sábado, 31 de agosto de 2013

Fanfic: "Inferno em teus Braços- 3º Capítulo

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*Essa Fic é uma Adaptação do Livro "Inferno em teus Braços", do autor Robyn Donald.

Autora/Adaptação : Gabriela Galvão ("Gabi")
Sinopse: Isabella sabia que não podia escapar de Edward Cullen. Durante um ano, ele havia planejado cuidadosamente uma vingança terrível e agora a faria pagar por ter causado a morte acidental de sua esposa grávida. Ele a humilharia até que a dor fosse sua companheira inseparável; usaria seu corpo jovem até que ela lhe desse os filhos que queria.
Capítulos: 09
Censura: + 16

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 3º Capítulo

Eles se casaram dez dias depois. Um casamento muito discreto, no cartório estavam presentes apenas Renée e uma Rosalie silenciosa, além dos Richmond.

Isabella usava um vestido de seda bordada, escolhido pela sua mãe numa das butiques mais sofisticadas da cidade. A maquiagem emprestava alguma cor ao rosto pálido, mas as mãos e o coração estavam frios como pedras de gelo.

Pouco tinha visto Edward antes do casamento. Ele fora para o norte providenciar a recepção dela na nova casa, e só voltou a Christchurch dois dias antes da cerimônia. Se berrasse pelas ruas, não deixaria tão evidente seu desinteresse pela noiva.


Isabella não chorou nem se lamentou uma única vez. A moça alegre e cheia de vida desaparecera, esmagada pelo destino. Indiferente, deixou Renée tomar todas as providências. O único momento em que sentiu alguma coisa foi quando Edward colocou um belo anel de safiras em seu dedo. Ela estremeceu.
Escolheu cuidadosamente o dia do casamento, no começo de seu período fértil. Esperava engravidar logo. Cada vez que o olhar verde e frio do noivo pousava nela, lia claramente a ameaça nele. Edward a faria pagar, até que a dor fosse sua companheira inseparável.
No dia de seu casamento, estava pálida, mas serena. Depois de tomarem uma taça de champanhe em sua casa, ela se virou para a mãe, recebendo com indiferença o abraço choroso. Como muitas pessoas egoístas. Renée era extremamente sentimental.

Quando as duas irmãs subiram para Isabella trocar de roupa. Rosalie beijou-a, dizendo:

— Que você seja muito feliz, Bella.

Desde o noivado. Rosalie se mantivera distante, e Isabella percebeu, comovida, que apesar de a outra acreditar que ela era uma traidora ambiciosa, o afeto entre as duas continuava o mesmo.

— Isabella! — chamou o marido, e ela se despediu.

Lá fora, Edward a esperava num carro alugado. Depois de um último e demorado olhar para a casa onde vivera toda a sua vida e que agora abandonava, ela apertou os lábios e partiu, sem olhar para trás.

— Nosso avião sai em meia hora — disse Edward, enquanto se afastavam.

Quando ela não respondeu, ele insistiu:

— Não quer saber para onde vamos?

— Não. — Fechou os olhos e apoiou a cabeça no encosto.


Ele não disse mais nada, até chegarem ao aeroporto. E lá, só conversaram o estritamente necessário. Uma vez a bordo, ele abriu uma pasta de papéis e começou a trabalhar, profundamente concentrado.

Isabella fechou os olhos. Naquela última semana mal dormira, e adormeceu, embalada pelo ruído dos motores. Acordou quando ele a sacudiu de leve.

— O quê...?

— Cinto de segurança. Estamos quase chegando.

Como logo viu, o destino deles era o aeroporto Mangere, em Auckland, na Ilha do Norte. Um enorme Mercedes os esperava.

Em outras circunstâncias, ela ficaria muito interessada pela cidade, com seus dois portos, seus vulcões extintos, as ruínas das antigas fortificações construídas pelos maori. Mas agora, olhava para tudo sem emoção, sentindo que a muralha de gelo onde se refugiara estava prestes a desabar.

Naquela noite, ela se tornaria a mulher de Edward Cullen, seria obrigada a conceder intimidades que nem mesmo a Jacob permitira. Não seria mais virgem, e seu marido iniciaria a exploração de seu corpo. Quando seus olhos caíram sobre as mãos fortes que seguravam o volante e as imaginou sobre sua pele, cruéis e dominadoras, estremeceu involuntariamente,
"Tomara que não doa", pensou. E, depois, com amargura: "Que importa se doer?" Muitas mulheres antes dela tinham estado na mesma situação. Ainda hoje, as árabes casavam com homens que nem conheciam. Ela não era a primeira nem seria a última a temer a noite do casamento.

E não queria a bondade, de Edward. Enquanto continuasse a odiá-lo, sua integridade se manteria intacta. Ele havia dito que não queria companheirismo, amor ou afeição. Melhor, pois nunca conseguiria nada disso dela. Ele que aguentasse o fato de ter uma mulher que só o suportava porque não podia evitar. Com Jacob, haveria ternura e amor, alegria e prazer na companhia um do outro; mas na submissão à paixão de Edward Cullen, só podia haver ódio e desprezo.
Pegaram a estrada que levava ao centro de Auckland e atravessaram a Harbour Bridge, a ponte do porto. Depois de alguns quilômetros tomaram a estrada para o norte. Já estava bem escuro, e o cheiro que vinha lá de fora era de campo e de maresia. Passaram por vilarejos e cidades à beira-mar, até que Edward virou à direita e entraram por uma estradinha que subia o morro.
Finalmente, chegaram a um terreno plano, ladeado por um caminho florido, e pararam num enorme pátio de tijolos.

— Bem-vinda a Puhinui — disse ele, frio e insolente. Desceu, abriu a porta para ela e pegou-a no colo, comentando: — Temos que respeitar a tradição.

Mas logo depois de passarem pela porta larga, ele a pôs outra vez no chão.

— Talvez queira se lavar — disse, sem parecer notar que ela se irritara com aquela atitude cínica. 
— Venha por aqui.

A casa era moderna e ampla, as paredes brancas, o chão de cerâmica vermelha, muito sofisticada, mas ao mesmo tempo acolhedora. Será que Kate Cullen havia escolhido aquela decoração?

O quarto de dormir era enorme, dominado por uma imensa cama com colunas, de dossel cor-de-rosa da mesma fazenda das cortinas e que também forrava as paredes. No chão, o tapete, num rosa um pouco mais escuro, era macio e fofo. O contraste entre aquele quarto e o resto da casa era chocante. Isabella não gostou, mas não disse nada. Pôs a bolsa numa das poltronas, desviando o olhar, da enorme cama, como se fosse uma coisa indecente.

- O banheiro fica ali naquela porta do meio. — disse Edward — Quer tomar um banho?

— Sim, obrigada. — Sua voz parecia fraca, como se falasse de muito longe. — Se colocar aquela mala num lugar onde eu possa abri-la... Muito obrigada — agradeceu, quando Edward imediatamente a pôs sobre a cama.

Ele ficou observando-a enquanto abria a mala, tirando a primeira roupa que encontrou. Levantou uma sobrancelha, olhando para o vestido.

— Nenhum negligê sedutor? — perguntou, malicioso. — Estaremos sozinhos, você sabe.

— É o que quer que eu vista? Parece que minha mãe comprou um ou dois. Se precisa disso para se excitar, tudo bem.

Se pretendia irritá-lo, não conseguiu. Ao contrário, ele sorriu.

— Não, minha doce esposa, não preciso disso para me excitar. Olhar para você já me basta. Mas me agradaria, se usasse uma roupa que combinasse com a ocasião.

Lutando contra a náusea que lhe virava o estômago, Isabella voltou à mala e, com dedos trêmulos, guardou outra vez o vestido verde de lã que escolhera. Depois de uma rápida procura, encontrou o provocante conjunto de camisola e penhoar que a mãe lhe comprara, todo em rendas, de um branco virginal. Edward não tinha se movido, mas ela sentia seu olhar duro como aço.

Oh, Jacob!, seu coração chamava. Mas foi com a cabeça erguida que foi até a porta e entrou no banheiro. Para sua surpresa. Edward deixou-a tomar o banho em paz. Receava que ele a seguisse e aumentasse sua humilhação, obrigando-a a se despir e tomar o banho na frente dele.
O calor da água afastou um pouco o cansaço da viagem, mas nada, nem mesmo o perfume suave do sabonete caro, ou a enorme toalha felpuda, ou o luxo oriental daquele banheiro, podia diminuir a dor em seu coração e o medo que tomava seu rosto branco como mármore. Depois de ter escovado os dentes, passou um brilho nos lábios ressecados e, envolta em seda e rendas, voltou ao quarto.

Edward estava de pé, ao lado da janela, olhando a noite lá fora. Quando pressentiu sua chegada, virou-se e olhou-a com insolência.

— Agora vou eu tomar uma ducha. Seu quarto de vestir fica naquela porta ao lado.
Isabella pendurou os vestidos e guardou as sofisticadas e luxuosas roupas de baixo que Renée havia comprado. Não se espantaria se ainda encontrasse as roupas de Kate por ali, mas não havia nenhum sinal da outra.

Enquanto arrumava suas coisas, seu olhar foi atraído pela imagem que o espelho refletia, no outro lado do quarto. "Não tão bonita como Rosalie", ele dissera, e tinha razão. Seus olhos eram grandes demais e os traços, nada regulares. Realmente, o que mais impressionava nela eram os cabelos e o contraste com os olhos intensamente azuis e a pele muito branca.

"Preciso cortar os cabelos", pensou, desgostosa. Jacob gostava deles assim compridos e soltos, adorava passar os dedos pelos fios sedosos, mas agora isso não tinha mais importância, não havia mais razão para satisfazer os gostos de Jacob. Agora pertencia a Edward Cullen, como uma mercadoria. Seria melhor pensar em Jacob como se ele tivesse morrido.

A mão, onde uma aliança grossa de ouro brilhava como uma algema, refletiu no espelho, e o rosto que a olhava mostrava uma dor intolerável. Pouco a pouco, usando toda a força de vontade, ela transformou a angústia numa máscara inexpressiva e controlada.

Voltou ao quarto, onde seu marido já estava, todo vestido de preto. Será que ele escolhera de propósito a cor do luto e do terror? Era muito provável, da mesma maneira como a estava humilhando, obrigando-a a usar roupas que revelavam sutilmente os contornos do corpo jovem e desejável.

Quando entrou no quarto, ele a olhou outra vez com intensidade, submetendo-a a um insultante exame.

— É eficiente também — comentou, pegando a mala vazia e jogando aos pés da cama. Depois, com suavidade: — Vem cá.

A náusea voltou, mas ela obedeceu, ficando imóvel, quando ele segurou seu rosto.

— As coisas não precisam ser assim — disse Edward, inesperadamente.

Isabella sentiu a revolta substituir a náusea. Como ele ousava pensar que... que havia algum jeito de ela esquecer que estava casada com um bárbaro?

— Precisam, sim! — respondeu, com altivez. - Oh, não tenha medo, não vou reagir, não vou gritar, não vou fazer nenhuma bobagem. Você está pagando por mim, e sei como o preço é alto. Serei sua esposa submissa. Mas é tudo que serei.

Ergueu os olhos para ele, revelando seu ódio, mas Edward deu um sorriso diabólico e disse, rouco:
— Então, que seja assim, minha beleza. Vamos descobrir se seu preço foi alto demais! — E puxou-a para si.

Um raio de luar entrava no quarto, chegando até a mesinha ao lado da cama, clareando o vaso com belas rosas que alguém havia colocado ali, ao lado do relógio de esmalte rosa e branco, uma verdadeira obra de arte. O olhar desesperado de Isabella pousou no mostrador, e viu que já eram duas da manhã.

Ela não conseguiu dormir, atormentada por pensamentos dolorosos. Ouvia uma coruja piando ao longe, contou cada segundo daquela noite, enquanto Edward ressonava a seu lado, calmamente. Isabella sentia o estômago virado.

Finalmente, impelida pela náusea, esgueirou-se cuidadosamente da cama. Só deu tempo para chegar ao banheiro.

Depois de voltar, ela se apoiou na parede, muito fraca, até a respiração voltar ao normal. Depois, escovou os dentes e lavou o rosto. Estava completamente nua e teve a impressão de sentir o cheiro dele, grudado na pele. Agitada, fechou a porta e entrou no chuveiro.

Enquanto ensaboava o corpo violado, pensou: "Bem, o pior já passou. Nunca mais será tão ruim como foi. Quem sabe, eu já estou grávida e não vai haver necessidade disso novamente".
O que aconteceu com ela não podia ser chamado de "'fazer amor". Estremeceu, quando lhe voltaram à memória os longos minutos passados nos braços dele. Mas o orgulho a fez endireitar os ombros e erguer, a cabeça. Edward a possuíra interessado apenas no desejo que sentia, usando com habilidade a arte da sedução, na qual era mestre. Ela havia esperado violência e ficou surpresa quando isso não aconteceu. Era como se ele não tivesse tido coragem de violentá-la, como se sentisse necessidade de usar toda a experiência para arrancar uma resposta de seu corpo indiferente.

Como tinha prometido, Isabella não resistiu, mas sua passividade desdenhosa o enfureceu, a ponto de ele murmurar em seu ouvido:

— Até agora, você foi cara demais. Vamos ver se afinal valeu à pena.

Permitiu que ele fizesse o que queria, não reagindo quando tocou suas partes mais íntimas. Ficou deitada, imóvel, os olhos fechadas para não vê-lo, tentando dissociar sua alma do que estava acontecendo com ela. Reprimiu complelamente a lembrança de Jacob. Mas, enojada com a própria traição, aos poucos foi percebendo que as suaves e apaixonadas carícias do marido estavam produzindo nela uma resposta insidiosa. Mas só uma resposta física.

Mesmo quando a rigidez do corpo diminuiu, ela ainda pensava no quanto o odiava. Que o calor dos lábios dele sobre seus era muito desagradável. Mas sabia que estava mentindo. Enquanto sentia aquela reação diabólica dentro dela, sua mente continuava lúcida. Desesperada, foi forçada a reconhecer além do ódio, instintos mais profundos e mais fortes a assaltavam sem defesa. E, embora recusasse a ele o seu coração e sua mente Edward já tinha o domínio de seu corpo traidor.

Ele também sabia. Era fácil para ele perceber a reação física que suas mãos e seus beijos provocavam.

Isabella esperava um gesto de triunfo, mas Edward continuou surpreendentemente delicado.
A novidade inesperada de todas aquelas carícias a assusta. Ficou tensa, quando ele procurou seus lábios. Tentou afastar-se mas ele não a deixou fugir, obrigando-a a suportar, enquanto explorava a maciez morna de sua boca jovem e perfumada.
Ela devia sentir-se enojada pela intimidade daquelas carícias, mas seus seios começaram a enrijecer-se, quando as mãos dele desceram até as coxas, uma louca excitação dominou-a. Finalmente, estava pronta: o corpo traiçoeiro tinha respondido à sua vibrante virilidade. Tudo que pôde fazer foi não gemer de desejo, tornando mais humilhante sua rendição.

Procurou ficar imóvel, não revelando o que seu corpo implorava, um desejo que não tinha forças para sufocar.

— Relaxe — pediu ele, baixinho, mas ela cada vez ficava mais tensa.

O ardor do corpo transformou-se em gelo, quando ele a tomou com ferocidade, aumentando nela o sentimento de traição e causando uma dor insuportável.

Edward finalmente teve o orgasmo e caiu sobre ela, respirando convulsivamente. Depois de um instante, ele se recuperou e rolou para o lado, dizendo, sem notar seu rosto molhado de lágrimas:

— Não vai doer da próxima vez.

— Eu sei.

Edward pôs a mão em seu ombro e ela estremeceu. Irritado, ele disse um palavrão baixinho e falou com frio desdém:

— Pode dormir agora. Não quero mais você esta noite.

Mas foi ele quem dormiu, e ela permaneceu acordada durante horas, odiando-se pela traição involuntária de seu corpo. Estava tão segura de si! Como podia adivinhar que não seria capaz de ficar indiferente quando ele a tocasse? Será que era do tipo de mulher que podia dormir com qualquer um? Ou Edward teria percebido que existia uma atração latente entre ambos, e por isso resolvera possuí-la?

Não, impossível! Na primeira vez em que se encontraram, ele ainda estava chorando a morte da pobre Kate. E, se suas suspeitas fossem corretas, fora imediatamente após aquele desastrado encontro que Edward resolvera arruinar seu pai e destruir a vida dela. Portanto, era evidente que não se importava com seus sentimentos.

Revigorada pelo banho, afastou aqueles pensamentos. Precisava dormir um pouco; senão, ficaria inútil no dia seguinte. E não gostava de pensar que Edward sorriria ao ver suas olheiras.
Movendo-se com dificuldade, pois sentia o corpo inteiro dolorido, vestiu novamente a camisola e apagou a luz.

"Oh, meu Deus, faça com que eu fique grávida!"

De volta à cama, gelou quando ele se virou, murmurou alguma coisa, e passou um braço por cima dela, puxando-a para si. Ficou apavorada, esperando que o marido acordasse e começasse tudo de novo. Mas a respiração dele se regularizou, e ela se acalmou.

Era evidente que estava acostumado a dormir sempre com uma mulher ao lado. Por maior que fosse seu sofrimento pela perda da esposa, não havia se privado de sexo.
Como seria bom se já tivesse alguma amante, e assim-a deixasse em paz!
Quando acordou, Isabella estava sozinha na imensa cama. Ficou olhando a fazenda branca e rosa, até se lembrar do que acontecera.

Sentiu o sangue lhe subir ao rosto. Felizmente, Edward não estava ali. Passava das nove horas, e alguém tinha aberto as pesadas cortinas, revelando uma enorme porta de vidro, aberta para o campo.

Sentou-se e procurou sinais da noite passada no corpo. Encontrou algumas marcas, que com certeza se transformariam em manchas roxas. Marcas que lhe trouxeram lembranças penosas. Para afastá-las, Isabella pulou da cama, lavou-se e vestiu jeans velhos e uma camiseta.
Atraída pelo brilho do sol lá fora, foi até a porta de vidro, que dava para um terracinho com chão de cerâmica. Embora fosse encantador, com suas trepadeiras floridas, foi a vista que arrancou dela uma exclamação maravilhada.

Edward tinha construído Puhinui perto do mar. Olhando melhor, percebeu que, na realidade, a água que brilhava ao sol era de um enorme estuário. Localizada no alto, em uma das extremidades da baía, de um dos lados a casa dominava uma faixa de areia rosada e, do outro lado, montes verdes e íngremes, onde carneiros pastavam.

Naquele braço de mar havia outras praias e algumas casas. Uma lancha estava atracada no cais.
— Parece que acordou de bom humor — comentou Edward, destruindo o encantamento que ela sentia. Isabella sentiu o sangue gelar e, virando-se, viu que ele trazia a bandeja de café.

— É muito bonito - respondeu, imediatamente pálida e reservada.

— É. — Colocou a bandeja numa mesinha no terraço, sob um enorme guarda-sol. Depois, puxou uma cadeirinha de ferro batido, com uma almofada estampada de azul e branco. — Venha tomar seu café.

O apetite de Isabella tinha desaparecido com a chegada dele.

— Não estou com fome.

— Isabella! Submissa, ela obedeceu.

Foi difícil engolir o copo de suco, mas afinal conseguiu.

— Café? — Quando ela sacudiu a cabeça, ele pediu; — Quer, por favor, me servir uma xícara?
Ao lhe entregar o café, Edward segurou sua mão. Uma revolta feroz dominou Isabella. Foi preciso todo seu autocontrole para não puxar a mão e enfiar as unhas naquele rosto moreno e orgulhoso e marcá-lo com seu ódio.

Edward sentiu sua tensão e disse, sombrio:

— Muito bem. Então, me odeia. Não esperava que fosse diferente. Mas você poderia ter uma vida até bem agradável, se quisesse.

— Com você aqui?

Os dedos longos apertaram os dela, dolorosamente, mas logo os soltaram.

— Sim, comigo aqui — respondeu, recostando-se na cadeira, um sorriso irônico nos lábios sensuais. — Está acostumada a gastar muito dinheiro, e comigo, nunca terá este problema. É evidente que gosta do lugar. Se der uma chance a si mesma, dentro de algum tempo perceberá que gosta de mim. Não imediatamente, mas estou disposto a esperar algumas semanas. Mas a noite passada provou duas coisas: a primeira, que ainda era virgem; a outra, que não é indiferente a mim.

— Já me disseram muitas vezes que atração física não tem nada a ver com amor ou respeito. Agora sei que é verdade. Ontem, você teve tudo que conseguirá de mim: nada que qualquer outro homem experiente não conseguiria.

— Como o seu namoradinho?

Ela encolheu os ombros, embora seu coração tivesse sentido o golpe.

— Como sabe, eu ainda era virgem. Jacob e eu estávamos preparados para esperar.

— Felizmente para você. Então, está resolvida a continuar resistindo?

— Ontem à noite eu lhe disse o que pretendo fazer. Não vejo por que tornar as coisas mais fáceis para você.

Ele a olhou com aqueles olhos verdes e trios, observando os traços delicados.

— Engana-se, se pensa que isso me abala. Sua indiferença é um desafio. Terei imenso prazer ao tocar seu corpo, sabendo que me odeia e que, no entanto, adora que eu a toque.
Os olhos azuis de Isabella encontraram os dele. Horrorizada, viu que a desejava novamente. 
Edward ficou de pé e se aproximou; depois, acariciou seus braços nus, e imediatamente Isabella sentiu o sangue ferver.

— Venha, já dormiu, tomou uma ducha e comeu. O resto do dia é meu, minha linda esposa, assim como o resto de sua vida.

Quando ela se levantou, ele pegou seu queixo orgulhoso e, inclinando a cabeça, mordeu de leve a pontinha da orelha.

— Minha escrava rebelde — sussurrou, o hálito morno fazendo-a sentir um arrepio. — Minha, para fazer com ela o que eu quiser. Você disse que seria dócil, não foi? Pois bem, vamos ver por quanto tempo conseguirá resistir.

Era óbvio que não acreditava na força de vontade dela. Quando a levantou nos braços, Isabella permaneceu rígida, procurando não se deixar dominar. Sem dúvida, ele achava que ela era uma adolescente ingênua, pensou, enquanto ele a despia. Mas descobriria que estava enganado!
Dessa vez, Edward foi brutal, mas Isabella não sentiu dor, como na véspera. Precisou de todas as forças para ficar impassível,, recusando-se a fazer mais do que entreabrir a boca para ele. Mas não podia evitar que os seios enrijecessem ou que a pele se arrepiasse. Ainda assim, conseguiu que ele não percebesse que seu corpo a estava traindo, que ardia de desejo. A não ser pelos sinais evidentes de excitação, que o avisavam de que ela estava pronta para ser possuída novamente.

Continua...

N-A: Gostaram? Eu confesso que achei chocante essa primeira vez deles, afinal por mais lindo e sensual que o Edward seja, não é bacana ter sua primeira vez de uma forma "forçada", alias nenhuma relaçao sexual.. Por isso que eu havia dito que o livro a qual essa fic é baseada é meio polêmico. E o Edward ainda não aprontou nem um terço do que tem em mente... 

Ele é um personagem polêmico: Tem horas que quero matá-lo... em outros momentos quero um pra mim... Esse homem é um mistério... e vocês vão conhece-lo melhor no decorrer da fic... Bjs amores ate amanhã!! Prometo que nao vou atrasar na postagem ^^



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