sábado, 20 de outubro de 2012

FanFic 'Dark Queen' – Capítulo 26 – Seu Amor é Meu Recomeço


 Boa noite!!!
Sábado chuvoso e abafado por aqui,
A leitura é a melhor pedida.
Um capítulo com grandes e fortes emoções.
Outra música maravilhosa. Também uma das mais bonitas que já vi.
Aproveitem o vídeo.
Divirtam-se!

Dark Queen
26
Seu amor é meu recomeço
***
Turning Page / Virada de Página
I've waited a hundred years / Eu esperei uma centena de anos
But I'd wait a million more for you / Mas eu esperaria mais um milhão por você
Nothing prepared me for the privilege of being yours / Nada me preparou para o privilégio de ser seu
If I had only felt the warmth within your touch / Se eu tivesse sentido o calor em seu toque
If I had only seen how you smile when you blush / Se eu tivesse visto como você sorri quando você cora
Or how you curl your lip when you concentrate enough / Ou como você enrola seu lábio quando se concentra o suficiente
I would have known what I was living for / Eu saberia pelo que eu estava vivendo
What I've been living for / Pelo que eu estava vivendo

Your love is my turning page / Seu amor é minha Virada de Página
Only the sweetest words remain / Apenas as palavras mais doces permanecem

Every kiss is a cursive line / Cada beijo é uma linha cursiva
Every touch is a redefining phrase / Cada toque é uma frase redefinida
I surrender who I've been for who you are / Eu rendo quem eu tenho sido para quem você é
Nothing makes me stronger than your fragile heart / Nada me faz mais forte do que seu coração frágil
If I had only felt how it feels to be yours / Se eu tivesse sentido como é ser seu
I would have known what I've been living for all along / Eu saberia pelo que eu estava vivendo por tanto tempo
What I've been living for / Eu saberia pelo que eu estava vivendo

We're tethered to the story we must tell / Estamos presos à história, devemos dizer
When I saw you well I knew we'd tell it well / Quando eu vi você, bem, eu sabia que tínhamos que contá-la bem
With the whisper we will tame the vicious scenes / Com o sussurro nós vamos domar as cenas crueis.
Like a feather bringing kingdoms to their knees / Como uma pluma que faz com que os reinos se ajoelhem.
Sleeping at last
***
Edward POV
Duas noites e um dia inteiros, ela estava queimando e eu junto com ela. Sua imobilidade me partia o coração, mas ao mesmo tempo eu me perguntava se seria capaz de suportar se ela estivesse gritando e se contorcendo de dor. Suas pálpebras fechadas em movimento frenético, seu batimento cardíaco desigual e sua respiração irregular eram as únicas evidencias que ela sofria. Eu passaria pela dor da transformação novamente em seu lugar se isso fosse possível.
De tempos em tempos algum membro de minha família subia para ver como ela estava. Até Rosalie se aventurou pelo quarto para espiar. Mesmo que sua expressão era de desdém pela beleza que Bella estava se tornando, seus pensamentos eram de expectativa pela nova irmã.
Em um dado momento senti que Alice entrou no quarto. Da mesma forma que aconteceu nas visitas dos outros eu não me movi da posição de hera envolta de Bella. Meu rosto ainda enterrado em seus cabelos. Nos pensamentos de Alice eu podia nos ver deitados na cama.
Ela se sentou no sofá do outro lado do quarto e ficou nos observando. Não havia pensamento e nem palavras. Eu fui ficando incomodado. Passado alguns minutos o silêncio era pra lá de irritante. Eu queria que ela falasse comigo.
Após algumas horas ela falou:
“Você vai ficar com ela até o fim?” Seu tom não era duro e nem reprovador o que me surpreendeu. Balancei a cabeça afirmativamente. Um pequeno sorriso brincou nos lábios dela.
“E quanto a Tânya?”
Sério? Qual o problema de todos com Tânya? Eu realmente não entendia. Dei de ombros.
“Eu a mandei embora.” Respondi. O sorriso no rosto de Alice agora era largo.
“Bem, agora que você realmente tirou sua enorme cabeça de dentro da bunda nós podemos conversar.” Involuntariamente um sorriso sincero aflorou em meus lábios pela primeira vez em dias. Só mesmo Alice para ser tão eloquente nessas ocasiões. Ela se levantou e saiu. Em sua mente pedaços de uma visão antiga que eu nunca vi. Um saguão de aeroporto, Bella retornando, um casamento, a ilha Esme... Imagens desconexas e manchadas. Tenho certeza que essa era sua intenção, minha curiosidade estava além do limite. Eu precisava ver mais. Eu não podia sair daqui, mas ao mesmo tempo eu estava louco para ver o que mais Alice escondeu de mim todos esses anos.
“Vá filho.” Senti a mão de meu pai no meu ombro. “Eu gostaria de examinar Bella de qualquer forma. Vocês precisam conversar. Somos uma família e como família eu te digo que a melhor solução é o diálogo.” Eu assenti, Carlisle tinha razão. Eu e Alice precisávamos ter essa conversa e com uma última olhada para a minha Bella eu deixei o quarto.
Alice estava esperando na sala quando entrei. Ela não esperou que eu falasse, nem mesmo se preocupou em olhar para cima a partir de sua revista enquanto ela sem palavras respondeu minhas perguntas pendentes. Eu tinha muitas depois dos fragmentos da visão que ela me mostrou. Imagens vivas e nítidas começaram a me atingir.
Ao longo da próxima hora, Alice desdobrou diante de mim o pior pesadelo dentro do mais belo sonho que eu podia ter tido. A esperança de dar a Bella a extensão de nossa existência. Um filho.
Todas as razões do universo não podiam ter me preparado para perder o que perdi naquela simples visão do meu futuro. O que poderia ter sido. Tantos ‘ses’ estavam agora rodando em minha cabeça. Se eu tivesse ido atrás de Bella, Se eu tivesse falado com ela no Havaí, Se eu não tivesse ido embora para Europa.
“Eu devia ter te contado ao invés de te atacar como eu fiz.” Alice parecia ainda menor no enorme sofá cinza a minha frente.
“Não Allie. Nunca se culpe pelos meus erros. Eu deveria ter ouvido o que você tinha a dizer ao invés de chafurdar em autopiedade ou tentar te matar. Para minha cegueira não tem perdão.” Eu jamais culparia Alice por não ter me dito. Mesmo que ela tivesse tentado naquela época eu não teria ouvido. Meu pior castigo será levar dentro de mim a possibilidade do que poderia ter existido se eu fosse mais sábio e menos egoísta.
Há muito que eu poderia dizer sobre Alice. Na superfície, ela pode parecer simplória, com o seu gosto pela moda e o vício em fazer compras descontroladamente, mas ela está realmente muito longe disso. Eu deveria ter sabido, eu ouvi cada pensamento seu por mais de cinquenta anos. Ela é profunda, intelectual, alegre, amorosa, e uma bola de energia completa, além de grande pensadora. Para aqueles que não a conhecem, ela pode aparecer presunçosa, com sua habilidade de ver o futuro e saber o que vai acontecer antes que aconteça. Mas ela não é. Ela não se sente superior e ela certamente não ostenta isso. Para ela, as visões são tanto uma maldição quanto um dom.
As visões de Alice são subjetivas, particulares, únicas. Com as pessoas mudando de ideia e inconscientemente fazendo coisas para mudar o caminho em que estão, Alice muitas vezes tem dificuldade em acompanhar o futuro mudando tão rápida e drasticamente. Eu já assisti isso.
Logo que ela se adaptava a algo as coisas mudavam jogando-a fora do equilíbrio. Era um exercício diário tentar manter certa distância de suas visões para conservar a sanidade. Ela nunca tripudiou sobre a importância de cada decisão, nem sequer mencionou a maioria de suas visões. Mas sabia e viu coisas que ninguém nunca irá realmente saber ou ter de lidar com. Alice ter ciência que as coisas que poderiam-ter-sido são em sua maioria armas de destruição.
Nem tudo estava bem com o meu talento e eu tive a capacidade de testemunhar a maior parte dele junto com ela. Eu entendia. Agora entendo melhor ainda.
Nós, como família, sempre contamos com as visões de Alice demais. Às vezes a tratávamos como se ela fosse infalível, onisciente. Algumas coisas simplesmente não podem ser previstas, às vezes decisões inconscientes no último segundo levam a conseqüências desastrosas. Alice é muito dura consigo mesma quando isso acontece e sempre fez o possível para consertar tudo. Não neste caso. Eu fodi as coisas tão completamente que ela se sentiu inútil  Quase desistiu de seu dom. Eu estava tão arrependido de fazê-la sofrer assim.
“Você estava tão dentro do seu mundinho mesquinho e egoísta quando voltou do Havaí. Você nem sequer deu o benefício da dúvida ao amor de sua vida. Foi logo pulando para conclusões exageradas e fantasiosas. Eu estava com tanta raiva por você não enxergar o óbvio.” Ela disse com paixão.
“Não havia nada que você pudesse ter feito. O que está feito está feito. Vamos a partir daqui. Eu quero recomeçar com Bella e viver tudo que se há pra viver em nosso mundo e quero começar com nossa família também. Ser um irmão melhor e um filho melhor.” Eu sempre invejei a capacidade de Emmett em seguir adiante sem muitos pensamentos, agora eu o compreendo. O que está feito. Está feito.
Eu não te mostrei isso antes porque você sofreria. As possibilidades daquilo que talvez pudesse ter sido. Eu nunca quis ser cruel. Eu te amo irmão. Sua expressão era de pura tristeza.
Exalei fortemente nesse último pedaço de informação, movendo-me para onde ela estava sentada encolhida no canto do sofá. Eu me ajoelhei na frente dela, esperando até que ela finalmente olhou para mim, dando-me um sorriso gentil. Beijei-a de leve no rosto, acariciando-lhe a mão antes de me dirigir de volta para o quarto. Nós agora estávamos bem. Nos ficaríamos muito bem.
O0 ~ 0O
No dia seguinte a nossa conversa Alice apareceu no quarto como se nós nunca tivéssemos brigado na vida. Ela era realmente muito altruísta.
“Vamos lá Edward, vá tomar um banho e se preparar. Bella vai acordar dentro de duas horas e você está horrível eu vou trocá-la também  Ela insiste nesse pedaço de trapo que ela chama de camiseta a tempo demais só porque era seu. Eu vou queimar essa coisa.” Alice estava em seu eu habitual, velocidade máxima.
“Não, você não vai.” Ri pensando no que minha Bella faria se soubesse que Alice queimou uma de suas roupas preferidas. “Sei que você não vai querer irritar a recém-nascida.”
“Hum... Vamos ver se ela pelo menos vai se lembrar desse pedaço de lixo. E agora saia. Preciso de espaço e você está em cima dela. Troque-se no meu quarto. É o último à direita.” Seu tom era duro, mas havia um sorriso no canto dos lábios. Suspirei em ter que deixá-la novamente. Uma olhada e pude notar realmente que a transformação estava quase no fim. Ela estava linda. Sempre foi.
Sobre a cama, roupas limpas. A pequena pensa em tudo. Jasper me mostrou o banheiro e conversamos brevemente sobre levar Bella a caça e como lidaríamos com o período em que ela estivesse se adaptando. Eu estaria com ela a cada segundo. Assim que terminei minha mãe entrou e me deu um abraço emocionado.
“Está quase na hora, ela está perfeita não está? É tão bom ter vocês conosco. Tudo como deveria sempre ter sido.” Eu a beije na testa.
“Tudo conforme deveria ter sido, apenas com um atraso de cinco anos.” Meu pesar evidente em cada palavra. Ela revirou os olhos muito a meu feitio.
“O que importa é o agora. Não se esqueça. Já terminamos com Bella. Ela vai precisar de você quando despertar. Vá.” Esme não precisou mandar duas vezes.
Já no quarto eu pedi a Alice que me fizesse um pequeno favor já que ela estava tão solícita. Em uma das salas do primeiro andar havia um piano antigo e tudo era muito aconchegante. Gostaria que após caçarmos eu e Bella tivéssemos um pouco de privacidade para uma muito necessária conversa. Ela fez bico.
“Eu queria dar uma festa de aniversário pra ela. Hoje a noite.” Sua expressão de decepção era de cortar o coração.
“Uma festa Allie? Você já não teve o suficiente de festas para Bella?" Ele fez que não ainda emburrada. "Teremos tempo depois. Não acho que consigo aguentar mais tempo sem oficializar nosso relacionamento. Podemos deixar a festa para amanhã então? Por favor?” Retornei a cara de ‘quem implora’ que sempre derretia seu coração gelado. Sua risada foi como vários sininhos repicando.
“Isso é jogo sujo. Só eu posso fazer essa cara de cachorrinho pidão...” Alice me abraçou e bagunçou meu cabelo. “Eu senti tanto a sua falta. Edward.” Eu a abracei apertado de volta. 
"Eu também Allie, Eu também. Paris não foi a mesma sem você." Com essa declaração eu acho que  derreti seu coraçãozinho.
“Humm. Ok irmãozão, vou preparar a sala pra vocês e por vias das dúvidas esvaziar a casa.” Ela balançou as sobrancelhas parecendo Emmett. Eu fiz mesmo falta por aqui.
“Não me dê falsas esperanças Alice, você sabe que ela ainda não estará preparada para isso.” Eu pedia aos céus que ela fosse pelo menos um pouco racional. Minhas últimas lembranças de lidar com um recém-nascido não eram tão agradáveis. Emmett foi por falta de melhor expressão, difícil de domar.
“Menos de vinte minutos. Não se demore a descer com ela.” E eu estava sozinho. Seus batimentos cardíacos estavam muito irregulares a essa altura. Acariciei sua pele que já não me queimava mais, praticamente da mesma temperatura que a minha. Passei o tempo restante concentrado em seu coração. Por tanto tempo ele deu o ritmo certo ao meu mundo e seria silenciado pra completar o mesmo. Minha Isabella. Agora inquebrável.
O0 ~ 0O
Ela era única, até seu despertar foi diferente. Como qualquer criança humana recem-nascida, nasce e chora para a vida, em nossa espécie também temos nossas particularidades. São muitas as percepções e muito intensas também. Tudo está aflorado. Nosso cérebro é mais amplo, nossos cincos sentidos elevados ao máximo, além do sentido vampírico que podemos chamar nosso lado animal, ou sexto sentido. Somos um tanto irracionais e agressivos ao primeiro contato. É normal se descontrolar.
Eu corria certo risco em estar tão perto dela quando acordasse, além de temperamental, ela era mais forte agora até que Emmett. Se quisesse poderia me dominar e arrancar minha cabeça. Eu esperava que ela ao menos se lembrasse de mim. Já seria um começo.
O problema seria se ela se lembrasse das partes ruins, aí sim seria muito, muito ruim.
Ela se mexeu infinitesimalmente, eu a apertei enterrando meu rosto em seus cabelos. Seu cheiro glorioso já não fazia minha garganta queimar, já meu corpo era outra história. Feita pra mim. Eu fiquei tonto só de cheirá-la. O mais doce e agradável perfume, balanço perfeito entre morango e frésias, manhãs ensolaradas e prados floridos. Minha Bella.
Ela estava me cheirando também. Feito pra ela. Alguns minutos se passaram onde apenas sua respiração era audível. Eu precisava trazê-la.
“Baby? Abra os olhos. Olhe para mim.” Ela reagiu como eu esperava, se protegendo. Como uma tigreza, elegante e ágil ela se postou em posição de ataque. Digitalizou a sala a procura do atacante. Permaneci imóvel para não assusta-la. A me ver, reconhecimento amanheceu em seus olhos. Bom. Ela sabia quem eu era. Lentamente me levantei e para minha surpresa a mais bonita e sexy voz melodiosa deixou seus lábios. Meu nome como uma prece. Eu queria morrer e viver para ouvir para sempre essa voz.
Seu sorriso brilhante aflorou e me pegando totalmente de surpresa ela se atirou em mim. Seus lábios e corpo enrolados nos meus como nunca antes. Não pude me conter. A felicidade me inundou e eu queria chorar. Nosso primeiro beijo real, sem reservas. Corpos colados, membros emaranhados. Suas mãos me tocavam em toda parte como se quisesse me memorizar. Ela puxou meus cabelos colando seus lábios mais fortes ainda nos meus. Seu ímpeto era tamanho que eu estava com dor. Pela primeira vez em anos, algo físico me machucava. Eu não me importei.
Filho, não é hora para isso. Vou subir. Todos nós queremos vê-la. Os pensamentos de meu quebraram minha concentração me trazendo de volta ao presente.
Incentivos e repreensões podiam ser ouvidos em todos os pensamentos na casa. A curiosidade era palpável.
A afastei delicadamente. Não queria que meu pai nos pegasse em posição tão comprometedora.
“Ei, calma. Temos todo o tempo do mundo amor.” Disse sendo o mais gentil possível.
Meu nome novamente em seus lábios. Isso era o paraíso, ela se lembrava de mim e me queria. Não sei quanto tempo eu aguentaria me distanciar dela agora que éramos iguais. Meu pai parou a porta com expressão divertida.
Isso é realmente uma novidade. Uma recém nascida que ao invés de sangue quer sexo. Sorte grande filho. Sorte grande. Se eu pudesse corar... Até meu pai agora caçoava de mim. Grande.
Ela retesou seus músculos poderosos assim que sentiu a presença de Carlisle. Colocando-me ás suas costas ela novamente se agachou em posição de ataque na minha frente. Ela queria me proteger? Quão bonito era isso da parte dela? A segurei mais forte pela cintura fina para evitar que ela o atacasse.
Ele gentilmente chamou sua atenção ignorando a postura de ataque. “Pare de manipula-la filho. Todos querem vê-la.”
Ao invés de fúria normal de um novato ela mais uma vez nos surpreendeu. Ela estava envergonhada. Adorável.
As risadas na cabeça de meu pai eram altas. Ela é adorável filho. Ele pensou espelhando meus sentimentos. Como pode se sentir tão envergonhada e não pensar em me atacar?Caso para estudo. Interessante. Meu sorriso ameaçava dividir meu rosto de tão largo.
Levantei-me e a puxei comigo.
“Venha, vamos ver a família . A levei cautelosamente próximo a Carlisle. Ela era tão diferente do que todos esperavam.
“Como você se sente Bella.” O médico tomou a frente. Ele estava louco de curiosidade para saber como a transformação ocorreu em detalhes.
Após pensar um segundo, ela estalou a língua no céu da boca com se provasse o gosto. Ela balançou a cabeça afirmativamente como um desenho animado em alta rotação. Seu sorriso brilhante me tirou do equilíbrio, eu queria beijá-la loucamente.
“Sinto-me bem. Na verdade perfeita.” Disse satisfeita. “Obrigada pai.” E para nosso espanto ela se atirou em Carlisle dando um abraço de urso de fazer inveja a Emmett. Meu pai tão orgulhoso como era possível.
Ela me chamou de pai? Uau! Ele não cabia em si de contentamento.
Ah filho. Por favor, traga ela pra nós. Minha mãe já estava enlouquecida no primeiro andar.
Carlisle brincou sobre sua condição de idoso e ela falou o obvio,
“Humm, perdão. Eu sou muito forte agora não é?” Os risos de alegria de toda a família podiam ser ouvidos por toda a casa.
Vai sonhando irmãzinha, vai sonhando... Emmett queria afirmar seu trono que invencível.
“Venha, vamos descer antes que Alice e Esme derrubem a casa.” Não se continha mais, só não tinha subido ainda por causa dos braços restritivos de Jasper ao seu redor.
Ela estancou na porta. Olhando seu corpo. Ela se lembrava do que vestia antes da transformação? Espero que Alice não tenha queimado a camisa.
“Nós vestimos você, espero que não se importe.” Falei meio sem graça. ”Suas roupas estavam sujas de sangue. Então...”
“Tudo bem. Eu gostei.” Sentando na cama ela calçou as botas de canos longos. Ela estava sensual nessas roupas coladas. Seu corpo antes delicioso, agora era a epítome da beleza. Atlético, ágil e firme. Eu queria me enterrar nele.
Calma garoto. Você está me matando aqui. Jasper me repreendeu em pensamentos. Eu sorri largo. Não pudia evitar desejar a bela mulher que agora era minha. Pelo menos eu espero. Nossas mãos se tocaram mostrando que a ligação que sempre existiu entre nós agora era inquebrável. Eletricidade cortava o ar criando uma bolha agradável.
A família a recebeu a princípio com um pouco de cautela. Os homens à frente e as mulheres depois, Alice se aventurou sabendo que nada de mal iria acontecer. Nossos visitantes no fundo da sala para não assustá-la, Alexander entre eles. Seus estranhos olhos denotando a tristeza do que poderia ter sido com sua Sophia. Eleazar e Carnem felizes com mais um membro na família.
Todos muito surpresos e eufóricos em ver como Bella era controlada e amável.
Eu queria tocá-la a todo instante. Eu precisava ter sua pele na minha, mesmo que só nossas mãos. A beijei delicadamente prometendo estar sempre com ela.
O cheiro enjoativo de Tânya invadiu a sala e seus pensamentos desagradáveis me tomaram. Vim me juntar a festinha. Era esse seu plano então? Eddie, você é um menino muito mal. Agora ela passou dos limites, eu realmente iria atirar ela porta a fora.
“Até que você não ficou tão mal.” Seu desprezo em direção a Bella não se consolidou. Com uma fúria incontida. A tigresa atacou. Com graça e leveza Tânya estava imprensada na parede. Bella a erguia pelo pescoço e seus dentes perigosos ameaçavam estraçalha-la. A sala esta congelada por uma fração de segundo. Um rugido ensurdecedor ecoou pela casa e pelas montanhas que nos cercavam.
“MEU.” Meu coração gelado teria disparado se pudesse. Sim. Isso era melhor que qualquer coisa que eu já ouvi na minha longa existência. Sim, minha Bella. Eu sou seu.
Minha família estava em polvorosa ao meu redor. Bella iria desmembrar Tânya, não que eu me importasse muito depois do que ela fez no outro dia. Mas conhecendo Bella do jeito que conheço mesmo depois que Tânya se regenerasse ela se sentiria culpada por toda a eternidade. Eu não queria isso. Não quero que meu amor sofra por nada, muito menos por Tânya.
Com todo cuidado pedi que ela soltasse a cadela que sorria descaradamente. Eu queria desmembrá-la eu mesmo. Como num passe de mágica Bella a soltou e me olhou profundamente nos olhos. Dor e desespero. O quê?
Ela correu como um felino sumindo montanha acima.
“ Vá Edward. A acalme e traga de volta pra casa. Suas chances são melhores que a nossa, você é mais rápido e ela confia em você.” Carlisle estremeceu diante de sua última afirmação. Em sua mente vi Bella ainda humana muito insegura em relação a Tânya. Eu rosnei em sua direção, que sorria nos braços de Carmen.
Vá agora Edward. Eu cuido de Tânya pra você. Meu pai era enfático.
Corri sentindo o rastro de Bella, ela era rápida, mas tanto quanto eu. Ela se aproximou rapidamente da estação de Esqui. Fazer um controle de danos em um lugar tão amplo seria difícil provavelmente teríamos que nos mudar dependendo de quantas pessoas Bella matasse. O cheiro de humanos permeava o ar carregado. Iria chover ou nevar a qualquer momento. Merda. Eu Tinha que alcançá-la. Ela iria ficar arrasada matando essas pessoas. Maldita Tânya.
Eu estava tão perto. Ela então iniciou uma nova corrida. Pronto, estava feito. Os bondinhos repletos de humanos. Talvez uns quinze. Em questão de minutos ela acabaria com a vida de todos. Estanquei no alto da montanha e peguei meu celular. Precisaria de ajuda para limpar tudo e fazer parecer um acidente.
Enquanto o número de Carlisle chamava eu avistei Bella ao longe, o lado oposto ao dos humanos. Ela saltava como um guepardo por sobre um desfiladeiro. Mas como ela fez isso?
“Filho?” A voz metálica do meu pai saiu pelo bocal do telefone.
“Deixa pra lá, te ligo depois”. Eu disse iniciando a corrida atrás dela novamente.
Corri por um tempo cautelosamente para não assustá-la, ela farejava o ar em busca de algo. Ainda bem que eu estava contra o vento, ela não podia me sentir.
A neve começou a cair pesadamente transformando tudo ao nosso redor. Era mágico.
“Bella” Gritei quando notei que ela estava parando. Idiota que fui. Ela correu pra longe novamente.
Ao chegarmos a uma ampla clareira fui atingido pela lembrança que me assombrou em muito tempo. A visão de Alice acontecia agora, diante dos meus olhos. Bella mortal e feroz, farejando o ar em busca de caça. O cheiro de urso me alertou. Que bom, isso iria ajudá-la. Sua garganta deveria estar explodindo de dor.
Vê-la caçar era como orgasmo engarrafado. Tão sexy e deliciosa, tão auto-suficiente. Eu tinha orgulho de ser dela.
Aproveitei o momento de distração para interceptá-la, agora, depois de saciada ela estaria mais calma.
A agarrei por trás nos jogando no chão, apenas com um golpe ela teria me atirado longe, mas não o fez. Seus olhos agora em vermelho claro após a caçada me observavam, eu queria beijá-la ao esquecimento.
Optei por conversar primeiro. Eu a distrairia com palavras. “Você caçou.”
“Sim, foi inevitável depois do teleférico.” Ela disse como se fosse normal para recém-nascidos fugirem de humanos, principalmente descontrolada como ela estava. Nem vampiros maduros faziam isso tão bem. Ela era incrível e surpreendente e perfeita e principalmente minha. Minha vampira extraordinária.
Fiz questão de afastar todos os seus temores com relação a Tânya, eu queria que ela confiasse em mim.
“Por que você está aqui Edward.” Será que ela não me queria tanto quanto eu a queria?
 “Você não me quer aqui?” Se ela falasse que não...
Menina tola, pensar que eu queria estar com Tânya com ela ao meu lado. Mesmo que Bella não me quisesse eu nunca optaria por ela.
A chamei pra a conversa que definiria nosso destino. Temos que falar, acertar as coisas. Continuar no chão molhado com ela por baixo de mim me fazendo sentir milhões de emoções diferentes não era o jeito certo de começar.
Conhecendo Alice como conheço a nossa sala estaria preparada. Para aliviar o clima, jogamos conversa fora. Ensinei técnicas de como se livrar das carcaças sem chamar a atenção e caçoei dela por ter matado um urso branco. Melhor o urso que as pessoas no teleférico. Tenho certeza que meu pai concordaria comigo.
Falamos sobre várias coisas. Era fácil como no nosso início em Forks estar com ela. Divertida e espirituosa. Sua agilidade e sagacidade agora eram mais admiráveis que antes.
Contei sobre a visão de Alice se concretizando, ela se lembrava de apenas de ser feroz.
 “Feroz, linda e sexy além da conta.” Eu não pude me controlar. Eu tinha que expor meus sentimentos. O desejo e amor que estavam guardados. Se ela não tivesse me puxado de minhas fantasias eu a teria levado ali mesmo. Voltamos para casa em uma corrida confortável.
Espere até todos ouvirem as coisas que Bella pode fazer. Se esquivar de multidões inteiras de humanos e matar um urso sozinha sem ninguém ensinar. Jaz e Emmett morreriam de inveja.
O0 ~ 0O
Já na porta do chalé Bella hesitou. Eu peguei delicadamente suas mãos.
“Não tenha medo. Você não fez nada de errado.” Eu a tranquilizei, “Pelo contrário, você para todos nós é motivo de orgulho.
“Obrigada.” Ela baixou os olhos e sua expressão era a mesma de quanto ela corava. Tão diferente e tão ela mesma.
Entramos e Carlisle se levantou do sofá onde conversava com Eleazar.
Graças a Deus. Seus pensamentos eram de puro alivio. Tenho novidades filho. Muito interessante.Minha mãe interrompeu seus pensamentos.
“Porque demoraram tanto.” Esme e Alice desceram as escadas rapidamente.
“ Estávamos caçando.” Sorri. “Emmett!” Chamei eufórico. “Vocês não vão acreditar.” Eu estava empolgado para contar todos os detalhes de nossa expedição de caça. Bella se manteve em silêncio atrás de mim. Parecia ainda envergonhada.
Emmett, Jasper e Alexander entraram vindo dos fundos da casa.
“Vocês não vão acreditar no que Bella fez. Alice, a sua visão, na clareira. Nós achamos, mas eu estava lá. Eu estava com ela e foi incrível por causa do urso branco, ele era enorme Emmett...”
“Ei, Edward!?” Meu pai chamou minha atenção. “Devagar. Uma coisa de cada vez.” Todos estavam rindo inclusive Bella. Riam alto, de mim. Juntei-me a eles pelo ridículo da situação. Eu parecia um menino pequeno na manhã de Natal.
“O que Edward quer dizer que eu quase matei mais de uma dezena de humanos, mas ele me parou a tempo.” As risadas cessaram com a revelação de Bella.
“Não foi assim. Eu não fiz nada, vocês tinham que estar lá, ela correu direto para a estação de esqui. Dezenas de pessoas em seus teleféricos alheios a predadora mais bonita do mundo. Eles morreriam felizes. Então ela correu de lá.” Alice revirou os olhos e Emmett fingiu um engasgo.
“Ela fugiu? Simplesmente correu e deixou os humanos vivos, Assim?” Jasper perguntou boquiaberto.
“Sim, assim. Então nós encontramos a clareira que Alice sempre viu em suas visões e lá estava um enorme urso branco. Ela caçou sozinha. Sem nenhuma instrução. Foi preciso e espantoso. Tão graciosa com uma leoa.” Os olhos de Bella brilhavam nos meus.
Todos estavam sem fala. “Sim, ela é extraordinária, muitos talentos ainda adormecidos. Os mais latentes são os escudos. Aro morrerá para tê-la em suas fileiras.” Eleazar tomou a palavra nos deixando ainda mais abismados.
“Talentos adormecidos? Escudos?” Bella balbuciou. Meu pai se adiantou e colocou o braço por sobre seus ombros. Seu sorriso era afetuoso. “Sim Bella, talentos. Parece-nos que controle é um deles. Os que mais estão aflorados no momento são seus escudos.”  São dois para ser mais exato. Eleazar pode ver os dons que um vampiro possui. No seu caso, os dons já estavam evidentes antes da transformação.”
Estávamos todos sem fala. Minha Bella talentosa, dois escudos. “Não é a toa que nunca pude ler seus pensamentos.”
“Sim, pelo que pude sentir. O escudo mais forte protege seu cérebro. E o outro é mais elástico. Não sei como eles funcionam, mas sinto que eles estão ai. Com o tempo sei que ela poderá manupulá-los.” Eleazar parecia impressionado com a descoberta.
Bella estava pensativa e calada. Era muito para absorver.
Edward. Alice me chamou em pensamento. Está tudo pronto, a sala ficou ótima. Rosalie até afinou o piano caso você queira tocar pra ela. Seu sorriso era de gato que comeu o canário. Ela tinha aprontado com toda a certeza.
O dia estava se acabando e uma noite mágica chegava. A neve caia agora em flocos fofos e brilhantes. Neve em setembro. Estranho como todo esse dia.
A sala agora repleta de conversas, meus irmãos querendo saber todos os detalhes da caçada.
“Onde está Tânya?” Ela parecia incerta. Entendi porque ela parecia arredia desde que chagamos.
“Eu pedi que ela voltasse para casa em Denali, Carmen a levou.” Meu pai respondeu. “Não se preocupe filha, ela não vai mais incomodá-la.”
“Não, por favor, não faça isso. Ela como esposa de Edward merece estár aqui. Não se incomodem por mim.” O silêncio no cômodo era mortal. Todos os olhos estavam em mim. Hora do show.
Você está sozinho nessa filho. Resolva as coisas com sua menina.
Acho bom você consertar isso. Não me faça te caçar pelo Canadá Bro.
Vai lá Edward. Hora de acertar as contas. Ela é minha amiga e já sofreu muito. Não a machuque mais.
Minha família me incentivava cada um a sua maneira.
“Bella, podemos falar em outro lugar?” Ela me olhou um pouco confusa.
“Claro.” Já estava de pé e ao meu lado.
“Não, espere.” Alice nos parou. “Olhe só para suas roupas, vá se trocar. Deixei roupas secas e confortáveis em cima da cama no seu quarto.”
“Adianta discutir Alice?” Bella falou impaciente.
“Não, apenas para que você não surte. Amanhã vamos dar uma festa. Coisinha simples, somente a família ” A pequena falou rápido.
“Ahhh não Alice. Festa? Tem certeza?”
“Se anime. Vai ser legal. Temos muito que comemorar. Olhe pra você. Tão linda e poderosa.” Bella estava carrancuda.
“Ok, ok.” Vou subir e tirar essas roupas molhadas. Vejo vocês mais tarde.
Bella subiu e todos me olhavam com olhos de lince.
“Estamos indo. A leve para a casa principal amanhã a tarde. Precisamos ter a reunião familiar com ela. Apresentar tudo e mostrar a sala da família ” Carlisle fazia questão de apresentar todos os pormenores da situação da família no mundo humano. Documentos, finanças, etc... Era como um rito de boas vindas.
“Estarei lá.”
“Cuide dela.” Minha mãe beijou minha bochecha. “Nos vemos amanhã.”
Com um aceno, todos estavam em seus carros nos deixando sozinhos.
Vamos ver o que Alice preparou. Entrando na sala percebi que ela não polpou esforços estranhamente sem exagerar. O piano no canto brilhava e havia suportes pequenos de vidros com velas de odor suave por cima das mesas ao redor. Minusculas flores brancas espalhadas em vasinhos dava um toque ao ambiente. A sala tinha sido remanejada para que o enorme e felpudo tapete ficasse de frente a lareira. Algumas almofadas sobre ele davam o toque de aconchego.
Acendi as velas e a lareira e esperei. Lá em cima o chuveiro estava ligado. Respirei resignado, quem sabe amanhã, depois de nossa conversa eu não compartilharia o banho com ela?
Nota da Autora:
Agora sim tudo certinho.
Amanhã, acerto de contas.
E quem sabe vocês ficarão totalmente quentes por causa da lareira em?
Capítulo com classificação 18 anos saindo.
Bella mostrará também um pouquinho de suas habilidades com os escudos.
Vale a pena esperar.
Beijos.

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Um comentário:

  1. EHHHHH AMANHÃ PROMETE...AMEI O CAP.ALICE É O MÁXIMO MESMO,BJSS VANESSAAAAAA.

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