quinta-feira, 29 de agosto de 2013

ShortFic: "Inferno em teus braços" -2º Capítulo

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*Essa Fic é uma Adaptação do Livro "Inferno em teus Braços", do autor Robyn Donald.

Autora/Adaptação : Gabriela Galvão ("Gabi")

Sinopse: Isabella sabia que não podia escapar de Edward Cullen. Durante um ano, ele havia planejado cuidadosamente uma vingança terrível e agora a faria pagar por ter causado a morte acidental de sua esposa grávida. Ele a humilharia até que a dor fosse sua companheira inseparável; usaria seu corpo jovem até que ela lhe desse os filhos que queria.
Capítulos: 09
Censura: + 16


Capítulos Postados: 1º 

2º Capítulo


Oi Meus amores... Não postei antes porque a enxaqueca me derrubou feio
... Mais estou bem... e vou postar... Espero que gostem desse capitulo...
 Esse livro é bem serio... 
E sei que algumas vão gostar e outras não... Boa leitura... Nos vemos lá embaixo¬

No dia seguinte. Renée acordou recuperada e respondeu calmamente às perguntas da filha.

— Bem, quando vi sua cara percebi que devia ter-lhe dito que ele viria, mas na hora me pareceu mais sensato não dizer, queridinha. Achei que ficaria nervosa e estragaria a festa para você.


— Mas por que o convidou? Qual é o relacionamento que existe entre vocês?

— Somos ótimos amigos — respondeu a mãe, enquanto tomava o café. — Depois daquele acidente, continuamos a manter contato com ele. Edward tinha alguns negócios com seu pai, e, desde a morte de Charlie, foi muito bom para mim.

Houve um silêncio constrangedor.

— Bom como, mamãe?

— Ora, compreensivo. Sei que ele dá a impressão de ser duro, mas, na verdade, tem um coração de ouro.

— É mesmo? — Isabella lembrou-se das três músicas que tinha sido obrigada a dançar com ele e do seu olhar de desprezo. — acha mesmo que ele é bom?

— Sim — insistiu Renée, com firmeza. Depois de tomar o resto do café, ela se levantou. — Agora, vamos arrumar tudo, está bem? A casa está com cheiro de bar!

Não estava, naturalmente. A firma contratada para preparar e servir a ceia deixara o lugar imaculadamente limpo, mas, exigente como sempre, Renée trabalhou até a hora do almoço para que tudo estivesse exatamente no lugar. Depois, Rosalie saiu para passar a tarde com uma amiga e Renée foi descansar, deixando Isabella sozinha. Quando foi dar uma volta no jardim, a moça desejou ardentemente que Jacob não tivesse que ir receber um professor visitante, naquele dia.

A tarde estava clara e ensolarada e logo seus temores da véspera lhe pareceram fantasias. Lógico que Edward Cullen não a ameaçava de maneira alguma! Era impossível que um dia se tornassem amigos, mas devia estar mesmo muito agitada para imaginar que ele era seu inimigo.

Havia chegado a essa reconfortante conclusão, quando parou, atônita. Sem sentir, tinha ido até o exato lugar onde surgira de repente na frente de Kate Cullen, três anos atrás. O enorme rododendro que a escondera da vista da mulher ainda estava no mesmo lugar. Perturbada, começou a andar pela rua, e deu um grito de susto, quando um carro freou a centímetros dela.
Um homem saltou e agarrou-a pelos ombros. Era Edward.

— Tentando outra vez? — gritou, fora de si. — Pois ia se dar mal, Isabella. Não sou maluco para me matar e salvar uma adolescente idiota!

- E pare de gritar!

Isabella pensou por um momento que ia desmaiar. O mundo parecia estar escurecendo à sua volta, e em seus ouvidos havia um assustador zumbido. Repentinamente, ele a levantou nos braços e a jogou dentro do carro. Com os olhos fechados, tentando dominar o tremor do corpo, e calar o terror que a dominava, ela não conseguia pensar em mais nada, a não ser no terror que aquele homem lhe provocava. Ficou imóvel, até o carro estacionar na porta de sua casa.

— Saia!

Ela obedeceu sem hesitar, sua natural rebeldia esmagada pelo choque de vê-lo tão inesperadamente.
Mas Edward não a deixou entrar em casa. Segurando-a pelo braço, levou-a até a pequena estufa.
Aos poucos, Isabella recuperou o autocontrole. Tentou se livrar dele, mas foi forçada a sentar-se num banco.
Absurdamente emoldurado por uma cascata de rosas, ele a olhava de cima observando o esforço que ela fazia para se recuperar do susto, os olhos azuis revelando toda a confusão que sentia.

— Está assim tão decidida a se suicidar naquele exato lugar? — perguntou, insensível.

Isabella piscou.

— Oh, meu Deus, você me deu um susto tão grande!

— Estou vendo. Onde está sua mãe?

— Descansando.

— Pela sua aparência você também devia estar. Seu namorado ficou até muito tarde?

— Não é da sua conta!

— Não? Bem, talvez tenha razão. Agora me diga, Isabella Swan, gosta muito de sua mãe?

Olhou-o completamente atônita.

— O quê?

— Você escutou. A primeira vez que nos vimos, e tenho certeza de que também se lembra, você me deu a impressão de ser a queridinha do papai. Mas vendo-a novamente ontem imaginei se minha conclusão não foi excessivamente simplista. Gosta muito de sua mãe, não?

O medo que Isabella sentira na véspera voltou, com toda a força ameaçadora.

— Lógico que gosto!

— E Rosalie, também gosta muito dela? Provavelmente, existe alguma rivalidade entre vocês. Afinal, ela é bem mais bonita que você, mesmo hoje; e, quando ficar mais velha, será uma beleza. Tem inveja dela? Ciúme?

— Você é um louco! — exclamou Isabella, com tanta convicção que ele começou a rir, achando graça na reação dela.

— Não. — Estendendo a mão para impedir que ela fosse embora, irritada com seus comentários, os dedos dele se fecharam em volta do pulso delicado, sem perceber que a estavam machucando, até ela gemer de dor.

Subitamente, Edward ficou sério. Obrigou-a a levantar o rosto, segurando seu queixo voluntarioso. Quando seus olhares se encontraram, ela percebeu, incrédula, que havia uma luz diferente naqueles olhos verdes, agora brilhando ardentes.

— Me diga uma coisa, Isabella: o que faria por sua mãe e sua irmã?

— O que quer que eu faça?

Ele a soltou e deslizou as mãos pelo braço dela. A pele sensível de Isabella se arrepiou com aquele contato sensual, e sentiu as pernas bambas. Mas conseguiu se libertar e sentou-se outra vez; evitando olhar para ele.

— Sua mãe me contou que você estava surpresa por ela poder gastar tanto com uma festa.
O comentário, que provava a intimidade que existia entre Edward e Renée, foi tão inesperado, que ela levantou os olhos atormentados para ele.

— Por que isso interessa a você? O que quer, sr. Cullen? Por que está me torturando assim?

— Torturando?

Um silêncio pesado caiu entre eles, e se podia ouvir perfeitamente o zumbido do vôo de uma abelha. Na rua, um carro tocou uma buzina estridente. Mais longe, alguém aproveitava o domingo para cortar a grama. O sol aquecia a estufa e o ar estava úmido e perfumado, mas Isabella tremia, sentindo que algo a ameaçava.

Mas não falou; esperou que ele começasse. Depois do alguns segundos, Edward disse, tranquilo como se comentasse o tempo:

— Estou curioso sobre você. Vim até aqui para ver se aquela adolescente atrevida que conheci tinha mudado muito.

— É...

— Não muito. Os anos e a escola suíça mudaram a menina bonita numa mulher desejável, mas parece que continua descuidada, à espera de motoristas imprevidentes.

Isabella novamente se levantou, irritada com o comentário cruel. Nesse instante. Renée chamou da casa e ela fugiu correndo.
A mãe pediu que preparasse o chá e logo depois Jacob apareceu.

Não se beijaram na presença de Renée, mas ele segurou a mão de Isabella com tanta força que ela reclamou.

— Desculpe, querida. É que estou excitado: recebi uma notícia maravilhosa.

— O que foi?— perguntou a moça, esquecendo os pressentimentos sombrios daquela última hora.

— Bem, aquele professor visitante, que fui receber junto com o professor assistente da faculdade, é um VIP mesmo! Imagine que tem prestígio para recomendar alguém para fazer uma especialização nos Estados Unidos e, depois que o dr. James falou com ele, fui o escolhido.

— Mas que maravilha! Para onde você vai?

— Para Los Angeles. Vou fazer uma especialização lá, num dos mais modernos laboratórios do mundo.
Isabella estava radiante, mas, de repente, foi invadida por um terrível pressentimento.

— Quanto tempo vai ficar lá?

— Dois anos. — Por um instante, a animação dele pareceu diminuir, ao ver o rosto sério da namorada. — Isabella...

— Dois anos passam depressa — interrompeu Renée, — Querido Jacob, você merece essa oportunidade: tem estudado muito.

Embora Isabella sentisse a rebelião crescendo dentro dela, reconhecia que a mãe tinha razão. Não devia dizer ou fazer nada que estragasse a alegria de Jacob, diante dessa oportunidade inesperada. Não, aquilo não era inesperado; ele merecia, por seu esforço e sua inteligência! E ele a esperara durante um ano, sem se queixar, fiel; agora, era a vez dela. Seu olhar brilhava de orgulho, quando pousou no rosto de Jacob. Ele agora contava animadamente as vantagens que teria com sua estada nos Estados Unidos.
Uma onda de amor a invadiu. Sem se importar com a presença da mãe, deu um beijo no rosto dele. Jacob puxou-a para mais perto e continuou a falar.

Rosalie chegou então. Mas, ao saber da novidade, explodiu em lágrimas, surpreendendo a todos. Jacob sorriu e a consolou.

— Sou mesmo uma boba... — ela dizia, soluçando. — E só que... que as coisas parecem estar acabando. Primeiro, foi Isabella. Quando ela voltou, pensei que tudo seria como antes. E, agora, Jacob vai embora e nunca mais será a mesma coisa... - Inconsolável, foi abraçada por cada um deles. Enquanto Renée e Jacob foram em busca de uma garrafa de champanhe que sobrara da véspera e de taças, Isabella tentou confortá-la.

— Não ligue para mim — Rosalie disse, fungando.— Se começar a me agradar muito, vou chorar outra vez, Mas como pode ficar tão calma, sabendo que não vai vê-lo durante dois anos?

— Ainda não pensei direito — confessou Isabella, contrafeita. — Não se surpreenda se, qualquer noite dessas, me escutar em prantos.

— Oh, Bella, gosto tanto de você! — E abraçou a irmã. Logo Renée e Jacob voltaram com as taças e a garrafa.

Jacob partiu uma semana depois, prometendo escrever, mas sem voltar a falar em algum compromisso entre ele e Isabella. Ela se despediu muito pálida, os olhos sem lágrimas, e depois se deixou levar para almoçar num restaurante com os pais dele, Renée e Rosalie.
Ninguém pareceu reparar que seu sorriso era forçado. A mãe de Jacob também tinha os olhos brilhantes demais e a voz, estava ligeiramente alterada.

No restaurante, Isabella percebeu que alguém a observava de longe. Quando ele levantou o copo, numa saudação irônica, ela sentiu o sangue fugir do rosto. O que Edward estava fazendo ali? Ele morava na ilha do Norte, em Auckland. O que fazia ali no sul há tantos dias?

Foi distraída pelos outros; mesmo assim não pôde ignorá-lo, no outro extremo da sala, e sentiu a pele se arrepiar quando percebeu que Edward se levantava e caminhava na direção deles.

Renée cumprimentou-o, calorosamente:

— Edward, meu querido! Já conhece o sr. e a sra. Black? São os pais de Jacob. Acabamos de voltar do aeroporto, ele partiu para os Estados Unidos.

Edward foi educado e amável, conquistando imediatamente os Black. Em silêncio, Isabella brincava com sua xícara de café, como se tentasse não chamar atenção sobre si. Mas os implacáveis olhos verdes procuraram seu rosto pálido.

— Parece deprimida, Isabella. Não gostaria de dar um passeio comigo? Tenho que visitar alguns amigos.

— Excelente idéia! — exclamou Renée. — Queridinha, vá com Edward. Se não for, vai chorar o resto do dia.

Isabella levantou o olhar. Estava sendo vagarosa e inexoravelmente manipulada. E o instinto lhe dizia que não adiantava procurar a mãe em busca de ajuda.

— Está bem — concordou, sem interesse.

Os amigos de Edward eram agradáveis e tinham uma fazenda de carneiros na terra acidentada da península de Bank.
Em outras circunstâncias, Isabella teria apreciado sua companhia. Eles evidentemente gostavam de Edward Cullen, embora, por alguma razão, o temessem. Quando ele a apresentou, ambos reconheceram seu nome, mas não fizeram qualquer comentário.
Ficaram lá cerca de duas horas. Depois, Edward levou-a diretamente para casa e entrou com ela.

— Renée não está — informou Isabella, seca.

— Eu sei. Ela disse que ia a um desfile de moda. Não se interessa por moda, Isabella?

— Não hoje.

— Prefere chorar por causa do namoradinho?

Ela mordeu o lábio e seguiu na frente, até a sala de estar.

— Não quer se sentar? Posso lhe dar alguma coisa para beber?

— É muito cedo, depois daquele incrível chá que acabamos de tomar. — Esperou que ela se sentasse, pegou uma cadeira e sentou-se bem na frente dela.

— O que você quer? perguntou, intrigada.

— Você.

Por incrível que parecesse, aquela resposta não a surpreendeu. Enfiou as unhas nas palmas das mãos.

— Exatamente, como?

— Como minha esposa.

Dessa vez, ela arregalou os olhos e estremeceu.

— Para ficar no lugar da que eu matei ?

— Isso mesmo. E também para me dar o filho que você me tirou.

Aquilo não podia estar acontecendo! Talvez, se fingisse que Edward não estava ali ele fosse embora, pensou, e assim se esqueceria do terror que sentia naquele instante.

No aparador sobre a lareira, o relógio marcava os minutos, um som que a fazia recordar a infância. Era estupidez sentir tanto medo. Ele não podia obrigá-la a casar.

E foi o que lhe disse.

Edward demorou algum tempo para responder.

— Mas claro que posso, Isabella. Acha mesmo que eu esperava que concordasse? Mesmo que eu esperasse, ao ver seu olhar fascinado para Jacob Black perceberia a realidade. Mas não acredito em fracassos.

— Foi você que o mandou embora!

Ele concordou, sacudiu a cabeça lentamente, os olhos semicerrados.

— Estava curioso para saber quanto tempo levaria para você descobrir.

Ela sentia um terror tão grande que a garganta parecia fechada.

- E minha... mãe?

- Renée? — sorriu, um sorriso nada doce. — Na época em que seu pai morreu, os negócios dele estavam em péssimas condições. E sua mãe sentiu-se muito grata pelos conselhos que lhe dei. Conselhos... e ajuda econômica, E se essa ajuda fosse retirada...
Não disse mais nada, nem precisaria dizer.

— Por quê? Por que eu? Fui... fui dizer a você o quanto sentia. Foi um acidente.

— E eu aceitaria suas desculpas, se não a tivesse ouvido rir logo que a porta do meu quarto se fechou.
O tom feroz e cheio de rancor da voz dele a fez levantar a cabeça, e logo ele estava de pé se movimentando com a agilidade de um tigre. Antes que Isabella tivesse tempo de se defender, agarrou-o pelos cabelos, obrigando-a a levantar ainda mais a cabeça.
— Eu estava nervosa — protestou rouca. — Eu tinha o costume de... rir assim.

— Cale a bocal — Puxava seus cabelos com tal violência, que ela não conseguiu conter as lágrimas de dor. — Eu amava minha mulher, e você a matou. E também o meu filho! Me deve isso. Isabella. E, pelo menos uma vez na vida vai pagar. Não será muito difícil. Não quero amor, afeição, companheirismo. Não quero nada, a não ser o uso do seu corpo, e isso eu terei.

Como se o contato com ela o contaminasse, soltou seus cabelos e esfregou as mãos. O rosto bronzeado estava cheio de desprezo, fazendo o sangue da moça gelar.

Mas uma fúria cega fez Isabella perder o medo.

— Seu porco arrogante! Procure outra para parir um filho para você! Eu me recuso a fazer uma coisa dessas. É obsceno!

— Talvez. A obscenidade é uma questão de opinião. Acho que você deve ser boa de cama, e não me importo se vai gostar ou não de ter os meus filhos. E terá quantos filhos eu quiser. Quanto ao que pode lhe acontecer se não me obedecer, vou acabar com a sua raça, isso eu garanto. E não só você, tambem a bela Rosalie e a tola Renée. Para não falar no namoradinho.

— O quê... o que quer dizer com isso?

— A idéia da bolsa surgiu para tirar aquele cara do meu caminho. Se não fosse para isso, não veria razão para gastar meu dinheiro para sustentá-lo bem longe daqui, fazendo o que ele quer.

— Ele quer a mim!

— Mas quer mais a bolsa. Por que ele não casou com você e a levou junto?

Isabella avançou para ele, procurando atingir seus olhos, com as unhas. Edward agarrou-a, mas ela chegou a arranhá-lo no rosto, antes de ser subjugada.

— Nunca vou perdoar você — ela murmurou, entre dentes. Nunca! Até o dia em que morrer!
Ele deu um sorriso cínico.

— Nunca é tempo demais, minha gata. - Nesse instante, um ruído o fez virar a cabeça. — Deve ser Renée. Uma mulher incrível, a sua mãe... sempre pontual. Espero que tenha as mesmas qualidades.

Ela corou, consciente do que ele queria dizer com aquelas palavras cruéis. Edward desprezava Renée quase tanto quanto odiava a filha. E ambas mereciam a pior vida possível.

— Se eu não casar com você, o que vai fazer? — perguntou, em voz baixa.

— Farei com que fiquem na miséria. Nada de escola de medicina para Rosalie. Tudo que possuem terá que ser entregue para pagar dívidas. O dinheiro que sobrar não dará para comprar outra casa, por mais modesta e pequena que seja. Duvido que Renée se conformasse com a pobreza. Ela sempre foi uma mulher de hábitos caros.

— Muito bem, você tem todas as cartas.

— É claro que sim. — Sorriu, e puxou-a pelos ombros. — Vamos então selar nosso compromisso?

Quando Renée entrou na sala viu os dois abraçados, a boca de Edward cobrindo a da filha, os braços dele envolvendo-a, completamente submissa. Se percebeu que Isabella não correspondia ao beijo, fingiu não perceber.

Naquela tarde, algo morreu no íntimo de Isabella, deixando apenas uma pessoa fria e sem alma.
Depois que Edward foi embora, ela seguiu a mãe até a cozinha, para guardar as compras do supermercado. Com uma calma desesperada, perguntou:

— De quanto é sua dívida com Edward?

A reação de Renée foi de indignação:

— Foi um empréstimo perfeitamente legal! Ele foi tão amável quando seu pai morreu! Não sei o que seria de nós sem ele. Isabella, seu pai tinha perdido quase toda a fortuna. As coisas para nós tinham ido de mal a pior. Se Edward não me ajudasse, acho que não teria condições de continuar. Mas foi só um empréstimo. Edward me disse que tudo vai dar certo e que não preciso me preocupar.

- Quando foi que os negócios de papai começaram a ir mal? Renée abaixou-se para guardar as batatas.

— Há alguns anos. Isso não interessa agora. Confio inteiramente em Edward. É um homem muito rico, você sabe. Num artigo que saiu há algumas semanas no jornal, diziam que tem a cabeça de um gênio financeiro.

E o coração de pedra. Mas Isabella não disse isso. Renée estava determinada a não ver o estado real de suas finanças, e a moça sentiu que não tinha forças para obrigar a mãe a enfrentar os fatos. Isso traria uma tensão intolerável entre ambas. Linda e tola Renée como Edward Cullen dissera. Talvez ele tivesse razão quanto a isso, mas não queria prejudicar a mãe.

— Ele é um homem incrivelmente bonito, não acha? — comentou Renée. - E que magnetismo!

— Ele quer casar comigo.

— Eu sei. Tão romântico! Ele me contou que nunca se esqueceu de você, embora só a tivesse visto por dez ou quinze minutos.

Então, era assim que ela estava decidida a encarar tudo? Bem, Renée sempre havia sido uma romântica. Uma visão tão cor-de-rosa da situação combinava com seu temperamento.


A mãe esperou por uma resposta e quando não veio nenhuma, perguntou, com ansiedade na voz:

— O que vai fazer?

A nova Isabella, que agora se sentia tão velha, enquanto a mãe parecia tão infantil, respondeu, com calma:

— Vou casar com ele, acho.

— Sei que não se arrependerá — Isabella percebeu, por seu tom, que estivera preocupada. - Ele é um perfeito cavalheiro, e esse é o tipo de casamento que sempre sonhei para você. Edward tomará conta de você por toda a vida e nunca precisará se preocupar com dinheiro. Foi ele quem pagou sua escola na Suíça, sabe?

Isabella não se surpreendeu. Pelo que ficara sabendo naquele dia, Edward Cullen havia tecido uma teia em volta da família Swan durante anos, desde a morte da esposa.

— E imagino que ele também vai se responsabilizar pelas despesas de Rosalie na faculdade de Medicina.

— Bem... sim. Ele ofereceu, e Rosalie ficaria tremendamente infeliz, se perdesse essa chance.
Isabella mordeu o lábio. Por um perigoso instante, sentiu que esta va perdendo a calma, revelando a Isabella secreta, que existia sob a máscara de serenidade. Suas mãos tremiam. Lutou contra a vontade de gritar sua revolta e seu medo, de pedir à mãe que a protegesse con tra um futuro tão vazio. Mas não havia nada que pudesse fazer, que alguém pudesse fazer. Edward Cullen a encurralara, e a única maneira de manter a dignidade era erguer a cabeça e não permitir que ela visse como sua derrota era vergonhosa.

Mas foi Rosalie quem pôs o dedo na ferida. Quando contou as novidades, a irmã permaneceu calada, a perplexidade controlada, mas à noite seguiu Isabella até o quarto e perguntou, sem rodeios:

— E Jacob?

— Jacob, o quê?

— Não se faça de boba! Jacob está pensando que você vai casar com ele.

Sentada diante da penteadeira, Isabella fingiu se olhar no espelho.

— Ele não me disse nem uma palavra. Não há nenhum compromisso entre nós.

— Não havia necessidade de dizer nada — insistiu Rosalie, com impaciência.

 — Você está apaixonada por ele... e ele por você. E não tente me enganar, vi os dois juntos na festa, É por causa do dinheiro, Isabella?

— Não.

Mas Rosalie não acreditou.


— Tem que ser. Você mal conhece o sr. Cullen. Bella, não preciso ir para a faculdade de Medicina, você sabe.
Doía ter que mentir para a irmã, ver o olhar claro e límpido se tornar sombrio, até mesmo desdenhoso, ao tentar convencê-la de que Edward Cullen era tudo que ela queria.

— Se não é por causa do dinheiro para nós, é dinheiro para você. Ele é tremendamente rico, não é?

— Acho que sim.

— E Jacob? O que vai dizer a ele?

— Escreverei amanhã, contando.

— Vai ficar arrasado.

— Não. Ele está tão feliz com sua chance de trabalho e pesquisa, que vai superar o choque bem depressa.

Talvez Rosalie tivesse sido enganada por seu sorriso forçado. Franziu a testa e ficou em silêncio durante alguns minutos, pensando. Mas logo protestou nervosa.

— Bella, ele a ama. Sempre amou! No ano passado, não saiu com ninguém e costumava... bem, eu sabia que vocês não podiam escrever um ao outro, e assim eu lia as suas cartas para ele, e Jacob uma vez me disse que vivia para aqueles momentos. Bella...

— Está tão preocupada com ele, que parece até que está apaixonada! — disse, Isabella, exasperada.
Corando, Rosalie enfrentou o olhar da irmã e respondeu com simplicidade:

— Eu o amo desde menina. Mas isso não importa. Não case com Edward Cullen, só porque ele é rico! Ele me assusta. É tão frio! Mesmo quando sorri, os olhos continuam duros e amargos.

— Não se preocupe comigo, Rosalie. Por que não se preocupa com Jacob? Eu o deixo para você, com meus melhores votos. Nada melhor do que conservar essas coisas em família, não é? — Virou-se de costas para que a irmã não percebesse seu desespero. - Estou exausta, Rosalie. O dia foi cheio de emoções.

— Não acredito em nada disso! Não é normal se despedir do homem que se ama e ficar noiva de outro no mesmo dia! Boa noite.
Quando a outra saiu, Isabella permaneceu imóvel, tentando pôr ordem na cabeça confusa. Mas foi inútil; como um autômato, ela se deitou e ficou acordada, de olhos abertos, durante uma boa parte da noite.

Continua.....


N-A: E ai? Gostaram? Eu só penso em uma coisa... A Bella poderia ter mandado tudo para o inferno...
 A mãe dela está vendendo a propria filha para um homem cego pela vingaça e desejo... Coitada da Bella... 
porque o futuro nãa parece bom pra ela... 

AAAAA E OBRIGADA pelos 7 Comentários Recebidos.Muito bom ver que voces estao curtindo a fic
 Sera que hoje minhas amadas leitoras vao dividir seus comentários comigo... Humm espero que sim
.. Robsteijoooss...Fiquem com Deus!


Gabi))

2 comentários:

  1. Estou amando essa adaptaçao e ansiosa pelo proximo post.

    ResponderExcluir
  2. Eu quero o próximo post to amando

    ResponderExcluir

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