quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Fanfic "Quatro de Janeiro": 25º Capítulo: Final


Sinopse: Uma viagem à Espanha, o encontro entre um homem e uma mulher completamente diferentes.Um homem egoísta, frívolo e sem sentimentos que usa as mulheres e depois as descartam como lixo.
Uma mulher de bons sentimentos, pura e sonhadora que está na Espanha procurando estudar e dar uma vida mais a digna a si e aos seus pais.
Um encontro que renderá frutos e mudará a vida de duas pessoas distinta para sempre, cruzando seus caminhos e mudando totalmente a forma de ambos verem o mundo.

Classificação: +18
Personagens Centrais: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Autoras:  Isabela // Izabella Luíza
Capítulos:  25 (Postados todos os dias)

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Capítulo 25: 

Sempre: Sem cessar; sem fim e sem interrupção.
A qualquer tempo. Para sempre, de maneira definitiva.

Pov Bella

Não consigo compreender. Dormi por um ano e meio e deixei duas crianças. Acordo depois do que pareceu uma Era e me deparo com Hope... Por mais que Edward tenha me mostrado as fotos de mim grávida e dormindo, não posso acredita que tudo foi real. Como essa criança conseguira se desenvolver dentro de mim em dada condição? Acaricio o rosto da pequena Hope, que dorme em meu colo, com a mente desafiando totalmente a lógica. Sou enfermeira, sei das coisas, e apenas classifico esse fenômeno como milagre.

Edward: ela já dormiu?

Ergo os olhos e o vejo parado na sala, de frente a nós, de frente ao fogo. Acabou de subir com Sarah e Josh, que ficaram encima de mim o tempo todo, até o ultimo segundo antes que o sono os vencesse. Não posso descrever o quanto mudaram, o quanto evoluíram mesmo que pareçam os mesmos... Existe uma maturidade além da idade deles naqueles olhos verdes agora, consequência da dura realidade que enfrentaram nos últimos meses. Bom. Crescer é sempre bom.

Bella: sim... – sussurro não querendo de forma alguma acordar a menina... Quero dizer, minha filha.

Hope é diferente de Sarah e Josh. Tem olhos escuros, porém o mesmo cabelo claro. Olha do mesmo modo, porém se porta de maneira distinta. Não conseguiu desviar os olhos de meu rosto desde que cheguei. Para conseguir tomar banho tive que leva-la junto! Somente agora me dou conta que não passei sequer um momento sozinha com Edward... Ele se aproxima. Tira Hope do meu colo com extremo cuidado e a carrega em seus braços até a escada. Sobe com ela sem me dizer nada e espero. Somente espero. Um arrepio estranho me percorre o corpo de cima a baixo quando me sento de frente para a lareira, no chão. Abraço a mim mesma usando uma camisa de frio de Edward e meais.

Ele ainda me ama?

Depois de todo esse tempo no escuro, ele ainda me ama?

Aperto os olhos e sinto o calor do fogo me dominando. É agradável... Delicado. Conto os segundos para que Edward volte, para que me olhe nos olhos e responda o que quero saber... Nossos filhos ainda me amam, agora preciso dele. Eu pedi desculpas a Sarah e Josh, que não souberam responder outra coisa que não fosse “nós sempre te esperamos”. Eu me apresentei a Hope e foi como se ela sempre houvesse me conhecido. Apenas colocou a pequena mão espalmada em minha bochecha e ficou por longos segundos me encarando com os olhos cheios de palavras... Ela me ama também. Ela também sempre me esperou.

E ele?
Lembro-me das cartas... De suas palavras bonitas... Mas será que não houve outra? Será que serei capaz de perdoá-lo se tiver se envolvido com alguém mais? Sim. Não é culpa dele minha ausência. É tudo fruto de minha falta de atenção, de minha infantilidade. Se houvesse sido um pouco mais atenta naquela tarde... Se houvesse olhado direito para a direção e não houvesse ficado falando ao celular tudo poderia ter sido diferente. A gravidez de Hope não teria sido tão desastrosa; Sarah e Josh me teriam; Edward me teria...

Desperto de meus pensamentos quando algo grande e pesado é colocado em meu colo. Abro os olhos e vejo Edward, sim, ele, parado a minha frente em pé. Ergo os olhos para ele ao pegar entre meus dedos trêmulos um álbum de fotografias colorido. Em letras tremidas vejo o nome de nossos três filhos gravados na capa. Engulo a respiração, não sei realmente se estou preparada para ver isso, especialmente quando noto que a data grafada em baixo é logo em seguida a meu acidente.

Edward: eu registrei todos os momentos deles – sussurra se abaixando e se sentando bem ao meu lado de frente ao fogo, porém nossas peles mal se tocam. Mantenho os olhos baixos no livro, ignorando seu cheiro gostoso, sua camisa regata e sua calça cinza. Ele está tão bonito... – para que você não perdesse nada enquanto estava dormindo.

Bella: eu...

Edward: por favor, abra. Veja. Prometo que não irá se arrepender – sussurra compreensivamente. Mordo os lábios antes de abri-lo e separar a capa da primeira foto. Não posso resistir, levo os dedos sobre a primeira foto assim que boto os olhos nela.

É a primeira e ultima foto que tive de mim, Edward e os gêmeos. Fora no aniversário deles de seis anos, quando Edward retornara. É a coisa mais bonita que já vi; o mais real para mim... Aquilo mexe diretamente em meu coração, bagunça todos meus sentimentos... Já sinto os olhos queimando quando viro a página e encontro uma foto minha em coma. Eu em coma. Isso é chocante! Ver os machucados espalhados por meu rosto, os fios ligados ao meu corpo... Sou mesmo eu? As lágrimas já deslizam por meu rosto, aquela sensação de queimação delicada me percorrendo as bochechas... Isso é masoquismo! Viro. Encontro uma foto onde Edward está no quarto, ao meu lado, com uma das mãos sobre meu ventre dilatado. Estou... Grávida. Sinto um arrepio do começo da espinha até a cabeça. Quase perco o foco, tamanha a surrealidade. As demais fotos são bonitas, alegres, até mesmo apreciáveis. Basicamente vejo Sarah e Josh em sua formatura do jardim de infância; ambos com uma beca pequena e azul, os rostos idênticos... São quase indistinguíveis uma vez que o cabelo de Sarah está escondido pelo chapéu. Vejo o primeiro dente de Josh caindo, ele parado na porta com a boca cheia de sangue e Sarah rindo ao fundo. A próxima foto é dela exatamente do mesmo jeito e a risada de Josh é banguela. Também sorrio perante a alegria deles... Então novamente me choco.

É mesmo Hope naquela incubadora, tão pequena e cheia de fios? A visão é perturbadora e inacreditável. A bebê Hope que hoje vi é tão forte e bonita... A que vejo parece de mentira, parece que não durará um segundo... Em outra foto Edward está com ela, já maior, segurando-a e alimentando-a com mamadeira. A diferença de tamanho entre o braço de Edward e Hope é gritante! Isso me rasga o peito...

Bella: a culpa é minha... – sussurro pensando alto, me envergonhando quando noto que o disse de modo que Edward tenha ouvindo-o.

Edward: a culpa é sua? – a voz dele é irônica. Está muito perto, posso sentir seu hálito em meu pescoço. Uma risadinha corta o ambiente, sei que está debochando de mim – pode apostar que conheço o culpado e ele não é você...

Tiro os olhos do álbum dramático e o fecho com força, evitando encarar aquela dolorosa realidade da qual me ausentei por meses. Edward não tem outra, porém está ressentido... Fica de pé, longe de mim, e vai até o bar no canto da sala. Tira de lá dois copos pequenos e coloca uma bebida com cheiro forte, parece uísque.

Bella: será que por um segundo você pode parar de tentar se culpar por tudo? – jogo o álbum na mesa de centro e vou até ele, parando ao lado dele, que descansa com os braços apoiados no balcão de mármore. Bebe seu uísque em goles pequenos, não me olha. Ignora-me olhando em qualquer direção. Pego o outro copo cheio e me apoio da mesma maneira ao lado dele, bebendo em goles do mesmo jeitinho que Edward faz.

Tenho que mostrar que não está mais sozinho. Agora me tem aqui. Agora tem que me ver!

Edward: se eu houvesse ficado contigo quando me disse que estava grávida há oito anos nada disso teria acontecido. Nada – seu tom de ressentimento é nítido, me parte o coração. Sei que não devo ficar bebendo por causa da medicação, mas aquele uísque me cai muito bem. Queima todas as minhas inseguranças quando desce rasgando em minha garganta seca – haveria poupado todo esse sofrimento... – abaixa a cabeça entre os ombros e aperta os olhos.

Bella: se eu não houvesse aceitado beber com você naquela noite, na boate, nada disso teria acontecido.

Minha frase é breve, porém cheia de significado. Edward nem sequer respira após tê-la ouvido, somente pragueja em silêncio. Ainda chove. O fogo ainda queima na lareira de maneira fraca e tudo o que sinto é cheiro de uísque e a essência máscula de Edward. Porque isso é tão perfeito? Porque saber que os três filhos que tenho são dele é minha maior gratificação? Espio-o pelo canto dos olhos. Edward se endireita, ainda não me olha, porém mantem a postura rígida e presente na conversa. Chacoalha o copo e bebe mais um pequeno gole. Faço o mesmo... Será que ele não nota que estou imitando-o? Que quero demonstrar estar ao seu lado, ser sua companheira?

Edward: e você se arrepende?

Vejo-o estreitar o olhar, temendo totalmente uma resposta negativa. Já a tenho na ponta de língua e não preciso pensar muito para responder.

Bella: nunca. Eu te amo.

Um sorriso doce brota em seus lábios. Suspira antes de virar o resto do conteúdo e bebê-lo todo. Deposita o copo no bar com certa força, irritação.

Edward: você sabe que não mereço o seu amor... Você sabe que... – interrompo após virar meu conteúdo também. Sinto-me tonta, tremula, irritada de repente. Bato o corpo no balcão também.

Bella: eu sei o que? – falo de maneira clara, virando-me para ele, apesar de ainda ser ignorada – que você me deixou grávida? Que você era um idiota? Que tudo foi uma aposta? Que realmente te odiei um dia? Sim, eu sei de tudo isso, não precisa ficar me lembrando porque o acidente não afetou em nada minha memória – ele tentou dizer algo – CALA BOCA! Agora quem fala sou eu, você escuta... – nem se move, fica naquela posição acuada de sempre; a cabeça baixa, os ombros encolhidos... – isso é passado Edward. Pensei que já houvéssemos superado tudo isso depois que você me pediu perdão, depois que sua doença foi embora e você pôde voltar para mim... – chego o mais perto que posso dele, colando meu peito em seu braço forte – eu já me esqueci. Já te perdoei... Mas o passado sempre será uma barreira entre nós se você não se perdoar. Se você não puder esquecer o que me fez...

Edward: eu não posso esquecer - seu tom é doloroso. Aquilo me machuca! Com uma das mãos toco seu ombro delicadamente, fecho os olhos ao sentir sua pele quente contra meus dedos. Está tão triste. Tão derrotado! – eu te fiz sofrer a história toda! Será que não compreende que talvez eu seja o pior para você?

Bella: será que não compreende que sem você não haveria uma história? – ele ri se muita graça, depois volta a ficar calado – Edward... Você me deu todas minhas alegrias. Me deu Sarah e Josh, me deu Hope – sorrio docemente com a lembrança dela – me deu motivos para acreditar! Porque você não merece meu amor?

Edward: pelo passado Isabella. Não se faça de desentendida...

Bella: o passado foi compensado por tudo o que você fez desde que voltou para minha vida. Eu não te culpo, eu nunca te culpei... Sempre compreendi – delicadamente toco seu cabelo. Ele não recusa, mal se move com meus dedos acariciando seu couro cabeludo de forma calma – você não desistiu de mim, você ficou do lado dos nossos filhos quando eles mais precisavam de você e isso foi uma prova gigantesca de que estamos juntos nessa. De que agora em diante não estou mais sozinha... De agora em diante eu tenho você. Não é tarde para recuperarmos o tempo! Temos três filhos pequenos, somos jovens e com a vida pela frente... Por favor, não insista nisso de dizer que não merece meu amor. Será que não vê que tudo isso está relacionado? Que foi sei lá... Uma prova evolutiva? Nós crescemos como pessoas, evoluímos a nossa maneira... E agora, depois de todos esses obstáculos, não sei se posso existir em você. Eu... Não sei realmente quem sou sem você.

Paro de falar. Estou praticamente pendurada no ombro dele quando me dou conta. Lentamente Edward se vira para mim, obrigando-me a se afastar dois passos. Encaro-o seguramente, sem desviar. Finalmente me olha. Finalmente não me ignora totalmente. Mordo os lábios delicadamente... Sim Edward. Diga que me ama!

Edward: porque eu te fiz tão mal... ? – toca meu rosto. Delicadamente toca minha face com devoção, mas trás um olhar mil vezes mais leve e calmo.

Bella: você nunca me fez mal. Você me fez viver – toco sua mão sobre meu rosto e ele sorri. Sorri.

Edward: parabéns por ter resumido meus sentimentos... Você me fez viver – quando me dou conta, Edward me puxara pela cintura e nossos lábios estavam unidos, roçando-se em um louco frenesi de sentimentos – eu te amo.

A única coisa que sei fazer é envolvê-lo pelo pescoço e retribuir com entusiasmo, vendo em minha mente enquanto saboreio seus lábios com gosto de uísque o dia em que nos conhecemos. Aquele sorriso bonito pintado em seu rosto inacreditável, sua jaqueta de couro que mais tarde envolvera meus ombros, o jeito meigo como me chamou para dançar e como foi direito... Minha vida não tinha sentido antes daquele momento. Nada estava em seu lugar, as coisas eram monótonas e não faziam sentido... Edward me trouxe a vida, mesmo que da maneira errada. Eu precisava aprender.

Bella: é melhor subirmos. As crianças podem acordar...

Foi à única coisa que consegui dizer. Em seguida estávamos no quarto dele, a chave foi passada na porta e tudo o que pode sentir fora os lábios dele roçando os meus, suas mãos percorrendo meu corpo... Removendo minha camisa por cima da cabeça. Também o despi com a mesma sofreguidão, irradiando desejo, implorando por uma migalha de seu imenso carinho. Os lençóis de sua cama fria se aqueceram rapidamente com a paixão de desferimos sobre ele; Edward parecia mais vivo do que nunca, mais apaixonado, como se em todo esse tempo houvesse poupado sentimentos e agora estava liberando-os totalmente para mim.

Deixei que me beijasse. Que me tocasse. Envolve os dedos em seu cabelo, acariciei delicadamente seus ombros enquanto descia beijos por todo meu corpo, me redescobrindo. Apertei os olhos fortemente diante da manifestação nítida de paixão que desferia sobre mim com os lábios... Senti o acalento doce de sua boca sobre a minha, sei peito forte tão próximo quanto podia... Abri as pernas para recebê-lo mais uma vez, tão sedenta quanto se fosse a primeira. Nada no mundo pode se comprar a sensação de estar com ele. Nada no mundo pode me deter em relação a esses sentimentos.

Edward: pensei que nunca mais iria te ver bem... E agora estamos aqui – sua voz é terna depois de tudo. Sinto-me sonolenta, cansada... Ainda ressoam os espasmos do toque de Edward em toda minha pele. O abraço. Deito sobre seu peito, ele cheira meu cabelo com cuidado... Acaricia meu braço com devoção... Aconchego-me mais, encolhendo-me em seus braços fortes.

Bella: mais um milagre? – brinco com a voz pesada. Ouço seu sorriso antes de sentir um beijo em minha testa.

Edward: o melhor de todos eles – sorrio antes de cair no sono. Estar com Edward é tudo o que pedi em todos esses anos e agora nada vai nos atrapalhar. Nada. Seus braços ao meu redor garantem o melhor sono de todos... Mesmo para mim que dormi por quase uma eternidade.


É barulhento. Movimentado. Vejo luzes coloridas no andar de baixo e uma música qualquer ressoa. Uma música alegre, para dançar... Estou sentada neste balcão alto com um copo grande e familiar de Coca Cola cheio a minha frente. Ao meu lado vejo sentada uma garota bonita, bem vestida e nitidamente popular. Está olhando para trás com certa curiosidade, deslocando o olhar em uma direção certeira. Eu sei quem ela é! Alice! Desvio o olhar para minha roupa... Um vestido preto e simples. Movo os lábios delicadamente e constato que uso batom. O que?

Alice: psiu – me cutuca - tem um cara super gato olhando para você!

Meu corpo todo congela. Oh Deus... Paro de beber minha Coca porque estou assustada! Sei que cena é essa... Sei onde estou. O que é isso agora? O olhar de Alice é intrigante, tanto que me fez se virar e espirar o homem por cima de meu ombro. Tem mesmo um cara olhando para mim. E um dos mais populares da faculdade... Droga. Edward! Porque estou aqui? Porque revivendo essa cena que aconteceu há tanto tempo? Será que foi um sonho tudo o que houve? Será que é uma chance de recomeçar... ?

É como se a cena fosse adiantada. Alice não está mais ao meu lado, me vejo sozinha diante do balcão de bebidas. Céus! Não tenho sequer tempo de pensar... Ele está aqui, ao meu lado.

Edward: com licença... Você é a Bella, não é? A de jornalismo...

Virei-me para encará-lo. Como sempre... Bonito. E usa a jaqueta de couro... Caramba, agora sei como me apaixonei por ele. Esse sorriso sedutor e jeito sexy hipnotizam qualquer garota na primeira tentativa. É agora! É agora que tenho a chance de mudar tudo, de acabar de vez com isso! Posso rejeitá-lo! Ignorá-lo!

Bella: sim, sou eu mesma – respondo com toda educação, olhando-o seriamente. Porém, há uma diferença... Agora sei que ele só quer me comer. Agora sei que é tudo uma aposta e tenho a possibilidade de mudar tudo! Posso muito bem pular fora dessa e ser outra mulher. Não preciso viver tudo aquilo novamente.

Edward: será que eu... Posso me sentar? – fala de maneira tímida. Sustento seu olhar de forma segura e impenetrável. Tomo uma decisão.

Bella: desculpe, mas já estou indo embora e... – ele me interrompe.

Edward: oh, por favor. Não faça isso! Eu estava te observando e notei que há um...

Bella: chiclete no meu sapato? – abaixo-me. Mostro o sapato. Rapidamente tiro o chiclete enroscado ali com um guardanapo em tempo recorde. Edward ainda me olha meio pasmo quando me levando e pego a bolsa.

Edward: você já sabia? – coça a cabeça com o rosto corado.

Bella: sim, já. Por obra do destino – reviro os olhos e coloco a bolsa no ombro – agora, por favor, com licença. Boa noite e não me procure mais.

Saio pela porta sem olhar para trás. Deixo-o plantado lá, perto do balcão. Acabei ali com todo meu sofrimento, com toda a dificuldade. Foi à decisão correta?

Rapidamente a cena se modifica. Vejo passando por mim vários flashes de uma jornada na faculdade de Jornalismo. Eu com vários amigos em todas as aulas, eu estudando para as provas com Alice e Jennifer, eu em festas com amigos, eu e um cara de óculos e muito alto que segurava em minha mão... Meu namorado, um gênio da informática e muito tímido. Ótimo. Pareço feliz e tenho alguém! Em seguida estou na formatura... Sobre um palco grande, com beca e ao lado de amigos. Meus pais estão orgulhosos, tiram fotos, mandam beijos... Recebo o diploma das mãos do professor mais renomado da faculdade, o mesmo me ofereceu um estágio no The New York Times ao final da formatura. Caramba!

Mais um tempo se passa. Estou agora morando em Nova York, em uma cobertura maravilhosa. Meu apartamento é amplo, tenho um gato chamado Grove e só. Nada mais. Vejo as prateleiras que trazem fotos minhas com meus pais, com amigos, com a Madonna! Céus! Madonna! Não tenho aliança, sou solteira e já tenho quase vinte e cinco. Meu sucesso é eminente, uma vez que me vejo desfilando por um evento social e rodeada de celebridades... Consegui tudo o que queria! Sucesso. Riqueza. Luxo. Glamour. Sou magra como antes, porém não tenho nenhuma cicatriz de cessaria, muito menos estria de gravidez... É isso!

Na próxima cena de minha vida perfeita, estou em Paris com Alice e seu namorado fazendo compras. Nenhum amigo sumiu. Todos são como antes... Porém, em dado momento, o namorado de Alice recebe uma ligação e seu humor muda. Quando desliga, questionamos o que é e ele responde...

“Lembram-se do Edward Cullen?”

Nós duas nos olhamos e assentimentos positivamente.

“Acabei de saber que ele morreu na ultima madrugada. Parece que tinha leucemia. Ele não se tratou e morreu rapidamente. Muito triste não é? Ele era um cara tão legal...”.

Não tenho tempo de entrar em choque. Na próxima cena estou no enterro de Edward com todos da faculdade. Parada ao lado do caixão o vejo gélido e imóvel ali. Apenas seu corpo, sua alma se foi sem ao menos ter uma chance e... Porque eu lhe disse não? Toco sua mão e percebo que também estou fria... Também estou sozinha... Morta em vida! Tenho sucesso, tenho dinheiro e reconhecimento... Mas não tenho o sorriso de Sarah e Josh. Não tenho o calor de seus braços, o carinho de seus beijos... Não tenho o status e guerreira e mãe lutadora. Não tenho o prestigio de ser amada por meus filhos e por Edward, meus braços não estão acalentados pela presença de Hope. Sou apenas um nada. Não passo de um troféu para meus pais e um apoio ridículo e temporário para os amigos. Também estou morta como ele... Também não vivo sem o seu amor!

Porque eu disse não? Porque sacrifiquei todo meu amor em nome de futilidade?

Nada mais vale a pena. Minha vida toda se baseou em... Nada.

Abro os olhos. Olho ao redor e me dou conta que já é dia, os raios de sol são fortes e estão entrando pela janela entreaberta. Hoje é dia... Quatro de Janeiro. Sinto cheiro de... Café. O que? Por favor... Ainda estou em Londres certo? Ainda estou com Edward e tenho meus filhos, não é? O quarto é bonito, porém não posso ter certeza de nada! Quando adentrei ao mesmo ontem à noite não dei a mínima atenção, uma vez que os lábios de Edward estavam sobre os meus... Estavam... Não estavam? Tiro os pés da cama e me dou conta que estou usando uma blusa larga. Nem ao menos me dou ao trabalho de caçar algo, saio do quarto assim mesmo.

Corro pelo corredor grande totalmente desesperada! Busco ouvir alguma coisa, nem que seja uma pequena voz que me identificasse ao mundo real... Paro aos pés da escada e, depois do que pareceu uma eternidade, escuto risadas infantis. Paro para identificar de onde vem e rapidamente noto ser da cozinha. Viro-me e vou a passos curtos até lá, parando na porta e me agarrando ao batente quando vejo todos eles ali... Os quarto. Edward, os gêmeos e Hope. Meu coração se alivia, minha mente se acalma e o coração se estabiliza. Foi um sonho... Foi tudo mentira!

Uma mentira muito vivida, diga-se de passagem, que prefiro encarar como um aviso. Um aviso de que fiz a escolha certa, de que nada teria sido melhor para mim do que ter dito sim a Edward naquela boate... Sim para ele em todos os momentos! Vejo a alegria dele em colocar os pratos na mesa dos empregados enquanto Sarah, Josh e Hope, em sua cadeira especial, o assistem com entusiasmo. Uma pilha de panquecas está no centro da mesa, tornando a visão muito familiar... Eu sei que ele estaria morto sem mim. Sei que eu não seria nada sem ele... Verdadeiramente nada.

Os olhos de Sarah me encontram após um tempo no anonimato. Ela sorri de longe e encara Edward como se o dissesse que estou aqui. Não demora nem dois segundos e os quatro estão me olhando com certa timidez.

Josh: bom dia mãe... Nós fizemos panquecas! Está uma delicia! – diz cheio de entusiasmo, colocando o dedo na calda de chocolate.

Edward: nós não... Eu e Sarah fizemos a panqueca! Você está comendo tudo antes da hora – Josh gargalha e Sarah ri baixinho, apoiando o rosto nas mãos. Hope só me olha, porém quando percebe que estou carregando-a estica os braços para mim.

Sarah: vem comer mamãe. Parece que a Hope quer você agora.

Aproximo-me deles com certa hesitação. Ainda é estanho ter Hope ali, mas ao pegá-la em meus braços tenho plena certeza de que posso me costumar com a ideia. Ela é tão... Linda. Tem os meus olhos, mas um sorriso conhecido. O sorriso de Edward. Está usando uma roupa lilás e assim como Sarah e Josh está encantadora... Nunca pensei que seria tão feliz pela simples ideia de ter um filho. Edward puxa a cadeira e me sento com Hope no colo; ele se acomoda ao meu lado e serve os gêmeos, que tagarelam bastante.

Sarah: você está bem agora mamãe?

Josh: não vai dormir de novo, vai? – estão sujos, a cara já melada de chocolate. Edward fica em silencio perante suas falas.

Bella: claro que irei dormir... Mas prometo me levantar mais cedo de agora em diante – todos riram, inclusive Edward. Hope ainda em olha, não parece capaz de desviar o olhar do meu. Acaricio seu cabelo delicadamente – o meu lugar é aqui, afinal.

Sarah: o que você via quando estava dormindo?

Edward me olha de canto com certa cautela.

Bella: nada – dou de ombros. É a verdade.

Josh: não se lembra?

Bella: na verdade não.

Sarah: Hope via você... Talvez seja por isso que ela te conheça.

A frase de Sarah me impacta de tal forma que quase acredito ser real. Talvez seja, não sei. Existe muito mais entre o céu e a terra do que sou capaz de compreender. Abraço Hope e beijo seu cabelo cheiroso... Minha pequena esperança.

Bella: sim, talvez sim. A única certeza que tenho é que nunca deixei vocês... Nunca.

O sorriso bonito deles me evidencia que sim, eles sabem que nunca os deixei. Edward pega minha mão delicadamente sobre a mesa e a beija. Nos olhamos com muita cumplicidade.

Edward: agora mamãe está aqui e não vou deixar de jeito nenhum que ela se vá. Eu prometo... – sorrio para ele. Beijo sua mão também.

Bella: eu nunca mais vou embora... Não mesmo. Eu amo vocês todos. Sem você eu não seria nada, é melhor que aceite isso de uma vez e... – ele me silencia apenas com o olhar.

Edward: eu sei – sorri e se vira para Sarah e Josh – podem dar a mamãe o presente que eu disse... - estreito o olhar para eles. Não compreendo até Josh pegar uma caixinha da mão de Sarah e colocar sobre a mesa. Empurra para mim. Confusa, uso a mão livre para abrir a mesma. Vejo lá dentro um bonito anel de ouro um tanto grosso. Está todo marcado com palavras e desenhos minúsculos.

Trago para perto dos olhos e vejo que há três crianças desenhadas na parte de dentro. Estão de mãos dadas, duas meninas e um menino. Sarah, Josh e Hope... Sorrio diante da doçura disso tudo. Vejo o lado de fora e há uma frase bem nítida...

Você me faz viver.

As quatro palavras que compreendem meu sentimento. Meus olhos já transbordam, minha emoção é demasiada... Não sei se posso suportar ainda mais que isso.

Sarah e Josh: feliz quatro de janeiro mamãe.

Encaro-os. Vejo ambos sorrindo de lado a lado, orgulhosos pela frase. Edward pisca para ambos em sinal de que fizeram corretamente, todo orgulhoso também. Aquilo é o meu fim. Mesmo com Hope no colo, fico de pé e abraço Edward, que também me abraça de volta. Trocamos um beijo breve antes de Sarah e Josh nos abraçarem pelas pernas. Nós cinco... Eu sei que tudo vai ser perfeito!

Eu sei que aquela foi à decisão mais importante e correta que tomei... Para sempre.


Edward: será que eu... Posso me sentar?

Bella: sim, pode.


“Não há caminho errado.
O aprendizado e a experiência estão em todos os caminhos”.

Gasparetto

FIM


Notas finais do capítulo


Muito feliz por ter terminado Quatro de Janeiro, uma história que provou que para ser boa uma fanfic não precisa ser lotada de sexo ou cheia de bobeirinhas.

Agradeço a todos por terem lido e comentado , divindo acima de tudo a suas opiniões , e a Isa, onde quer que ela esteja, espero que esteja orgulhosa do que fiz aqui (:

E quem quiser me acompanhar no Twitter e  saber de novas Fanfics que escrevo basta me seguir aqui >> @izabellamb ou visitar meu Blog http://bellamancini.blogspot.com.br/

Beijos a todas vocês.

Adendo da Irmandade : Amanhã traremos uma nova história para vocês, dessa vez será uma Fic Robsten.Aguardem....

4 comentários:

  1. Parabens!!!Realmente linda!!Adorei cada momento desta maravilhosa fanfic.Espero q haja mais.Ameeeiii!!

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  2. MENINA EU VOU RE DARUNS TAPA QUE FANFIC LINDA EU CHOREI MUITO É SERIOO MELHOR FIC QUE JA LI a MELHOR VC TA DE PARABENS BM QUE VOCE PODERIA ESCRWVER UM BONUS NE OU AQUI OU NO SEU BLOG MESMO

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  3. Parabéns mesmi linda Fic!
    Q a Isa onde estiver ,possa estar feliz tbm
    Muito emocionante, mas deveria ter epílogo do casamento entre eles...seria show

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  4. Eu amei de verdade cada capítulo, eu chorei e ri com esse casal eu simplimente amei muito

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