveria ter previsto uma coisa assim. A nossa natureza é volát...” Eu o interrompi.
“Não se desculpe, só estou colhendo anos de palavras não ditas e sentimentos aguardados. A culpa não é sua. Eu deveria ter tirado os olhos do meu umbigo e visto ao meu redor.” Ele permaneceu calado ouvindo meu desabafo.
“A culpa não foi de Edward tampouco, eu não sei bem como chegamos aquele ponto, mas ele não tinha a intenção de me ferir. Você sabe disso não é?” Perguntei intensamente.
“Eu sei.” Ele balançou a cabeça pesaroso. “Mas agora sua auto-aversão vai piorar. Ele sempre foi muito negativo sobre si mesmo e depois de te deixar neste estado creio que irá fazer tudo pior.”
“Eu tenho uma solução imediata que irá resolver grande parte dos nossos problemas.” Eu disse resoluta. Ele esperou que eu falasse.
“Mude-me.” Carlisle ofegou e senti Alice se movendo como um relâmpago pela casa.
“Estou pronta.”
Nota da Autora: 
 - Elton John: Sir Elton Hercules John, CBE (nascido Reginald Kenneth Dwight; Londres, 25 de março de 1947) é um premiado cantor, compositor e músico britânico. Elton John já vendeu mais de 450 milhões de cópias em todo mundo.

 - Ellie Goulding: Elena Jane Goulding (30 de Dezembro de 1986, Hereford, Inglaterra), mais conhecida pelo seu nome artístico Ellie Goulding é uma cantora, compositora e guitarrista inglesa. Ellie chegou a fama depois de alcançar o topo do "BBC Sound of 2010" e ganhar o Critics Choice Award no BRIT Awards 2010. No final de 2009, assinou com a 'Polydor Records', depois disso, lançou seu primeiro EP (extended play) intitulado An Introduction to Ellie Goulding. Em 2010 lançou seu primeiro álbum, Lights. O álbum foi relançado em 2010, sob o título Bright Lights
E aí, gostaram? Edward surtou geral. A tatoo de Bella fazendo efeito.
Meus Fieis leitores, tenho um favor a pedir. 
Na pagina de fanfics do Blog, onde ficam os capítulos de Dark Queen, tem alguns comentários que eu gostaria que vocês lessem. A imagem da fic está sendo prejudicada por causa das cobranças pelos capitulos e tem gente deixando de ler por achar que a mesma não está sendo postada.
Será que alguém pode deixar algum comentário positivo lá para mim? Falando que está gostando ou se a fic é legal. Eu agradeceria muito.
Leiam lá e vocês vão entender.
Conto com vocês para deixarem comentários e marcar os quadradinhos. 

Imagens do Capítulo:
Roupas que Bella usou para correr.
Tatuagem de Bella - Diz:
E.C - I'm Yours
Edward Cullen - Eu sou sua
 Até Sábado.
 Se você perdeu algum capítulo Click Aqui

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