segunda-feira, 15 de outubro de 2012

FanFic 'Dark Queen' – Capítulo 24 – Odeie-Me

 Bem... Bem... Bem.
Não quero falar muito hoje.
Leiam e comentem.
Não aceito reclamações, só coisas boas. rsrsrs
Dois POVs e dez páginas? Só coisas boas.
A música do capítulo de hoje é uma das minhas preferidas, e da minha banda preferida.
Se deliciem.
Dark Queen
24
Odeie-Me
***
Hate me / Odeie-me
I have to block out thoughts of you so I don't lose my head / Eu tenho que parar de pensar em você para eu não perder a minha cabeça.
They crawl in like a cockroach leaving babies in my bed / Eles engatinham como uma barata deixando ovos na minha cama.
Dropping little reels of tape to remind me that I'm alone / deixando cair pequenos pedaços de fita para lembrar que eu estou sozinho
Playing movies in my head that make a porno feel like home / passando filmes na minha cabeça que fazem com que um pornô se sinta bem.
There's a burning in my pride, a nervous bleeding in my brain / Meu orgulho já se machucou, e o meu cérebro está com medo.
An ounce of peace is all I want for you. Will you never call again? / Tudo que eu quero de você é um pouco de paz. Você nunca vai me ligar de novo?
And will you never say that you love me just to put it in my face? / E você nunca mais vai dizer que me ama, só para jogar na minha cara?
And will you never try to reach me? / E você nunca vai tentar falar comigo?
It is I that wanted space / Só porque fui eu que quis um tempo.

Hate me today / Odeie-me hoje.
Hate me tomorrow / Odeie-me amanhã.
Hate me for all the things I didn't do for you / Odeie-me então você poderá finalmente saber o que é bom para você.
Hate me in ways / Odeie-me de um jeito que...
Yeah ways hard to swallow / Isso de um jeito que você não consiga engolir.
Hate me so you can finally see what's good for you / Odeie-me então você poderá finalmente saber o que é bom para você.
Blue October
***

Bella POV
Um mar de árvores antigas me rodeava, eu corria tentando achar uma saída. Raízes e o mato úmido rasteiro me faziam escorregar. Eu estava perdida?
“JASPER? ALICE? CARLISLE? EMMETT?” Meus gritos desesperados enchiam o ar em vão. Horas, dias e nada. Não havia saída. Eu corria, corria e as árvores se fechavam me impedindo de passar. Cansaço, eu não aguentava mais correr. Meus braços e mãos arranhados pelos galhos baixos que me cortavam profundamente.
“ALGUÉM?” Minhas lágrimas escorriam sem parar pelo meu rosto me impedindo de ver, eu escorreguei novamente ferindo minhas pernas no processo. Eu estava sangrando, sangrando muito. Meus vampiros agora não poderiam vir me salvar. Muito sangue. Levantei-me e corri sem direção. Eu tinha que sair daqui. Por onde?
Depois do que pareceu anos e paisagem mudou, eu estava em uma praia deserta, atrás de mim a floresta escura e desoladora, a minha frente o oceano sem fim. Meu coração batia freneticamente, dolorosamente. Eu estava morrendo? Era difícil respirar. Agora sentada na areia fina e branca eu podia sentir o sol. Ele aquecia minha pele úmida de sangue o fazendo coagular e secar. Eu estava coberta de sangue por toda parte. Braços, pernas, minha camisa dos Espartanos colada ao meu corpo manchada de vermelho, a sola dos meus pés descalços em carne viva na areia escaldante. Olhei pra cima queimando também minhas retinas no dia absurdamente claro, cegante. Devia ser meio dia, estava muito quente, minha pele ferida ardia. Eu tinha que voltar para a floresta, para a sombra das árvores ou eu iria morrer tostada.
Arrastei-me em direção ao bosque, quanto mais caminhava mais distante ele ficava. Era uma tortura sem fim. Minha cabeça queimava, senti meus cabelos grudados no couro cabeludo.
“SOCORRO. SOCORRO.” Meus gritos ecoando sem sinal de serem ouvidos. Eu cambaleava em direção as árvores que se afastavam. Eu iria morrer. Minha garganta ardeu, queimou. Tropecei nos meus pés doloridos caindo de cara na areia dura e abrasiva, engoli saliva misturada com os grãos pálidos, ao limpar minha pele senti a queima arranhando a face, mais sangue, mais sol. Eu era Joana D'Arc  na fogueira. As bruxas da inquisição* na pira.
Arrastei-me em direção ao oceano. Benção, a água gelada me tomou. Maldição o sal assumiu só para arder minhas feridas expostas. O sal secou na pele abrasada fazendo os cortes profundos purgarem, mais sangue, O mar ao meu redor estava contaminado de sangue. O vermelho manchando o azul. Por todo lugar sangue, meu sangue. Por que eu estava sozinha? Ninguém para me salvar dessa tortura. Minha consciência estava a deriva. Eu estava me afogando em sangue.
Voltei à tona cuspindo e engasgando. Eu não conseguia respirar. Olhei ao redor com dificuldade. Fogo, meu sangue havia se transformado em um mar de fogo. Era um ardor furioso. As árvores ao longe agora soltavam fumaça e ardiam. Lascas fumegantes como facas me encurralavam ao serem lançadas no ar somente para cair e me atingir por todos os lugares, eu estava deitada na areia fervente, estilhaços brilhavam no céu como fogos de artifícios enquanto bolas de fogo consumiam tudo ao meu redor. Eu estava no inferno. Sétimo Círculo de Hades*. Cacos estalavam, elementos afiados penetraram contra a minha pele antes de descer para outra rodada no círculo. Eu estava queimando.
Eu não conseguia pensar. O lugar não me era estranho novamente a floresta sombria de meus mais profundos pesadelos. Sozinha... Sozinha... Sozinha... Minha solidão ecoava retumbando nas paredes das árvores seculares. Eu tinha que me lembrar... Alguém... Quem?
Minha vida, minha vida roubada de mim.
“NÃO!” Foi o grito reverberando em todo meu ser, roubada não, doada. Eu doei minha vida de bom grado. Eu aceitei a dor da fogueira ardente. Por quê? Por quem?
Ah! Eu me lembrava... A face de um anjo como balsamo em minha mente em chamas. Olhos dourados ternos, pele alva, cabelos cor de bronze. Meu... Meu anjo... Meu Edward.
Uma taboa de salvação em meio a dor. Rosto após rosto eu era tomada pelos olhos dourados de minha família. Esme, Carlisle, Jasper, Alice, Emmett, Rosalie. Minha família humana nada podia fazer por mim.
A transformação. Dor. Eu estava sendo dissolvida em ácido para renascer, eu teria pra onde renascer?
Sozinha... Sozinha... Sozinha... O eco continuava. Ele se foi. A floresta ao meu redor era a mesma de anos atrás. Ele me deixou. Sozinha.
Um ano poderia ter passado ou teria sido apenas um minuto? Meu corpo carbonizado, minha mente consciente de cada partícula de dor. Minha pele, eu realmente tremia, estava em chamas. Tentei abrir os olhos para olhar, mas percebi que as chamas devem ter queimado as pálpebras selado-as. Minha carne estava chamuscada? Clemência, eu queria gritar. Meu rosto estava desfigurado agora.
Vozes abafadas ao meu redor esterno ao mar de fogo. Eu não conseguia entender, era como se eu tivesse debaixo d’água. Um lamentar... Um choro contido... Uma ladainha contrita e interminável. Um dia... Um mês... Um ano.
Eu estava morrendo. O silêncio absoluto da morte permeava o ar.
Edward POV
Você já se apaixonou? Já amou alguém tão insanamente, tão loucamente que queria se arrastar sob a pele dele para estar mais perto? Esse sou eu.
Denali era uma droga. Agora que Bella tinha voltado, agora que eu tinha sentido seu gosto em minha boca, minha pele. Eu não conseguia mais ficar longe dela. Mas então ela me expulsou de seu quarto. Ela me mandou dar o fora. Eu a amava mais que qualquer coisa, eu estava desesperado por seu toque, seu cheiro, seu gosto novamente. No fundo de minha mente como uma torneira pingando eu sentia minha necessidade dela. Chamando por ela. Neste quase um mês que ela havia voltado eu tinha renascido. Todas as sensações adormecidas desde que ela foi para o Havaí estavam de volta. Mais intensas. Mais avassaladoras. O bom e o ruim.
Ela tinha todos ao redor, praticamente o centro das atenções na casa de minha família. Ela trabalhava, falava, sorria, respirava... Sua vida era normal, apenas a exceção que todos próximos a ela eram vampiros.
Em nenhum momento ela deixou claro notar minha presença, a não ser pelo rubor em sua face e um pouco de tremor em suas mãos, mas isso poderia ser por outro motivo. Alexander.
Ele a cercava o tempo todo, a cortejava, fazia perguntas sobre sua vida, seu trabalho. Tudo que eu não estava autorizado a fazer. Ele e Jasper eram presença constante em seu dia a dia, até mais que Alice. Não me deixando espaço para chamar sua atenção. Eu estava ardendo de inveja e ciúmes.
Eles sorriam e gargalhavam juntos, contavam histórias de coisas passadas. Casos de quando ela estava na faculdade. A vida que ela levou sem mim. Será que jamais me encaixaria em sua existência novamente?
Tânya era um pé no saco, ela me irritava a cada momento do dia, exigia minha presença e atenção como nunca antes em três anos pelo mundo. Ela sempre foi independente e livre. Agora com a presença de Bella de volta em minha vida ela queria mais do que eu sempre dei a ela.
O tempo todo eu deixei claro minha posição, eu nunca menti nem omiti. Talvez no início de nossa viagem eu me recusasse a tocar no nome de Bella ou até mesmo reconhecer sua existência, eu estava magoado, ferido por ter sido preterido pelo humano do Havaí. Eu era um adolescente mimado e perdido sem direção. Eu estava cegado pela raiva e desolação. Não mais. Eu estava aqui, ela estava aqui. Por mais tempo, mais espaço que ela precisasse, eu esperaria. Eu vi no dia de seu retorno que ela ainda me queria, talvez até voltasse a me amar com o tempo. Eu tinha a eternidade para esperá-la. Eu nunca mais sairia de sua presença.
A menos que ela me mandasse embora, eu estaria aqui.
Com o passar dos dias eu pude ver na mente de todos o desejo de transformá-la. Todos ansiavam por isso. Seria mais fácil com os Volturi pairando como abutres que eram. Será que eles a destruiriam se ela fosse imortal? Na mente de Carlisle, Aro não hesitaria em destruir um humano, mas um de nos, sem nenhum motivo aparente, ele repensaria.
Nós conversamos longamente sobre a preparação dela para o choque da imortalidade. Meu pai tentava me convencer a aceitar de bom grado o que para todos os efeitos era inevitável. Bella seria uma de nós com ou sem meu consentimento. Vi na mente de Alice uma variação da visão de anos atrás. Bella sozinha em uma clareira, perigosa e mortal. Um espetáculo para ser visto.
Meu coração morto se contorcia em meu peito gelado cada vez que eu via Carlisle se afastando com ela de carro para suas lições ao crepúsculo. Era real. Ele a estava preparando sem que ela percebesse. Quando a decisão viesse, ela conheceria nosso mundo como nós o conhecíamos.
Tânya passou o ultimo mês insistindo que fôssemos a Denali para visitar sua família. Eu sutilmente insinuei que ela deveria voltar para casa e eu ficaria com minha família. Ela era obstinada e teimosa. Eu sabia que o orgulho de não me ter como um troféu a incomodava. Na Europa foi uma história, aqui era outra bem diferente.
Vencido pelo cansaço eu concordei com uma pequena visita. Quem sabe eu a convencia a ver a razão e ficar?
O0 ~ 0O
Já estávamos aqui a dois dias e estar longe de Bella era sem outras palavras uma tortura. Não via mais razão em permanecer em Denali. Todos estavam bem, Irina ainda voltava pra casa eventualmente, e para minha sorte ela estava aqui, me culpando ainda pela morte de Laurent. Então além de eu não querer estar aqui ela fazia tudo mais difícil. Kate estava na Europa, porém Carmem e Eleazar eram um balsamo. Inteligentes e espirituosos, a confiança fácil reinava em nossa interação. Pelo menos isso.
“Estou voltando para o Canadá.” Informei a Tânya sem querer resposta. “Fique aqui com sua família. Irina está de volta e ela precisa de você.” Ela estava lendo uma revista em frente a enorme lareira apagada na sala de estar.
“Claro que não, eu voltar com você.” Respondeu sem tirar os olhos das paginas que passavam rapidamente.Ela estava resolvida. Inferno.
“Tânya, eu não entendo o que te prende a mim. Você sabe que nada vai mudar em relação a Bella. Nunca mudou. Você melhor que ninguém conhece a nossa condição. Meu coração não será alterado.” Ela gargalhou.
“Quem disse que quero seu coração Eddie? Eu quero seus desejos, seu corpo. Isso ela não pode ter, humana lembra? Frágil.” Ela fez uma careta de desdém.
“Então, se você não pode tê-la, porque não se contenta comigo? Eu sou muito melhor e mais durável.” Seus braços estavam em volta de mim imediatamente.
“Esta discussão é tão inútil.” Disse retirando suas mãos do meu pescoço. Eu estava cansado de bater na mesma tecla. “Estou voltando.”
“Onde você for eu vou.” Ela disse com raiva. Indo para o quarto buscar suas coisas.
O0 ~ 0O
Eu queria caçar antes de chegar em casa e então parei nos arredores do parque Estadual. Era maravilhoso aqui, ursos em abundância. O único inconveniente foi a camisa rasgada pela raiva do animal acuado. Divertido lutar pela comida pra variar.
Eu queria chegar logo, estava com saudades da minha Bella, mesmo que ela me ignorasse, fingisse que eu não existo, era muito bom poder olhar pra ela, respirar o mesmo ar. Estar na mesma casa.
A música erudita permeava o ambiente em tons suaves vinda do terceiro andar.
Hummm... Minha Bella estava ouvindo Chopin. Meus dedos coçaram. Sempre que eu adentrava a sala e via meu piano de calda ao fundo próximo à janela, sentia um profundo desejo de tocar novamente. Ela ama que eu toque. A música sempre fez parte de mim. Era hora de começar a me exercitar novamente.
Subi rapidamente parando na porta de Bella. Ela estava no banho. Seu cheiro doce misturado a morangos do shampoo e sabonetes. Ela era perfeita. Encostei minha testa na porta, era inebriante tê-la tão perto. Minha palma crispou na maçaneta de vontade de ir até aquele banheiro e me perder nela.
Você é tão patético. Tânya tirou minha concentração tentando me insultar em pensamento, seu desprezo óbvio em cada letra. Meu estado de espírito era bom demais para me deixar ofender. Eu estava de volta, ela estava aqui.
“Sou mesmo. Por ela eu sou patético e qualquer outro adjetivo que você queira incluir.” Murmurei dando uma piscadinha  deixando ela  furiosa.
“Imbecil.” Ela saiu pisando duro e entrando no quarto como uma criança mimada.
Passando por ela fui direto para o banheiro, eu cheirava a urso e folhas velhas. Virei a ducha no máximo. Um calor escaldante me envolveu deixando o lugar cheio de neblina. A casa estava silenciosa, apenas Bella e Chopin. Demorei-me no chuveiro imaginando que tomávamos banho juntos, apreciando a água e ouvindo os sons que vinham do quarto em frente. O escorregar suave da toalha pela pele perfeita, a escova nos cabelos sedosos. Minha Bella.
Eu doía por seu toque, seus olhares, sua companhia. Cada noite deste último mês eu passei olhando pra ela, vendo-a dormir. Todos sabiam que eu ficava em seu quarto, o pensamento da maioria era de desaprovação, mas ninguém se dirigiu a mim diretamente. Apenas minha mãe me apoiou e pediu que eu falasse com ela ao invés de parecer um perseguidor. Eu tinha medo de ser escorraçado novamente. Um hábito difícil de quebrar. Eu estava chegando lá.
Vesti o roupão limpo e sai encontrando Tânya na porta enrolada em uma minúscula toalha. Revirei os olhos para sua expressão de quem comeu e não gostou.
Detesto Chopin. Ele era um perdedor. Ela me empurrou entrando no banheiro e batendo a porta. Eu soltei uma gargalhada involuntária. Ela tinha mania de tomar longos banhos então eu estava a salvo de sua ira por alguns minutos.
Sentei-me na cama com os olhos fechados me concentrando no batimento cardíaco mais importante do meu mundo. Nosso prado me veio a mente. As tardes tranquilas em sua deliciosa companhia, seu olhar de pura devoção nos meus. Eu fui tão tolo. Agora era hora de reverter a situação. Não me importa com quem ela se deitou ou por quem ela se apaixonou. Eu iria buscar o que sempre foi meu.
Apenas a visão de seu lindo rosto me olhando em minhas memórias me trouxe o desejo ardente de senti-la, seu cheiro intenso estava me deixando ligado, excitado. Ela estava ali, a alguns passos. E se eu fosse falar com ela? Ela me deixaria entrar?
Várias situações me passaram pela mente, seu coração acelerou a batida. No que será que ela estava pensando?Seu coração voava a mil. Eu queria correr para seu lado. Estava tão concentrado na música de seu coração que não me dei conta de Tânya recostada ao meu lado até que ela me tocou desfazendo o nó do meu roupão.
“O que você está fazendo Tânya. Eu já pedi mil vezes que você não me toque assim. Eu estou perdendo a paciência. Estou a um segundo de deixar de ser o cavalheiro que meus pais me ensinaram a ser.” Minha raiva era crescente. Eu estava no limite com Tânya e suas manias. Sempre que minha mãe ou Bella estavam no cômodo ela tentava suas gracinhas. Mulher infernal...
As imagens em seus pensamentos deixariam um ator pornô corado, ela era tão vulgar às vezes. Sua mão desceu tocando minha barriga em direção ao meu já meio endurecido membro devido a minhas inteirações a cerca de Bella. Seu toque me gelou os ossos. O que ela estava pensando? Segurei sua mão rudemente, um humano teria seu pulso esmagado devido a força.
“Que porra Tânya, o que você e pensa que está fazendo?” Eu a olhei com toda a cólera que poderia comandar. Ela sorria olhando para frente, seu sorriso era de escárnio e o teor de seus pensamentos de vitória. O cheiro de sal e minerais vindo de minha lateral me alertou. Lágrimas. Pela fresta entre as portas meio abertas, Bella nos olhava. A tristeza era tão pungente em seu olhar que partiu meu coração.
Oh meu Deus!
Fechei a porta em um milésimo de segundo.
“Sua vagabunda desprezível. O que você fez?” Meu ódio não tinha limites. Eu iria desmembrá-la e queimá-la ali mesmo.
“Como você ousa. Na minha casa, com minha companheira. Como você se atreve a fazer seu jogo sujo conosco assim?” Minha voz era baixa e mortal. Minha visão riscada de vermelho era como ácido líguido. Num segundo eu estava fora da janela com seu pescoço fino nas mãos. Tudo era um borão em minha mente.
“Eu vou matá-la sua cadela. Eu juro que vou matá-la.” A quinhentos metros da casa, no meio do bosque eu estava sem controle. Bella nunca iria acreditar que eu não tinha participado dessa sujeira. Seus olhos. Jesus... Seus olhos. Tanta dor e mágoa.
Tânya tentava se soltar, me arranhando e empurrado. Seus gritos maníacos me tiraram do transe.
“PARA EDWARD. PARE.” Ela gritou por sobre a árvore que eu a havia atirado me fazendo estancar. “Ela não quer você. Você não enxerga? Você é um fraco. Garoto mimado que não sabe lutar pelo que quer. Sempre se escondeu atrás dos casais perfeitamente emparelhados de sua família  Ela te expulsou e nunca te procurou em quatro anos. Porque você pensa que é em? Você foi a novidade. O misterioso garoto do segundo grau. O vampiro bonzinho e brilhante que a tirou da mesmice que era sua vida suburbana. Você acha mesmo que ela estava satisfeita em apenas distribuir selinhos por ai com você? Anos de toques suaves e carinhos castos. Até quando você acha que ela iria ficar sem se frustrar e adoecer do cara grotesco e patético que você se tornou depois de conhecê-la. Eu te garanto Edward Cullen, ela deve ter se esfregado com metade dos homens Havaí enquanto eu juntava os seus pedaços pela Europa.” Suas palavras me cortaram ao meio. Será que Bella realmente se sentia assim? Foi por isso que ela me deixou? Não. Deus não.
“Eu não devo nada a você Tânya. Você estava lá porque era conveniente, não por mim. Você está presa comigo porque sabe que sou o único macho que não quer te foder até afundar seu cérebro e depois te dar um pé na bunda. Aliás eu nunca quis nem foder você. Será que eu não fui claro em todos esses anos? Me deixe em paz. Eu precisei de uma amiga e enquanto você foi essa para mim eu estava lá para você. Agora que você quer estragar o que de mais precioso eu tenho, você está fora da minha vida ouviu? FORA. Não volte mais aqui ou eu juro. Vou...” Eu estava desesperado. Arrastei minhas mãos pelos cabelos quase os arrancando no processo. Eu tinha que pensar.
“Volte naquele maldito quarto e se componha. Você tem quinze minutos para sumir da minha vista.” Ela abriu e fechou a boca por algumas vezes querendo argumentar. “Não me tente Tânya.” O veneno em minhas entranhas se remoía com a possibilidade do que possivelmente Bella estava pensando a meu respeito. Tudo que Tânya tinha atirado em mim rodava sem parar em um turbilhão de imagens e lembranças. Sentei-me no alto de uma árvore ainda intacto e esperei que ela deixasse a casa. Assim que o carro que eu tinha alugado para irmos a Denali deu partida eu estava no quarto.
O silêncio no quarto em frente era assustador. O que será que ela estava pensando, o que será que ela estava fazendo. Eu ouvia seu coração agora tranquilo e sua respiração normal. E se Tânya tivesse razão, se ela não se importasse com o que viu?
Ela se movia pelo quarto lentamente. Os acordes de um violão soaram no ar. Ela estava tocando? Eu nunca tinha visto isso ao vivo, apenas na mente de meus irmãos e pais. Sentei-me encostado em sua porta e colei meu ouvido na mesma.
Os pensamentos de Jasper me pegaram de surpresa. Tristeza profunda, dor, amor sem limites. Ele ocultava o motivo de seus pensamentos de mim, não o teor. Ele arqueou as sobrancelhas ao me ver de roupão, todo sujo e rasgado na porta de Bella.
“O que você faz aqui Edward. Porque você está todo rasgado?” Ele falou em um tom que só nossa audição ouviria. Sua curiosidade era genuina.
“Eu quero ouvi-la, quero vê-la. Diga-me Jaz, ela me odeia?” Ele deu um meio sorriso. “Você fez algo para que ela te odeie irmão?”
Minha falta de resposta limpou o sorriso de seu rosto imediatamente. “O que você fez Edward. Droga, eu te deixo sozinho por um dia e você estraga tudo. Agora eu entendo. Tantas emoções...” Seus pensamentos se tornaram como uma tela sem pintura. Nada.
“O que você entende, me diga Jasper, eu estou enlouquecendo aqui.” Ele parecia exasperado.
“Saia da frente Edward. Deixe-me ver como ela está.” Ele me empurrou e foi entrando, eu o segurei pela manga da camisa xadrez. “Posso ir com você?” Ele me dispensou com um abanar de cabeça.
A voz mais doce do mundo entrou em foco total na minha mente. Através dos olhos de Jasper eu pude ver ela no meio da cama com o que parecia uma camisa do colegial muito grande para seu corpo pequeno. Um violão gasto e modesto em punho e suas mãos deslizavam pelas cordas com destreza. Foi lindo. A música de Elton John falava da simplicidade do amor e de aceitação. A sua canção. Minhas mãos cobriram meu rosto e eu chorei querendo que ela cantasse pra mim. Eu não podia suportar mais.
Fui ao meu quarto e vesti a primeira coisa que apareceu e saltei a janela. Passei a noite vagando pela floresta ao redor. Eu a perdi, ela não se importava? Ela devia me odiar. Eu era sim tudo que Tânya disse. Um garoto fraco e patético com senso distorcido de emoções. Ela merecia melhor. Mas eu a amava, minha existência dependia do dela. Eu não suportaria perdê-la.
Voltei para casa pouco antes do amanhecer. A casa agora estava repleta de sons baixos dos casais apaixonados em seus quartos.
Um pensamento errante me chamou a atenção, Alexander estava na cozinha, com Bella. Minha Bella. Por todo esse mês ele a abordou em diversas situações. Ela parecia alheia as suas investidas, eu não. Mesmo sabendo que ela não era Sophia, ele continuava insistindo. Sua razão via minha Bella. Suas emoções viam sua Sophia.
Quanto entrei na cozinha ele tinha suas mãos em seu rosto de porcelana. Imagens antigas de uma aldeia distante permeavam seus pensamentos. Ele a queria lá. Novamente com ele.
Bella o tocou também. Intimamente. Uma sensualidade e ardor tomou o cômodo aquecendo o ar. Ele a estava seduzindo da forma mais baixa e vil. Ela da mesma forma que fez comigo a muitos anos atrás, respirou seu hálito como se quisesse prová-lo. Seus lábios se tocaram. Não, de novo não. MINHA. Ela é minha. Ainda sob o efeito da noite de desespero eu ataquei. Todas as frustrações de quase tê-la, as palavras de Tânya tocando em minha mente, as emoções descontroladas, as imagens de cravadas na mente de Alexander de minha Bella suspirando seu nome, hora loira, hora com cabelos cor de mogno  Ele zombava de mim. Eu queria afastá-lo dela. Ele gritava que ela não pertencia a ninguém. Era mentira. Ela era minha. Minha.... Minha... Ela tinha que ser minha.
Sei que alguém nos segurou nos impedindo de demolir a casa.
O lamento ardente vindo dela me tirou o transe assassino, sua doce voz implorava para que eu parasse, ela não queria que eu o machucasse? Eu atrapalhei seu interlúdio?
Ela correu pra longe e os braços restritivos continuavam me segurando, eu rosnei de frustração. Meu pai tentou chamá-la sem sucesso. Ela estava longe de atendê-lo.
“Cuide dele Emmett. Alexander venha comigo. Hora de uma conversa franca.” Carlisle estava muito bravo conosco e minha mãe furiosa pela cozinha destruída. Ela me repreendia por assustar Bella assim.
Eu não queria ouvir eu queria correr. Depois do que pareceram horas, Emmett me soltou e eu fugi. Eu precisava encontrá-la falar com ela. Implorar que ela me escolhesse. Eu estava fora da minha mente maldita. No modo caçador farejei o ar em busca do seu cheiro alucinante  Ela não estava longe. Próximo ao paredão de pedra ela andava de um lado para outro torcendo as mãos. Minha. Ela era minha. As imagens de seus lábios perfeitos tocando Alexander. Suas fantasias e lembranças se misturando. O humano em sua cama. Ou seriam os humanos como Tânya insinuou.
Minha... Minha... Minha... Meu cérebro gritava pra mim. Pensamentos nublados e descontrolados me tomavam. Eu precisava mostrar pra ela o meu amor. Minha devoção. Ela não pode me deixar.
“Por quê? Porque você está me torturando assim? Como você pôde beijá-lo, deixar que ele te tocasse. Você é minha. Só minha.” As imagens queimavam me afligindo.
“Você vem me torturando estando com outros homens  Jasper, Emmett, Alexander. Até meu pai. Todos estão perto, caídos por seu canto de sereia, todos querem sua atenção e a têm menos eu. Você me manda sinais que me quer novamente e depois me expulsa de seu quarto. Eu estou enlouquecendo.” Tantos homens a sua mercê e eu ardendo por ela sem ser notado. Por quê? Eu queria que ela me notasse.
Ela tentou se afastar, eu não poderia deixar. Minha.
“Você não vai fugir, não dessa vez, eu não vou deixar.” Minha... minha... minha... minha...
“Diga que me quer, que eles não são nada. Todos eles.” Ela tinha que me escolher, eu a amava mais que qualquer coisa. Alexander a tocando. Não, minha.
Minha mente dava voltas e se contorcia em um estupor se fim, vermelho, seu sangue, minha sereia que canta pra mim. Feita pra mim.
Seu corpo perfeito em minhas mãos, suas roupas em frangalhos, a pequena mancha borrada em seu osso ilíaco. As letras negras me confundiram.
O tempo parou e então eu vi. E.C - I’Yours.  E.C... E.C... E.C... Edward Cullen. Eu. Ela é minha... Mãos fortes me atiraram longe enquanto a realização de uma vida me atingia. Ela era minha. A euforia do momento foi abafada pelos soluços do ser maltrapilhos no chão. Amassada, subjugada .. Minha Bella... Eu tinha feito isso a ela. Todos os meus pesadelos reunidos na menina rasgada e maltratada a minha frente.
SAIA EDWARD... AGORA.” Jasper comandou em pensamento. Eu relutei. Ela estava ferida e a culpa era minha. “Saia, eu cuidarei dela”. Meu irmão falou baixinho.
Fugi dali como um morcego fora do inferno. Corri como se o vento fizesse parte de mim. Vaguei a esmo sem saber aonde ir, cegamente pelo bosque a margem das cidades. E agora? Ela vai me perdoar? Primeiro Tânya, Alexander, e agora eu. Cai de joelhos no chão batido e cheio de folhas mortas. Ela deve me odiar ainda mais. Um vampiro louco e sanguinário. Realmente, que patético eu sou. O sol coberto de nuvens se movia rápido no céu cinzento. Sem perceber acabei em Denali.
Apenas Carmen estava em casa.
“Edward?” Carmem notou minhas roupas amassadas e expressão enlouquecida. “Onde está Tânya, o que ouve? A família está bem? Os Volturi retornaram?” Ela estava frenética. Pode um vampiro enlouquecer de amor? Eu acho que sim.
Ela me colocou pra dentro esperando que Eleazar retornasse da cidade.
Eleazar voltou horas depois, me questionando sobre os acontecimentos que me fizeram acabar ali. Em desespero contei o básico. Ele imediatamente me fez ver a razão.
“Você tem que encará-la e pedir desculpas. Pedir desculpas a sua família ” Seu tom era sério, mas compadecido. “Um homem de honra não foge a suas responsabilidades. Se você a ama, vai encará-la e implorar seu perdão. Como sua companheira como de fato ela é. Ela vai perdoá-lo.” Sua convicção e segurança me abriram os olhos.
“Eu tenho que voltar. Voltar para minha Bella.” Eleazar sorriu e pegou a mão de Carmen, “Nos vamos acompanhá-lo.” A viagem durou cerca de cinco horas, já era noite quando chegamos em casa.
Tudo estava apagado. Onde estão todos? O que aconteceu com Bella. Será que eu a feri a ponto de... Não... Não... Farejei o ar a procura de uma direção, nada, o rastro de perdia nos carros a porta da casa.
Os pensamentos de Alexander me alcançaram. Involuntariamente eu rosnei. Ela desceu as escadas com as mãos para cima como se rendendo. Calma garoto. Eu rosnei mais alto e entrei em posição de defesa. Ele ignorou minha reação.
“Onde você esteve?” Toda a sua família estava te procurando.
“Onde está Bella? Onde estão todos?” Eu queria respostas e queria já.
“Ela está bem, foram para o alto das montanhas de Whistler e Blackcomb.” Em sua mente eu vi, todos os acontecimentos. A enormidade da decisão que Bella tomou em minha ausência.
“Merda.” Pragejei baixinho.
“O que está acontecendo.” O tom de Eleazar era preocupado. Eles vão transformá-la. Ela pediu por isso. “Gracias a mi Dios.” Carmen ergueu as mãos para o ar. “Já não era sem tempo.”
“Eu tenho que alcança-los.” Disse frenético. “Nos te levamos, venha para o carro.”
“Não, montanha acima eu sou mais rápido correndo. Encontro vocês lá.” E antes que alguém respondesse eu estava voando.
Meus pensamentos espelhavam meus pés. Eles voavam. Toda a trajetórias que passamos estampada em minha mente. As visões de Alice, as atitudes de Bella, minhas atitudes. Todos os caminhos culminaram neste exato momento. O inevitável. Tempos depois ao longe avistei o chalé iluminado em meio a neblina fria. Como num conto de terror onde os monstros se reúnem para planejar o mau.
Mas agora não havia terror. Apenas uma família amorosa acolhendo mais uma filha. Eu estava pronto. Entrei na casa esperando não ser muito tarde. Todos estavam na sala e se surpreenderam por um minuto com minha chegada.
“CARLISLE.” Eu gritei da sala. “NÃO.”
“Qualé Bro. É o que ela quer. Eu não vou permitir que você interfira.” O enorme urso polar entrou na frente protegendo as escadas do meu avanço. Minha mãe estava seu lado imediatamente.
Jasper sentindo minhas emoções sorria para Alice.
“Deixem o Eddie passar. Não é o que vocês estão pensando.” Jasper bufou meu apelido nojento e bateu nas costas de Emmett que ficou confuso.
Passei por ele sem me deter. Seguindo o cheiro abri a porta com um baque estrondoso. “Vai quebrar essa casa também?” O tom de Carlisle era severo. Bella Jazia na cama inerte, o cheiro de seu sangue doce misturado a morfina o tornando amargo no final.
“Por favor...” Eu implorei a meu pai.
Ele se levantou da poltrona ao lado da cama e se postou a centímetros de mim. “Por favor o quê Edward?”
“Meu direito. Eu vou transformá-la.”
Ele sorriu brilhantemente e me abraçou. “Agora sim eu reconheço meu filho. Você está pronto? Bem alimentado?” Ele olhava meus olhos querendo ver a verdade neles.
“Você vai cuidar de nós não é? Não vai me deixar matá-la. Por favor pai. Eu preciso de você comigo.” Implorei novamente.
“Eu não vou a lugar nenhum.” Ele bagunçou meus cabelos revoltos. “Venha, ela está pronta. Espero que a morfina amenize a dor que o veneno causará.”
Sentei-me na cama acariciando ternamente o rosto de anjo, ela tinha alguns hematomas feios pelos braços, rosto e pescoço. Seu ombro esquerdo um pouco fora do lugar. Lamentei vendo o estrago que eu tinha feito a ela. Hora de consertar.
Segurei suavemente seu corpo frágil junto ao meu. Acariciei seu rosto mais uma vez e beijei seus lábios vermelhos e cheios. Minha Bella. Retirei a camisa que ela vestia notando o impensável, meu uniforme dos espartanos. Um dos muitos sinais que ela deixou para mim e eu na minha ignorância não percebi. O conjunto de calcinha e sutian branco simples me fez lembrar aquele dia distante no Havaí onde ela se expôs pra mim pela primeira vez sem saber. Pastei meu nariz próximo ao seu pescoço delicado me acostumando com o cheiro potente mesmo manchado pelo medicamento. Era hora. Hora de torná-la durável para mim.
Desci meu nariz bebendo de seu cheiro encontrando o ponto perfeito junto a aorta logo acima do coração. Rasguei a pele e seu sangue jorrou enchendo minha boca, engoli por reflexo e uma sensação inebriante me possuiu.
“Foco filho. Edward, não se perca. É Bella. Não se perca Edward.” A voz distante do meu pai me trouxe de volta do frenesi que ameaçava me levar.
Bella, minha Bella. Metodicamente eu lambi a ferida deixando o veneno abundante dentro dela. Minha boca pingava como um alcoólatra salivando em uma garrafa de Whisky raro. Não, muito pior.
Antes de pensar no que eu estava fazendo, eu foquei no esquema na mente de Carlisle que me assistia a uma distância segura no fundo do quarto. Seu punho firmemente amarrado a boca. Ele lutava contra todos os seus instintos, assim como eu. A casa agora estava vazia e nenhum pensamento estava ao meu alcance.
Jugular, cava, carótida, braquial  femoral... Artéria a artéria, veia a veia eu espalhei meu veneno por seu corpo selando no fim de cada mordida. Era uma tortura deliciosa e perigosa. Todo o processo levou apenas alguns minutos, mas para mim pareceu horas.
“Basta Edward, veja. Veja como o veneno se espalha.” Carlisle podia sentir o cheiro do meu veneno se misturando com seu sangue imediatamente. Seu coração elétrico com o impulso mortal.
“Venha filho. Vamos conversar. Deixarei Alice com ela.” Chutando meus sapatos para o chão, eu me deitei na cama ao seu lado puxando o cobertor sobre nós. Enrolei-me em seu corpo macio e frágil como uma hera* em volta de uma árvore. Eu a sentia em todos os lugares. Enterrei meu rosto em seus cabelos e inspirei profundamente. Lar.
“Eu não vou deixá-la. Nem um minuto. Nunca mais.”
 Nota da Autora:
Agora me digam a verdade... Esse merece muitos comentários não é? Para quem não tinha fé no nosso menino. Espero que tenham gostado.
Um muiiiiiito obrigada a todos os meus maravilhosos comentadores que nunca me deixam na mão. 
Beijos meus lindos.



- Joana D’arc: Joana d'Arc (em francês Jeanne d'Arc; Domrémy-la-Pucelle, 6 de janeiro de 1412 — Ruão, 30 de maio de 1431), por vezes chamada de donzela de Orléans, era filha de Jacques d'Arc e Isabelle Romée e é a santa padroeira da França e foi uma heroína da Guerra dos Cem Anos, durante a qual tomou partido pelos Armagnacs, na longa luta contra os borguinhões e seus aliados ingleses. Descendente de camponeses, gente modesta e analfabeta, foi uma mártir francesa canonizada em 1920, quase cinco séculos depois de ter sido queimada viva.
- Bruxas na Inquisição: A utilização de fogueiras como maneira de o braço secular de aplicar a pena de morte aos condenados que lhes eram entregues pela Inquisição é o método mais famoso de aplicação da pena capital, embora existissem outros. Seu significado era basicamente religioso - dada a religiosidade que estava impregnada na população daquela época, inclusive entre os monarcas e senhores feudais -, uma vez que o fogo simbolizava a purificação, configurando a ideia de desobediência a Deus (pecado) e ilustrando a imagem do Inferno.
- Sétimo Círculo de Hades: De acordo com a mitologia grega, Hades governa o inferno que é dividido em círculos. O sétimo é o pior. Como o senhor implacável e invencível da morte, Hades o deus mais odiado pelos mortais, como registrou Homero (Ilíada 9.158.159)
- Hera: A Hera (Hedera helix) é uma planta trepadeira do género Hedera, família Araliaceae. É natural da Europa Central e Ocidental.

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