terça-feira, 3 de setembro de 2013

Fanfic "Inferno em Teus Braços"- Capítulo 5º

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*Essa Fic é uma Adaptação do Livro "Inferno em teus Braços", do autor Robyn Donald.Autora/Adaptação : Gabriela Galvão ("Gabi")
Sinopse: Isabella sabia que não podia escapar de Edward Cullen. Durante um ano, ele havia planejado cuidadosamente uma vingança terrível e agora a faria pagar por ter causado a morte acidental de sua esposa grávida. Ele a humilharia até que a dor fosse sua companheira inseparável; usaria seu corpo jovem até que ela lhe desse os filhos que queria.
Capítulos: 09
Censura: + 16

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Oi Meus Amores... Como eu disse esse capitulo para mim é complicado... Eu fiquei com raiva... Então vou deixar vocês tiram suas próprias conclusões... Boa leitura... Nos vemos lá embaixo¬

5º Capítulo

Certa noite, depois do jantar, Isabella sentiu-se estranha. O cheiro forte do café lhe causou náuseas, e ficou imóvel, olhando para a xícara.

Edward estava sentado diante dela, na sala de música, enquanto escutavam discos. Silenciosamente, ela levou o café até a cozinha e derramou-o na pia. Não queria que ele descobrisse o que estava acontecendo; não queria lhe dar essa alegria.

Uma semana depois, Isabella saiu do consultório do médico, pequena e pálida, mas ainda indomável. Carlisle a levara até um vilarejo próximo, depois de ter explicado a ela, muito sem jeito, que não tinha ordens para lhe entregar o carro.

— Não quero que meu marido saiba sobre esse nosso passeio, Carlisle. É... uma espécie de surpresa.

A princípio, ele pareceu em dúvida, mas acabou concordando. Já escurecia quando voltaram para casa.


Agora, Isabella sabia que dentro dela vivia um ser, que roubaria o alimento de seu corpo, era essa a causa dos enjôos que vinha sentindo. Aquela criança não era bem-vinda. Entretanto, ela estava satisfeita. Agora, Edward a deixaria em paz.
O carro dele estava na garagem, mas ele não estava em casa. Não que Isabella o tivesse procurado. Mal tivera tempo de chegar até o banheiro, nauseada, e ainda estava sentada na borda da banheira, quando ele chegou.

— Isabella? O que foi?

— Estou grávida — respondeu, repentinamente furiosa com ele. Seus sonhos de gravidez sempre estiveram ligados a Jacob. Queria ferir Edward como ele a havia ferido, pisar em seus sonhos como ele pisara nos dela.

- Estou vendo — disse, frio e impassível.

Bem e o que ela esperara? Mesmo assim, ficou ainda mais furiosa.

— E não estou me sentindo bem. Quer me deixar sozinha, por favor?
Ele sorriu e se aproximou.

— Venha, mulherzinha briguenta. Acho que precisa se deitar. Está muito pálida.

A recusa dele em reagir às, suas provocações a deixaram em ponto de explodir. Quando tentou abraçá-la pela cintura, ela o repeliu com violência.

Edward ficou lívido; sua raiva era tão evidente que por um instante a própria fúria de Isabella diminuiu.

— Estou grávida, não escutou? Conseguiu o que queria: portanto, não tenho mais que aturar você. Pelo menos, até que você resolva ter outra criança. Minha pele se arrepia cada vez que encosta em mim. Me deixe cm paz! Eu te odeio!
Por um instante terrível, teve medo de ter ido longe demais. Edward a olhava com tal ferocidade que seus dedos, agarrados à, borda da banheira, ficaram lívidos. Mas conseguiu se controlar e quando falou, havia desprezo em sua voz.

- Gosta de sentir minhas mãos em você, sua hipócrita, e não tente negar. Quando eu a possuo, seu corpo está pronto para me receber. Espero que o médico não tenha feito restrições a relações sexuais.

Por um momento, ela teve vontade de mentir, mas não ousou.

— Não.

— Então, possuirei você sempre que tiver vontade. Parece que precisa ser mais realista. Isabella. Por exemplo, começar a reconhecer que gosta de ter relações comigo.

— Seu pretensioso! Pois saiba que só suporto suas mãos em cima de mim porque fecho os olhos e finjo que é Jacob que está a meu lado. É por isso que...

Ela não viu a mão dele chegando. Na verdade, só alguns instantes depois do golpe, tomou conhecimento da bofetada que jogou a sua cabeça para trás, violentamente.
Escutou vagamente os xingamentos de Edward. Mas logo ele a tomou nos braços, e a levou para a cama.

— Entre debaixo das cobertas, a não ser que queira sentir minhas mãos em você enquanto eu a despir.

Isabella ficou de olhos fechados, até escutar a porta bater atrás dele. Então, trocou de roupa, deitou-se e puxou as cobertas, até o queixo. Evitou deitar sobre a face dolorida e suspirou de dor e agonia. Um entendimento completo só era possível entre duas pessoas que se amavam, mas uma inimizade como a que eles partilhavam levava a uma estranha união. Já ouvira falar de prisioneiros que se apegavam a seus carcereiros. De certo modo, ela e Edward eram assim.

A reação dele ao seu insulto não a surpreendeu. Sabia da violência que estava provocando, antes mesmo de acabar de dizer aquelas palavras. Queria magoá-lo e tinha escolhido a parte mais vulnerável de seu ego.

Suas palavras seriam um veneno para qualquer homem, mesmo um tão viril e autoconfiante como Edward. Poderia até não acreditar nelas; na verdade, ele percebia a reação dela às suas caricias, mas nunca se esqueceria do que havia dito.

Aos poucos, mergulhou num sono profundo, acordando apenas quando Esme entrou empurrando um carrinho de chá.

— Trouxe o jantar. E sua mãe não lhe avisou que, se procurar encrenca, acaba encontrando?

— Avisou, sim. Será que ninguém disse o mesmo a Edward?

- Não tenho dúvida de que ele está aprendendo — comentou Esme, revelando piedade no olhar. — Você é uma criaturinha teimosa.

— Acho que sou determinada.

— Sem dúvida. Mas tenha juízo, acabe com esta vingança. O que está feito não tem remédio. Daqui por diante, evite discussões e aborrecimentos. Dizem que a criança sente os estados de alma da mãe. Não lhe fará bem se continuar a se comportar como uma boba.

— Mas é exatamente o que sou. Se Edward queria uma esposa que o amasse, devia ter escolhido outra. - Seus lábios tremiam, quando continuou; — E como ele ousou contar a você?

Esme se empertigou, antes de responder:

— Acha que não tenho miolos? Que não entendo as coisas que acontecem diante do meu nariz? Edward não me contou nada, não foi preciso. Agora coma e se sentirá melhor.

— Não consigo.

— Consegue, sim. Sei como se sente, acredite. É horrível enquanto dura, mas passará. Vamos, coma, ou me sentirei ofendida.

— Pensei que não gostava de mim.

— Pensou? — perguntou a mulher, levantando a tampa da terrina e mostrando uma canja cheirosa. — Sou muito pouco paciente com as pessoas que têm pena de si mesmas. Tem que reconhecer que esteve se lamentando desde que chegou aqui.

Era incrível que ela estivesse discutindo seu casamento tão abertamente com aquela mulher, mas a revolta com o comentário foi mais forte.

— Pena de mim mesma? E daí? Tenho muito boas razões para isso.

— Pode ser. Mas, se tem caráter, vai esquecer tudo agora. O que importa daqui para a frente é o bebê.

— Odeio esse bebê!

— Se continuar assim, ele é que vai acabar odiando você. Tenho certeza de que não escolheria uma mãe tão imatura. Se você jogasse bem suas cartas, teria Edward a seus pés; mas, não! Com essa indignação cega, procura fazer sua vida o mais insuportável que consegue.

— Edward me detesta tanto quanto eu o detesto.

— Bobagem! Como foi que o bebê entrou aí? O rosto de Isabella ficou vermelho.

— Sabe muito bem que gostar... ou amar... não tem nada a ver com... com isso.

A mulher deu uma risadinha, ao perceber o embaraço que sua frase causara.

— Pensei que os jovens de hoje conversassem abertamente sobre sexo. Olhe só para você, corando feito uma colegial! É claro que conheço a vida, mas sei mais do que simples fatos, e também conheço Edward. E qualquer que seja a razão que ele deu para seus atos, posso garantir que, se não a desejasse na cama, nunca haveria casamento.

— Devo então me sentir honrada por sua luxúria? — perguntou Isabella, furiosa porque Esme estava ganhando a discussão.

— Muitas mulheres ficam. Afinal, é um cumprimento que um homem a deseje. E pode ser a base de tudo. — Olhou com simpatia para a moça frágil e pálida. — Edward não comenta comigo ou com qualquer outra pessoa sobre sua vida, e não sou tão teimosa que não possa mudar minha opinião sobre as pessoas. •

Isabella levantou o olhar atormentado para ela.

— Quanto tempo a gente leva para se recuperar de uma morte?

— Um ano,

— Bem, então, ainda tenho que esperar dez meses. Edward matou todos os meus sonhos, todas as minhas esperanças, quando me forçou a casar com ele. Mas não tenho nada contra você.

— Bondade sua. Mas não é comigo que vai viver.

— Ele provocou tudo isso.

— E vai fazer com que pague? — perguntou Esme, sem acreditar. — Pensa realmente que pode vencer? Pois, minha cara, já vi Edward quebrar muita gente antes. Ele é ainda mais duro do que parece. É melhor ser sensata.

— E permitir que ele me domine?

— Parece que ele já conseguiu isso.

— Sim — reconheceu, levantando o olhar para a mulher.

— Não espere que, por causa do seu estado, ele vá fazer concessões. — Notando as marcas de dedos no rosto, acrescentou: — Parece que você já descobriu, não é?

— Já.

Esme ficou parada ao lado dela durante alguns instantes e depois foi embora, sem dizer nada. Isabella tomou um pouco da sopa e deitou-se, muito quieta. Logo adormeceu.

Acordou muito cedo na manhã seguinte. Continuou deitada, olhando as nuvens no céu e sentindo o enjôo voltar. Devagar, virou a cabeça para o marido que dormia a seu lado, o braço sobre seu corpo. Edward estava profundamente adormecido, as pálpebras escondendo os olhos duros e frios. A boca bem-feita nada tinha da crueldade habitual, restando apenas a forte sensualidade que ela conhecia tão bem.

Era um belo homem, pensou, sem emoção. Belo como um deus pagão, forte e inteligente. Se tivesse resolvido tomá-la de Jacob, teria conseguido, porque a verdade era que sentia uma atração irresistível por ele. Se tentasse conquistá-la com seu charme, era provável que acreditasse que o que sentia por ela era amor.

Mas havia preferido agir de outra forma. Ele não queria uma esposa apaixonada. Queria uma sujeição tola!, uma degradação da pior espécie; e planejara tudo isso para ela, porque só assim podia ter certeza de que sofreria tanto quanto ele, ao perder Kate.

Apesar do que Esme havia dito, sua única segurança estava em uma contínua resistência. E como sabia o que Edward armara para ela, teria cuidado para não ser apanhada em sua armadilha.

Repentinamente a mão na cintura de Isabella se moveu, mas logo ele se afastou, e ela relaxou.

A cama era um ninho aconchegante no quarto imenso. Isabella olhou em torno. Como Kate tinha escolhido uma decoração tão sem graça para uma casa com tanta personalidade? Pobre Kate, como seu mau gosto e um marido cínico. Apesar de tudo, a primeira sra. Cullen devia ter outras qualidades para compensar, mas Isabella evitava fazer perguntas. Devia ser meiga e dócil, totalmente dominada por Edward. Era o que ele apreciava, uma sujeição total.

E porque sabia que nunca conseguiria o mesmo com ela, tentava por outros meios, usando a atração física que os ligava como um imã.

Como ousava?, pensou, furiosa. Inconscientemente, ele devia desprezar as mulheres, se pensava que as dominaria através do desejo.

Ficou tensa, quando ele se mexeu. Edward acordava imediatamente, não como as outras pessoas que a princípio abrem os olhos, sonolentas. Olhou para ela e lhe deu bom-dia com total indiferença. Isabella respondeu no mesmo tom.

— Como está se sentindo?

— Enjoada.

Ele pareceu preocupado, uma ruga vincando a testa morena.

— Fique deitada. Vou buscar alguns biscoitos e uma xícara de chá.

Teve vontade de dizer para não se incomodar, mas o que Esme recomendara voltou à sua mente e ficou calada.

Ele voltou logo depois e observou-a, calado, enquanto ela comia os biscoitos e tomava o chá.

— Como vai o rosto?

Por incrível que parecesse ela havia se esquecido! Sentiu-se corar.

— Deve estar bem, porque não estou sentindo nada. Os olhos verdes brilhavam intensamente.

— Sinto muito ter batido em você, mas não havia necessidade de dizer o que disse. Não tocarei mais em você. Sei que não podia ter batido, mas o insulto que me fez foi intolerável.

— Foi você! — ela protestou, incapaz de conter a fúria, — Foi você que me insultou! Casou comigo, me tratando como se eu fosse uma boneca, uma coisa vazia, sem cérebro ou personalidade, sem sentimentos, sem desejos! Esse foi o maior insulto! Nunca, nunca o perdoarei!

Desde as primeiras palavras, ele começou a empalidecer e, quando ela terminou, percebeu que estava abalado.

Surpresa e sentindo uma amarga satisfação, Isabella acrescentou:

— E quanto ao fato de eu dizer o que sinto... bem, é bastante óbvio para mim que Esme sabe por que estou aqui. Acho que o nosso casamento é comentado abertamente por todos.

— Ah... que inferno! — Nos olhos verdes havia uma dor tão profunda que ela baixou a cabeça para não ver mais. A cama cedeu com o peso dele quando se sentou na beirada e tomou sua mão, — Nunca discuti você ou nosso casamento com Esme. Está me escutando, Isabella?

— Sim - respondeu, com voz quase inaudível, porque o contato da mão dele estava provocando sensações estranhas.

— Esme é muito esperta.

— É, sim. — E acrescentou, com audácia: — Não contei que você tinha me batido. Ela viu.

— Entendo. — Edward sorriu e beijou a palma de sua mão.

— Você disse que não ia me tocar novamente — lembrou, tentando se proteger do magnetismo que tinha sobre ela.

Imediatamente, o bom humor dele sumiu.

— Minha cara, não podíamos chegar a um entendimento? Não casei com você com o propósito de fazê-la tão infeliz como é evidente que está. Tenho certeza de que entre nós existe o bastante para tornar nosso casamento perfeitamente aceitável.

Que ótimo ator ele era! A nota certa de sinceridade na voz, a pergunta certa nos olhos verdes. Hipócrita. Hipócrita!

— Eu me recuso a considerar você algo além de meu dono. Você usou ameaça e traição para me afastar das pessoas que eu amava. Na época, parecia achar que valia a pena. Se mudou de idéia, não vou dizer que sinto muito, mas não espere que caia em seus braços e me apaixone por meu carcereiro.

Edward largou a mão dela e, estranhamente, Isabella sentiu um vago desapontamento. Preferia que ele se irritasse; detestava a atitude de indiferença em que se refugiava.

— Muito bem — respondeu ele, afinal. Depois, levantou-se e saiu.

Naquela noite, Edward não voltou para casa. Ficou em Auckland, no pequeno apartamento que tinha no último andar do prédio sede de sua companhia.

Durante o inverno, Isabella ficava a maior parte do tempo sozinha com os Thurkettle. As ausências do marido eram cada vez mais frequentes e às vezes, viajava para o exterior. Na volta, sempre trazia pequenos presentes para ela, como um marido apaixonado, mas eram comuns as noites em que dormia na cidade.

Não era mais o homem dominador e cínico que ela odiava. Educado e distante, ele a tratava com cerimoniosa atenção., A noite, apesar de dormir na mesma cama, não tentava se aproximar.

A princípio Isabella estranhou, mas logo se convenceu de que ele tinha uma amante, e disse a si mesma que estava aliviada.

Uma única vez ele se irritou. Ela tropeçou nas cortinas e Edward a amparou. Soltando-se, Isabella sentou-se numa das cadeirinhas do terraço, mas bateu o cotovelo, chorando de dor.

— Por que não xinga um pouco? — ele perguntou, percebendo o quanto a esposa se controlava. — É uma reação normal, não acha?

— Sim, tem razão. Maldita cortina!

— Livre-se dela.

— O quê? — perguntou, olhando a silhueta alta e elegante do marido, desenhada contra o céu azul de inverno. Ele estava com uma camisa esporte que não escondia os músculos fortes dos ombros e dos braços. "Elegante" seria a palavra certa, pensou, embora conhecesse muito bem a força daqueles braços.

— Livre-se da cortina. Por que o espanto? Mude a decoração da casa toda, se desejar. Menos a do meu escritório, claro. Mas, principalmente, a do quarto. Sei que não é do seu gosto.

— Sabe, mesmo? — respondeu, ainda não refeita da surpresa, pois nunca comentara coisa alguma sobre aquela casa. — Não me importo - mentiu.

— Não vai perder sua preciosa independência só porque quer trocar as cortinas.

— Não quero.

— Da mesma maneira como não quer qualquer outra coisa? — Segurou-a pelos ombros e obrigou-a a encará-lo. — Você mergulhou fundo, não foi? E deixou as águas se fecharem sobre sua cabeça. Ninguém saberia que viveu aqui. Não mudou nada, nem mesmo um enfeite; não fez sugestão alguma a Esme. Não sugere nem um prato de que goste especialmente.

Quando ela levantou orgulhosamente o rosto, ele a soltou, a respiração pesada. Por um instante, seus olhos ficaram duros.

— A mulher invisível — Edward continuou. — Pois não vai funcionar, Isabella. Goste ou não, é minha mulher e vai continuar sendo. Não me importo com o que sente por mim; portanto, essa atitude não a levará a lugar algum.

Depois, vendo que ela continuava impassível:

— Jacob não devia amar você de verdade — disse, sorrindo com malícia —, ou teria casado de qualquer jeito. Para receber a bolsa não havia nenhuma exigência de não ser casado, e o dinheiro daria perfeitamente para vocês dois viverem modestamente.

Uma terrível amargura se contrapôs ao orgulho. Sabia que Edward observava atentamente seu rosto e tentou desesperadamente esconder o que sentia.

— Se ele me pedisse em casamento, você teria desistido de toda essa loucura?

— Talvez. Para falar a verdade, tudo que eu previ aconteceu. Eu tinha observado vocês na véspera. Era fácil ver que você o amava, não ele.

Aquilo a feriu mais do que tudo que ele tinha feito antes: mais do que a tristeza com a morte do pai, mais do que a violação fria e impiedosa de seu corpo. Foi como se tivesse um punhal enterrado no coração.

— Você descobriria um dia, Isabella.

Levada por uma reação incontrolável ela ficou de pé e avançou para ele, sendo facilmente dominada, trêmula e ofegante.

— Não quero que tenha pena de mim, Edward. Não ouse ter pena. Não ouse!

Ele a agarrou pelos pulsos, quando a viu cambalear e a segurou a tempo de evitar que caísse desmaiada no chão.

Foi a voz de Edward que ela ouviu quando voltou a si. A princípio, não podia se concentrar e entender, mas aos poucos percebeu que ele tentava se desculpar. Era uma coisa tão surpreendente, que ela abriu os olhos.

— ... ter que parar! — Esme dizia qualquer coisa, zangada. - Olhe só para ela, pelo amor de Deus! A gravidez está sendo... bem, não está sendo nada fácil. Brigar não vai ajudar a nenhum dos dois. Ela tem um gênio forte como o seu. Vocês são iguais; quando você ataca, ela revida. Meu Deus, Edward, o que há? Não tem cabimento eu estar agora explicando como um marido deve tratar a mulher!

Envergonhada por escutar sem que soubessem, Isabella tentou se levantar, apoiada nos cotovelos. Mas o movimento fez sua cabeça rodar, e ela caiu novamente nos travesseiros, chamando a atenção dos outros.

— Fique deitada, sua tonta! — Foi a ordem ríspida de Esme. Pela primeira vez, Isabella sorriu para a mulher.

— Você parece o meu pai.

— Então, ele deve ter sido um homem sensato. Está melhor?

— Sim, obrigada. Mas estou com sede.

Quando Esme saiu, Edward veio para perto da cama, e olhou para a esposa.

— Sinto muito — disse inexpressivo.

— Sente, mesmo? — perguntou Isabella, sentindo-se velha, cansada, enojada.— Mas acredita em tudo que disse, não é?

Ele vacilou um instante, o maxilar cerrado, o olhar evasivo.

— Sim. O que não significa que deveria ter dito. Fiz de propósito, para ferir você.

— Desde quando você se arrepende por ter me ferido?

— Desde agora.

O olhar sério examinou o rostinho pálido, desfeito pela náusea. Esme tinha razão: apesar de saudável, o corpo jovem de Isabella não estava aceitando a gravidez. A prova era o tom doentio da pele, as olheiras profundas. Embora não tivesse mudado muito até agora, a não ser pelas curvas generosas dos seios e a cintura um pouco mais grossa, ela parecia mais magra e mais velha.

— Não há nada que se possa fazer contra este enjôo constante? — perguntou Edward, passando os dedos pelos cabelos.

Ela sacudiu a cabeça.

— O dr. Stewart disse que prefere não receitar nada. E eu não tomaria, nem que ele mandasse.

— Entendo.

Esme voltou e Edward foi embora, mas aquele incidente mudou mais uma vez o relacionamento entre ambos. Nãoo que a atitude dele fosse diferente: ele continuava cortês e raramente estava em casa. Isabella é que tinha agora uma outra visão. Por causa do comentário do marido sobre Jacob, começava a enfrentar a verdade que sempre evitara cuidadosamente: não tinha sido tão amada pelo rapaz como pensava. Dali em diante, fez um esforço consciente para não ficar cultivando o passado, nem o que poderia ter sido, e para aceitar o presente:

Enquanto a criança se desenvolvia dentro dela, Isabella foi se descontraindo, cada vez mais se apoiando em Esme. Chegou até a ceder aos seus conselhos e redecorou o quarto.

— Vai dar a você alguma coisa para fazer, em vez de andar pelos cantos, se lamentando.

— Muito obrigada!

— E é só dizer a Edward que quer que volte para casa, que ele volta.

Isabella levantou a cabeça, orgulhosa.

— Eu não o proíbo de vir.

— Não? Nenhum homem vai impor sua presença, sabendo que não é bem-vindo.

— Ele sempre fez o que quis — respondeu Isabella, teimosa, achando um estranho prazer em falar sobre Edward.

— Pelo amor de Deus! Vocês dois se merecem! Que Deus ajude a pobre criança, com pais teimosos assim. Mas você podia ao menos dar um jeito nesse quarto.


Continua...

N-A E ai? Tenso né? Meninas eu sou uma romântica incuravél... e talvez eu até esteja falando demais... mas se o cara me batesse eu devolveria o tapa na hora... E depois  ia embora na mesma hora... tudo bem que a Bella disse merda... mais tipo eu fiquei pasma, tudo bem que ele pediu desculpa, mas tenho certeza que se fosse eu no lugar da Bella, eu ficaria meio louca... saia quebrando tudo kkkk... Mas esses dois são um casal diferente... E o Edward tem seus segredos... é por isso que perdôo ele Rsrsrs... Até Quinta Amores... Robsteijoooss... Fiquem com Deus!

Um comentário:

  1. OMG to amando a fic,caramba... to anciosa pro proximo cap.kkkkkkk e seu e fosse a Bella eu devolveria o tapa tambem.
    Bjs.
    Giovanna.

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