quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Fanfic "Inferno em Teus Braços"- 6º Capítulo

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*Essa Fic é uma Adaptação do Livro "Inferno em teus Braços", do autor Robyn Donald.


Autora/Adaptação : Gabriela Galvão ("Gabi")
Sinopse: Isabella sabia que não podia escapar de Edward Cullen. Durante um ano, ele havia planejado cuidadosamente uma vingança terrível e agora a faria pagar por ter causado a morte acidental de sua esposa grávida. Ele a humilharia até que a dor fosse sua companheira inseparável; usaria seu corpo jovem até que ela lhe desse os filhos que queria.
Capítulos: 09
Censura: + 16

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6º Capítulo

N-A: Oi Meus Amores... Não deu para postar antes, desculpe... fiquei sem net Rsrsrs... Mas bora ler porque esse capitulo vai aparecer a Putânia para complicar ainda mais a vida dos dois... como se ela já fosse fácil... Boa leitura... Nos vemos lá embaixo¬



E Isabella assim fez. Descobriu, surpresa, que tinha gostos definidos em decoração, e não cedeu quando o decorador que Edward escolheu tentou modernizar demais o quarto.

— Qualquer outra coisa vai destoar da casa - comentou ele, olhando com desdém para a decoração de Kate.

Isabella suspirou. Agora fazia uma idéia de como a outra se sentira. O decorador era um homem de meia-idade e falava com evidente autoridade, mas a esposa de Edward Cullen tinha bastante personalidade para enfrentar qualquer um. A custa de muita conversa, os dois chegaram a um resultado espetacular.

Enquanto o quarto estava sendo redecorado, Edward dormia separado de Isabella, quando vinha para casa. E se ela se sentia sozinha, não confessava nem a si mesma.

Quando tudo ficou pronto, ele voltou, mas fez um comentário casual, depois de olhar rapidamente em torno. Isabella sentiu como se a tivessem mergulhado em água gelada. Mas reagiu, pensando que pelo menos ela estava satisfeita com as paredes pintadas de verde-jade, os jarrões chineses, a colcha pesada de cetim estampado, com o mesmo fundo verde e desenho oriental, mais o fofo tapete branco.

Num canto, uma escrivaninha laqueada em vermelho brilhava como uma jóia rara naquele conjunto luxuoso. Quando escolheu aquela peça, assustou-se com o preço, mas o decorador insistiu:

— O sr. Cullen me deu instruções para comprar tudo que a senhora escolhesse, não importando o preço.

E assim tinha sido feito. Agora, admirando os belos móveis, ela franziu a testa. O marido era um verdadeiro enigma para ela, generoso, apesar de não lhe dar dinheiro para seus gastos pessoais; respeitoso, embora a desprezasse; distante e frio, embora a tivesse escolhido como esposa, para ser a mãe de seus filhos.

Enquanto Edward tomava uma ducha, ela foi até a porta que dava para o terraço.

Já era inverno, mas algumas flores desabrochavam entre as pedras que pavimentavam os caminhos do jardim. Verônicas escarlates, margaridinhas silvestres, tomilhos com seus cones vermelhos esperando pelas abelhas. Mais além, os hibiscos floresciam, as flores menores do que no verão, mas as cores mais vívidas.

Isabella tinha também substituído a mobília de ferro batido do terraço por uma mais confortável, de madeira natural, com almofadões estampados de verde e bege, e, em vez do guarda-sol, mandara construir uma pérgola. Mas ainda não havia decidido que trepadeira plantaria para proteger do sol de verão.

Apalpou a cintura. No verão, o bebê já teria nascido, para ser carregado em seus braços, perto do coração. Quando disse a Esme que odiava a criança, era sincera: mas, na véspera, quando o bebê se mexeu pela primeira vez, ela começou a senti-lo não como o filho que Edward tão brutalmente havia gerado dentro dela, mas como uma criatura indefesa.

Imediatamente, uma onda de ternura a invadiu, mesclada por um sentimento de proteção. Agora, as mãos no ventre, pensou aflita: "Meu Deus, mas que confusão é tudo isso!"

- Não está se sentindo bem? A pergunta fez o sonho sumir, e ela se voltou para Edward.

— Nunca me sinto bem — respondeu altiva.

— É, estou vendo. Quanto tempo mais isso vai durar?

- O Dr. Stewart é muito evasivo. Tudo que ele diz é que não é provável que dure todos os nove meses.

— Deus! Espero que não!

Olhou para ele cheia de ressentimento.

— Por quê. Edward? Sei que não é dor de consciência.

— Pode ter certeza disso.

Edward não a tocava há semanas, mas agora se aproximou e segurando-a pela cintura, puxou-a para si. Assustada com a reação imediata de seu corpo, Isabella tentou se soltar. — Não — disse ele calmamente, forçando-a a ficar. — Está começando a mostrar a gravidez e eu gosto disso.

— Porque prova sua virilidade?

— Não preciso de provas desse tipo. Kate estava grávida quando morreu, não se lembra?

— Por que não diz "quando você a matou"? Era isso o que estava pensando, não era?

— Era? — Ficou alguns momentos em silêncio. — Tem razão. Você me conhece tão bem, não é, Isabella? Me observa tanto, que chegou até a decorar este quarto com a cor dos meus olhos.

— É uma cor bem mais escura e quente. Seus olhos são gelados.

A resposta agressiva teve uma reação imediata: ele segurou o rosto dela, que o encarou sem medo.

— Não são gelados, quando você está perto. Nunca! Só preciso tocar em você, para meu sangue se transformar em fogo. Mas você entende disso, não é? Tem um prazer perverso em saber que eu a desejo mais do que jamais desejei uma mulher, que pode me reduzir ao nível daquele idiota que, tão confiante no seu amor, partiu sozinho para os Estados Unidos.

— Ele tinha todas as razões para confiar — respondeu, odiando-o porque a proximidade dele estava causando um torpor em suas pernas. — Eu o amo

Edward riu e cobriu seus lábios num beijo feroz. Gelada. rejeitando-o com todas as forças, Isabella gemeu de dor, e só então ele levantou a cabeça, os olhos verdes agora quase negros

— Vamos inaugurar este belo quarto? — segurando-a no colo carregou-a até a cama.

— Estou enjoada — mentiu, o pânico evidente nos olhos arregalados enquanto ele desabotoava seu vestido.

Edward sorriu e beijou os seios agora túmidos.

— Sei que está. Sente isso cada vez que eu a beijo, não é?

— O que esperava? - perguntou, desesperada, pois ele linha tirado seu sutiã, e agora beijava sensualmente os bicos dos seios, despertando nela aquele traiçoeiro desejo.

- Nada. Não esperava mais nada. Só isso... — disse, acariciando seu ventre, a mão descendo até a calcinha.

Isabella estava furiosa, porque começava a perder o controle.

- Quer... fazer o favor de... parar! - gritou, agarrando-o pelos cabelos com força.

— Não. — Continuou a beijá-la no pescoço, nos ombros, nos seios. — Ultimamente, você parece que se esqueceu de quem é o seu dono e por que está aqui.

- Esqueci? — perguntou, sinceramente desesperada. — Nunca me esqueço. Gostaria de poder.

Devagar, ele começou a deslizar a mão pela coxa dela, como se não tivesse ouvido nada. Atormentada, Isabella virou a cabeça e escondeu o rosto no travesseiro, sentindo a fatal resposta de seu corpo, que agora latejava de desejo.

— Como gostaria de controlar a reação traiçoeira de seu corpo, não é?

Ah, ele a conhecia tão bem! Por um momento, ficou tentada a ceder, permitir que a onda ardente de paixão a invadisse inteira. Só uma vez, seu corpo implorou à mente, uma só vez, para que eu saiba como é gemer de prazer, quando ele me leva ao êxtase.

Mas isso seria a rendição final, a sujeição vergonhosa a seu machismo feroz. Se Edward descobrisse que tinha o poder de seduzi-la, poderia fazê-la perder todas as inibições e acabaria esmagando toda a sua dignidade, transformando-a numa criatura submissa, e tornando assim sua vitória total e completa.

— Não posso! — murmurou, quando ele colocou a mão sob a renda da calcinha.

— Está querendo dizer que não quer.

Isabella estava cada vez mais fraca. Tinha esquecido como ele podia ser irresistível, era tão mais fácil lutar quando a tratava com brutalidade e desprezo! Mas, dessa vez, estava surpreendentemente terno, despindo-a com carinho, envolvendo-a numa teia de fascínio, beijando cada pedacinho de pele que ia ficando exposto, murmurando como a achava linda, como vivia atormentado de desejo por ela, a voz grave e modulada envolvendo-a, dominando-a.

"Por favor, me maltrate", ela implorava em silêncio. "'Só consigo resistir quando você me fere! Sei que quer acabar comigo, me afogar em sua ternura, me matar de desejo! Me fazer sua escrava!

Enquanto Edward a acariciava, era incapaz de pensar muito claramente, todo o seu ser estava dominado pelo desejo de ser possuída. Com os olhos fechados, porque se os abrisse ele veria o quanto estava enfeitiçada, ela se conteve, não colando o corpo ao dele, para tentar apagar aquele fogo que a queimava por dentro.

Edward deu um grito abafado, chamando por ela, a boca úmida e quente sobre o seio. Sem pensar no que fazia, Isabella começou a se mover sob ele, guiada pelo instinto, sabendo como excitá-lo até a loucura.

Ele pôs as mãos por baixo dos quadris dela. Isabella abriu os olhos, assustada, e viu refletidos no rosto dele a mesma agonia e o mesmo desejo que sentia. E, pela primeira vez, foi dominada por uma sensação de prazer tão intensa, que poderia morrer naquele instante.

Foram as batidas fortes de seu coração que a trouxeram novamente à realidade. Devagar, muito devagar, o prazer começou a se transformar em melancolia, profunda e sombria. Agora sabia! Milhões de palavras tinham sido escritas, numa tentativa de descrever aquela sensação, mas era uma coisa indescritível, a experiência mais perturbadora de toda a sua vida. Mas a tristeza que vinha depois, isso ela não sabia que existia.

Sempre intuíra que Edward tinha o poder de vencê-la. Talvez por isso tinha sentido tanta aversão por ele. Pois, se amasse Jacob, que espécie de mulher seria para reagir com tanta paixão à posse de outro homem? E era o que tinha feito! Aos dezesseis anos, quando viu Edward pela primeira vez instintivamente soube que ele seria capaz de despertá-la; por isso o odiou tanto!

Aflita, virou a cabeça e escondeu o rosto molhado de lágrimas. Sentindo que ela se mexia, Edward levantou a cabeça.

— Olhe para mim. — Pegou seu queixo e obrigou-a a se virar. — Então, agora nós sabemos.

O cinismo na voz dele era como uma punhalada.

Era evidente que a desprezava, e sua resposta apaixonada só havia aumentado esse desprezo. Mas, se ousasse caçoar dela, seria capaz de matá-lo!

Edward devia ter percebido a confusão que a dominava, pois imediatamente se afastou.

— É melhor tomar um chuveiro. Vou dizer a Esme para lhe trazer o jantar.

Isabella fechou os olhos, sem se importar com mais nada curtindo a sua humilhação.

Depois daquele dia, ele não a procurou mais e ela se perguntava por que a obrigara a conhecer o segredo do prazer. Será que queria provar a ela que não era melhor do que as outras mulheres que também tinham conhecido o êxtase em seus braços?

Então a resolução de Isabella de não tornar a sucumbir à fascinação dele tornou-se obsessiva. Agora que sabia que qualquer atração, por pequena que fosse,a colocaria em perigo, evitava o mínimo contato. Ele não a escravizaria!

Passava noites acordada, olhando-o adormecido, seu ressonar tranqüilo a seu lado provocando nela uma série de sentimentos contraditórios.

- Não consigo acreditar! - exclamou Isabella, quando Carlisle lhe trouxe um belo ramo de camélias.

Ele costumava trazer dos jardins as mais belas flores, às vezes junquilhos perfumados, outras vezes frutas exóticas como a kiwi, e também íris em vários tons de azul, dafnes cheirando a limão, florzinhas rasteiras em buquê cor-de –rosa.

-Aqui vocês não têm inverno - comentou surpresa, para Esme.

- Espere até o ano que vem, minha querida. Já estará acostumada com o calor, e, à menor queda da temperatura, vai se agasalhar toda e se queixará do frio.

- Vocês nem têm geadas!

— Aqui perto do mar não temos: só lá nas montanhas, mais no interior.

— E também não têm neve!

— Nevou em Auckland, há alguns anos, durante cinco minutos, e foi uma loucura geral. — Olhou Isabella com atenção. - Está com uma cara melhor.

Edward tinha viajado para San Francisco e já estava fora há uma semana. Durante esse tempo, o enjôo acabara.

— Estou me sentindo bem melhor.

Com o passar do tempo, a atitude de Esme havia abrandado muito mas Isabella ainda achava que ela a vigiava como se fosse uma professora, a língua ferina nunca fazendo concessões. Assim, tratava-a com polida reserva, mais à vontade na companhia do velho Carlisle. Mas Carlisle tinha saído para buscar Edward, que chegava naquela tarde, e ela sentia novamente a tensão a envolvendo.

Por alguma razão que não entendia, não tinha mais vontade de resistir a ele. Talvez a gravidez a tivesse tornado menos geniosa. Já as razões de Edward para não discutir mais eram bastante claras. Sem dúvida, queria que o filho tivesse um começo de vida tranquilo, e uma mulher agitada dificilmente lhe proporcionaria uma gestação sem problemas.

A insistente campainha do telefone interrompeu seus pensamentos. Esme atendeu e, depois de um momento, veio até o pátio, onde Isabella tomava sol entre vasos de begônias floridas.

- Era Edward.

—Ah... — talvez ele não viesse para casa. Uma emoção estranha mudou sua voz, quando perguntou: — O que ele queria?

- Está trazendo hóspedes. Os Sterling, Tanya e Eleazar. Pai e filha. Isabella olhou para a mulher com surpresa. Depois levantou-se e foi com ela até os quartos de hóspedes.

- Como todos os homens — resmungou Esme — ele espera que tudo esteja em ordem! Mas ainda bem que avisou.

— Os Sterling já estiveram aqui alguma vez?

— Ah, sim. muitas.

- Como são?

Esme encolheu os ombros,

— Simpáticos. O sr. Sterling tem negócios com Edward. E ela teria gostado de ser a segunda sra. Cullen.

- Ah... - Por um instante, Isabella sentiu-se confusa, e foi desenvolvido um sentimento de posse em relação a ele.

- Imagino que ela seja muito bonita - disse, tentando manter a dignidade.

- É, sim — concordou Esme, com um sorriso irônico.

— Sei...

— O que quer para o café de amanhã? — perguntou a outra, encerrando as confidências nesse ponto.

Isabella combinou o cardápio com ela e depois passou em revista os quartos de hóspedes e a sala de estar, indo refugiar-se em seu quarto. Abriu o armário. Poucas roupas lhe serviam agora. Bonito mesmo, só um vestido verde, comprado há pouco, que fazia um belo contraste com o tom de seus cabelos. Não que os cabelos estivessem muito brilhantes: precisavam de um bom xampu. Tomou um banho, quando o marido entrou sem que ela percebesse, pondo a mão em seu ombro.

- Você me assustou - disse, desligando o secador. - Chegou cedo.

- Uma hora e meia antes do previsto. Sinto ter atrapalhado seus planos.

Sua atitude indiferente irritou-a, mas preferiu não reagir.

- Eu é que sinto muito por não estar pronta para receber seus convidados.

- Não tem importância.

Sentindo-se rejeitada, Isabella atravessou o quarto contrariada. Mas ela mesma havia insistido em tratá-lo como estranho: era ela quem ficava contente com suas ausências, com a indiferença dele. Então, por que estava tão desapontada, por Edward não aceitar sua primeira tentativa de ser amigável?

Mas continuava decepcionada, quando se vestiu e fez a maquiagem. A terrível náusea dos primeiros meses tinha passado: no entanto ainda se sentia enjoada, e seu rosto demonstrava isso. A gravidez fazia muitas mulheres desabrocharem, não era seu caso, parecia mais velha e muito cansada. Sabia que não poderia competir com a tal Tanya.

Pela primeira vez na vida, desejou ter a altura de Rosalie e sua beleza clássica. Mesmo o belo tom de azul de seus olhos parecia agora desbotado.

— Pronta?

— Sim.

— Esse vestido combina com você. Mas ainda falta... Um momento.

O que faltava eram dois magníficos brincos de esmeralda. Isabella olhou para as jóias, fascinada.

— São lindos! De quem... são?

— Seus — disse ele, evidentemente aborrecido com a pergunta. Quando viu que ela não os experimentava, acrescentou irritado: — Não eram de Kate, se é o que está pensando. Ela preferia safiras e pérolas.

Isabella encolheu-se assustada e, com os dedos trêmulos, colocou os brincos. Mas Edward não disse mais nada, nem ela perguntou, sabendo que ele estava a ponto de estourar.

Por que? Não sabia a resposta.

Quando acabou de colocar os brincos e se virou para ele, o marido já estava novamente controlado.

Tanya Sterling era espetacularmente linda. Era até injusto uma mulher ter tantas qualidades; pensou Isabella, ao ser apresentada à sua hóspede. Alta e esguia, mas ao mesmo tempo frágil e elegante, com um corpo com curvas demais pra ser modelo, mas nada gorda a pele de um tom quente, os cabelos platinados (provavelmente pintados, mas tão naturais que não se podia ter certeza) ... e que rosto! Traços perfeitos, olhos cor de mel, uma boca sensual. Era uma beleza completa em seu tipo, como Edward era no dele, ambos saudáveis e insolentemente lindos.

Isabella sentia-se pequena e insignificante, mesmo depois que os olhos de Tanya pousaram nas esplêndidas esmeraldas, com evidente inveja.

Aquele sentimento de inferioridade era odioso. E totalmente no entanto ainda se sentia enjoada, e seu rosto demonstrava isso. A novo para ela. Durante toda a vida, sempre soube que Rosalie era a mais bonita das duas, e conheceu outras moças muito bonitas, mas nunca se sentiu diminuída por isso. Era culpa de Edward, que a obrigava a carregar seu filho: assim, nem todos os cosméticos do mundo poderiam dar à sua pele a frescura da mocidade.

Inconscientemente, tocou o ventre, onde a criança estava agora sossegada, Era um gesto revelador.

— Para quando é a criança, sra. Cullen? — perguntou Tanya, falsamente doce.

— Prefiro que me chame de Isabella — respondeu automaticamente. — Para o verão.

— Tão cedo? Não é comum hoje em dia os casais quererem filhos tão depressa.

— Já estou com trinta anos — disse Edward, sorrindo para Isabella.

— Mas Isabella é tão jovem! — protestou Tanya, sorrindo também mas com os olhos tão frios como os de Edward. Jovem e insignificante, diziam aqueles olhos.

— Talvez ache que dezenove anos é cedo demais — disse Isabella — mas minha mãe tinha apenas dezoito quando nasci, e acho que é bom ter uma mãe jovem.

A princípio, a bela mulher ficou ligeiramente confusa, mas logo se recuperou:

— Bem, a decisão é sua. Apesar de que, conhecendo seu marido como conheço, aposto que foi ele que decidiu. Mandão! É a palavra exata para Edward, não concorda? Forte e dominador como um príncipe guerreiro!

Muitos homens teriam ficado embaraçados, mas não Edward Cullen.

— É uma maneira delicada de me chamar de ditador, não é? Isabella já me conhece bastante bem, e não precisa de sua ajuda, Tanya.

A outra recebeu surpresa a resposta áspera, mas se conteve por educação ou respeito pelo temperamento agressivo de Edward. Ele se virou para a esposa, que estava mortalmente pálida.

— Não deixe que esse rostinho angelical a iluda, Tanya, Isabella tem um gênio terrível. É orgulhosa e tem uma língua afiada. Daqui a uns dez anos, quando aprender a se controlar mais terá muitos homens trêmulos a seus pés!

Naturalmente, ele a estava provocando, mas suas palavras davam a impressão de que o relacionamento dos dois era tempestuoso e apaixonado, que os levava ao paraíso e também ao inferno.

Isabella sentiu o sangue subir ao rosto. Para disfarçar, disse, zombeteira:

— Edward, tenho certeza de que o sr. Sterling e Tanya não estão interessados em nossas batalhas... por mais interessantes que elas possam parecer para nós.

Quem respondeu foi o sr. Sterling, o rosto jovial se abrindo num sorriso.

— Acho que encontrou alguém a sua altura, Edward. Como Katharina e Petruchio, em a Megera Domada.

— Não sei — disse Tanya. — Será que Edward planeja transformá-la numa mulher totalmente submissa, como acontece, na peça?

Isabella sentiu a pele se arrepiar, mas não disse nada, obedecendo ao olhar de Edward. Afinal, ela havia provocado aquela troca de indiretas. Sentira desde o primeiro instante que Tanya tinha vindo disposta a não gostar da esposa de Edward, mas não devia ter permitido que seu gênio rebelde a levasse a fazer comentários ferinos.

Esperou que os outros não tivessem percebido seu pequeno gesto de surpresa, quando Edward pegou sua mão e levou-a aos lábios, beijando sensualmente o pulso. Depois, ele se virou para Tanya e respondeu, com uma ponta de malícia:

— E me arriscar a morrer de tédio com uma mulherzinha sem opinião e sem vontade própria? Pensei que me conhecia melhor Tanya.

Havia uma leve insinuação naquelas palavras, e a outra deu um risinho de cumplicidade.

— Realmente, você não é assim - disse, subitamente mais confiante. — Que sensata você foi, Isabella, não mudando a decoração da casa. A casa inteira é tão refinada, tão... tão harmoniosa. — Sorriu um pouco embaraçada. - Como o dono, austero e formal, mas com um incrível magnetismo. Pode rir. Edward, mas tem que reconhecer que você combina com sua casa.

Então, ela nunca tinha estado no quarto de Kate. Por alguma razão obscura, aquilo deu satisfação a Isabella, e continuou bem-humorada enquanto tomava os aperitivos.

O jantar eslava perfeito. Se os convidados fossem outros, Isabella teria se divertido mais. Não havia percebido como eslava afastada do convívio social. Edward não lhe dava dinheiro e a mantinha pratica mente prisioneira naquela bela casa. Tanya tinha dito que ele era austero e formal... Não sabia de sua sensualidade animal.

Tanya falara em harmonia. Seria por isso que Edward procurava compensação, uma vida por outra vida, uma criança por outra criança? A princípio: fazer com que ela sofresse como ele havia sofrido. Mas era uma razão muito simplista.

Sem se dar conta de sua expressão absorta, ela observava cada movimento do marido. Parecia incrível... era incrível que aquelas mãos a acariciassem com tanta sensualidade, como se soubessem exatamente o que ela precisava. Como duas pessoas podiam estar tão próximas e ao mesmo tempo tão distantes? Esse homem a quem pertencia, esse homem complexo e sutil, era um desconhecido, um perfeito estranho!

Sentiu medo, de repente. Ouviu então a voz de Eleazar Sterling, muito distante. Fechou os olhos e depois sorriu, contrafeita, enquanto se voltava para ele.

— Sinto muito, eu estava sonhando acordada.

— E sei com o quê. Ainda não me esqueci de meus primeiros tempos de casado.

— Está pálida - disse Tanya, levemente irritada — Papai, você a aborreceu?

— Isabella? — perguntou Edward. — Você está bem?

— Estou, só não quero mais vinho.

Ele aceitou a resposta, mas, daí em diante, percebeu que a olhava, pensativo. Quando ia se retirar com o sr. Sterling para conversarem sobre negócios, ele se aproximou dela.

— Quer ir se deitar agora? Tenho certeza de que Tanya não ficará ofendida.

— É claro — disse a outra, com um ar de piedade. — Sinceramente, Isabella, ficarei muito bem assistindo televisão perto da lareira.

Era tentador, mas o treino de Renée falou mais alto.

— Estou bem. — Sorriu para Edward. — Não deve me tratar como se eu fosse uma inválida. O sr. Stewart disse que isso é péssimo.

Logo que os homens saíram da sala, Tanya deixou cair a máscara.

— Não tem obrigação de me fazer companhia. Sei cuidar de mim. E também conheço muito bem a casa; portanto, não há necessidade de ficar acordada, se estiver cansada. Edward e eu somos velhos amigos, e tenho certeza de que ele não me considera uma estranha aqui.

— Também tenho certeza. — A resposta educada causou-lhe um grande esforço.

Tanya olhava com interesse o magnífico tapete persa, as prateleiras cheias de livros raros, um queimador de incenso de bronze, uma antiga peça chinesa.

- É da dinastia Sug — disse, abruptamente.

— Eu sei.

— Edward tem um gosto refinadíssimo. Queria que Kate decorasse a casa, mas o gosto dela era extremamente vulgar. Então, ele arranjou um decorador. Kate fazia tudo que Edward queria. Pensava que o sol brilhava por causa dele...

Não havia resposta para aquilo e, assim, Isabella só balançou a cabeça, sorrindo vagamente, sugeriu que ligassem a televisão. Não queria confidências sobre a mulher cuja morte tinha causado. Pelo menos, parecia que os Sterling não sabiam disso.

— Sabia que Kate era minha prima? — insistiu a outra.

— Sim? — Isabella corou. — Não fazia idéia.

— Percebi. Eu e papai estamos sempre com Edward. Eu e ele temos muito em comum. Naturalmente, ele era dedicado a Kate, mas sempre desconfiei de que era porque ela realmente o idolatrava. Os homens tendem a amar as mulheres que os adoram. Kate era uma loura espetacular, mas completamente sem personalidade.

Olhou atentamente para Isabella, que procurava se manter calma, apesar das provocações. Vendo que não obtinha resposta, Tanya continuou:

— Por isso, você é uma grande surpresa. Não parece indefesa e tem jeito de ser bastante inteligente.

— Tem razão — respondeu Isabella, sorrindo intimamente ao pensar como a outra se enganara no julgamento. Era totalmente indefesa contra a desumana frieza de Edward. E, naquele instante, gostaria de ser uma mulher espetacular.

— Como o conheceu?

— Meu pai e ele tinham negócios — disse, pouco à vontade.

— Entendo. — Havia sarcasmo em sua voz. — E quem é seu pai?

Um brilho frio iluminou os olhos azuis de Isabella.

— Charlie Swan, Mas muita gente o conhecia como Charlie.

— Conheço o nome, claro. Edward não está agora na direção da firma, em Christchurch?

— Sim. Meu pai morreu no ano passado.

— Então foi uma união, em vários sentidos. Deve sentir falta de sua família.

— Muita — respondeu, só agora se dando conta da saudade que sentia da bela e compenetrada Rosalie, da tola e também bela Renée. E Jacob... oh, Jacob!

— Saudade de casa é um inferno, não? — perguntou Tanya, mas não parecia nem um pouco solidária. — Mas ser esposa de Edward deve ter suas compensações. Além do fato de ele ser um homem absolutamente fascinante, ainda há esta casa maravilhosa, Uma pena você não se sentir bastante bem para convidar e ser convidada, mas imagino que isso pode esperar até depois de nascimento do bebê. Kate estava vendendo saúde, quando engravidou.. Coitadinha,..

Ótimo para Kate, pensou Isabella, com azedume. Mas respondeu com calma.

— As pessoas reagem de maneira diferente. Esme diz que uma gravidez difícil muitas vezes significa um parto fácil e um bebê bonzinho. Espero que tenha razão.

— Sim — concordou Tanya, mas não estava interessada na opinião de Esme. — Quanto tempo acha que esse enjôo ainda vai durar?

— Não sei.

— Bem, acho que você não teria interesse em ir a um baile, mesmo se estivesse passando bem. Não poderia dançar, e seria terrivelmente aborrecido ficar o tempo todo apreciando. . .

— Provavelmente. Mas de que baile está falando?

— Ah, é uma festa de caridade, e Edward nunca falta. Sempre organizamos um grupo para ir, e como ele é o presidente, deve comparecer. Será dentro de três semanas, em Auckland. É um acontecimento social! Primeiro, há um jantar e, em seguida, o baile, que dura às vezes até o dia seguinte e termina com o café da manhã. Maravilhoso!

— Parece, mesmo - comentou Isabella, concluindo que Tanya era artificial demais, mais parecendo uma boneca do que uma mulher de verdade.

Por que Edward não casara com ela? Era evidente que aceitaria seu pedido de casamento; cada vez que falava nele, seus olhos brilhavam. Subitamente teve um arrepio, apesar de a sala estar agradavelmente aquecida. Tanya seria uma esposa exigente, esperando mais dele do que uma paixão impessoal e uma fria polidez.

Como se estivesse satisfeita com a reação de Isabella, a outra se recostou na cadeira, os olhos meio fechados.

— Não faz mal, sempre tem o ano que vem. A não ser que você esteja grávida outra vez. Edward parece estar querendo compensar o tempo perdido. Às vezes penso que ele sentiu mais a morte do bebê do que a de Kate. Os dois tentaram mais de três anos, sabia? Ela estava ficando desesperada. — Deu um sorriso maldoso. — Agora, nós sabemos de quem era a culpa. Não de Edward!

— Não, realmente — respondeu Isabella, entendendo a razão de o marido ter ficado tão zangado, quando falou de sua virilidade. Pobre Kate! Esperar tanto tempo e depois morrer! Meu Deus, ainda se sentia angustiada e culpada. Edward pensava que eram suas ameaças que a tinham feito aceitar aquela escravidão, mas o que a atormentava era o fantasma de Kate. Se aquela mulher soubesse!

— Está se sentindo bem? — perguntou Tanya. — Está muito pálida! Quer água? Ou conhaque?

Sem conseguir disfarçar a náusea, Isabella sacudiu a cabeça.

— Não, isso passa. Sempre passa.

— Acho que devia ir para a cama. Tenho a impressão que vai desmaiar a qualquer instante. Quer que eu chame Esme? Posso ajudar?

- Não, vou melhorar.

— Poderia chamar Edward, mas ele está tratando de negócios importantes com meu pai. — E vendo que Isabella hesitava: — Escute, não tem que ser uma anfitriã perfeita, eu posso servir o café para os homens, e depois também irei para a cama. Se os conheço bem, vão ficar conversando por horas.

Aparentemente, a educação de Tanya havia sido perfeita. Negócios eram sagrados... A caminho do quarto, uma súbita rebeldia fez com que Isabella parasse e batesse na porta do escritório.

Edward respondeu e ela entrou, percebendo que ele a olhava com sincera preocupação. Estava elegante e bonito como sempre, de pé ao lado da escrivaninha, com um papel na mão.

— Isabella — Aproximou-se dela, que sorriu para os dois.

— Desculpem interromper, mas preciso ir me deitar. Tanya se ofereceu muito gentilmente para trazer o café mais tarde. Sinto muito, sr. Sterling.

— Não se preocupe comigo, minha querida. Quando minha mulher ficou grávida, costumava se deitar todos os dias às oito horas.

Edward abraçou-a pela cintura.

— Desculpe-me cinco minutos, Eleazar.

— É claro! Boa noite, Isabella.

- Boa noite, sr. Sterling.

No corredor, ela protestou:

— Sou perfeitamente capaz de chegar ao quarto sozinha.

— Eu sei, nem que tivesse que rastejar — foi a resposta áspera. — E sei que prefere rastejar a ter a minha ajuda.

— Estou cansada, só isso!

— Não banque a boba! Basta olhar para você para ver como está enfraquecida. Pare de fingir que está bem.

— Preocupado com o bebê?

— Por quem mais? Embora Stewart tenha me garantido que apesar da palidez, você está perfeitamente bem.

— E, naturalmente, o bebê estará bem. Como um parasita que cresce e floresce...

— É o que pensa dele? — perguntou Edward, abrindo a porta do quarto.

A vontade de mentir foi muito grande, mas ela prometeu a si mesma nunca mentir.

— Não. Não desde que ele começou a se mexer.

— O instinto vence tudo.

Por um momento, ela observou o rosto do marido, mas só encontrou um olhar indiferente e frio.


— É verdade — reconheceu, dando um suspiro. — Boa noite.



Continua...

N-A: Bom parecia que a coisa estava melhorando... Até aparecer uma Putânia para estragar tudo... Só que dessa vez, ela vai ajudar a uni-los kkkk...
Bom queria agradecer a vocês por estarem lendo e comentando a minha Fic )

*Lê-se essa autora que vos fala saltitando na cadeira* rsrs
Mas sério gente, o comentário de um leitor é o combustivel para um autor se é que voces me entendem. É a unica certeza que temos se o que escrevemos toca realmente voces de alguma forma.. Entao é isso, voces sendo legais comigo hoje, prometo postar um capitulo amanhã,Entao por favor nao me decepcionem, e olhem que nem estou colocando meta de comentários \0

Entao é isso, beijos amores

GabiCullen

2 comentários:

  1. Parabens ta ficanfo cada vez melhor...estou amando.
    Bjs.
    Govanna.

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  2. A fic esta perfeita, adoro essa historia. Bjs

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