quarta-feira, 17 de outubro de 2012

FanFic 'Dark Queen' – Capítulo 25 – Eu morri todos os dias esperando você

 Uau!!! Récord de leitores e comentários no último capítulo.
Eu não me canso de falar que meus leitores são os melhores e mais incríveis de todos.
OBRIGADA!!!
Sem brincadeira. A música desse capítulo e uma das mais bonitas que já ouvi em minha vida toda.
Choro toda vez que escuto. Vejam o vídeo clicando no link logo ai em baixo. Eu chorei ainda mais.
Amo esses dois. Amo a história que Stephenie nos deu de presente.
Boa caçada para todos.
Dark Queen
25
Eu morri todos os dias esperando você
***
A thousand years / Mil Anos
Heart beats fast / O coração acelerado
Colors and promises / Cores e promessas
How to be brave / Como ser corajoso
How can I love when I'm afraid to fall / Como posso amar quando tenho medo de me apaixonar
But watching you stand alone / Mas ao ver você na solidão
All of my doubt suddenly goes away somehow / Toda a minha dúvida de repente se vai de alguma maneira

One step closer / Um passo mais perto

I have died every day waiting for you / Eu morri todos os dias esperando você
Darling don't be afraid / Amor, não tenha medo
I have loved you for a thousand years / Eu te amei por mil anos
I'll love you for a thousand more / Eu te amarei por mais mil

Time stands still / O tempo fica parado
Beauty in all she is / Há beleza em tudo que ela é
I will be brave / Terei coragem
I will not let anything take away / Não deixarei nada levar embora
What's standing in front of me / O que está na minha frente
Every breath / Cada suspiro
Every hour has come to this / Cada momento trouxe a isso

One step closer / Um passo mais perto

I have died every day waiting for you / Eu morri todos os dias esperando você
Darling don't be afraid / Amor, não tenha medo
I have loved you for a thousand years / Eu te amei por mil anos
I'll love you for a thousand more / Eu te amarei por mais mil
Christina Perri
***

Bella POV
Meu coração crepitou num impasse pela vida, e meus pulmões engasgaram num último suspiro enquanto o meu cérebro disparava suas sinapses finais.
Foi magnificamente complexo e gloriosamente simples.
A última porção do meu sangue bombeado entorpeceu minha mente com êxtase. Meu coração parou.
Agora eu estava confortável, eu não queimava mais, uma ansiedade estranha reverberava nos espaços vazios do meu cérebro. Como um rádio mal sintonizado eu ouvia vozes ao longe. O vento uivando baixinho, o uosh uosh dos galhos das árvores se balançando lá fora. Cheiros externos invadiam minhas narinas. Canela, jacinto, pera, água do mar, pão no forno, pinho, baunilha, couro, maçã, musgo, lavanda, chocolate... Odores agradáveis que eu não conseguia nomear. Tudo muito doce e delicioso.

Mais que tudo, tão próximo como poderia ser, eu podia sentir um cheiro perfeito e maravilhoso. Se pudece minha boca salivaria. Tão doce quanto o mais puro mel, tão leve e primoroso quanto liláses ao entardecer, Tão morno e aconchegante como o sol nas manhãs de primavera, Era vida em sua essência mais bucólica. Meu nariz estava enterrado nesse cheiro que era o mais forte e o mais próximo a mim. Eu não queria me mover, nunca. Inspirei profundamente ainda de olhos fechados. Era tão quente e tão aconchegante.
“Baby? Abra os olhos. Olhe para mim.” Braços fortes ao meu redor me apertaram e em menos de um segundo eu estava fora encostada em uma parede de pedra às minhas costas... Um rosnado baixo fluia do meu peito em direção ao som. Quem era? O que queria de mim?
Fiz um esforço para me lembrar de onde eu conhecia a voz melodiosa que falava. Então imagens embaçadas começaram a pipocar em minha mente repleta de compartimentos vazios os preenchendo por inteiro. Todos os meus pensamentos foram para uma mesma direção. Edward.
Digitalizei o meu redor, gravando cada recanto. As janelas cobertas por cortinas negras, teto baixo de pinho, o cheiro amadeirado que as paredes e o piso exalavam. Cada entalhe de cada partícula sólida ao meu redor não escapou aos meus novos olhos. Mirei a enorme cama.
Choque estremeu meu corpo ao olhar o perfeito espécime a minha frente. Sobre a cama, se levantando lentamente. Ele.
Eu estava deitada na cama em seus braços?
Puxei meu corpo da posição de defesa em que estava sem tirar os olhos de seu belo rosto em nenhum momento. Impecável, perfeito, magnífico... Nenhum adjetivo que eu pudesse nomear faria jus ao homem a minha frente.
“Edward.” O suspiro mínimo que deixou meus lábios foi o suficiente para arrancar o mais esplêndido sorriso torto de sua boca sensual. Não tinha como não retribulir. Os músculos do meu rosto se contorceram, curvando-se para cima em uma coisa que eu me lembrei de ser um sorriso. Ele era lindo. Um anjo que estendia as mãos em minha direção. 

Como um satélite natural eu era atraída por sua gravidade. Em um milésimo de segundo eu estava enrolada ao seu corpo macio o imprensando contra a cabeceira da cama que estalou com a força do impacto. Sem pensar colei minha boca na dele e pela primeira vez, ele se entregou sem reservas. Mãos, lábios, pernas, braços... Eramos um emaranhado nos lençois. Eu estava perdida nas sensações intensas que meu corpo era agora capaz de produzir. Tudo era tão vivo e brilhante. Tato, olfato, audição, visão, sabor... Todos os meus sentidos inclusive o sentido que nunca foi nomeado estavam ligados ao ser junto a mim.
“Ei, calma." Ele acariciou meu rosto delicadamente. "Temos todo o tempo do mundo amor.” Sua voz de veludo falou ao meu ouvido provocando um arrepio de prazer ligado diretamente ao centro do meu corpo. Toquei a pele lisa de seu rosto, espalmando a mandibula forte.
“Edward.” Murmurei de contentamento.
Um movimento atrás de nós me fez contornar imediatamente colocando Edward as minhas costas em sinal de defesa. PERIGO. Todos os meus músculos se contrairam para atacar.
Parado a porta perfeitamente imóvel. Carlisle nos olhava com um sorriso de mil megawatts.
“Pare de manipula-la filho. Todos querem vê-la.” Se eu ainda corasse, eu estaria vermelha como um pimentão.
Venha, vamos ver a familia. Ele saiu de detrás de mim e me estendeu a mão.
“Como você se sente Bella.” Carlisle ainda estava junto a entrada do quarto, seu olhar era cauteloso. Com medo? Por quê? Ah! Eu era recem-nascida. A realização amanheceu em mim. Vampira. Estalei a lingua no ceu da boca sentindo o sabor da minha nova condição. Eu era uma vampira. A sensação era maravilhosa. Olhei para Carlisle balançando a cabeça afirmativamente tão rápido quanto um desenho animado.
“Sinto-me bem. Na verdade perfeita.” Eu não conseguia limpar o sorriso que ameaçava dividir meu rosto. Eu tinha conseguido. “Obrigada pai.” Abracei aquele que agora era meu criador.
“Ui, Bella. Minhas costas. Eu sou um velho lembra?” Ele continuava sorrindo. Sua satisfação evidente em me ouvir chamá-lo de pai.
“Humm, me perdoe. Eu sou muito forte agora não é?” Todos estavam rindo então, inclusive as gargalhadas trovejantes vindas do andar de baixo.
“Venha, vamos descer antes que Alice e Esme derrubem a casa.” Um bater de palmas delicado demonstrou o entusiasmo que Carlisle insinuou.
Olhei para meu corpo pela primeira vez. Eu estava totalmente vestida. A imagem de uma camisa maltrapilha permeou minhas memórias embaçadas.
“Nós vestimos você, espero que não se importe.” Edward parecia constrangido. ”Suas roupas estavam sujas de sangue. Então...”
“Tudo bem.” Eu o tranquilizei. “Eu gostei.” As roupas eram confortáveis e funcionais. Nada extravagante, mas de muito bom gosto. Alice com certeza estava envolvida nisso. Calcei as botas colocadas junto a cama por hábito.
Edward estendeu a mão em minha direção novamente, ao tocá-lo a eletricidade que sempre esteve presente entre nos crepitou ao nosso redor. Incrível.
Descemos as escadas a um rítmo humano, ou pelo menos ou pensava assim. Talvez não. Tudo era tão novo. Tantas coisas a absorver.
Ao chegarmos à ampla sala, notei a gama diferenciada de vampiros ao meu redor. Era um pouco confuso e opressor a princípio.
“Você se acostuma.” Me virei para o loiro alto a minha direita. Jasper sorria conspiratoriamente como se partilhassemos um segredo. Ele entendia a confusão que estava dentro de mim. Eu já tinha percebido suas cicatrizes de batalha em minha época humana, mas agora tudo era muito nítido. Todo o conjunto em Jasper gritava ameaçador. Eu sorri. Meu amigo. Ele piscou pra mim.
“MiniMac! Você ficou mais quente que o inferno.” Emmett gritou do braço do sofá onde ele estava empoleirado ao lado de Rosalie que cruzou os braços e fez bico. Todos tão lindos.
Alice parou a centimetros de mim. “Se eu te abraçar você vai me atacar?” Seu tom era brincalhão, mas com uma nota de verdade.
“Claro que não Alice. Eu acho.” Todos riram mais uma vez. Estavam rindo de mim? Isso me perturbou.
Jasper deu um passo para junto de Alice, como se quisesse protegê-la. De mim? Eu era tão perigosa assim? Volátil. Lembrei-me de uma das lições de Carlisle. Todo recém-nascido era volátil e descontrolado. Eu não queria ser assim. Eu não seria assim. Nunca atacaria minha familia. Não eu. Sacudi minha cabeça para apagar a imagem de um animal impulsivo e sem controle.
“Como você fez isso?” Jasper me olhava boquiaberto.
“Fez o quê?” Minha voz espelhou a de outros na sala.
“Conteve suas emoções tão rápido. Isso é muito legal.” Suas emoções estavam por toda parte e então você mudou. Incrível!” Eu ainda estava confusa.
“Deixem a menina respirar.” A doce voz de Esme me envolveu. Chegando ao meu lado ela colocou as duas mãos sobre os meus ombros. “Como você se sente? Está bem? Precisa de alguma coisa?”
“Estou bem, apenas um pouco confusa. É tudo muito extremo pra processar.” Edward estava ao meu lado no mesmo instante pegando minha mão nas suas.
“Nos estaremos ao seu lado. Não se preocupe.” Imediatamente relaxei. Seus olhos eram tão profundos e doces. Ele juntou minhas duas mãos com as suas beijando ternamente meus dedos.
Um cheiro diferente chamou minha atenção. Era extremamente doce com um toque de cítrico muito enjoativo pro meu olfato apurado.
“Até que você não ficou tão mal. Bem vinda ao nosso mundo.” A voz desdenhosa falou num tibre perfeito. Tânya. Meu rugido ensurdecedor reverberou pelas paredes de pedra e madeira do chalé ecoando pelas montanhas que nos cercavam. Minha visão era um borrão vermelho sangue e a vingança um sabor na minha lingua. Num segundo eu estava olhando a escultural mulher de cabelos loiro avermelhados próximo a porta de entrada, no seguinte eu a tinha segura pelo pescoço no alto da parede. Eu bramia a centímetros de sua garganta. Um ódio avassalador me possuiu fazendo meu corpo reagir por puro reflexo. Não havia mais tomada de decisão, o instinto chutou e não era mais eu. Proferi em tom furioso vindo de dentro, desconhecendo minha própria voz: MEU!
O esgar que surgiu em suas feições era tão irritante. A cadela estava zombando de mim? Eu iria matá-la. Vários braços me seguraram colocando o tumulto na sala em perspectiva. Todos gritavam para que eu a soltasse. Mas a principal voz que deteve a minha ira foi a que eu não queria que me impedisse.
Edward.
“Bella, solte-a. Não faça isso.” Ele gritou. As lembranças que me açoitaram vindas de todas as direções eram terriveis e temíveis. Eu me lembrava agora. Sozinha... Sozinha... Sozinha... Ele era dela.
Confusa e desesperada corri porta afora sem direção. O vento gelado cortava minha pele incessantemente. Os sons antes desconhecidos a mim agora acordados pelo desespero de minha condição irreversível. Meus medos antes desbotados pelo desconhecimento em primeiro plano na mente estendida.
Corri montanha acima a uma velocidade alucinante, minha respiração ofegante mesmo sabendo ser desnecessário para a vida. Desesperança. Eu quase matei outro ser. Nada justificava um assassinato. Aí estava o monstro descontrolado que todos estavam esperando.
A medida que avançava pela mata, a Natureza respondia a minha existência não natural. Minúsculos seres girando suas cabeças em direção aos meus passos, ela lamentava a mancha da morte que não tardaria a macular minhas mãos através de sua quietude.
Mesmo nuvens sinistras impediam o sol de brilhar para minha monstruosidade. O cheiro e sons vindos de vários pequenos animais fizeram minha garganta explodir em agonia ardente lembrando o mar de fogo e sangue em que eu estava a poucos dias. Corri mais rápido, meus pés mal tocavam o piso duro e molhado de gelo e neve no alto da montanha.
Ao fazer uma curva e saltar um desfiladeiro, cabos de aço podiam ser vistos interligando estações intermediárias de um teleférico. Eu estava perto da civilização.
Como se para provar minha constatação. O cheiro mais delicioso que eu já tinha sentido na vida explodiu em minha garganta abundando minha boca de saliva.
Saliva não. Eu não fazia mais parte do restante da civilização. Veneno. Minha boca estava repleta de veneno espesso e forte.
Estanquei no cume mais alto da montanha ingrime olhando abaixo para os pequenos carrinhos calculando o melhor ângulo para o ataque e quantos eu poderia levar para baixo com apenas um golpe.
Senti passos subindo em minha direção. Edward ainda não podia ser visto, mas seu cheiro circulou o ar ao meu redor tirando minha concentração.
Olhei novamente para os pequenos carros aéreos com pessoas abaixo, seus risos despreocupados ecoando em minha direção. Humanos. Não. Charlie. Renee. Pessoas frágeis de carne, osso e sangue. Eu não podia deixar meu instinto vencer. Ainda mais rápido que antes corri na direção oposta transpondo riachos congelados e desfiladeiros profundos. A paisagem aos poucos mudou para altos pinheiros esbranquiçados e pequenos flocos brancos começaram a cair pesadamente como se eu estivesse em um globo de neve.
Ao menor sinal do meu cérebro para parar, eu já estava imóvel. Coloquei as mãos nos joelhos como um humano faria para acalmar o corpo e recuperar o ar. Eu respirava rápido e tinha os ouvidos aguçados me precavendo de qualquer som que pudesse me descontrolar novamente. Minha garganta ardia quase entorpecendo meus sentidos.
“Bella.” O eco da voz de Edward me alcançou ao longe. Corri outra vez passando pelo mar de pinheiros a minha frente. Então como num passe de mágica a paisagem se abriu em uma clareira gelada. Uma fragrância deliciosa invadiu minhas narinas. Farejei o ar assimilando e catalogando as diferenças entre o cheiro dos humanos ao sul e o que eu sentia agora. Definitivamente animal. Rugi em direção ao coração pesado que pulsava prenunciando saciar o ardor desesperado de minha garganta. A clareira era larga, quase como o campo em Forks onde os Cullen jogavam. Atravessei sua extenção em minutos na busca da promessa de fartura. Do alto de um abeto observei o urso branco imenso que perambulava entre as árvores abaixo de mim. Sem pestanejar saltei torcendo seu pescoço no processo e enterrando meus dentes no pêlo macio.
Um longo e profundo corte de meus dentes em sua jugular fez jorrar o maná dos céus. Uma mordida assassina se ele já não tivesse morto pela fratura, profundo o suficiente para beber da veia cava superior, bombando cada gole direto da fonte do seu coração.
Pequenos respingos de sangue escorriam manchando a neve branca aos meus pés. Larguei a carcaça nogenta e respirei no alivio bem vido de minha sede. Seu coração cortado derramou o pouco de sangue que eu tinha deixado sem beber em pequeninos rios vermelhos. Era fascinante vê-los fluir ao redor do corpo, viajando os degraus irregulares do terreno como uma cachoeira rubra.
“Bella?” Edward tinha as mãos para cima em rendição e me olhava desalentado. “Não fuja, por favor.”
No segundo em que hesitei seus braços estavam a minha volta nos lançando duramente no chão branco. Os restos mortais do urso esquecido a metros de nós.
“Não lute comigo. Amor. Por favor.” Porque ele estava aqui? Porque me chamava de amor? A dor me tomou como antes. Um soluço sentido deixou meus lábios.
Ele me abraçou mais apertado, me restringindo. Eu sabia que era mais forte que ele e ele tambem sabia disso. Eu não fiz menção de sair. Fiquei debaixo de seu corpo esculpido admirando seus olhos enquando Edward lia minhas expressões.
“Você caçou.” Era uma afirmação.
“Sim, foi inevitável depois do teleférico.” Ele deu um meio sorriso. Eu queria comê-lo.
“Como você conseguiu sair deixando todas aquelas pessoas intáctas.” Dei de ombros.
“Eu não sei. Eram pessoas não eram. Pensei nos meus pais humanos. E se fossem eles?”
“Foi incrível olhar você. A corrida, o ataque, a caça. Você é extraordinária.” Seu tom era de pura admiração.
“Desculpe atacar Tânya daquela forma. Eu não estava pensando.” Uma sombra passou por seu rosto bonito.
“Não se desculpe, ela mereceu. Eu mandei que ela fosse embora e ela voltou.”
“Por que você está aqui Edward.” Eu não entendia porque ele veio atrás da vampira novata ao invés de Jasper ou Emmett.
Ele parecia confuso e magoado. “Você não me quer aqui?”
“Eu só pensei que você deveria estar com Tânya depois do que eu fiz.” Olhei para baixo em sua camisa de gola rolê preta.
“Ei, porque eu deveria estar com ela se é você que me interessa? Você é minha vida Bella. Eu não queria estar em nenhum outro lugar que não ao seu lado.”
Suas palavras me pegaram desprevenida. Ele queria ficar ao meu lado? Sua vida? Franzi a testa sem entender.
“Temos tanto pra falar, acho que é hora de colocarmos tudo em pratos limpos Bella. Se depois de me ouvir você não me quiser. Eu não vou persegui-la.” Ele estava triste ao pronunciar essas palavras.
“Sim. Eu quero falar. Entender onde nos perdemos um do outro.” Mesmo que no final eu fique sozinha, eu queria uma chance de entender.
“Antes, temos que voltar.” Eu fiz uma careta. Encarar a familia depois do que eu fiz seria muito ruim. Enterrei meu rosto no pescoço de Edward.
“Ei. Não se envergonhe. Não tem por que.” Ele acariciou meus cabelos e com as costas dos dedos alisou minha bochecha. Ele olhava para os meus lábios com fome. Se não saíssemos do chão agora, tenho certeza que o atacaria ali mesmo.
“Então vamos, não quero preocupar ninguém.” O empurrei levemente para que ele me deixasse levantar. Com a elegância que eu desconhecia em mim saimos do chão gelado.
Ele foi em direção a uma enorme árvore e a arrancou pela raiz, com destreza jogou a carcaça do urso e colocou a arvore no lugar novamente celando com terra.
“Lição número três. Nunca deixe os restos expostos.” Ele sorria de forma descarada.
“E a lição um e dois.”
“Você passou na primeira com louvor. Nunca mate um humano.” Ele deu uma piscadinha travessa.
Levantei uma sombrancelha em desafio.
“Já na segunda... Nunca mate um animal em extição. Os grandes ursos brancos estão na lista Bella.”
Nós gargalhamos em conjunto.
“Ok. vou pegar uma cópia do que eu posso e não posso comer com Carlisle da próxima vez ok?”
“Ok.” Suas mãos estavam na minha cintura, me apertando junto a ele. Sua felicidade palpável ao me olhar.
Era tão bom estarmos assim. Juntos, sem preocupação. Agora eu era sua igual tudo seria melhor. Após nossa conversa, poderiamos recomeçar. Para o bem ou para o mal.
 “Vem, temos muito que percorrer. Você parecia um foquete voando pela mata gelada.” Edward tomou minha mão na sua e corremos num trote rápido, o que não nos impediu de falar.
“Sim. Mais rápido que eu.”
“Mentiroso. Eu sei que ninguém é mais rápido que você.” Eu dei um tapa de brincadeira em seu braço e ele falou ai. Deve ter doido mesmo. Eu ainda não sabia medir minha força.
A viagem de volta com Edward foi um prazer para se recordar. Apreciei cada paisagem vendo todos os detalhes, de cada ângulo por um prisma diferente. Caçamos um pouco mais pelo caminho, me surpreendendo com o quão elegante e sexy ele era ao abater sua presa.
Minhas roupas estavam sujas, molhadas e manchadas e eu devia estar descabelada. Ótimo, mesmo sendo da mesma espécie eu ainda era atrapalhada. Será como ficou minha aparência. Eu estava curiosa.
A voz macia me tirou de meus devaneios.
“Acho que você não se lembra, mas aquela clareira onde você farejou o urso...” Ele ficou inseguro. “Foi a visão de Alice.” Uma leve recordação de Alice me contando sobre sua visão a respeito de mim como uma vampira feroz me veio a mente.
“A quatro anos Alice teve uma visão de nós dois alí. E depois que resolvi ir embora para a Europa a visão mudou deixando você sozinha no local. Ao que tudo indica, ela não viu o suficiente para saber que eu estava logo atrás de você.” Sua mão apertou a minha.
“Eu não me lembro muito bem, é difícil e nublado. Lembro-me porém de ela me dizer que eu seria feroz.” Gargalhei com a idéia.
“Feroz, linda e sexy além da conta.” Seus olhos refletiam o meu desejo. Uau...
Acelerei o passo o puxando camigo. Quanto mais rápido chegássemos em casa, mais rápido nós resolveriamos nossa situação. Eu estava ansiosa para derramar meu coração para o belo homem ao meu lado.
Nota da Autora:
Ai está. Nossa vampira Bella. Ela ainda tem um pouco a percorrer.
Os Volturi não se esqueceram dela.
Abaixo a imagem dos dois na primeira caçada.
Lindos não? Tão louca por Amanhecer parte 2.
Beijos e me façam feliz.


 
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