segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Fanfic "Inferno em Teus Braços"- 8º Capítulo

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*Essa Fic é uma Adaptação do Livro "Inferno em teus Braços", do autor Robyn Donald.


Autora/Adaptação : Gabriela Galvão ("Gabi")
Sinopse: Isabella sabia que não podia escapar de Edward Cullen. Durante um ano, ele havia planejado cuidadosamente uma vingança terrível e agora a faria pagar por ter causado a morte acidental de sua esposa grávida. Ele a humilharia até que a dor fosse sua companheira inseparável; usaria seu corpo jovem até que ela lhe desse os filhos que queria.
Capítulos: 09
Censura: + 16
Capítulos Postados: 
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8º Capítulo
N/A: Oi Meus Amores... Mais um capitulo para vocês e esse é o penultimo... Já está acabando... E logo, logo vamos descobrir alguns segredinhos do Edward... Boa leitura... Nos vemos lá embaixo ¬



Depois do jantar, Edward ligou o som e trouxe para ela alguns livros mais a seu gosto. Surpreendentemente, ajeitou-se numa poltrona perto dela e tirou da pasta alguns papéis, que começou a estudar.

Isabella leu por algum tempo, mas seu olhar era sempre atraído para o marido.

Uma vez, ele ergueu os olhos e surpreendeu-a. Por um instante ficaram se encarando e ela então pediu um copo de água, a primeira coisa que lhe veio à cabeça. Ele tinha olhado para ela assim, quando vieram de avião de Christechurch. Apesar do ódio que sentia naquele dia ela notara que lia muito depressa, que tinha mãos fortes e bem cuidadas, que era um belo homem.


Se fechasse os olhos, podia se lembrar de cada detalhe, como se visse um filme. Tentou lembrar-se do rosto de Jacob, mas o rosto de Edward anulava o do outro.

— Está se sentindo mal?

— Não — respondeu, hesitante. Abriu os olhos e pegou o copo de água que ele havia trazido.

— Tem certeza?

—Tenho. Não se preocupe: também quero esse bebê.

— Quer, mesmo?

A dúvida na voz dele a fez reagir:

— Quero, sim! Eu o carreguei por tanto tempo, que detestaria perdê-lo agora. Além disso, ele não tem culpa do que o pai fez.

— Não, realmente.

E aquilo foi tudo. Nenhuma resposta para sua provocação. Isabella virou de costas para ele e adormeceu.

Muito tempo depois, acordou. Uma chuva forte caía lá fora trazida pelo vento leste. A única luz, no quarto vinha do abajur sobre a escrivaninha. Edward estava sentado lá.

Algo nele a fez ficar imóvel e calada. Sentia-se como se espreitasse algo que devia ficar em segredo.

Então, ele levantou a cabeça e ela prendeu a respiração, porque em seu rosto havia uma tal expressão de sofrimento que a fez sentir uma onda de piedade. Estaria se lembrando de Kate?

De repente, o terrível ressentimento que envenenava sua vida pareceu evaporar, deixando-a vazia e perdida. Vendo-o naquele estado, Isabella podia entender como um homem, que amara tão profundamente, podia ter roubado, mentido e se atirado num plano surgido de seu desespero, perdendo pelo caminho toda a misericórdia. Só um imenso amor provocaria uma reação tão violenta, ao ser esmagado.

Junto às outras lembranças de um Edward sarcástico, frio e brutal, ali estava o outro Edward, tão angustiado que ela mal suportava olhá-lo.

Toda a vontade de feri-lo desapareceu. Fechou outra vez os olhos e ficou imóvel. Ele atravessou o quarto e se deitou. Quando tocou a mão dela, Isabella não se encolheu como antes.

Mais uma mudança no relacionamento dos dois. Depois daquela noite, Isabella o observava constantemente, tentando descobrir seus segredos mais íntimos. As vezes, ele a surpreendia, mas não deixava transparecer o que sentia. A distância entre os dois ficava cada vez maior.

Perturbada pelas novas emoções que queriam surgir sob a máscara da indiferença, Isabella ainda tentava lutar. Edward era delicado com ela, mas havia uma profunda frieza em suas atitudes. Quando o observava, tentando reviver a expressão atormentada daquela noite, só via o rosto másculo, belo e cruel, e duvidava se o que vira não tinha sido ilusão. Depois de algum tempo, convenceu-se de que tinha imaginado.

Um dia, ele voltou cansado para casa, e nadou durante uma hora com tal determinação que a assustou. Depois, subiu para o terraço, onde Isabella lhe deu uma toalha e o observou disfarçadamente se enxugar. Era um homem muito bonito, pensou, sentindo um arrepio percorrer seu corpo.

Se percebeu que ela o observava, não demonstrou. Foi com voz áspera, que lhe falou, o que não acontecia há semanas.

— Preciso ir à Austrália.

— Austrália?

— Melbourne, para ser exato.

Isabella sentiu-se imediatamente abandonada, ele tinha viajado outras vezes; só que agora estava perto demais do nascimento da criança. Mas não deixaria que percebesse sua mágoa.

— E quando pretende partir? — perguntou, com calma.

— Depois de amanhã. Ficarei fora uns três ou quatro dias. — Talvez tivesse percebido a angústia dela, porque acrescentou: — São só umas quatro horas de viagem, Isabella. E, Stewart me garantiu que você não deverá ter o bebê na próxima semana. — Chegou perto dela e ajudou-a a se levantar da cadeira: — Preciso ir.

Ultimamente ela notara uma inclinação de se apoiar nele e desprezava-se por tal dependência. Lágrimas brilharam em seus olhos.

— Entendo — disse, com voz controlada. — Não se preocupe, Esme tomará conta de mim.

— Eu sei. Por favor, acredite que eu não iria, se não fosse absolutamente necessário. Muitas pessoas dependem de mim, e isso é importante.

— Acredito. ... Afastou-se, e ele não tentou retê-la, as mãos caindo ao longo do corpo. Por um instante, pareceu vulnerável. — Pelo amor de Deus, você é exagerado feito Esme. E só um bebê. Mesmo que seja o herdeiro da fortuna Cullen. Todos os dias bebês nascem. Divirta-se em Melbourne.

— É uma viagem de negócios — disse ele zangado.

Isabella endureceu o coração. Ultimamente. Edward tinha sido o marido que toda mulher grávida desejava, terno como se gostasse mesmo dela. Era melhor que se lembrasse de que estava sob o domínio dele e que, qualquer bondade que mostrasse, não passava de uma concessão.

Quando partiu, ele a beijou porque Esme estava presente, mas o roçar dos lábios nos dela foi frio.

Isabella sentiu-se agitada naquela tarde e resolveu dar uma volta pelo jardim, em vez de se aconchegar numa espreguiçadeira no terraço, aproveitando os últimos raios de sol.

Escutou vozes quando foi olhar um pêssego. Carlisle muitas vezes trabalhava no pomar até tarde, e naquele dia Esme estava com ele.

A princípio, Isabella não prestou atenção na conversa. O que a fez parar atrás de um arbusto foi a voz irritada de Esme:

— Não sei o que ele está pensando! Francamente! Levar aquela ordinária da Tanya Sterling com ele!

— O pai também — lembrou Carlisle.

— E desde quando a presença daquele velho impediu alguma coisa? Ele vinha para cá com ela, antes, e você sabe muito bem o que acontecia. Pois acho que o velho faz vista grossa porque, para ele, é bom ter negócio com Edward.

Carlisle resmungou qualquer coisa, mas o coração de Isabella batia com tanta força que ela mal podia se manter de pé. Esme continuou a falar, sua voz estridente mais fácil de ser ouvida.

— Não sei mais o que pensar! Tudo parecia estar indo tão bem agora! Ela está mais calma, nada mais daquelas respostas agressivas, e ele, tão bom. E agora... isso! Tem certeza de que aquela mulher viajou com ele? Não foi só se despedir?

Isabella tentou desesperadamente escutar a resposta de Carlisle, mas em vão. No entanto Esme confirmou tudo:

— Está bastante evidente. Por que Edward foi fazer uma coisa dessas?

Continuou a falar, mas Isabella se afastou silenciosamente, como um ladrão, e às cegas, pois seus olhos só viam Edward nos braços de Tanya. Correu a se esconder num lugar que sabia que não a procurariam: o caminho que descia até a praia.

Ofegante e angustiada, sentou-se num tronco, uma das mãos sobre o ventre, e chorou feito uma criança.

Quando as lágrimas secaram, apertou as têmporas latejantes, tão abalada com a própria reação como Esme estava com o comportamento de Edward.

Por quê? Por que se importava por ele levar a amante? Nunca havia ligado para o que o marido fazia; tinha sempre se defendido dele, acreditando que essa atitude a protegeria.

Agora, diante de seu súbito colapso, enfrentava a verdade sobre si mesma. Era uma mulher ferida, vulnerável e assustada, que se escondia atrás de discussões tempestuosas e da fria arrogância porque só assim poderia permanecer sã, naquele pesadelo que Edward tinha inventado para ela.

Sentia-se novamente criança e indefesa. Precisava desesperadamente da mãe, mesmo sabendo que nem Renée nem ninguém poderia lhe dar o que realmente desejava; segurança e amor.

O bebê se mexeu, e o movimento a fez se levantar. Foi com apreensão que voltou para casa e para o quarto. Não queria que Esme visse seu rosto pálido e inchado.

Tomou um demorado banho de chuveiro, desejando poder levar também toda a desolação que tinha no coração. A cama nunca lhe pareceu tão convidativa, mas levou algum tempo para dormir.

E a dor que a acordou era continuação das dores que já tinham começado, espaçadas, há algum tempo. O filho de Edward escolhera aquele instante para nascer.

Uma hora depois, foi levada para a sala de parto no Cottage Hospital, enquanto uma enfermeira sorria para ela, encorajadora.

— Está indo muito bem. Lembrou-se de todos os exercícios pré-natais. Esse aí está com pressa.

Estava, realmente! O sol começava a nascer quando Isabella olhava para o rosto vermelho do filho, tentando ver se ele se parecia com Edward: encontrou, maravilhada, as sobrancelhas cerradas, o queixo firme, o nariz que seria mais tarde reto e perfeito como o do pai.

A exaltação que a tinha invadido foi desaparecendo, para deixá-la exausta e gelada. Então, o bebê abriu os olhos, e seu, rosto se contraiu como se sorrisse.

Num impulso, ela o apertou mais junto ao peito e beijou-o na testa enrugada. Imediatamente, ele pareceu procurar alguma coisa.

— Está com fome — disse a enfermeira. — Por que não o alimenta?

Ela adormeceu logo depois de dar de mamar, acordando só no fim da tarde, quando lhe trouxeram a refeição. O hospital era pequeno, mas havia sido levada para um anexo, e assim, estava sozinha com o filho quando Edward entrou.

— Como está? — perguntou preocupado.

— Bem. O quê... o que faz aqui?

— Vim conhecer meu filho, o que mais?

— Você nem olhou para ele.

Ele se aproximou e, levantando o rosto dela, examinou atentamente suas feições, até Isabella corar e baixar as pálpebras.

— Foi muito ruim?

A sua ternura deixou-a desarmada. Mais do que tudo, queria sentir os braços dele à sua volta, queria descansar a cabeça em seu peito, apoiar-se em sua força.

— Não, não foi nada difícil. O dr. Stewart disse que... que vamos ter que tomar cuidado com o próximo, pois este chegou depressa demais. Parece que os segundos nascem ainda mais depressa. — Se houver um próximo.

Soltou-a e se virou, inclinando-se sobre o berço, deixando-a surpresa.

Mas aquela farsa de casamento não tinha uma única finalidade: a de dar a ele herdeiros? A menos que não a quisesse mais, que Tanya bastasse. Por alguma razão, Isabella sentiu uma fúria que ha meses não sentia. Ódio, angústia, desespero, tudo ao mesmo tempo. Recostada nos travesseiros, fechou os olhos, para que ele não lesse seus pensamentos.

— Você está bem?

— Ótima — respondeu, abrindo os olhos e olhando-o, agressiva. — Bem, o que achou dele? Preenche as exigências dos Cullen?

— Oh. sim. Me conte uma coisa: ele sempre faz esse barulho?

O instinto protetor foi mais forte, e Isabella se inclinou para o berço.

— Oh, meu amorzinho... Droga! Ele a olhou sorrindo.

— O que aconteceu?

— Ele está chupando o dedo. E isso, sinto dizer, herdou de mim.

— Bem acho que consigo perdoar você. De que cor são os olhos dele? — Riu, quando viu que ela se surpeendia. — Esme quer saber.

— Não sei. Até agora, são azulados.

— Cor de olho de recém-nascido — respondeu a enfermeira, que acabava de entrar no quarto. — Mas serão esverdeados, como os da sr. Cullen.

Sorriu para Isabella, enquanto ajeitava a bandeja no colo dela, e depois saiu.

— Quando vai voltar para a Austrália? — perguntou Isabella, não se interessando pela comida. — O sr. Sterling está provisoriamente em seu lugar?

Edward olhou-a, subitamente alerta.

— Não, ele não está. Terei que voltar no vôo desta noite. Quem lhe disse que ele foi comigo?

— Ouvi Carlisle e Esme conversando. E Tanya? Também está se divertindo?

— Muito — ele respondeu, com ênfase.

Houve um silêncio constrangedor e tenso, e Isabella fingiu se interessar pela comida, levantando a tampa da travessa de sopa. Edward pegou a mão dela.

— Não tem nada para dizer?

— Não... — Era covardia. Mas também era a única resposta sensata.

— Bem, então, vou deixar que durma. Adeus, minha querida esposa. — Inclinou-se e beijou seus lábios frios.

Foi um beijo propositalmente sensual, assim como o polegar roçando em seu seio, como se Edward quisesse enfatizar a prisão em que ela se achava. Isabella sentiu ódio por ele, principalmente porque, como sempre, seu corpo respondeu intensamente a leve carícia.

— Vai voltar agora mesmo? - perguntou, impulsiva.

— Vou.

— Não vai ficar muito cansado?

— Desde quando meu bem-estar a preocupa?

E foi embora deixando-a atônita e deprimida.

O hospital transgrediu as regras no dia seguinte, permitindo que Esme a visitasse, pois só os membros da família podiam entrar.

— Quando sua mãe virá? — perguntou a governanta, entregando-lhe um presente para o bebê.

— Não tenho a menor idéia.

Depois que a mulher saiu, Isabella suspirou e olhou, distraída, para as flores que enchiam o quarto. Sentia-se muito cansada, o corpo dolorido, e muito sozinha. Desde que o bebê nascera, estava chorosa e deprimida. E precisava da mãe. Ou da segurança da infância que Renée representava.

Edward voltou no dia seguinte e esperou mais de uma hora no aeroporto por Renée e Rosalie. Levou-as direto para o hospital.

Rosalie parecia bem mais amadurecida. Isabella olhou para as duas e explodiu em lágrimas,

— Queridinha! — exclamou Renée segurando a mão da filha.

Mas foi Rosalie quem se sentou na cama e aconchegou a irmã nos braços, até que os soluços diminuíssem.

— Estou fazendo papel de boba! O que vocês vão pensar!

— Angústia pós-parto — disse Renée, confortando-a. — Acontece com todas. Eu me lembro de me debulhar em lágrimas quando trouxe você para casa. Seu pobre pai teve receio de estar casado com uma doida!

Conversando despreocupada, ela conseguia aliviar o ambiente tenso, até Isabella enxugar os olhos e recuperar o controle.

— Estou muito bem. Já viram o meu filho?

— Acabamos de vir do berçário — respondeu Renée sorrindo. — Como pretendem chamá-lo?

— Ainda não sei. — De repente, desejou que ele tivesse o nome de seu pai. Mas Edward decidiria sobre o primeiro nome.

Naquele instante, o som de um carrinho foi uma interrupção bem-vinda, principalmente porque era o carrinho do jovem sr. Cullen, empurrado por uma enfermeira sorridente.

— Aqui está ele, faminto e exigente.

Enquanto o bebê mamava, Renée desviou o olhar, estranhamente embaraçada. Mas Rosalie parecia encantada.

— É tão pequeno! — disse com ternura.

— Pois saiba que é maior do que a média dos bebês — corrigiu Isabella, com falsa indignação. E brincou: — E tão adiantado para a idade dele!

O bebe parou de mamar um instante e levantou os olhos azulados para ela.

Nesse momento, Edward entrou.

— Vejam, ele vai ter olhos azuis! — exclamou Renée, — Iguais aos seus, minha queridinha. Que bom!

Era a primeira vez que Edward via o filho mamando; Isabella o encarou, embaraçada, quando os olhos dele pousaram nos seios cheios de leite. Foi preciso um grande esforço para que não se cobrisse com os lençóis. Ele adivinhou o dilema dela e riu, com ironia. Depois, inclinou-se e beijou-a rapidamente nos lábios, e tocou o rosto do filho.

— Ele é um encanto — disse Renée, animada, enquanto Rosalie observava atentamente Edward e Isabella. — E se parece com você, Edward! Mas, me conte, que nome vai dar a ele? Isabella, essa bobinha, não faz a mínima idéia.

— Anthony Charlie. O nome dos dois avôs. Os olhos de Renée ficaram cheios de lágrimas.

— Obrigada — disse, dramática. — Meu querido Charlie teria muito orgulho do primeiro neto. Mas não ousem chamar sua filha de Renée! Sempre odiei meu nome e não suportaria se minha neta tivesse que aguentar a mesma carga.

Isabella sentiu o sangue subir pelo rosto. Ficou de olhos baixos, enquanto Edward fazia um comentário qualquer e Renée insistia.

— O ideal é a diferença de idade ser pequena, para que os dois possam ser amigos e companheiros, como Isabella e Rosalie foram.

Foi Edward quem respondeu.

— Isabella teve uma gravidez difícil. Por isso, acho que vamos esperar algum tempo, antes de submetê-la a tudo aquilo outra vez.

— Ah, mas a segunda vez é sempre bem mais fácil — disse Renée, mas calou-se ao perceber algo no olhar de Edward.

Rosalie falou alguma coisa irrelevante durante o silêncio que se seguiu, até chegar a hora de fazer o pequeno Anthony arrotar.

Então, Renée reclamou esse privilégio e um pouco da tensão desapareceu. Quando mais tarde Isabella ficou sozinha no quarto pensou se Edward, com aquela declaração, estaria pensando em fazer amor com ela só quando achasse que seria conveniente ter outra criança. Lágrimas quentes correram por seu rosto.

Dois dias depois, teve alta. Edward foi buscá-la e fez tudo que um pai encantado deveria fazer. Agradeceu com enorme charme, entregando à enfermeira-chefe um envelope com uma quantia em dinheiro para a compra de uma nova tevê para a sala das enfermeiras.

Durante toda a viagem de volta, Isabella olhou para o bebê adormecido no banco de trás reparando nos traços do rosto que herdara do pai.

— Cansada?

— Não.

— Não se preocupe. Stewart me disse que você provavelmente iria se sentir deprimida e que precisaria de cuidados especiais.

— E você vai... tratar de mim com cuidado?

Ele ficou calado e ela se perguntou por que tinha que provocá-lo o tempo todo.

— Não pretendo aborrecer você, se é o que está perguntando. Deixou muito claro o que sente sobre isso tudo.

Nesse instante, Anthony choramingou e Isabella se virou ansiosa para ver o que era. Quando se endireitou, percebeu que Edward estava tenso.

— Deve pensar que sou um monstro — disse ele, zangado. — Acabou de passar nove meses miseráveis. Espera mesmo que eu a faça passar por tudo isso novamente, sem lhe dar descanso?

— Você não parece ter a preocupação de... de ser bonzinho.

— Não. — Riu, com amargura. — Era a última coisa que eu pretendia. Queria intimidar você, quebrar você! Mas você não se deixou quebrar, não é? Cada vez que eu tentava, você reagia, os olhos soltando chispas, a língua cheia de veneno. Por que não tem medo de mim, Isabella?

Ela olhou pela janela, sem ver a paisagem.

— Não sei. Algumas vezes eu tive. Mas sabia que, o que quer que você fizesse a mim, se eu não cedesse, não poderia me atingir. — Encolheu os ombros. — Você cometeu um erro de julgamento. Se realmente queria me ferir, devia ter me conquistado para depois me fazer viver num inferno.

— Essa era a minha idéia original.

Isabella olhou-o atônita. O belo perfil do marido estava impassível, mas a ironia do sorriso era visível.

— Mas, então, descobri que você tinha um namorado e tive que usar a força.

Isabella olhou para as mãos, crispadas no colo, e teve um terrível pressentimento. Por que ele estava sendo tão franco agora?

Mas Edward não disse mais nada. Além disso estavam quase chegando em casa, e o momento tinha passado. Isabella logo descobriu que o berço tinha sido colocado na nursery, dois quartos adiante do dela. Apertando o filho nos braços, sacudiu a cabeça, teimosa.

— Não. Se ele for dormir aqui, eu também dormirei.

— Muito bem — cedeu Edward, sorrindo, para espanto dela. — A noite, ele dormirá em nosso quarto, até que passe sua ansiedade.

Tinha sido simples demais. Ao se deitar naquela noite, ainda se sentia surpresa com sua fácil vitória. Edward parecia estar seguindo à risca as determinações do dr. Stewart, tratando-a com tanta doçura!

Esme insistira para que ela fosse cedo para a cama, e realmente estava extenuada. Agora, com a luz fraca da mesinha de cabeceira iluminando o quarto, não conseguia parar de olhar para o bercinho. Renée providenciara cortinados cheios de fitas, os mesmos que ela e Rosalie tinham usado e que, amorosamente, a avó reformara colocando fitas azuis, em vez de rosa.

Apagou a luz e se aconchegou nos travesseiros. A vida de repente lhe parecia insuportavelmente descolorida, e não adiantava dizer a si mesma que aquilo ia passar. Uma parte de sua tristeza podia ser creditada a depressão pós-parto, mas havia ainda a ferida aberta em seu coração.

Tremendo, pensou que nunca mais se aqueceria. Sentia um enorme vazio, que nem sua total devoção ao filho conseguia preencher.

Naquela noite sonhou que ela e Jacob caminhavam pelos montes Cashmere. Era um dia claro e os alpes do Sul brilhavam como se fossem encantados, em contraste com as planicies de Canterbury. Jacob segurava sua mão e andavam sem falar por um caminho bastante estreito para somente os dois passarem. De repente o caminho se bifurcava, uma parte seguindo na direção das montanhas e a outra seguindo para um lugar que ela sabia, no sonho, levava a um imenso perigo.

Tenho que deixar você agora, disse a Jacob, e afastou-se seguindo pelo caminho perigoso, ele a chamou duas vezes, mas sabia que o caminho deste era o mais fácil e melhor, onde as cotovias cantavam e o vento soprava livremente

Isabella acordou chamando por Jacob. Edward estava de pé ao lado da cama as mãos nos bolsos do casaco, como se controlando para não bater nela. Parecia uma estátua de pedra.

Assustada, cobriu o rosto com as mãos, enquanto as lágrimas escorriam entre seus dedos. Depois de um instante, ele sentou-se na beirada da cama e abraçou-a carinhosamente.

— Está tudo bem.

Mas ela sabia que tinha razão para sentir medo.

— Está tudo bem, Isabella. Tudo vai dar certo. — Vendo que ela não parava de chorar. Edward avisou: — Vai acabar acordando o bebê.

Isso funcionou, e ela foi acalmando, surpreendentemente consolada, pelos movimentos suaves das mãos dele em suas costas.

— Está melhor agora?

— Sim...

Edward ajeitou-a outra vez nos travesseiros e foi trocar de roupa. Deitou-se ao lado dela e logo adormeceu, deixando-a agitada. Procurou a mão do marido, e só assim conseguiu dormir.

Quando acordou era cedo, muito cedo e Anthony estava chorando.

— Droga! — A irritação de Edward era igual a de todo pai acordado pela primeira vez pelo filho faminto.

Isabella libertou-se do abraço dele; um braço sob seu pescoço, o outro em sua cintura, a mão sobre o busto dela. Como podiam estar assim abraçados, parecendo tão... apaixonados?

Mas não tinha tempo para pensar nisso, pois o filho estava com fome e resolvido a anunciar isso ao mundo. Pegou-o no colo, murmurando:

— Calma, meu benzinho.

O bebê procurava ferozmente seu peito, e ela olhou indecisa para o marido.

— Volte para a cama — disse ele.

— Posso me sentar na cadeira.

— Você quis que ele ficasse aqui; então, vai ter que amamentá-lo aqui. Volte para a cama, antes que pegue um resfriado.

Colocou Anthony ao lado de Edward e correu até o banheiro para lavar os seios. Quando voltou, os dois pareciam muito bem: acomodados, a cabecinha do bebê descansando no braço do pai, que falava docemente com ele. |

Ela arrumou os travesseiros, e se recostou na cama, zangada e envergonhada, embora sentisse um secreto prazer em ver os dois juntos.

— Estou pronta.

Levou só alguns minutos para se acalmar. Ao lado dela, Edward a observava atentamente.

— Não consegue mais dormir? — perguntou Isabella.

— Não vale a pena. Tenho certeza de que você me acordaria, quando fosse levá-lo outra vez para o berço.

— Isso não vai dar certo — disse ela, suspirando. — Anthony não pode dormir aqui. Acho que estou sendo boba... ou superprotetora.

— Tem razão. Mas se vai ficar acordada a noite inteira se preocupando, é melhor que ele fique.

Olhando-o disfarçadamente, Isabella não conseguiu descobrir o que estava pensando.

— Mas não quero incomodar você.

Ele sorriu.

— Quanta consideração! Ou será porque prefere que eu não a veja assim? Não, pode se esconder de mim o tempo todo; portanto, vai ter que se acostumar à minha presença quando estiver amamentando.

— Não, não é isso. Eu nem pensei...

— Ora, esqueça. Vou fazer o possível para não incomodar você, mas não espere que eu desvie o olhar feito adolescente envergonhado, toda vez que estiver por perto e meu filho quiser mamar.

Ela sentiu lágrimas nos olhos, e aconchegou o bebê ao peito.


Parecia que tudo que fazia estava errado. Ficou calada, enquanto, lá fora, os passarinhos saudavam barulhentamente o novo dia.


Continua...

N-A: Nasceu o bebê... Tenho que confessar que odeio a mãe dela... Gente, ela vendeu a filha para viver no conforto com a filha preferida... Me livrem disso kkk... A Rosalie é saudavél poderia trabalhar... A Bella é boba mesmo... Que mãe que faz isso com a propria filha... quando o Edward disse umas verdades sobre a mãe dela eu concordei com ele... a mãe dela é gananciosa e mercenaria... Até Quarta amores quando postarei aqui o último e decisivo capitulo para vocês.. Me faltam palavras para definir minha alegria ao ler os lindos comentários de vocês, desde já agradeço IMENSAMENTE o grande apoio de todas. 

E agora por favor me deixem saber nos comentários quais sao as expectativas de voces para esse final...O que gostariam de conferir aqui.Bjs e até la))

Um comentário:

  1. Acho que ele vai reconhecer seus e se declarar pra ela, pois a Bella se deu conta queo ama tambem. Ansiosa pelo final. Boa Noite a todos.

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