domingo, 1 de setembro de 2013

Fanfic: "Inferno em teus Braços"- 4º Capítulo

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*Essa Fic é uma Adaptação do Livro "Inferno em teus Braços", do autor Robyn Donald.Autora/Adaptação : Gabriela Galvão ("Gabi")
Sinopse: Isabella sabia que não podia escapar de Edward Cullen. Durante um ano, ele havia planejado cuidadosamente uma vingança terrível e agora a faria pagar por ter causado a morte acidental de sua esposa grávida. Ele a humilharia até que a dor fosse sua companheira inseparável; usaria seu corpo jovem até que ela lhe desse os filhos que queria.
Capítulos: 09
Censura: + 16

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 4º Capítulo

N/A: Oi Meus amores... Espero que gostem desse capitulo... Porque esses dois não vão parar de brigar tão cedo... Dois teimosos... Boa leitura... Nos vemos lá embaixo¬



Quando tudo terminou, Isabella ficou ofegante, os olhos fechados, sentindo ódio. Tinha lido em algum lugar que a maior parte do prazer do sexo estava na cabeça; portanto, enquanto o odiasse, ele não arrancaria dela a entrega definitiva. Edward destruíra seu sonho de amor, roubara sua virgindade, possuíra totalmente seu corpo, mas, enquanto o odiasse, isso seria tudo o que conseguiria. Nunca a ouviria gemendo de prazer, nunca gozaria o triunfo de levá-la ao êxtase em seus braços, todas as defesas vencidas, sua rendição total. E se o preço que ela precisava pagar era a frustração, como a que sentia naquele instante... bem, ela o pagaria, contente.

— Olhe para mim — ordenou o marido. Quando ela abriu os olhos, ele estava sorrindo. — Mas que mulherzinha teimosa — murmurou, beijando os seios redondos e palpitantes.

Exausta, Isabella ficou calada, observando a cabeleira acobreada com irritação. Não, outra vez! Ele não ia conseguir, pensou. .

Mas aparentemente ele só pretendia atormentá-la, pois logo se afastou um pouco.

— Estou cansado.

Pouco depois dormia profundamente, a cabeça apoiada no peito da esposa, o corpo nu colado ao dela num total abandono.

Isabella não sabia quanto tempo ficou ali, olhando interessada o contraste de sua pele muito branca com a dele, bronzeada. Devia ter cochilado, pois de repente acordou com frio. Edward tinha levantado e se vestia.

Os olhos verdes percorriam demoradamente seus seios, os quadris, as coxas. Irritada com aquela atitude de posse, ela se cobriu com o lençol.

— Levante. — Quando ela resistiu, sacudindo teimosamente a cabeça, ele chegou perto. — Já é mais de meio-dia e um bom passeio a pé só vai lhe fazer bem.

— Não quero sair.

Ele então beijou-a na boca, forçando-a a entreabrir os lábios. Depois, segurou seu rosto, os olhos nos dela, numa luta de vontades.

Isabella baixou o olhar primeiro.

— Sim — disse ele, como se lesse seus pensamentos. — Faça como eu quero, e vamos nos dar bem.

— Duvido! — Estava louca de raiva e não conseguiu fingir calma.

O rosto dele revelava uma ironia enlouquecedora, enquanto um sorriso de zombaria o iluminava.

— Quer apostar? Dentro de cinco anos você vai lamentar tanto desperdício de emoção.

— Acredita mesmo nisso? Se acredita, é porque não me conhece. Ou, além de outros defeitos lamentáveis, é também convencido?

Preparada para aguentar uma reação violenta, Isabella se surpreendeu quando Edward deu uma gargalhada.

— Vai se divertir tentando descobrir. Ande, vista-se logo. Ou prefere que eu me deite outra vez?

A pressa com que ela saltou da cama foi quase insultante, mas ele riu irônico.

Pelo menos, deixou-a sozinha enquanto ela se arrumava, bem devagar. Ele que esperasse!

Isabella parou na soleira da porta, observando o marido. Era na verdade um belo homem, pensou, sem emoção. Com o sol batendo nos cabelos bronzes, a cabeça um pouco inclinada, parecia completarnene absorto na leitura de um livro.

"Esse homem sabe tudo o que é possível saber sobre mim... sobre meu corpo."

Era uma estranha sensação. Aqueles dedos longos que viravam as páginas haviam tocado sua pele, como se ela o fascinasse, como se a amasse, experimentando o êxtase da posse, usando-a para gerar os filhos que desejava.

Lembrou-se então da mulher que um dia havia compartilhado a cama dele, a mulher que ela descuidadamente matara. Será que ele fingia estar com Kate, quando a possuía?

Aquele pensamento a revoltou. Já era bastante assustador ter que se sujeitar à luxúria daquele homem, mas ser usada como uma substituta, saber que enquanto ele a possuía era o rosto de Kate que via, deixava-a enojada.

Entretanto, por que se importar com isso? Desprezaria Edward até morrer, nada que ele fizesse apagaria a humilhação que a obrigara a passar. Entretanto, foi com algo semelhante a alívio que se lembrou de que, enquanto a possuía, seus dedos haviam mergulhado nos cabelos dela como se o agradassem, murmurava seu nome e elogiava seu corpo e seu rosto. E, fisicamente, ela e sua falecida mulher não se pareciam em nada. Kate fora alta e loura, os traços miúdos e regulares. Depois do acidente, tinha visto várias fotos dela nos jornais e revistas, e aqueles traços clássicos tinham ficado gravados para sempre em sua mente atormentada.

— Pronta? — perguntou Edward, erguendo o olhar. Uma escada descia do terraço, ladeada por enormes samambaias, e dava num extenso gramado. Foram na direção da praia por um caminho estreito, e Isabella gostou que Edward não tentasse segurá-la, seguindo na frente.

A praia era uma pequena extensão de areia rosada cercada de enormes árvores, e, além delas, um meio círculo de terras planas se elevava abruptamente em montes verdejantes. A água cintilava ao sol e havia um silêncio tão grande, que escutavam o ruído de uma serra, a quilômetros dali. Acostumada a altura dos Alpes do Sul, aqueles montes não impressionavam Isabella, mas eram igualmente belos.

Aos poucos, foi ficando mais alegre. Em Christchurch, o verão tinha acabado e já estava frio, mas ali ainda fazia bastante calor para nadar. No entanto, logo desistiu da idéia, encantada com a linda paisagem. Pelo estuário, via o mar ao longe, coalhado de velas brancas.

— Está olhando para o golfo de Hauraki — explicou o marido. — Durante os feriados parece que cada habitante de Auckland sai de barco.

— Você tem um?

— Não. Gosto muito de velejar, mas tenho tão pouco tempo que não vale a pena comprar um. Mas pretendo trabalhar cada vez menos. E, quando tiver uma família, pretendo dar mais atenção a ela e ficar mais tempo em casa.

Pegou a mão dela e beijou os dedos, com um sorriso malicioso.

Passearam em silêncio pela praia, ele acertando seus passos aos dela, enquanto olhava sua propriedade com evidente prazer.

Está muito consciente deste homem, pensou Isabella, rebelde. Ignore-o. Ele também a está ignorando. Aproveite essa praia, esse cenário maravilhoso, o ar com um pouco de maresia, o grito longínquo das gaivotas...

Abaixou-se, tirou as sandálias, e saiu correndo para a água, o instinto fazendo com que se afastasse dele. A água estava agradável, mas um ruído repentino a fez estremecer.

— Um peixe — disse ele. lacônico. — Muitos costumam saltar assim.

— Ah... — E mudando de assunto: — Quem toma conta da casa?

— Esme Thurkettle. Ela cuida de tudo. Mora numa casa atrás da nossa. O administrador da fazenda mora num chalé perto da estrada. Fica naquela direção. — Apontou para um ponto onde o caminho se elevava em direção ao topo. — Esme não é difícil de se lidar, mas tem dignidade.

— Uma coisa que seu patrão não tem.

Ele sorriu, mas a voz era fria.

— Você fez uma escolha. Do que se queixa?

— Uma escolha impossível! Sabia perfeitamente que eu tinha que concordar com a sua proposta.

— Se bem me lembro, foi uma proposta, não uma imposição.

— Eu teria preferido uma imposição. Você usou seu poder para controlar meu pai. E, quando ele morreu, convenceu minha mãe a confiar em você e fez com que ela ficasse ainda mais cheia de dívidas. Você roubou..., e pretende continuar roubando. Roubou a minha virgindade e pretende roubar o meu corpo, obrigando-me a gerar seu filho. Você roubou a minha vida! Mas não vai conseguir roubar meu coração, ou minha mente. Esses, guardarei bem guardados! E não há nada que possa fazer!

— Não me importo. Pensa mesmo que me interesso por seu coração... ou sua mente? Esses só me interessam na medida em que não a impeçam de ser uma boa mãe. E quanto ao seu coração... — Pousou de leve a mão no seio dela. — A única coisa que me interessa quanto ao seu coração é que ele dispara cada vez que encosto a mão em você.

— É medo.

— Bobagem. Seu orgulho não a deixa confessar que tem atração por mim. Ah, finge muito bem, resignada e impassível, mas não preciso me esforçar muito para excitar você. Seu corpo mostra o que sente. Acha mesmo que seria tão pouco dolorido ontem à noite, ou hoje de manhã, se não estivesse pronta para mim? Você...

Agarrou o pulso dela bem a tempo e segurou-a com força durante longos e desesperantes minutos, a poucos centímetros de seu rosto. Depois, inclinou a cabeça e deu uma leve mordida um pouco abaixo da palma. Isabella estremeceu e ele deu um sorriso de vitória.

— Está vendo? Não pode negar, benzinho.

— Odeio você!

— Eu sei. — Voltou a andar, ainda segurando a mão dela, de maneira que, se alguém os olhasse de longe, pensaria que eram um casal apaixonado, andando de mãos dadas. — Pois saiba, Isabella, que prefiro seu ódio à indiferença que tentou demonstrar. A única pessoa que sofre com sua teimosia de não se entregar é você mesma. Na verdade, sinto um prazer diferente ao vê-la lutar tanto para fingir indiferença, quando seu corpo vibra de desejo e me recebe com uma avidez quase indecente.

— Pare com isto!

— Então, não me provoque. — Soltou a mão dela. — Não me importo se você fica em meus braços como um pedaço de pau, sua pequena vigarista. Mas não tenho intenção de lhe dar privilégios só porque é minha esposa. Se quer meu respeito vai ter que lutar por ele.

— Como Kate fez?

— Ah, mas eu amava Kate — respondeu, com brutal sinceridade. — E é a última vez que falamos sobre isso. Nunca mais quero escutar o nome dela. Entendeu?

A incrível diferença na voz dele e as feições transtornadas a assustaram. Afastou-se, desprezando a si própria por sua covardia, pois temia que Edward se tornasse violento.

— Não precisa ter medo. Nunca bati em mulher na minha vida.

— Não vai precisar. Você tem duas reféns... três, se contar Jacob.

— Outro nome que não quero mais ouvir! Agora, ela tremia incontrolavelmente, humilhada.

— Existem mais outros nomes? — perguntou, insolente. Ele não respondeu, e, depois de mais alguns passos, ela pediu: — Gostaria de voltar agora.

— Claro. Apesar de aqui ser mais quente do que no sul, à tarde costuma esfriar, e deve sempre sair com um agasalho. Estamos no outono.

Isabella sentia-se subitamente exausta. Alem da tensão com a preparação do casamento na semana anterior, a selvagem possessão de Edward a havia deixado chocada. Seu corpo estava dolorido e a discussão tinha causado uma ligeira dor de cabeça. Gostaria de poder dormir uma semana inteira... sozinha. E acordar em sua cama, em sua casa.

Quando entraram no hall, ele a olhou com aquele jeito insolente e frio que ela detestava, pois a fazia sentir-se pequena, estúpida, inferior,

— Sabe cozinhar?

— Claro que sei.

— Então, pode preparar o jantar, já que Esme está de folga. Precisa de ajuda?

— Não se preocupe, eu encontro tudo.

Piscando, para afastar as lágrimas, ela abriu a geladeira, onde havia algumas costeletas de vitela. Na despensa, achou tudo para fazer um borsch e, como sobremesa, maçãs ao forno, recheadas com mel, passas e nozes.

Depois de tudo preparado, voltou ao quarto. Lá encontrou Edward trocando os documentos do bolso da calça que vestira para a que estava usando agora, os cabelos ainda úmidos do banho, a expressão mais uma vez preocupada.

— O jantar estará pronto em vinte minutos — disse ela, enquanto ia para o quarto de vestir. Não o ouviu responder nem se importou. Quando saiu do banheiro, vestida e pintada, o quarto estava vazio.

Depois de jantarem, ele a levou outra vez para o quarto, e mais uma vez a possuiu, gozando o corpo jovem que já tinha escravizado, apesar de tudo.

Isabella ficou arrasada. Tocou o lábio que havia mordido até sangrar, na ânsia de se manter impassível. Mesmo se ele a ameaçasse de morte, não demonstraria nada, a não ser desdém. Naquela segunda noite de seu casamento, rezou para ficar grávida. Quando acordou na manhã seguinte, estava sozinha na cama.

— Está na hora de se levantar — Edward falou, entrando no quarto. — A não ser que prefira que eu me deite para lhe fazer companhia.

Irritou-se com a falta de privacidade, pois ele invadia seus sonhos da mesma forma que invadia seu corpo, forçando-a a aceitar a escravidão.

Ao mesmo tempo o odiava e temia, e ao poder sensual que tinha sobre ela. Estremecia cada vez que a tocava, era uma reação involuntária de excitação sexual, e se desprezava por isso.

Virou o rosto, preferindo a raiva dele do que sua luxúria, sem saber que uma podia levar à outra.

Edward riu e enfiando a mão sob os lençóis, começou a acariciá-la. Rígida e revoltada, Isabella sentiu, impotente, que o coração batia mais depressa e que a mão dele deixava um rastro de fogo na pele sensível.

— Devia ter pulado da cama quando mandei — sussurrou Edward, o hálito roçando sua boca, enquanto, teimosamente, ela continuava de olhos fechados.

Isabella tentou relaxar, esperando. Ele estava perto, a boca quase colada à dela, mas não a beijou. Quando abriu os olhos, confusa, viu que o marido sorria.

— Sua mentirosa — acariciou-lhe os seios e o ventre, provando como sua rendição era total.

Lutando contra, o desejo que a consumia, Isabella conseguiu se conter.

— O que você consegue de mim, conseguiria também de uma prostituta! E eu o desprezo, sempre vou desprezar.

— Quantas vezes preciso repetir que não me importo?

A mãe havia dito uma vez que os homens eram assim mesmo. Isabella tinha nítida na mente a voz pedante de Renée: "As mulheres precisam amar para se entregarem completamente".

Talvez fosse verdade para a maioria das mulheres, mas ela estava conhecendo o perigo da atracão física, e só sua determinação evitava que se rendesse inteiramente. A única maneira de manter sua integridade moral era resistir tentando submeter sua vontade e sua mente. Assim, tentou pensar em outra coisa, fingindo que ele não estava ali.

— Tão obediente — disse Edward, quando terminou. — feito uma marionete.

Ela abriu os olhos e o encarou, fingindo surpresa.

— Mas é o que sou. Você e minha mãe puxaram os cordões, e aqui estou eu. Se queria uma esposa apaixonada, devia ter feito tudo diferente.

— E acha que eu conseguiria, se tivesse tentado namorar você? — perguntou ele apoiando o cotovelo na cama.

— Não. Eu amo Jacob.

— Verdade? Pois não acredito. Se realmente o amasse, não estaria tão revoltada porque consigo excitá-la. É melhor que aceite os fatos. E a verdade é que, para mal ou para bem, agora você é minha. Parece que prefere que seja o mal; não me importo, a não ser pela razão egoísta de que uma esposa que coopera é mais cômoda do que a que está aborrecida ou resmunga. Mas é melhor que saiba desde já, minha rebelde, que não há escapatória para você. Eu a possuo. Eu a comprei, paguei um alto preço por você e pretendo usufruir desse seu lindo corpo o mais que conseguir.

Cada palavra dele era reforçada pelo olhar cheio de volúpia e pela mão que deslizava por sua pele, parando em concha sobre o seio firme e redondo.

Isabella fechou os punhos, humilhada e vencida, sentindo, apesar de tudo, o corpo vibrar por e!e.

— Daqui a alguns anos, quando eu a tiver domada a meus pés, acho que terei saudade de nossas batalhas. Elas dão um tempero à vida, da mesma maneira que as caçadas.

Seus lábios novamente cobriram os dela, provocantes, sedutores, mas quando Isabella recusou uma resposta ele os abandonou e passou a morder de leve os bicos dos seios, até ficarem rijos. Olhou para ela outra vez.

— Uma das razões de que gosto tanto do seu corpo é que ele não tenta mentir para mim. — Depois, dando uma palmadinha no ventre chato. — Agora, veja se providencia um bebê logo, e ficarei muito feliz.

— Espero não poder ter filhos.

Por um instante, a expressão dele ficou assustadora.

— Se acontecer isso, minha querida, eu me divorciarei de você e casarei com uma mulher fértil. — Beijou-a brutalmente. — Mas vou te manter como minha amante, numa prisão luxuosa, só para me dar prazer.

— Você não faria isso. Não pode fazer isso! — balbuciou, estremecendo quando ele mordiscou a ponta de sua orelha.

— Não? — Afastou-se um pouco para olhar melhor o rosto pálido, sorrindo de uma maneira que a assustou ainda mais. — Reze para ter logo esse filho. Não sou mais nenhum garoto. Agora, levante-se e venha conhecer Esme.

Esme Thurkettle era uma mulherzinha magra, bem mais alta do que Isabella, com um rosto inexpressivo. Não sorriu e olhou para a esposa de Edward como se estivesse decepcionada.

— Devia ter me avisado — disse, azeda.

— Por quê? A casa está sempre em ordem.

— Depois do café, eu a levarei para conhecer melhor a casa, sra. Cullen.

— Pode chamá-la de Isabella — disse Edward.

— Ela é quem deve me dizer isso — respondeu Esme.

— Querida? — insistiu Edward, olhando a esposa, mas demorando o olhar nos lábios sensuais e rosados.

— Por favor, pode me chamar de Isabella — disse ela, friamente, enfrentando o olhar da outra. — Como estaremos sempre juntas aqui, as coisas ficarão mais fáceis.

— Eu me sentirei melhor se a chamar de sra. Cullen.

— Não seja tola, Esme — insistiu Edward. — Sempre chamou Kate pelo primeiro nome, pode fazer o mesmo com Isabella. 0 que temos para o café?

Foram servidos numa pequena copa, ao lado da sala de jantar, o sol entrando peta porta que dava para o outro terraço florido. Ao longe, estavam o mar e as árvores com suas copas prateadas.

Aos poucos, Isabella sentia-se melhor. O pior tinha passado, e, embora Edward fosse dono de seu corpo e de sua vida, sua integridade continuava intacta. O corpo estava um pouco dolorido, mas esperava, com o tempo, se acostumar à poderosa sensualidade do marido quando fazia amor com ela. Esperava também que aquela excitação diminuísse, pois, depois de algum tempo de casados, os casais não deviam ficar assim abalados com a proximidade um do outro.

Depois da refeição, Edward trancou-se no escritório, enquanto Esme levava-a para conhecer a casa.

Nem mesmo a atitude fria da governanta evitou que Isabella apreciasse seu novo lar. A arquitetura da casa, aproveitando ao máximo o lugar e a magnífica vista, combinava harmonicamente com a decoração sóbria e aconchegante, formando um conjunto impecável.

Era bem maior do que pensara. Além do quarto deles, havia ainda um quarto de criança completo, quatro banheiros, quartos de hóspedes luxuosamente mobiliados, salão de estar, de jantar, uma biblioteca e uma sala de música, além da salinha mobiliada de junco, onde tinham tomado o café.

Depois, Isabella foi sozinha dar uma volta pelo jardim e descobriu uma piscina e uma quadra de tênis, escondida atrás de uma trepadeira de maracujá. Colheu uma das frutas já bem madura e comeu.

Visitou então o pomar com suas laranjeiras, limoeiros e macieiras; a seguir, a horta, onde encontrou um homem no meio dos brócoles. Era alto e magro, e olhou espantado para ela.

— Sou Isabella Cullen — disse, estendendo a mão.

— Carlisle Thurkettle. Espero que seja feliz.

— Obrigada. Mas que linda horta! É o senhor quem cuida de tudo aqui?

— Sim.

— É um lindo lugar — comentou, tentando puxar conversa. Mas tudo que arrancou dele foram monossílabos. Depois de algum tempo, desanimada, ela voltou para a casa.

Sentou-se numa espreguiçadeira perto da piscina. Aparentemente, os dois Thurkettle eram pouco comunicativos, mas conseguira descobrir que a casa tinha sido decorada por um profissional, e apenas o quarto do casal, por Kate.

Mergulhou a mão na água e se surpreendeu ao descobrir que ela estava aquecida. Por que não? A mãe lhe havia dito que Edward era muito rico.

— Aquecimento solar — explicou uma voz atrás dela, a zombaria deixando-a imediatamente tensa. — Já esteve na garagem dos barcos?

— Não. — Não aceitando a mão que ele lhe estendia, ficou de pé, mas Edward passou o braço por sua cintura, puxando-a para ele.

— Vamos até lá.

A garagem ficava no sopé do rochedo. Havia duas canoas, um barco a motor e um escaler, além de material de pescaria e redes.

— É enorme — comentou Isabella, sua voz ecoando.

— Foi construída quando os barcos eram guardados em galpões. Podemos dar uma volta de barco hoje.

— Você não precisa trabalhar?

— Preocupada com minha renda? — caçoou, e ela ficou tensa. — Não se preocupe, senhora minha mulher, farei com que nunca lhe falte dinheiro. Mas não vou perder tudo só porque estou em lua-de-mel. Tenho gente de confiança, e esta semana estarei à sua disposição.

— Se estivesse mesmo, eu o afogaria.

Ele riu e chegou perto daquela figurinha altiva e desafiadora, os belos olhos azuis brilhando friamente, o queixo erguido.

- Você seria a própria viúva alegre, não é? Sinto muito, meu bem, mas não pretendo morrer tão convenientemente, terá que me aturar ainda por muitos anos.

Para se certificar de que ela havia entendido, ele a beijou, segurando-a com força, deixando claro quem mandava.

Nos dias seguintes, exploraram a propriedade e fizeram longos passeios na lancha a motor, por toda a baía, parando em praias; a princípio, a conversa era forçada entre eles, mas aos poucos tornou-se mais natural.

Os dias não eram tão ruins. Eram as noites que Isabella temia, pois cada vez ficava mais difícil mentir nos braços dele. Não que sua passividade o aborrecesse. Ele parecia ter um perverso prazer com sua teimosa resistência, provocando-a com as pequenas traições de seu corpo, até que chegava ao clímax e por alguns momentos se entregava à paixão, ficando depois relaxado e saciado.

Edward divertia-se com o poder que tinha sobre o corpo dela, mas pelo menos não a violentava. Apreciava sua pele acetinada, a forma perfeita de seu corpo, seu perfume, o gosto de sua boca. Enquanto a amava, dizia tudo isso, usando também a voz grave para aumentar o domínio físico que tinha sobre ela, até que seu corpo começava a ceder e a aceitar sua possessão com um prazer secreto e cheio de remorsos.

Mas não sua mente ou seu coração. Cada noite o ressentimento em seus olhos azuis o fazia sorrir, zombeteiro, enquanto aos poucos a preparava para a posse final. Apesar da fraqueza de seu corpo, ela lhe negava rendição total, nunca chegando ao orgasmo.

Depois de uma semana, Edward passou a viajar para Auckland todas as manhãs e Isabella ficava livre o dia todo. Algumas vezes, trabalhava no jardim, ajudando o silencioso Carlisle. Nos fins de semana, ela mesma cozinhava, surpresa ao descobrir que se divertia.

Não recebiam visitas, Estavam completamente separados do mundo. E quando o dinheiro que tinha no banco acabasse, Isabella não sabia o que fazer, pois Edward não tocava nesse assunto. Depois do jantar, ele se trancava no escritório, só indo para a cama depois que Isabella estava dormindo. Mas sempre a acordava.E assim segui a rotina dos dois..



                                                      Continua..



N/A: Meninas eu já vou avisar vocês... o proximo capitulo será pura tensão e para mim foi com um tapa na cara literalmente... eu fiquei tão indignada... que não tenho nem palavras... O Edward pra mim é um misterio... ele sempre diz " Não me importo", essa frase é a preferida dele, mas há atitudes dele que no minimo sao incompreensíveis e poe em dúvida a sua subtida necessidade de vingança. 
Como sempre digo, Tem horas que queremos mata-ló... e em outros momentos cof cof vcs sabem!  então se preparem... porque o capitulo de amanhã não vai ser facil... E depois eu quero a opinião de vocês...  Fiquem com Deus... Robsteijooosss

Gabi Cullen

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